Questões de Concurso Sobre história

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Q1080291 História
Leia a charge e o texto abaixo.
Imagem associada para resolução da questão
“Grande parte desse monopólio Inglês devia-se simplesmente a solidão do pioneiro, soberano de tudo quanto ocupa por causa da ausência de outros ocupantes. Ao se industrializarem os demais países, o monopólio findou automaticamente” (HOBSBAWM, E. J, 1979).
A Revolução Industrial trouxe consequências sociais que mudaram os rumos da história. Diante disto, assinale a alternativa correta.
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Q1080290 História
[...] a crise resultava das características do próprio feudalismo. Assim, ao longo dos séculos XII e XIII já vinham ocorrendo profundas transformações, que se revelaram com toda a força a partir de princípios do século XIV. Esta crise foi global, com todas as estruturas feudais sendo fortemente atingidas (FRANCO, 1996). Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. No seu aspecto econômico, a crise derivava da exploração agrícola predatória e extensiva que fora típica do feudalismo. II. De fato, na época de expansão, o aumento da produção fora conseguido mais com a ampliação da área cultivável, do que com a utilização de tecnologia mais avançada. III. Quando em algumas regiões o cultivo de cereais precisou crescer, roubando terras da pecuária, a médio prazo a produtividade baixou devido à menor disponibilidade de esterco. E, naturalmente, caiu a produção de carne, leite e derivados.
Alternativas
Q1080289 História
[...] Marx, o homem que engendrou a ideologia comunista, não se coadunavam com outros analistas de economia que não seguissem as diretivas de um socialismo mais invectivo e contundente. Essa discrepância se acentuava sempre mais entre os muitos intelectuais que, no século XIX, tratavam de sociologia econômica ou de política econômica. Era o tema do momento para a intelectualidade que procurava livrar as nações e a própria humanidade não só do ultrapassado sistema econômico feudal, mas, sobretudo, libertar o homem do trabalho escravo, verdadeira chaga nas relações humanas, e ainda da subserviência semiescrava do trabalhador ao patrão (MARX, 2009).
De acordo com o texto acima, o sistema econômico feudal era ultrapassado e vinha causando discussões entre os intelectuais da época. A respeito desse sistema, que é uma forma de organização política, social e econômica, assinale a alternativa incorreta.
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Q1080288 História
Leia o trecho da música abaixo.
Gente Fina É Outra Coisa Por que você diz que vai fazer e não faz Assim não dá mais E eu não posso deixar Se alguma coisa está errada eu preciso falar A verdade A verdade E eu sei que você está com medo de dar E o que vão pensar Não vá se misturar com esses meninos cabeludos Que só pensam em tocar E você escuta o papa dizendo Que gente fina é outra coisa Mas gente fina é outra coisa. (Rita Lee)
A música foi produzida em 1973, ano que foi marcado pela Ditadura Militar no Brasil e que durou desde 1964 até 1985. A respeito do período militar, assinale a alternativa correta.
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Q1080287 História
Leia o texto abaixo.
O que é ideologia?
A propriedade privada no sistema capitalista se baseia na propriedade privada dos meios de produção e circulação das riquezas, no trabalho assalariado e na liberdade de mercado. No capitalismo, as pessoas podem ser proprietários de fazendas, indústrias, bancos, etc. (esses são os meios de produção e circulação das riquezas). O Brasil é um país capitalista. A concepção de trabalho no capitalismo, os donos dos meios de produção vendem suas mercadorias visando lucro. Para produzir essas mercadorias, porém, eles dependem dos trabalhadores, que não têm a propriedade dos meios de produção e recebem um salário por seu trabalho (CHAUI, 1981).
Foi nesse contexto que teve início, em 1947, a Guerra Fria. A respeito do período citado, assinale a alternativa correta.
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Q1076426 História

A primeira tarefa do regime jacobino foi mobilizar o apoio da massa contra a dissidência dos notáveis e girondinos provincianos e preservar o já mobilizado apoio da massa dos sansculottes de Paris, algumas de cujas exigências por um esforço de guerra revolucionário – recrutamento geral (o levée en masse), terrorismo contra os “traidores” e controle geral dos preços (o “maximum”) – coincidiam de qualquer forma com o senso comum jacobino, embora suas outras exigências viessem a se mostrar problemáticas. Uma nova constituição foi proclamada.

(Eric Hobsbawm, A era das revoluções. Adaptado)

A Constituição francesa de 1793

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Q1076425 História

Quase que simultaneamente, a revolução explodiu e venceu (temporariamente) na França, em toda a Itália, nos Estados alemães, na maior parte do império dos Habsburgo e na Suíça. De forma menos aguda, a intranquilidade também afetou a Espanha, a Dinamarca e a Romênia; de forma esporádica, a Irlanda, a Grécia e a Grã-Bretanha. Nunca houve nada tão próximo da revolução mundial com que sonhavam os insurretos do que esta conflagração espontânea e geral, que conclui a era analisada neste livro. O que em 1789 fora o levante de uma só nação era agora, assim parecia, “a primavera dos povos” de todo um continente

(Eric Hobsbawm. Era das revoluções)

O excerto apresenta

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Q1076423 História

Cogitada para solucionar as desavenças em torno do Congo, disputado pelo rei Leopoldo, a título particular, por Stanley, seu funcionário, e Savorgnan de Brazza, em nome da França, a conferência de Berlim foi, na verdade, organizada por um Bismarck que queria conformar seu próprio papel de árbitro nos conflitos internacionais, mas também participar, doravante, dos despojos.

(Marc Ferro, História das colonizações:

das conquistas às independências, séculos XIII a XX)

Entre os resultados dessa conferência,

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Q1076422 História

Contudo, se a tradição de revolução social no estilo de Outubro de 1917 – ou mesmo, como alguns diziam, a tradição original de revolução no estilo dos jacobinos franceses de 1793 – se exauria, continuava existindo a instabilidade social e política que gerava revoluções. O vulcão não deixava de estar ativo. À medida que a Era de Ouro do capitalismo mundial chegava ao fim, no início da década de 1970, uma nova onda de revolução varria grandes partes do mundo, seguida na década de 1980 pela crise dos sistemas comunistas ocidentais, que levou ao seu colapso em 1989.

Embora ocorressem esmagadoramente no Terceiro Mundo, as revoluções da década de 1970 formaram um conjunto geográfica e politicamente mal distribuído.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos)

Um exemplo de revolução da década de 1970 foi

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Q1076421 História

A síntese histórica que naturalmente ocorreu foi o feudalismo. A catastrófica colisão dos dois modos anteriores em dissolução – o primitivo e o antigo – produziu a ordem feudal que se disseminou por toda Europa medieval.

(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo)

Para Anderson, o feudalismo ocidental origina-se
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Q1076420 História
O padre Hidalgo sensibilizou-se com as injustiças políticas e sociais e com o sofrimento dos humildes. Sua figura é modelar, pois, como tantos outros padres na América Latina, levou sua visão religiosa ao extremo da rebeldia. Hidalgo, movido por suas crenças, pegou em armas e liderou um movimento revolucionário. Viveu profundos dramas de consciência ao fazer conviver a doutrina católica com as práticas violentas da luta armada. Foi um homem perturbado por fortes sentimentos de remorso e arrependimento, mas também uma figura de extrema coragem, que desobedeceu à Igreja, enfrentou a excomunhão e sofreu acusações de toda ordem, sem abandonar os objetivos nos quais acreditava. (Maria Ligia Coelho Prado, América Latina no século XIX: Tramas, tela e textos)
A partir da trajetória de Hidalgo, é correto considerar que
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Q1076419 História
Além do histrionismo, o governo de Jânio Quadros seria marcado pela mal calculada tentativa de golpe através da renúncia, menos de sete meses depois da posse, que, embora não resultasse na conquista de poderes excepcionais para o Executivo, era como tudo indica o que parecia pretender o político excêntrico. [...] Jânio não possuía um plano de governo, como sói acontecer com todos os governantes eleitos pelo discurso ético-moral mobilizador da noção de “crise moral” e pelo “programa” de combate à corrupção. Porém, dois aspectos de seu “governo” devem ser destacados.
[Carlos Fico, O Brasil no contexto da Guerra Fria: democracia, subdesenvolvimento e ideologia do planejamento (1946-1964). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]

Segundo o artigo, no governo Jânio Quadros, merecem destaque:
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Q1076418 História

Em 21 de março de 1916, era lançado na Bahia um requerimento ao presidente Venceslau Brás pedindo a abolição dos festejos de Tuiuti e Riachuelo. O texto do requerimento, aqui reproduzido em parte, é o seguinte:

Há mais de nove lustros que o Paraguai e o Brasil mantêm os mais amistosos desígnios nas suas relações internacionais. Relembrar, portanto, em meio de públicas solenidades os atos de guerra havidos entre os dois povos irmãos [...] ofende aos intuitos e destoa dos ditames de uma sã política racional orientada para a confraternização dos povos [...] E, considerando um nobilíssimo dever cívico render homenagens aos que no passado souberam amar e sentir a Pátria Brasileira, quer nos campos de batalha, quer nas outras esferas da atividade humana, pedimos designe o Governo da República um dia para que anualmente se prestem, em todos os recantos do País, públicos preitos de amor e gratidão aos que, na paz e na guerra, honraram o nome brasileiro. Para esse dia de culto cívico lembramos o 26 de janeiro, aniversário da “capitulação da Campina do Taborda”, glorioso epílogo da luta defensiva sustentada durante 24 anos, em prol da integridade do pátrio território, pelos guerreiros heroicos do indígena Felippe Camarão, do negro Henriques Dias e dos brancos André Vidal e Fernandes Vieira.

[Francisco Alambert, O Brasil no espelho do Paraguai. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]


O requerimento revela que seus autores objetivam

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Q1076417 História

O movimento abolicionista se estendeu até 1888, liderado por Joaquim Nabuco, Tavares Bastos e José do Patrocínio, e organizado pela Sociedade Brasileira contra a Escravidão. [...] Como afirmou Nabuco em O abolicionismo: “Não é aos escravos que falamos, é aos livres”. Segundo as suas lideranças, o movimento deveria se restringir ao âmbito das elites e das classes médias urbanas [...]

[Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]


A Sociedade Brasileira contra a Escravidão tem claras divergências em relação 

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Q1076416 História

Em 1789, no engenho Santana de Ilhéus, Bahia, os escravos mataram o feitor e se adentraram nas matas com as ferramentas do engenho, até reaparecerem algum tempo depois com uma proposta de paz em que pediam melhores condições de trabalho, acesso a roças de subsistência, facilidades para comercializar os excedentes dessas roças, direito de escolher seus feitores, licença para celebrar livremente suas festas, entre outras exigências.

[João José Reis, “Nos achamos em campo a tratar da liberdade”: a resistência negra no Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)


No evento apresentado, é correto reconhecer que

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Q1076415 História

Café era sinônimo de São Paulo, e os políticos paulistas visavam avidamente beneficiar a economia exportadora de seu estado. Suas lideranças mostravam interesse em cooperar com os representantes de outros estados e do governo federal quando detectavam interesses comuns; por sua vez, entre as elites estaduais, os paulistas defendiam políticas intervencionistas com habilidade inusitada, enquanto o governo federal se mostrava reticente em fazê-lo. A mais famosa instância de cooperação com os outros estados, cooperação com o governo federal e demonstração de autoconfiança foi o episódio da valorização do café em todos os diversos estágios de seu desenvolvimento.

[Joseph L. Love, A república brasileira: federalismo e regionalismo (1889-1937). Em Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação]


A Política de Valorização do Café, pensada no Convênio de Taubaté (1906),

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Q1076414 História
Historiadores portugueses ainda por vezes escrevem como se o Brasil nunca tivesse sido uma colônia de Portugal, e historiadores brasileiros frequentemente ignoram a importante dimensão transatlântica dos conflitos políticos internos e das limitações econômicas do Brasil. A história entre fins de 1807 e 1825 se ressente da falta de um esboço interpretativo, ainda que rudimentar.
[Kenneth Maxwell, Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000). Adaptado]
As referências temporais presentes no excerto referem-se, respectivamente,
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Q1076413 História
Em 1968 surge uma coletânea de artigos, Brasil em Perspectiva, na qual a cientista política M. do Carmo C. de Souza começa a por em dúvida uma “noção geralmente aceita”: a de que o movimento de 1930 teria sido um embate entre latifúndio (e estruturas agrárias) e indústria (e estruturas urbanas nascentes), “à semelhança da revolução burguesa no desenvolvimento capitalista europeu”. Um capítulo de Boris Fausto sobre “A revolução de 1930” discute as interpretações dessa revolução pensando-as “dentro de uma dinâmica própria” do movimento e de suas contradições. Este autor endossa a explicação de Francisco Weffort sobre um “Estado de compromisso” criado depois de 1930 e que perduraria por toda a década. [Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado]

A categoria “Estado de compromisso” significa que
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Q1076412 História

Ele foi um dos primeiros historiadores, em seu livro Formação do Brasil contemporâneo (1942), que se voltou para o estudo da massa de homens livres na sociedade colonial e trata de sua inserção ambígua no sistema produtivo escravista. Marxista dado a interpretações concretas e específicas, apontou este setor dos homens livres como um grupo social que, em princípio, estava fora do sistema produtivo dominante. Somente no dia em que estivesse integrado na sociedade é que se poderia considerar consumado o processo de formação do país.

[Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em Marcos Cezar de Freitas (org.). Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado]


O texto apresenta

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Q1076411 História

No livro didático de Rocha Pombo, História do Brasil para o ensino secundário, que em 1922 estava na sua 19ª edição, há a reprodução de três quadros de Benedito Calixto (1853-1927): Chegada da frota de Martim Afonso de Sousa, Martim Afonso a caminho de Piratininga e Fundação de São Vicente. Essas obras inserem-se numa modalidade que alguns especialistas consideram como deturpação do gênero de pintura histórica.


[Thais N. de L. e Fonseca. “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação. Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História. Adaptado]

Deturpação porque, nas obras de Benedito Calixto,
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Respostas
14561: A
14562: C
14563: D
14564: D
14565: B
14566: E
14567: A
14568: A
14569: C
14570: E
14571: D
14572: E
14573: B
14574: A
14575: E
14576: A
14577: D
14578: B
14579: D
14580: E