Questões de Concurso Sobre história
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LE GOFF, Jacques. História e Memória. Campinas: Unicamp, 2013. Página 535.
Os debates em torno do conceito de memória coletiva e sua relação com a História ganharam grande força na segunda metade do século XX. Nesse período, diversos pesquisadores da área das ciências humanas desenvolveram trabalhos acerca do tema. Sobre o debate a respeito de História e Memória, observe as afirmativas a seguir:
I. A memória coletiva, em sua forma científica, trata-se da própria História.
II. Por ser um sinal do passado, como uma obra de arquitetura ou uma escultura, um monumento não está relacionado com a memória coletiva.
III. Documentos históricos, por serem objetos de trabalho do historiador, não estão relacionados com questões referentes à memória coletiva.
Estão corretas as afirmativas:
A frase citada corresponde às últimas palavras atribuídas a Dom Pedro II, antes de morrer no exílio.
Dentre os motivos relacionados com o declínio da monarquia brasileira no final do século XIX, processo que levou à deposição e exílio do Imperador Dom Pedro II, assinale a alternativa incorreta:
Abelardo I – É provável! Mas compromisso é compromisso! Os países inferiores têm que trabalhar para os países superiores como os pobres trabalham para os ricos. Você acredita que New York teria aquelas babéis vivas de arranha-céus e as vinte mil pernas mais bonitas da Terra se não se trabalhasse para Wall Street de Ribeirão Preto a Cingapura, de Manaus a Libéria? Eu sei que sou um simples feitor do capital estrangeiro. Um lacaio, se quiserem! Mas não me queixo. É por isso que possuo uma lancha, uma ilha e você…”
OSWALD, Andrade. O Rei da Vela (1933). São Paulo: Editora Globo, 2003
A peça de Oswald de Andrade, escrita na década de 1930, foi montada pelo Teatro Oficina na década de 1960 sob direção do diretor José Celso Martinez Correa. Entre a publicação do texto e a sua montagem, a peça foi parte de dois movimentos artísticos distintos. São eles:
Proclamação da República: quantas repúblicas o Brasil já teve?
Uma série de mudanças e rearranjos políticos culminaram na Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889, quando o Brasil deixou de ser uma monarquia − regida pelo Imperador Dom Pedro II. O ato foi comandado por militares brasileiros, com o Marechal Deodoro da Fonseca como líder, segundo informa um artigo da seção de educação do Governo do Estado de São Paulo. O documento que garantiu a transição política foi assinado na noite do próprio dia 15, no Rio de Janeiro − que era a capital da monarquia na época − dando início à República Federativa e Presidencialista no Brasil.
De acordo com o site do Senado federal brasileiro, foram cinco as repúblicas (ou períodos republicanos) que o país já teve em sua história − o último deles se estende até a atualidade.
Após a queda do imperador, o Marechal Deodoro da Fonseca primeiro assumiu a chefia do Governo Provisório e entre suas medidas iniciais estavam o banimento de Dom Pedro II e sua família do território nacional, e a criação do primeiro Congresso Constituinte, como detalha outro artigo, desta vez do site da Câmara Legislativa brasileira. A primeira Constituição republicana do país também nasceu após esses atos.
Como o próprio nome diz, é o período republicano decorrente da proclamação e que garantiu um Estado laico. O começo do regime republicano no Brasil enfrentou uma série de instabilidades sociais, boa parte delas em decorrência da abolição da escravidão, ocorrida em 13 de maio de 1888, e foi marcado por pouca participação popular − como informam os sites do Governo do Estado de São Paulo e do Senado federal brasileiro. Marechal Deodoro da Fonseca também foi o primeiro presidente republicano do país − eleito por voto indireto.
O segundo período republicano brasileiro teve como comandante Getúlio Vargas, um político nascido no Rio Grande do Sul que teve diversos mandatos como presidente. O primeiro período político comandado por ele começa em 1930 e, a partir de 1937 Vargas instala uma ditadura no país que se estende até 1945, como informa o site do Senado federal brasileiro.
A chamada "Era Vargas" foi um momento controverso da República no Brasil, já que ao mesmo tempo em que houve avanços ligados à industrialização e a importante consolidação das leis trabalhistas no país (boa parte delas vigentes até hoje), também ocorreram perseguições de adversários políticos e a criação de um órgão de censura.
Entre os marcos desse período republicano estão a criação de partidos políticos e a consolidação da retomada da liberdade de imprensa, informa o site do Senado Federal. Também foi estabelecido o Regime de Democracia Liberal para o funcionamento do país, o que significa uma forma de governo na qual a população vota em seus representantes.
Getúlio Vargas assumiu novamente a presidência, desta vez de 1950 a 1954, ano em que se suicidou. Já em 1956, é eleito o político mineiro Juscelino Kubitschek, responsável pela mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, uma cidade totalmente construída do zero no Centro-Oeste brasileiro, como informa o site do Senado federal.
Inaugurado em abril de 1964, o governo ditatorial militar no país durou 21 anos com intensa repressão a seus opositores, informa o site do Senado. Foram cinco os presidentes militares que se sucederam nesse período, encerrado com a passagem do posto presidencial de João Baptista Figueiredo, último militar no comando, para um sucessor civil − o político maranhense José Sarney.
Com a Nova República − em funcionamento até hoje no país − se aprovou também uma nova Constituição (a Constituição cidadã de 1988), e começaram a acontecer novamente as eleições diretas para presidente. Esse período republicano começou oficialmente quando o vice-presidente eleito José Sarney assumiu a presidência do Brasil, após a morte do cabeça de chapa, Tancredo Neves, explica o site do Senado Federal.
Entre os destaques desse princípio da Nova República estão a volta da legalização dos partidos políticos, a garantia do direito à greve, o estabelecimento de eleições gerais, bem como a sucessão presidencial, como esclarece o site oficial do Congresso brasileiro.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/proclamacao -da-republica-quantas-republicas-o-brasil-ja-teve
"No dia 19 de janeiro, o Memorial às Vítimas do Holocausto foi inaugurado e aberto ao público na cidade do Rio de Janeiro. O espaço fica localizado no Parque Yitzhak Rabin, no Mirante do Pasmado, no Botafogo.
Os visitantes têm acesso a um diverso acervo de áudios, imagens, sons a partir de experiências imersivas. Relatos das vítimas do genocídio nazista e memórias sobre suas vidas são evidenciados na exposição".
Disponível: https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/atualidades/atualidades-vestibular-e-enem-janeiro-de-2023.htm
O Holocausto aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, e consiste em um genocídio cometido por nazista que acreditavam poder eliminar as pessoas que não se enquadravam em um padrão por eles estabelecido.
Infelizmente, ainda hoje os atos discriminatórios ainda são constantes em nossa sociedade, chegando a absurdos como os ataques armados cometidos contra tais grupos. Por ocasião da Segunda Guerra, quem eram os principais alvos dos opressores?
Considere o gráfico abaixo e assinale a alternativa certa conforme o enunciado:

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45960213)
“Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e tipos de documento (escritos, iconográficos, materiais, imateriais) capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações sociais que os geraram. Os registros e vestígios das mais diversas naturezas (mobiliário, instrumentos de trabalho, música etc.) deixados pelos indivíduos carregam em si mesmos a experiência humana, as formas específicas de produção, consumo e circulação, tanto de objetos quanto de saberes. Nessa dimensão, o objeto histórico transforma-se em exercício, em laboratório da memória voltado para a produção de um saber próprio da história”
(Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. p.398.)
Assinale abaixo a alternativa que corresponde ao texto:
“Brasileiros! No alvorecer do novo ano, quando nas almas e nos corações se acende mais viva e crepitante a chama das alegrias e das esperanças e sentimentos mais forte e dominadora a aspiração de vencer, de realizar e progredir, venho comunicar-me convosco e falar, diretamente, a todos, sem distinções de classe, profissão ou hierarquia, para unidos e confraternizados, erguemos bem alto o pensamento, num voto irrevogável pela grandeza e pela felicidade do Brasil.”
(Fonte: VARGAS, Getúlio. A nova política do Brasil. Rio de Janeiro: Livraria José Olimpio Editora, 1938. p. 121.)
No Brasil, entre os anos de 1930 até 1945, viveu-se o momento histórico que ficou conhecido como Era Vargas. Como elemento constitutivo das práticas políticas de Getúlio Vargas temos a difusão das ideias que visavam atenuar os conflitos classistas, de modo a se vislumbrar como horizonte a conciliação destes grupos por meio da égide da estrutura estatal. As características enumeradas acima se referem ao conceito político designado como:
“Vejam, pois, estes senhores [...], que estamos cercados de escravos, e temam por sua própria segurança e vida, que eles não tomem ao pé da letra tanto Cativo, tanta igualdade e desaforo com que estão continuadamente berrando de todos os cantos deste Império; lembrem-se da Ilha de S. Domingos, e não queiram fazer do Brasil um novo Haiti - Quod Deus Avertat [Deus nos livre]. Amém!”
(Fonte: O Cruzeiro: Jornal Político, Literário e Mercantil, Pernambuco, n. 40, 25 jun. 1829, p.4.)
Considerando o contexto do início do século XIX no Brasil, assinale a alternativa em que a afirmativa se relaciona com o texto:
I. Através do Pacto Colonial era imposto que a colônia só poderia exportar para Portugal ou para os mercadores que convinham a Portugal; por consequência desse exclusivismo os mercadores conseguiam barganhar preços muito vantajosos.
II. A colônia Brasileira só poderia importar de Portugal ou da Inglaterra (considerada nação amiga de Portugal). Esse regime de comércio é chamado de exclusivismo metropolitano, considerado a grande razão da transferência de riquezas do Brasil colonial para metrópole Portugal.
III. Apesar de os mercadores portugueses terem poder de monopsônio para impor preço que desejariam pagar, não o faziam, pois, assim estariam desestimulando os colonos que também eram portugueses, a continuar a produzir no Brasil, pois haviam saído de Portugal com esperança de se tornarem ricos como senhores de engenho.
I. Foi um monge alemão, Martinho Lutero, o maior responsável por esse conflito teológico. Ele deu forte destaque à fé e à palavra (a Bíblia), como elementos mais significativos.
II. Diversos príncipes eleitores, nobres governantes alemães, insatisfeitos com o poder do papa, apoiaram Lutero e transformaram as igrejas de seus próprios domínios em igrejas estatais, partindo do princípio de que a religião do eleitor também era a de seus súditos.
III. Os reformadores suíços Calvino e Zuínglio defendiam um rompimento mais radical com o catolicismo. Davam menos valor ao batismo e à eucaristia do que os católicos e os luteranos, mas julgavam vital mexer na organização da Igreja. Queriam seguir aquilo que consideravam os preceitos do Novo Testamento.
I. Relação entre nobres. O nobre que doava parte de seu feudo a outro era chamado de suserano e o que recebia as terras era chamado de vassalo.
II. O rei era considerado o maior suserano de todos, pois foi ele que doou as primeiras terras aos nobres senhores feudais em troca de sua bravura nas guerras.
III. Os feudos eram autossuficientes, pois seus habitantes produziam praticamente o necessário para sobreviver e o que não possuíam era obtido por meio da troca.
I. Avanço da grande propriedade produtiva no campo.
II. Expansão da classe média urbana.
III. Ampliação da base da sociedade. A grande novidade sobre esse aspecto foi o surgimento do “colonato” na área rural e, sobretudo, da classe operária nos centros urbanos.
Está(ão) CORRETO(S):
“Os espanhóis aproveitaram a _________ para uma grande ofensiva no Prata. Em outubro de 1762, as tropas castelhanas e missioneiras assaltaram e apoderaram-se da colônia de _________. Em 19 de abril de 1763, o forte de Santa Teresa, na fronteira sul da capitania de Rio Grande, caía, sem resistência. Mais grave ainda, em 24 do mesmo mês, a vila e o porto de Rio Grande e o Norte eram entregues, também praticamente sem luta, aos castelhanos, obrigando a administração luso-brasileira e grande parte da população da vila e dos arredores a recuar para os campos de Viamão. Colonos açorianos presos em Rio Grande foram levados para Maldonado (1755), no sudeste da Banda Oriental, onde se estabeleceram, muitos deles definitivamente.”
I. As dificuldades quanto ao transporte.
II. A carestia da mão de obra livre e escravizada.
III. A concorrência com o trigo estadunidense.
IV. A má qualidade dos grãos.
Estão CORRETOS: