Questões de Concurso Sobre história

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Q3575022 História
A África foi vítima do maior holocausto que o mundo já conheceu, desdobrado em dois momentos: o tráfico escravista árabe dos séculos VIII e IX e o mercantilismo europeu dos séculos XV a XIX.
 (Elisa Larkin Nascimento, Sankofa: significado e intenções.  Em: Elisa Larkin Nascimento (org.). A matriz africana no mundo)
 Para Elisa Nascimento, o holocausto europeu na África 
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Q3575021 História
Para que os objetivos da colonização portuguesa em Angola fossem alcançados na íntegra, seria necessário exercer também o domínio cultural. Assim, entre outros documentos, foi instituído o “atestado de assimilação”, por meio do qual se daria ao nativo o estatuto de cidadão português.
(Ismael Diogo da Silva, Angola ontem e hoje. Em: Elisa Larkin  Nascimento (org.). A matriz africana no mundo. Adaptado)
Segundo o artigo citado, para o nativo de Angola, o “atestado de assimilação” significava
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Q3575018 História
O saber histórico na sala de aula tem se caracterizado por um duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado. De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos questionamentos.
(Currículo Paulista)
Segundo o Currículo Paulista, tal perspectiva do saber histórico
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Q3575016 História
No artigo “Cultura escolar como objeto histórico”, Dominique Julia considera que as disciplinas escolares são
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Q3575015 História
Por que seria tão controvertida a utilização das fontes orais? Paul Thompson sugeriu que os velhos professores não gostam de aprender novos truques e resistem ao que percebem ser uma erosão da posição especial do método rankeano. Isso pode ser verdade, mas eu suspeito de que há razões mais profundas, e menos estridentes.
 (Gwyn Prins, História Oral. Em: Peter Burke (org.).
 A escrita da história: novas perspectivas)
Gwyn Prins responde à própria pergunta afirmando que os historiadores
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Q3575014 História
Não procurei resumir para os leitores brasileiros a história da África portuguesa, tampouco “brasilianizar” de qualquer jeito personagens e feitos ultramarinos.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:  formação do Brasil no Atlântico Sul)
Na obra citada, o autor pretendeu
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Q3575013 História
Contando com um mercado de trabalho compulsório plantado nas aldeias africanas, os colonos da América portuguesa não precisavam efetuar investimentos internamente – em capital, terra e trabalho – para garantir a reprodução ampliada da mão-de-obra autóctone. Convinha mais fazer açúcar para vender na Europa e obter meios de compra de escravos, ou cultivar tabaco e fabricar cachaça para trocar por africanos adultos, do que investir na produção de alimentos, estimular uniões entre os cativos, preservar as mulheres grávidas e as crianças nos engenhos e nas fazendas na expectativa de recolher, a médio prazo, novos trabalhadores cativos nascidos e criados no local.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:
 formação do Brasil no Atlântico Sul
)
A partir do excerto, é correto afirmar que
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Q3575012 História
Na noite do dia 24 para 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravizados e libertos ocupou as ruas de Salvador, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados. Foi a Revolta dos Malês.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)
Ainda sobre essa revolta, segundo a obra citada, é correto afirmar que
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Q3575011 História
Considera-se como o país cristão mais antigo da África subsaariana, sem que houvesse contato com a coloniza ção. O cristianismo foi introduzido a partir de Alexandria, durante a ocupação romana do Egito. Salvo uma curta ocupação da Itália no século XX, o país nunca foi ver dadeiramente colonizado. O cristianismo só perdeu sua preponderância perante o islamismo, imposto durante o império otomano.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
O excerto apresenta referências
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Q3575010 História
O que Marc Bloch não aceitava em seu mestre Charles Seignobos, principal representante dos historiadores “positivistas”, era iniciar o trabalho do historiador somente com a coleta dos fatos.
(Jacques Le Goff, Prefácio. Em: Marc Bloch, Apologia da história,
 ou, O ofício do historiador
. Adaptado)
Para Marc Bloch, havia uma fase anterior à coleta de fatos, que exige do historiador
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Q3575009 História
 Estudar as crônicas de uma aldeia, o que é feito com enorme frequência hoje em dia, é algo completamente sem sentido. O dever do historiador é estudar as origens daquelas ideias que moldam nossas vidas, não escrever novelas. Basta eu citar um exemplo: há muita conversa atualmente sobre a necessidade de retorno ao mercado. Quem inventou o mercado? Os homens do século dezoito. E na Itália quem se preocupava com isso? Os pensadores do Iluminismo, Genovese e Verri. É importante situar firmemente no centro de nossos estudos as raízes de nossa vida moderna.
(Franco Venturi, Lumi di Venezia. Apud Giovanni Levi. Em: Peter Burke
(org.). A escrita da história: novas perspectivas, 2011, p. 10. Adaptado)
Segundo o excerto, Franco Venturi,
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Q3575008 História
A nova história é a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional. Será conveniente descrever este paradigma tradicional como “história rankeana”. Em prol da simplicidade e da clareza, o contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em seis pontos.
(Peter Burke (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Adaptado)
De acordo com Peter Burke, um dos pontos que diferencia a nova história do paradigma tradicional afirma que
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Q3570107 História
Relacione corretamente os eventos da história política brasileira às suas respectivas características:
(1) Inconfidência Mineira
(2) Conjuração Baiana
(3) Independência do Brasil
(4) Proclamação da República
A. Movimento de caráter elitista, liderado por intelectuais e membros da aristocracia colonial, inspirado no Iluminismo e na independência americana.
B. Movimento com ampla participação popular, incluindo artesãos e ex-escravizados, com forte reivindicação por igualdade racial e fim da escravidão.
C. Processo liderado por Dom Pedro I, motivado por interesses políticos e econômicos da elite colonial, com resistência à recolonização portuguesa.
D. Ato de ruptura do regime monárquico liderado por militares positivistas, que resultou na adoção do regime republicano. Assinale a sequência correta:
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Q3570106 História

Em relação à formação histórica do Brasil e aos principais ciclos econômicos que marcaram a colonização portuguesa, analise as proposições abaixo:


I. O ciclo do pau-brasil representou a primeira atividade econômica sistematizada pelos portugueses na colônia, baseada na extração e exportação de madeira nobre, sem estabelecimento de estrutura produtiva interna duradoura.


II. O ciclo do açúcar teve importância vital para a economia colonial, especialmente no litoral do Nordeste, com uso intensivo da mão de obra indígena, substituída posteriormente pela mão de obra escravizada africana.


III. A mineração no século XVIII concentrou-se principalmente na região centro-oeste do Brasil e impulsionou a criação de novas vilas, o incremento das receitas da Coroa e o surgimento de movimentos contestatórios.


IV. O ciclo do café teve início ainda no século XVII, sendo responsável por consolidar a hegemonia econômica do Nordeste brasileiro. Assinale a alternativa correta

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Q3569985 História
A abolição da escravatura em 1888, impulsionada por pernambucanos como Joaquim Nabuco, marcou a transição para uma economia de trabalho livre. Manifestações culturais afro-brasileiras, como o maracatu, ganharam destaque e foram reconhecidas como patrimônio imaterial pelo IPHAN. Qual foi o principal desafio cultural após a abolição em Pernambuco, considerando a preservação dessas tradições?
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Q3569335 História
A emergência da história e memória como campos interdisciplinares tem produzido debates intensos sobre os usos do passado, a construção de identidades coletivas e as disputas por reconhecimento. Autores como Paul Ricoeur, Pierre Nora e Michel Pollak destacam os diferentes regimes de historicidade em jogo nas narrativas públicas. Qual alternativa expressa uma compreensão crítica e metodologicamente sólida sobre a relação entre história e memória?
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Q3569334 História
A história econômica, particularmente no diálogo com a macro-história e a história global, tem aprofundado a análise dos efeitos do imperialismo europeu na configuração dos mercados mundiais. A partir das contribuições de Immanuel Wallerstein, Kenneth Pomeranz e Sven Beckert, qual alternativa expressa uma crítica sofisticada ao impacto do imperialismo na estruturação da economia capitalista global?
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Q3569333 História
A análise do pensamento político moderno exige uma leitura crítica das concepções de Estado, soberania e contrato social elaboradas por autores como Hobbes, Locke e Rousseau. No entanto, a recepção dessas ideias na historiografia contemporânea tem ressaltado as ambiguidades e as tensões entre liberdade, autoridade e representação. Qual alternativa representa uma leitura interpretativamente densa e alinhada com essas discussões?
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Q3569332 História
A Revolução Francesa, ao inaugurar uma nova gramática política baseada na soberania popular e na cidadania moderna, também desencadeou tensões entre universalismo e exclusão. Pesquisas recentes têm problematizado os limites das promessas iluministas, especialmente no que se refere à participação feminina, racial e colonial. À luz dessas abordagens, qual alternativa expressa um tensionamento crítico coerente com a historiografia contemporânea sobre o tema?
Alternativas
Q3569331 História
A historiografia sobre o período medieval, especialmente a partir das décadas finais do século XX, passou a desconstruir as imagens estigmatizadas da “Idade das Trevas” e a abordar com maior sofisticação as relações sociais, simbólicas e políticas do feudalismo europeu. Com base nas contribuições de Jacques Le Goff, Georges Duby e Chris Wickham, qual alternativa apresenta uma interpretação consistente com as abordagens historiográficas atuais sobre o feudalismo?
Alternativas
Respostas
3161: B
3162: C
3163: A
3164: B
3165: D
3166: B
3167: E
3168: A
3169: B
3170: B
3171: C
3172: E
3173: A
3174: A
3175: A
3176: E
3177: C
3178: D
3179: E
3180: D