Questões de Concurso Comentadas sobre história
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O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.
A concepção de história presente na citação compreende o passado como
A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados, que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, p. 397.
O trecho foi retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em sua parte que aborda o ensino de História para a etapa do Ensino Fundamental. O parágrafo apresentado evidencia uma oposição à concepção de história
A compreensão dos processos históricos e geográficos exige a análise articulada entre formas de organização social, uso do espaço, relações de poder e dinâmicas ambientais. Considerando a Pré-história, o Brasil colonial e imperial, a história e cultura afro-brasileira e indígena, bem como aspectos da população, urbanização, diversidade, desigualdade e geografia física, analise as afirmativas a seguir:
I. A transição da Pré-história para sociedades mais complexas esteve associada à sedentarização, ao domínio de técnicas agrícolas e à crescente modificação do espaço natural, processo que marcou o início de relações mais intensas entre organização social e ambiente geográfico.
II. No Brasil colonial e imperial, a estrutura econômica baseada na grande propriedade rural, no trabalho escravizado e na produção voltada ao mercado externo contribuiu para uma ocupação do território desigual, cujos efeitos se projetam nas atuais disparidades regionais e socioespaciais.
III. As populações indígenas e afro-brasileiras tiveram participação marginal na formação social, econômica e política do Brasil, sendo suas contribuições restritas ao plano cultural, sem impactos estruturais sobre o território ou as relações de poder.
IV. O processo de urbanização brasileiro intensificou-se de forma tardia e acelerada, especialmente a partir do século XX, produzindo cidades marcadas por forte segregação socioespacial, vinculada tanto à herança histórica quanto às dinâmicas contemporâneas da população e do trabalho.
V. Os elementos da geografia física, como relevo, clima e hidrografia, atuam como fatores determinantes da distribuição da população e das atividades econômicas, independentemente das escolhas políticas, sociais e históricas.
Pode-se afirmar que apenas as afirmativas:
Marque (V) para Verdadeiro e (F) para falso:
( ) O mais famoso quilombo brasileiro foi o Quilombo de Palmares.
( ) Zumbi liderava o Quilombo de Palmares.
( ) O Quilombo do Jabaquara era liderado por Zumbi.
( ) O nome de Tiradentes era Luís Alves de Lima e Silva.
( ) A Lei Áurea foi assinada no dia 13 de maio de 1888.
Onde e quando D. Pedro deu o “grito de Independência”?
Quem assinou a Lei Áurea?
( ) A História pode ser compreendida como ciência do passado e também como ciência do presente.
( ) O professor deve propor temas baseados nos problemas do presente, mantendo o cuidado de evitar anacronismos.
( ) A História ensinada a partir do presente pode cobrar dos agentes do passado valores contemporâneos, o que é o único procedimento adequado para o aprendizado histórico.
Assinale a alternativa correta.
Os primeiros séculos medievais conheceram uma cristalização da hierarquia __________, fenômeno que na verdade já se desenvolvia anteriormente, mas que se completou apenas no século IV.
A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os processos de ocupação e confronto territorial no Ceara colonial devem ser ensinados:
I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial.
II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste.
III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre territórios tradicionais.
IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela mercantilização da terra.
Considerando esse enquadramento normativo e sua aplicação prática na formação histórica dos estudantes da rede básica de ensino da cidade do Crato, Ceará, é correto afirmar que o capitalismo moderno se consolidou e deve ser ensinado, segundo a BNCC, como um processo que:
Considerando a mineração como objeto de reflexão histórica e de transposição didática para o Ensino Básico, marque a alternativa correta: