Questões de Concurso Comentadas sobre história

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Q3866419 História
Leia o texto a seguir.

No tempo que governavam os três estados, começaram a levantarem-se uns tipos de gentes que se chamavam companheiros e que saqueavam a todos que levavam cofres. Digo que os nobres do reino da França e os prelados da santa Igreja começaram a se cansar da empresa e da ordem dos três estados. Deixaram atuar o preboste dos comerciantes e alguns burgueses de Paris, mas intervinham mais do que desejavam. Sucedeu um dia que o duque da Normandia estava em seu palácio com grande quantidade de cavaleiros e o preboste dos comerciantes reuniu também grande quantidade de comunas de Paris que eram de sua seita e de seu partido. Todos levavam gorros iguais para reconhecerem-se. Este preboste se dirigiu ao palácio rodeado por suas gentes e entrou na câmara do duque. Com grande acrimônia requereu que se ocupasse dos assuntos do reino e mantivesse conselho, de modo que o reino que devia herdar estaria bem protegido daqueles companheiros que o dominavam, saqueando e roubando por todo o país. O duque respondeu que se ocuparia com muito gosto, se obtivesse sentença de assim fazê-lo, mas que correspondia decidir o que determinava os ditames e juízos do reino. Não sei por que nem como sucedeu, mas as palavras foram crescendo tanto e tão alto que, na presença do duque da Normandia mataram os três maiores de seu conselho, tão próximo dele, que sua vestimenta ficou ensanguentada. O mesmo correu um grande perigo, mas lhe deram um dos gorros e concedeu perdoar a morte daqueles três cavaleiros, dois de armas e o terceiro de leis. Um deles se chamava meu senhor Robert de Clermont, um homem nobre e muito gentil; o outro, senhor de Conflans, marechal de Champagne e cavaleiro de leis, meu senhor Simon de Bucy. Foi uma grande pena que ali morressem, por falar e aconselhar bem a seu senhor.

FROISSART, Jean. Crônicas (c. 1337-1410). Disponível em: https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-ocampesinato-secs-v-xv#extrato-43. Acesso em: 14 nov. 2025.

Sobre as relações medievais presentes no trecho das Crônicas de Froissart, identifica-se uma sociedade
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Q3866415 História
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No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente pela própria Cultura Clássica.

MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV. ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63.


Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os mitos são
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Q3866414 História
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A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.

SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.


O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
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Q3866412 História
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O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.

A concepção de história presente na citação compreende o passado como
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Q3866411 História
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A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados, que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, p. 397.

O trecho foi retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em sua parte que aborda o ensino de História para a etapa do Ensino Fundamental. O parágrafo apresentado evidencia uma oposição à concepção de história 
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Q3865933 História
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, inaugurada em 1º de agosto de 1912, foi um empreendimento estratégico na região Amazônica, cuja construção ocorreu em uma das áreas mais isoladas do planeta. Apesar de sua expressiva relevância histórica, a ferrovia não se encontra mais em operação nos dias atuais. Considerando o contexto histórico de sua construção, é CORRETO afirmar que a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: 
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Q3865480 História
A bandeira nacional brasileira, aclamada em 19 de novembro de 1889, possui acima do dístico “Ordem e progresso”, uma única estrela, que representa uma unidade federativa do Brasil, a partir de um importante acontecimento histórico, representando 
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Q3865399 História
No contexto das grandes obras de infraestrutura do período imperial, a primeira estrada de ferro do Brasil foi inaugurada em 1854 e ficou conhecida como:
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Q3865397 História
No contexto da formação histórica do território brasileiro, o Tratado de Tordesilhas, firmado em 1494, estabeleceu uma divisão territorial entre duas potências ibéricas. Quais países celebraram esse tratado? 
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Q3865047 História
Historicamente, a relação entre infância e trabalho revela aspectos centrais da organização social de diferentes épocas. Considerando esse contexto, assinale a alternativa correta.
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Q3863484 História
Durante o período colonial, o território pernambucano foi palco de alguns movimentos e revoltas como, por exemplo a: 
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Q3862142 História
Durante o ciclo da cana-de-açúcar no período colonial, a capitania de São Vicente desenvolveu produção açucareira menos expressiva que Pernambuco e Bahia principalmente devido a:
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Q3862141 História
Na industrialização paulista do pós-guerra, a implantação de um complexo automotivo no ABC transformou cadeias produtivas, empregos urbanos e a logística regional, com forte impacto na configuração econômica e demográfica do estado. Indique a personalidade histórica de São Paulo associada à instalação e expansão desse polo industrial, especialmente pela liderança empresarial na atração e consolidação desse setor:
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Q3861859 História

A compreensão dos processos históricos e geográficos exige a análise articulada entre formas de organização social, uso do espaço, relações de poder e dinâmicas ambientais. Considerando a Pré-história, o Brasil colonial e imperial, a história e cultura afro-brasileira e indígena, bem como aspectos da população, urbanização, diversidade, desigualdade e geografia física, analise as afirmativas a seguir:



I. A transição da Pré-história para sociedades mais complexas esteve associada à sedentarização, ao domínio de técnicas agrícolas e à crescente modificação do espaço natural, processo que marcou o início de relações mais intensas entre organização social e ambiente geográfico.


II. No Brasil colonial e imperial, a estrutura econômica baseada na grande propriedade rural, no trabalho escravizado e na produção voltada ao mercado externo contribuiu para uma ocupação do território desigual, cujos efeitos se projetam nas atuais disparidades regionais e socioespaciais.


III. As populações indígenas e afro-brasileiras tiveram participação marginal na formação social, econômica e política do Brasil, sendo suas contribuições restritas ao plano cultural, sem impactos estruturais sobre o território ou as relações de poder.


IV. O processo de urbanização brasileiro intensificou-se de forma tardia e acelerada, especialmente a partir do século XX, produzindo cidades marcadas por forte segregação socioespacial, vinculada tanto à herança histórica quanto às dinâmicas contemporâneas da população e do trabalho.


V. Os elementos da geografia física, como relevo, clima e hidrografia, atuam como fatores determinantes da distribuição da população e das atividades econômicas, independentemente das escolhas políticas, sociais e históricas.



Pode-se afirmar que apenas as afirmativas:

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Q3856196 História

Marque (V) para Verdadeiro e (F) para falso:


( ) O mais famoso quilombo brasileiro foi o Quilombo de Palmares.


( ) Zumbi liderava o Quilombo de Palmares.


( ) O Quilombo do Jabaquara era liderado por Zumbi.


( ) O nome de Tiradentes era Luís Alves de Lima e Silva.


( ) A Lei Áurea foi assinada no dia 13 de maio de 1888. 


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Q3856192 História

Onde e quando D. Pedro deu o “grito de Independência”?

 

Alternativas
Q3856191 História

Quem assinou a Lei Áurea?

 

Alternativas
Q3852488 História
O ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental deve favorecer a compreensão das relações entre o passado e o presente. Analise as afirmativas a seguir e marque-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) A História pode ser compreendida como ciência do passado e também como ciência do presente.
( ) O professor deve propor temas baseados nos problemas do presente, mantendo o cuidado de evitar anacronismos.
( ) A História ensinada a partir do presente pode cobrar dos agentes do passado valores contemporâneos, o que é o único procedimento adequado para o aprendizado histórico.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3852487 História
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:
Os primeiros séculos medievais conheceram uma cristalização da hierarquia __________, fenômeno que na verdade já se desenvolvia anteriormente, mas que se completou apenas no século IV.
Alternativas
Q3850972 História
No Brasil das primeiras décadas do século XX, especialmente no ciclo de greves gerais entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista e emergência de novas formas de organização coletiva da classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do Estado republicano. Para a formação de professores de História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações do mundo do trabalho, das formas de contestação social e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101; EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento, o docente deve reconhecer as greves como fenômeno histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.

A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1181: A
1182: D
1183: A
1184: A
1185: C
1186: B
1187: A
1188: E
1189: B
1190: B
1191: E
1192: A
1193: D
1194: A
1195: A
1196: D
1197: D
1198: B
1199: D
1200: A