Questões de Concurso Comentadas sobre história
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Essa afirmação está ligada a que período da história?
Sobre esse período, é correto afirmar:
1. Foi gerada pelas armas e pelo autoritarismo. 2. Protegeu as fronteiras do Império Romano das invasões dos germânicos. 3. Aumentou o fluxo de entrada da mão de obra escrava. 4. Contribuiu para a expansão territorial do Império Romano.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
I – As colônias constituíam zonas atrativas para o povoamento dos brancos, atendendo a que, até meados do século XIX, os brancos que viviam, na África, tinham, em média, uma esperança de vida dez anos mais alta do que na Europa.
II - Se for tida em conta a expansão portuguesa, entre a chegada ou a descoberta de Angola, em 1482, e a fundação de Luanda, primeiro estabelecimento português permanente, no litoral angolano, em 1576, decorreu quase um século, mais precisamente, 94 anos.
III – A África integrou-se, ou melhor, foi integrada, na economia mundial como fornecedora das matérias-primas necessárias para fazer florescer as indústrias metropolitanas ou europeias.
I – Em 1940, no continente africano, apenas a Libéria não era colônia de um país europeu e, em 1963, vinte e noves estados africanos estavam independentes.
II - Muitos africanos resistiram a colonização, mas faltava unidade, organização e objetivos estratégicos. Um dos exemplos foi a resistência sanori aos franceses, no Níger.
III - Nas cidades angolanas havia uma grande movimentação de resistência, com panfletagens e criação de organizações como a organização das mulheres angolanas, criada por Deolinda Rodrigues.
“Roger Chartier é um autor ligado à chamada Escola dos Annales. É o último representante da linhagem analista, iniciada em 1929. Faz parte da “4ª Geração”. Figura, dentre os autores atuais, como historiador muito influente, marcante. É o formulador principal da denominada ________________, última fase do movimento analista, surgida nas últimas décadas do século XX.”
FONTE: ROJAS, Carlos Antônio A. Uma história dos Annales. Maringá: Ed. da Universidade Estadual de Maringá, 2004
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna apresentada, no texto:
I – É fundamental que o professor seja preparado para reconhecer as diferentes concepções de História em disputa, na atualidade, pois elas revelam a luta social pelo domínio do passado na qual o docente participa, diretamente.
II - A competência do professor de História se mede mais pela consciência que ele tem de seu vínculo com a concepção de História que adota, do que pelo domínio das técnicas de ensino desvinculadas do saber que transmite.
III - O uso de um único livro, única fonte, acaba por diversificar a forma do currículo e do conhecimento da História, em sala de aula.
I – Imagens não podem ser equiparadas a textos e testemunhos orais, logo não se constituem numa forma de evidência histórica.
II - As imagens deixaram de ser meras ilustrações e se tornaram documentos históricos tão importantes quanto os textos escritos.
III - Independentemente da origem da imagem, o problema central que se apresenta para os professores é o tratamento metodológico que esse acervo iconográfico exige, para que não se limite a ser usado apenas como ilustração para um tema ou como recurso para seduzir um aluno acostumado com a profusão de imagens e sons do mundo audiovisual.
I - O conhecimento histórico é a principal ferramenta na construção de uma consciência histórica, que articula o passado com as orientações do presente e com as determinações do sentido com as quais o agir humano organiza suas intenções e expectativas, no fluxo do tempo.
II - O surgimento de uma produção histórica que se pautava por críticas às formas então consideradas tradicionais e pela introdução de conceitos e categorias explicativas que até então eram desconsideradas forneceram o embasamento necessário para que os novos currículos e propostas orientassem-se pela negação ao etnocentrismo, pela valorização do cotidiano como categoria explicativa e pela rejeição ao quadripartismo da História.
III - Cabe à interação entre as duas formas de conhecimento histórico - o acadêmico e o escolar - auxiliar o aluno na transformação das representações sociais e na formação histórica para a construção da consciência histórica.
I. Fonte histórica, documento, registro, vestígio são todos termos correlatos para definir tudo aquilo produzido pela humanidade no tempo e no espaço.
II. Fontes podem corresponder à herança material e imaterial deixada pelos antepassados que servem de base para a construção do conhecimento histórico.
III. O termo mais clássico para conceituar a fonte histórica é documento. Palavra, no entanto, que, devido às concepções da escola metódica, ou positivista, está atrelada a uma gama de ideias preconcebidas, significando não apenas o registro escrito, mas principalmente o registro oficial.
IV. Vestígio é a palavra atualmente preferida pelos historiadores que defendem que a fonte histórica é mais do que o documento oficial: que os mitos, a fala, o cinema, a literatura, tudo isso, como produtos humanos, torna-se fonte para o conhecimento da história.
V. No mundo ocidental, as primeiras ideias sistematizadas acerca da natureza das fontes históricas surgiram entre o século XVIII e o início do XIX, com os eruditos franceses que começaram a sistematizar a História escrita e, logo, a valorizar o documento.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
I. No início do século XXI, um dos campos de trabalho para os historiadores que mais crescem no Brasil é o de patrimônio histórico. Todavia, a maioria dos cursos de graduação em História não possui ainda em seu currículo disciplinas suficientes para contemplar tal crescimento. Em geral têm sido os cursos de especialização, assim como as graduações e os cursos técnicos de turismo, que respondem à demanda por profissionais que trabalhem com o patrimônio histórico e cultural brasileiro.
II. A noção de patrimônio histórico tradicionalmente se refere à herança composta por um complexo de bens históricos. Mas, apesar de ainda pouco conhecido mesmo pelos egressos dos cursos de História do Brasil, o fato é que os especialistas vêm continuamente substituindo o conceito de patrimônio histórico pela expressão patrimônio cultural.
III. Em última instância, define-se patrimônio cultural (incluindo nessa ideia a de patrimônio histórico) como o complexo de monumentos, conjuntos arquitetônicos, sítios históricos e parques nacionais de determinado país ou região que possui valor histórico e artístico e compõem um determinado entorno ambiental de valor patrimonial. Em sua origem, todavia, o patrimônio tem sentido jurídico bastante restrito, sendo entendido como um conjunto de bens suscetíveis de apreciação econômica.
IV. A definição atual de patrimônio cultural se originou no documento elaborado pela Convenção sobre Proteção do Patrimônio Mundial Cultural e Natural, realizada em 1972 e promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
V. Na Constituição Brasileira de 1988, os termos de regulamentação do serviço do patrimônio cultural, atualmente centralizados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), determinam que tal serviço objetiva a promoção do tombamento e da conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.
BO, João Batista Lanari. Proteção do patrimônio na UNESCO: ações e significados / João Batista Lanari Bo. – Brasília: UNESCO, 2003.186p BRASIL. [Constituição de 1988]. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988.