Questões de Concurso Comentadas sobre história
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“As origens das primeiras formulações propriamente mercantilistas estão associadas a duas ordens de fatores: a chamada herança medieval e o conjunto de transformações que caracterizam, nos séculos XV/XVI, o início dos tempos modernos. Neste seu primeiro momento a ideologia mercantilista denota claramente a coexistência de dois tipos de discurso, os quais, para simplificar, chamaremos de "medieval" e de " moderno ", respectivamente. Somente aos poucos essa espécie de dualismo foi superada, cedendo lugar ao discurso mercantilista clássico, o do século XVII. No século XVI, todavia, a maior parte dos textos mercantilistas revela ainda aquela coexistência que se expressa sob a forma de um diálogo, em geral inconsciente, entre as formas de pensamento medievais, escolásticas, e as propriamente modernas, mais em consonância com a nova realidade.”
(FALCON, F. Mercantilismo e transição. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1981, pp. 48-49).
O mercantilismo é um tema clássico da historiografia pertinente aos tempos modernos. Sobre ele, pode-se dizer que:
“Por exemplo, Cortés torna-se um personagem mais interessante e crível quando seu mito é explorado e desconstruído (...) As revelações de que a maioria dos conquistadores não eram soldados e de que os americanos nativos não acreditavam que os invasores espanhóis fossem deuses levantam a necessidade de investigar o emaranhado de fontes que produziram tais equívocos, ao mesmo tempo que possibilitam leituras alternativas”
(RESTALL, M. Sete mitos da conquista espanhola. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, pp. 17-18).
Considerando um dos maiores eventos da história recente da humanidade, o encontro entre europeus e nativos americanos fascina e desperta paixões até hoje.
Como elementos levantados pela nova historiografia da Conquista Espanhola, podemos considerar como verdadeira as seguintes afirmações EXCETO:
“A única maneira de instituir um tal poder comum, capaz de os defender das invasões dos estrangeiros e das injúrias uns dos outros, garantindo-lhes assim uma segurança suficiente para que, mediante o seu próprio labor e graças aos frutos da terra, possam alimentar-se e viver satisfeitos, é conferir toda a sua força e poder a um homem, ou a uma assembleia de homens, que possa reduzir as suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade. O que equivale a dizer: designar um homem ou uma assembleia de homens como representante das suas pessoas, considerando-se e reconhecendo-se cada um como autor de todos os atos que aquele que representa a sua pessoa praticar ou levar a praticar, em tudo o que disser respeito à paz e segurança comum; todos submetendo assim as suas vontades à vontade do representante, e as suas decisões à sua decisão”
(HOBBES, T. Leviatã. Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1997.p. 130).
O Antigo Regime, dentro de sua complexidade enquanto fenômeno histórico, NÃO pode ser entendido como:
“Importa esclarecer, inicialmente, o sentido das palavras Reforma, Reformados e Contra-Reforma. A primeira era de uso corrente no final da Idade Média. Significava a purificarão interior que cada fiel teria obrigação de operar em si para que o mundo cristão fosse rejuvenescido, e sobretudo as transformações no sentido da pobreza e tia santidade que se esperava da Igreja. Mas, a partir de Lutero, a palavra Reforma designou a renovação da Igreja iniciada em 1517 fora de Roma, e mesmo contra da. Assim a entendemos ainda atualmente. Contudo, tendo surgido dissensões entre tas protestantes, após a Fórmula luterana de Concórdia (1580), os herdeiros espirituais de Zwinglio e de Calvino se declararam Reformados para melhor se distinguirem dos luteranos. Os tratados de Vestfália consagraram aquela denominação, que é a mesma conservada até hoje.
Alguns historiadores católicos desejariam ver abandonar o termo Contra-Reforma. Nós pelo contrário mantivemo-lo, mas num sentido limitado e muito preciso Ele designará apenas em nosso discurso as manifestações resolutamente antiprotestantes do catolicismo em via de renovação, nos séculos XVI e XVII”
(DELUMEAU, J. Nascimento e afirmação da Reforma. São Paulo: Pioneira, 1989, p. 1)
Acerca da Reforma Protestante, pode-se dizer que:
“Criada pelos humanistas italianos e retomada por Vasari, a noção de uma ressurreição das letras e das artes graças ao reencontro com a Antiguidade foi, seguramente, fecunda como fecundos são todos os manifestos lançados em todos os séculos por novas gerações conquistadoras. Essa noção significa juventude... dinamismo, vontade de renovação. Teve em si a inevitável injustiça das abruptas declarações de adolescentes, que rompem ou creem romper com os gostos e as categorias mentais dos seus antecessores. Mas o termo «Renascimento», mesmo na acepção estrita dos humanistas, que o aplicavam, essencialmente, à literatura e às artes plásticas, parece-nos atualmente insuficiente. Parece rejeitar, como bárbaras, as criações simultaneamente sólidas e misteriosas da arte românica e aqueloutras, mais esbeltas e dinâmicas, da idade gótica. Não dá conta nem de Dante, nem de Villon, nem da pintura flamenga do século XV. E, principalmente, ao ser alargado às dimensões de uma civilização pela historiografia romântica, mostrou-se inadequado”
(DELUMEAU, J. A civilização do renascimento. Lisboa: Editorial Estampa, 1983, p.19).
São artistas consagrados do Renascimento europeu:
“O feudalismo medieval nasceu no seio de uma época infinitamente perturbada. Em certa medida, ele nasceu dessas mesmas perturbações. Ora, entre as causas que contribuíram para criar ou manter um ambiente tão tumultuoso, algumas existiam completamente estranhas à evolução interior das sociedades europeias. Formada alguns séculos antes, no escaldante cadinho das invasões germânicas, a nova civilização ocidental, por seu lado, aparecia como uma cidadela sitiada ou, melhor, mais do que semi-invadida. E por três lados ao mesmo tempo: ao sul, pelos fiéis do Islão, Árabes ou Arabizados; a este, pelos Húngaros, ao norte, pelos Escandinavos”
(BLOCH, M. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 71, 1979, pp. 18-19).
Acerca da período medieval europeu, é correto afirmar que:
“A Mesopotâmia - vale fluvial do Eufrates e do Tigre - pode ser dividida em duas partes, respectivamente a noroeste e a sudeste do ponto em que os dois rios mais se aproximam um do outro: a Alta Mesopotâmia, mais montanhosa, e a Baixa Mesopotâmia, imediatamente ao norte do golfo Pérsico, região extremamente plana.
Enquanto o povoamento da Alta Mesopotâmia deu-se desde tempos pré-históricos muito antigos, a Baixa Mesopotâmia - potencialmente fértil, mas pouco adequada à agricultura primitiva de chuva - não parece ter sido ocupada em caráter permanente antes do V milênio a.C.”
(CARDOSO, Ciro Flamarion. As sociedades do Antigo Oriente Próximo. São Paulo: Ática, 1995, p.
Acerca das civilizações que floresceram na região da Mesopotâmia, a assertiva INCORRETA é:
“A cidade-Estado clássica parece ter sido criada paralelamente pelos gregos e pelos etruscos e/ou romanos. No caso destes últimos, a influência grega foi inegável, embora difícil de avaliar ou medir. No entanto, apesar de traços comuns, o desenvolvimento da cidade-Estado grega e o da etrusco-romana, mesmo admitindo a grande heterogeneidade de evoluções perceptível também na própria Grécia, mostram desde o início fortes especificidades que autorizam a suposição, não de uma simples difusão, mas de uma criação paralela”
(CARDOSO, C. A Cidade. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1987, p. 7)
Sobre a importância da Cidade-Estado na antiguidade clássica podemos afirmar que:
“Método histórico, método filosófico, método crítico: belos utensílios de precisão. Honram os seus inventores e as gerações que os usaram, que os receberam dos seus antecessores e os aperfeiçoaram, utilizando-os. Mas saber manejá-los, gostar de os manejar — isso não chega para fazer o historiador. Só é digno desse belo nome aquele que se lança totalmente na vida, com o sentimento de que ao mergulhar nela, ao penetrar-se de humanidade presente, decuplica as suas forças de investigação, os seus poderes de ressurreição do passado. De um passado; que detém e que, em troca, lhe restitui o sentido secreto dos destinos humanos”.
(FEBVRE, L. Combates pela história. Lisboa: Editorial Presença, 1989, pp. 49-50).
Peter Burke define a “Escola dos Annales” como uma revolução francesa da historiografia. Constituem elementos dessa revolução:
“Classe e não classes, por razões cujo exame constitui um dos objetivos deste livro. Evidentemente, há uma diferença. ‘Classes trabalhadoras’ é um termo descritivo, tão esclarecedor quanto evasivo. Reúne vagamente um amontoado de fenômenos descontínuos. Ali estavam alfaiates e acolá tecelãos, e juntos constituem as classes trabalhadoras.
Por classe, entendo um fenômeno histórico, que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados, tanto na matéria-prima da experiência como na consciência. Ressalto que é um fenômeno histórico. Não vejo a classe como uma “estrutura”, nem mesmo como uma ‘categoria’, mas como algo que ocorre efetivamente (e cuja ocorrência pode ser demonstrada) nas relações humanas”.
(THOMPSON, E. P. A Formação da classe operária inglesa. Vol I. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 9)
A nova história social inglesa é um marco na historiografia contemporânea, e podemos considerar uma das suas principais contribuições:
(Fonte: Lavagem do Minério do Ouro, perto do morro do Itacolomi, RUGENDAS, J.M., 1835)
A respeito deste período, leia as afirmativas abaixo.
I. A mineração era um trabalho pesado, feito principalmente por homens. II. As negras retratadas por Rugendas na figura acima eram, provavelmente, vendedoras ambulantes, que ofereciam comida e bebida aos que trabalhavam na extração do ouro. III. Geralmente essas mulheres eram livres, mas trabalhavam por conta dos mineradores, vigiando os trabalhadores na extração do ouro. IV. Elas transitavam pelas vilas, roças e arraiais, vendendo suas mercadorias para pessoas de todas as condições sociais.
Assinale a alternativa correta.
A respeito dos engenhos de açúcar, leia as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) As primeiras mudas de canas de açúcar foram trazidas da ilha da Madeira para o Brasil por Martim Afonso de Souza que instalou o primeiro engenho da colônia em São Vicente. ( ) A multiplicação dos engenhos pela costa brasileira foi bastante rápida, chegando a mais de 60 em 1570 e 200 no final do século XVI. ( ) Coube a região Nordeste, destacadamente o litoral de Pernambuco e Bahia, o papel de principal produtora de açúcar da colônia. ( ) O engenho, que em alguns casos chegava a ter perto de 5.000 moradores, era constituído por área extensas de florestas, fornecedoras de madeira; plantações de cana; a residência do proprietário conhecida como casa grande, a capela e a senzala.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
COMPARAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DA RENDA NO BRASIL – 1960-1970-1976 PARTICIPAÇÃO NA RENDA EM % População economicamente ativa em% 1960 1970 1976 50% mais pobres 18 15 12 30% seguintes 28 23 21 15% seguintes 27 27 28 5% mais ricos 27 35 39 (Fonte: GUIMARÃES, Alberto P.,1981)
A respeito do Milagre Econômico e com base na tabela acima, assinale a alternativa correta.
Constituem objetivos do Componente Curricular de História, presentes na Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis:
1. Identificar as diversas formas e fontes de ler a História e o mundo que o circula.
2. Compreender a formação histórica e geográfica dos espaços que ocupa – espaços familiares, espaços escolares, espaços de lazer.
3. Explorar e notar os elementos da linguagem musical de forma convencional e alternativa.
4. Reconhecer e refletir sobre características, concepções, singularidades e transformações de diferentes práticas corporais alternativas.
5. Entender que o Patrimônio Cultural como pertencente à identidade e à memória.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o escravismo no Brasil.
( ) A escravidão negra foi utilizada nas regiões economicamente mais prósperas, com a produção destinada às exportações.
( ) Nas Capitanias com poucos recursos econômicos predominou o trabalho escravo de indivíduos oriundos das comunidades indígenas.
( ) O tráfico de escravos africanos minimizava os custos dos fretes marítimos, entre Portugal e o Brasil.
( ) A partir do século XVII a escravização dos indígenas foi eliminada no Maranhão, pois D. João IV criou uma lei que a proibia naquela Capitania.
( ) Os princípios do Pacto Colonial recomendavam que os lucros financeiros do tráfico negreiro fossem reinvestidos na Metrópole e na Colônia.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.