Questões de Concurso Comentadas sobre história
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I. O conhecimento histórico escolar deve focar na análise de processos puramente cognitivos, independentes da vivência dos alunos, que lhes dá sustentação.
II. Aliado da analogia para a o desenvolvimento da compreensão histórica, o conceito de empatia facilita a compreensão histórica, ao aproximar as pessoas do passado às do presente.
III. O estudo do passado, utilizando as fontes nas aulas de História, não deve ser ancorado e contextualizado nos conhecimentos prévios do aluno.
I. muitos dos escravizados trazidos para o Brasil e que foram trabalhar em Minas ou Goiás vieram de regiões do interior do continente africano, das savanas e das bordas dos desertos.
II. poucos dos escravos trazidos para o Brasil vieram de regiões do litoral do continente africano.
III. No território brasileiro, reis e nobres africanos, vendidos por seus desafetos como escravos, buscaram, algumas vezes, reconstruir as estruturas políticas e religiosas das terras de onde haviam partido.
I. Ensinar história deve ser um exercício resumido às análises simples, que facilitem a compreensão e estejam descontextualizadas das figuras dos livros didáticos.
II. No processo pedagógico com o uso de imagens deve-se avaliar a importância da influência ideológica que as aplicam, em que o próprio processo de cognição e codificação da história seja o viés pelo qual os alunos, enquanto sujeitos do conhecimento, entendam que também são atores sociais e tomem consciência de seus atos.
III. Em métodos que integram as questões pedagógicas e historiográficas, o uso de imagens possibilita a interpretação da história, em determinados períodos ou épocas, com uma riqueza de informações e detalhes, sendo, portanto, uma excelente fonte de pesquisa para o ensino de história na atualidade.
I. Cada civilização tem sua expressão musical própria. Nesta perspectiva, a linguagem musical caracteriza-se como uma fonte que se abre ao historiador.
II. A incorporação da linguagem musical ao ensino de História reclama do professor e do aluno uma percepção mais consciente da canção popular.
III. A música é uma fonte de entretenimento, não podendo ser utilizada como uma fonte de pesquisa.
“Os historiadores reescrevem continuamente a história. E o fazem talvez por duas razões principais: em primeiro lugar, pela especificidade da mesma do objeto do conhecimento histórico: os homens e as sociedades humanas no tempo. [...] O presente exige a interpretação do passado para se representar, se localizar e projetar o seu futuro. Cada presente seleciona um passado do que deseja e lhe interessa conhecer. A história é necessariamente escrita e reescrita a partir das posições do presente, lugar da problemática da pesquisa e do sujeito que a realiza”.
(REIS, José Carlos. As identidades do Brasil. De Varnhagen a FHC. 2ª edição. Rio de Janeiro: editora FGV, 1999.)
Com base no texto, assinale a alternativa correta:
“No Brasil, a sociedade como um todo, (...), deixava em testamentos as disposições religiosas, como o tipo de mortalha, o modo de acompanhamento do corpo por religiosos, o número de missas a se realizar, entre outras. Por isso, era tão importante pertencer a uma irmandade, pois ela seria responsável por garantir um fim digno ao indivíduo (...)”. (MATTOS, Regiane Augusto. História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Editora Contexto, 2009, p. 159-160).
Segundo os estudos da autora, assinale a alternativa INCORRETA.
I. Observar a história como quem observa a Lua antes dos vôos espaciais, isto é, percebê-la apenas pelo lado iluminado pelo Sol, significa dizer que há um pressuposto eurocêntrico presidindo a forma como estudamos a História do Brasil.
II. Criticar a postura eurocêntrica que articula o modo como temos estudado a História do Brasil significa negar a importância e o legado da Europa para a história nacional, reconhecendo outras histórias de nossas heranças americanas e africanas.
III. Descobrir “a metade oculta da história do Brasil” significa perceber que o conhecimento da história da África ou das populações ameríndias, além de expandir a ideia de história mundial, pode contribuir para a criação de outros conhecimentos históricos sobre outros espaços e populações negligenciados ou ideologicamente omitidos.
IV. O estudo da história do Brasil não precisa estar necessariamente integrado à história mundial para que ela seja compreendida em suas articulações com a história em escala mais ampla.
Quais estão corretas?
No fragmento citado acima, Grada Kilomba analisa a imagem da escrava Anastácia, obrigada a viver com uma máscara cobrindo sua boca, no sentido de estender aos dias atuais práticas de violência contra a população negra características do período colonial brasileiro. Com base na análise de Grada Kilomba, assinale a alternativa INCORRETA.
I. Para a boa compreensão da noção de tempo histórico, é fundamental vincular as datações às explicações a respeito do que vem antes ou depois delas, ao que é simultâneo ou ainda sobre o tempo de separação dos fatos históricos, de modo que as datas sejam assumidas como pontos de referência para o entendimento dos acontecimentos históricos.
II. A forma linear de organização do tempo da história cronológica assume o caráter de história universal justamente por sua postura inclusiva frente a outras formas culturais de periodização.
III. Sob o ponto de vista didático, é fundamental possibilitar ao estudante a reflexão sobre o presente pelo estudo do passado, de modo que ele possa exercitar a capacidade de dimensionar a vida contemporânea em extensões de tempo.
IV. Um dos pontos centrais a ser problematizado na configuração do tempo cronológico é aquele que diz respeito à periodização, já que a “tradição escolar” tende a utilizar uma divisão de períodos organizados de acordo sob o ponto de vista eurocêntrico.
Quais estão INCORRETAS?
I. Às vésperas da conquista, os sistemas sociais indígenas não se encontravam isolados, mas articulados, local e regionalmente, em torno de vastas redes comerciais, das guerras e das migrações.
II. Do ponto de vista continental, havia, à época da conquista, certa homogeneidade nas formas de organização política e social entre as sociedades das chamadas terras altas e baixas.
III. O estudo das formas de organização das sociedades americanas no tempo da conquista favorece a identificação e a compreensão dos estudantes a respeito das formas de resistência indígena aos projetos de colonização.
IV. A incapacidade de adaptação aos padrões culturais dos colonizadores constituiu um fator fundamental para a dizimação das populações indígenas durante os processos de conquista e colonização da América.
V. Com relação ao desenvolvimento das competências específicas, o estudo da conquista e colonização da América tem como objetivo desenvolver a capacidade do estudante compreender as relações de poder e os processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo.
( ) O ideal do não intervencionismo estatal na economia foi um princípio fundamental para a formação do pensamento e das práticas mercantilistas em meados do século XV.
( ) Sob a ótica do ensino da História, o estudo das práticas mercantilistas proporciona aos estudantes a capacidade de compreensão dos processos de deslocamentos migratórios. Sobretudo, ajuda-os a perceber que, ainda que façam parte da experiência humana, estes processos podem ser estimulados, quando não forçados, por fatores políticos e econômicos.
( ) Ainda sob a perspectiva do ensino da História, no que diz respeito à circulação de pessoas, produtos e culturas, o estudo do desenvolvimento das rotas terrestres, fluviais e marítimas impulsionado pelas práticas mercantilistas, permite ao professor explorar as relações entre a economia e as transformações do meio natural.
( ) O modelo econômico conhecido genericamente como mercantilismo correspondeu a um esforço inicial dos Estados Nacionais para barrar o desenvolvimento do capitalismo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
No fragmento acima, Lucien Febvre chama a atenção para esta parte importante do trabalho do historiador que consiste em estender as possibilidades de leitura do mundo através da ampliação da natureza das fontes de que se utiliza. De tal modo, sobre o uso das imagens como fonte histórica, analise as seguintes assertivas:
I. Constituem-se como uma forma importante de evidência histórica, já que registram atos de testemunho ocular.
II. Nem toda imagem tem a capacidade de se tornar uma evidência histórica, visto que características importantes para a análise do historiador vinculam-se a suas qualidades estéticas.
III. A fotografia enquanto evidência histórica caracteriza-se por sua objetividade, visto que consistem em um reflexo puro da realidade.
IV. As imagens podem fornecer evidências para aspectos da realidade social que os textos passam por alto, pelo menos em algumas situações, como no caso das pinturas rupestres.
V. As imagens são particularmente importantes para historiadores das mentalidades porque podem testemunhar questões que dificilmente são colocadas em palavras.
Quais estão corretas?