Questões de Concurso Comentadas sobre história

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Q4010997 História

“A Espanha era uma metrópole antiga, porém subdesenvolvida. No final do século XVIII, após três séculos de domínio imperial, a América espanhola ainda via um reflexo de si mesma em sua metrópole. Se as colônias exportavam matérias-primas, o mesmo acontecia com a Espanha; se as colônias dependiam de uma marinha mercante estrangeira, o mesmo ocorria na Espanha; se as colônias eram dominadas por uma elite latifundiária sem inclinação para poupança ou investimento, o mesmo acontecia na Espanha. Contudo, as duas economias diferiam em uma atividade fundamental: as colônias produziam metais preciosos, enquanto a metrópole não. Apesar dessa divisão de trabalho excepcional, ela não beneficiava diretamente a Espanha. Eis um caso peculiar na história moderna: uma economia colonial dependente de uma metrópole subdesenvolvida.”


(BETHELL, Leslie (Ed.). Historia de América Latina. La independencia. v. 5. Barcelona: Crítica, 2000. p. 1.)



Considerando os processos de independência na América Espanhola, assinale a afirmativa correta. 

Alternativas
Q4010996 História

“A Revolução Francesa é [...] a revolução do seu tempo, e não apenas uma revolução, embora a mais proeminente de sua espécie. E suas origens devem, portanto, ser procuradas não meramente nas condições gerais da Europa, mas na situação específica da França. Sua peculiaridade talvez seja mais bem ilustrada em termos internacionais. [...] Em outras palavras, o conflito entre a estrutura oficial com os interesses estabelecidos pelo Antigo Regime e as novas forças sociais ascendentes era mais agudo na França do que em outras partes do mundo.”


(HOBSBAWM, Eric J. A revolução francesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra,

1996. p. 13.)



A Revolução Francesa foi um processo histórico complexo, marcado por diferentes fases, atores sociais e projetos políticos em disputa. A respeito de sua dinâmica interna e seus condicionantes históricos, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q4010995 História

“A expansão marítimo-comercial europeia dos séculos XV-XVI pode ser entendida como o encaminhamento, para a solução [...] da crise geral do século XIV.”


(MARQUES, Adhemar Martins et al. História moderna através de

textos. São Paulo: Contexto, 2003. p. 67.)



Acerca do processo histórico da expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI, conhecido como ‘Grandes Navegações’, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q4010994 História

“Essa revolução industrial, que nasceu na Inglaterra do século XVIII e se propaga, no século XIX, pelo continente, na França, na Bélgica, a Oeste da Alemanha, no Norte da Itália e em alguns pontos da península ibérica, repousa no uso de uma nova fonte de energia, o carvão, e nos desenvolvimentos das máquinas, depois das invenções que modificam as técnicas de fabricação. A conjunção desses dois fatores, a aplicação dessa energia nova à maquinaria, constitui a origem da revolução industrial, cujo símbolo é a máquina a vapor.”


(RÉMOND, René. O século XIX: 1815-1914. São Paulo: Cultrix, 1974. p. 76.)



A chamada Revolução Industrial corresponde a um conjunto de transformações históricas inseridas no desenvolvimento do capitalismo moderno. Considerando seus condicionantes estruturais e seus efeitos sociais, marque a alternativa correta.

Alternativas
Q4010993 História
A burguesia constituiu-se como um grupo social cujas formas de atuação e inserção histórica variaram conforme os contextos europeus entre o final da Idade Média e o início da Modernidade. Tendo em vista esse processo histórico de emergência burguesa, marque a afirmativa correta.
Alternativas
Q4010992 História

“Durante a Idade Média, isto é, de 476 a 1453, uma grande civilização se desenvolveu ali. Ela combinou antigas tradições pagãs herdadas das culturas romana, celta, germânica, eslava e viking com leis e costumes baseados na fé cristã e impostos por fortes reis guerreiros. Havia [...] muitas diferenças entre os diversos países europeus, o que muitas vezes os levava à guerra. [...] A Europa medieval era apenas uma pequena parte do mundo.”


(MACDONALD, Fiona. Como seria sua vida na Idade Média? São Paulo: Scipione, 2008. p. 8.)



O feudalismo configurou-se como uma forma histórica de organização social surgida na Europa Ocidental medieval, desenvolvida a partir de condições específicas de crise, recomposição das relações de poder e reorganização das formas de produção após o colapso do Império Romano do Ocidente. Considerando esse processo histórico, indique a opção correta.

Alternativas
Q4010991 História

“Quando ouvimos falar nos romanos, é muito comum sentirmos um estranhamento, pois não sabemos bem o que têm a ver conosco, hoje, em pleno terceiro milênio. No entanto, nossa civilização ocidental funda-se no mundo romano e o Brasil também deve muito àquela sociedade.”


(FUNARI, Pedro Paulo A. A vida quotidiana na Roma antiga. São Paulo: Annablume, 2003. p. 17.)



A civilização romana atravessou diferentes formas de organização política ao longo da Monarquia, da República e do Império, produzindo instituições jurídicas, práticas sociais e mecanismos de poder que marcaram profundamente sua trajetória histórica. Considerando a configuração social e política do mundo romano, assinale a afirmativa correta. 

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Q4010990 História

“A História Antiga ocupa [...] uma parte importante em nossa identidade como pessoas e como nação. Pensar sobre a História Antiga é uma maneira de pensarmos e repensarmos nosso lugar em um mundo em rápida transformação. Não se trata de uma questão ociosa. A identidade de uma pessoa, um grupo ou uma coletividade inteira é o que lhe permite pensar sobre si mesmo, repensar seu passado e reconhecer seus limites e suas potencialidades para construir seu próprio futuro.”


(GUARINELLO, Norberto Luiz. História Antiga. São Paulo:

Contexto, 2013. p. 8.)



A longa duração da experiência histórica egípcia permitiu a consolidação de formas específicas de organização social, legitimação do poder e produção simbólica, articuladas a condições materiais particulares do vale do Nilo. Tendo em vista as estruturas fundamentais da sociedade egípcia antiga e suas formas de reprodução histórica, marque a alternativa correta.

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Q4010989 História
A noção de ‘Pré-história’ consolidou-se como ferramenta classificatória no interior da historiografia, articulando critérios técnicos, culturais e temporais, ao mesmo tempo em que suscita problematizações por seus limites conceituais e pressupostos teóricos que a sustentam. Considerando os debates sobre periodização histórica e os critérios utilizados para a classificação das sociedades humanas anteriores à escrita, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4010825 História
Leia para responder à questão.

As amizades históricas frequentemente moldaram o curso da humanidade, transcendendo laços pessoais para influenciar política, arte e ciência. Um exemplo paradigmático é a entre Aristóteles e Platão, no século IV a.C., na Academia de Atenas, onde o discípulo Aristóteles absorveu e contestou as ideias idealistas do mestre, fomentando o empirismo que ecoa na filosofia ocidental. Essa relação mestre-aluno, marcada por debates intensos, simboliza a amizade como motor intelectual, inspirando gerações de pensadores.

No Renascimento italiano, a amizade entre Leonardo da Vinci e o mecenas Francesco Melzi perdurou por três décadas, do início do século XVI até a morte do gênio em 1519, nos braços do amigo. Melzi não só financiou obras como a "Mona Lisa", mas preservou milhares de páginas de anotações leonardescas, garantindo seu legado científico e artístico. Essa aliança entre criador e guardião reflete tradições renascentistas de patronato, onde a lealdade pessoal elevava a cultura humana a novos patamares. 

Na era das independências americanas, a amizade entre George Washington e o Marquês de Lafayette, iniciada em 1777 durante a Guerra de Independência, forjou laços transatlânticos de liberdade. O jovem francês lutou ao lado do general americano, influenciando a vitória em Yorktown, e mais tarde inspirou revoluções na Europa. Essa camaradagem, celebrada em cartas e monumentos, ilustra como amizades históricas tecem redes de ideais republicanos, marcando o tempo com símbolos de irmandade universal.
A conexão entre George Washington e o Marquês de Lafayette é descrita como um elo que uniu interesses políticos de duas nações distintas em prol de um objetivo comum. Segundo o texto, essa aliança forjada durante a guerra serviu para consolidar e disseminar, tanto na América quanto na Europa, os ideais: 
Alternativas
Q4008994 História
A dança é uma forma de expressão artística que remonta aos primórdios da humanidade. Ela evoluiu ao longo dos séculos, refletindo mudanças culturais, sociais e políticas. Compreender a evolução histórica da dança é essencial para reconhecer a sua importância na formação das sociedades e na expressão das identidades individuais e coletivas.
Sobre a história da dança, assinale a única alternativa CORRETA.
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Q4008547 História
“Na sua faixa litorânea, o Nordeste representou o primeiro centro de colonização e de urbanização da nova terra (...). Até meados do século XVIII, a região nordestina, que era designada como o "Norte", concentrou as atividades econômicas e a vida social mais significativa da Colônia; nesse período, o Sul foi uma área periférica, menos urbanizada, sem vinculação direta com a economia exportadora.” 
FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo: EDUSP, 1996. 
Sobre a formação econômica e territorial do Brasil colonial, assinale alternativa CORRETA: 
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Q4008546 História
“Se a vila se modifi cou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”
SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008. 
Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4008545 História
"Guardam-se no Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e no Arquivo Público do Maranhão (APEM) importantes manuscritos relativos aos indígenas do Piauí colonial, sobretudo do período de 1738 a 1774. (..). A referência a 1738 é importante por ter sido aquela data o momento  de uma célebre reunião da “Junta de Missões”, ocorrida em São Luís, no palácio do governador do Maranhão, para deliberar, pela primeira vez, a favor de uma “guerra defensiva” contra os povos nativos do Piauí, notadamente as nações indígenas “Gilboé”, “Guegué”, “Acoroá”, “Paracaty” e “Timbira”, todos disseminados pelo vasto sertão que abrange desde a margem esquerda do rio São Francisco até a direita do Parnaíba, com seus principais afluentes do lado direito: Uruçuí, Piauí, Itaueira, Gurgueia, Canindé, Poti e Longá.
Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão." 
CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.
Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008544 História
“Situada neste contexto, articulada nos componentes do Antigo Regime, a colonização moderna revela, portanto, como traços essenciais aqueles mecanismos através dos quais o processo colonizador promove a aceleração da acumulação capitalista; a acumulação na economia europeia configura os fins, os mecanismos de exploração colonial, os meios. O conjunto desses mecanismos — processos econômicos e normas da política econômica — constituem o sistema colonial que integra e articula a colonização com as economias centrais europeias; tal sistema de relações torna-se portanto a categoria fundamental de toda esta análise. Reformulando agora: a colonização do Novo Mundo dá-se nos quadros do Antigo Sistema Colonial, isto é, o sistema colonial do Antigo Regime. A colonização portuguesa no Brasil se desenrola dentro desse sistema de relações, que  lhe imprime a sua marca, determinando as linhas definidoras da estrutura sócio-econômica que aqui se instaura, dando sentido às expressões ‘Brasil-colônia’ e ‘período colonial’.”
NOVAIS, Fernando A. Considerações sobre o sentido da colonização. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Brasil, n. 6, p. 55–65, 1969. DOI: 10.11606/issn.2316- 901X.v0i6p55-65. Disponível em: https://revistas.usp.br/rieb/ article/view/56523. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto apresentado e na interpretação do Antigo Sistema Colonial, analise as proposições condicionais abaixo:
(  ) Se a colonização moderna integra-se ao sistema do Antigo Regime, então sua finalidade estrutural reside na acumulação metropolitana, e não na autonomia econômica da colônia.
(  ) Se o pacto colonial constitui mecanismo jurídico de integração econômica, então a economia colonial tende a organizar-se segundo monopólios e restrições comerciais impostas pela metrópole.
(  ) Se a sociedade colonial deriva de sua inserção no sistema colonial, então suas formas sociais podem ser compreendidas independentemente da dinâmica mercantil europeia.
(  ) Se a acumulação europeia configura os fins do sistema colonial, então os mecanismos produtivos coloniais funcionam como meios subordinados a essa finalidade.
(  ) Se a colonização portuguesa no Brasil se desenvolve dentro de um sistema de relações articulado às economias centrais, então suas instituições políticas e econômicas refl etem essa dependência estrutural.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4008543 História
“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem- feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Mete-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber”
Carta de Pêro Vaz de Caminha. 1 de maio de 1500. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/Acervo_Digital/livros_ eletronicos/bndigital0009/bndigital0009.pdf. Acesso em: 08 fev.2026. 
O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha descreve aspectos físicos e culturais dos indígenas encontrados em 1500. A partir da interpretação do texto e do debate historiográfico sobre o processo de colonização portuguesa, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4008542 História
Esta revolução transformou (dupla revolução — a francesa, bem mais política, e a industrial inglesa, e continua a transformar, o mundo inteiro. Mas ao considerá-la devemos distinguir cuidadosamente entre os seus resultados de longo alcance, que não podem ser limitados a qualquer estrutura social, organização política ou distribuição de poder e recursos internacionais, e sua fase inicial e decisiva, que estava intimamente ligada a uma situação internacional e social específica. A grande revolução de 1789-1848 foi o triunfo não da “indústria” como tal, mas da indústria capitalista; não dá liberdade e da igualdade em geral, mas da classe média ou da sociedade “burguesa” liberal; não da “economia moderna” ou do “Estado moderno”, mas das economias e Estados cm uma determinada região geográfica do mundo (parte da Europa e alguns trechos da América do Norte), cujo centro eram os Estados rivais e vizinhos da Grã-Bretanha e França. A transformação de 1789-1848 é essencialmente o levante gêmeo que se deu naqueles dois países e que dali se propagou por todo o mundo. 
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012.  
Com base na interpretação da “dupla revolução” (1789–1848) proposta por Eric Hobsbawm como faróis de um mundo novo, analise as proposições abaixo, considerando sua coerência lógica e consistência historiográfica:
(  ) Se a transformação de 1789-1848 representa o triunfo da burguesia liberal, então ela implica ruptura com a ordem estamental do Antigo Regime.
(  ) Se a Revolução Industrial consolida o capitalismo industrial, então altera estruturalmente as relações de produção e a composição das classes sociais.
(  ) Se a Revolução Francesa não tivesse alterado a forma de soberania política, então a Revolução Industrial isoladamente não bastaria para caracterizar a passagem à contemporaneidade.
(  ) Se a contemporaneidade decorre da combinação entre transformação econômica e transformação política, então a Revolução Francesa e a Revolução Industrial são processos historicamente interdependentes.
(  ) Se a acumulação capitalista constitui resultado estrutural da Revolução Industrial, então o Estado liberal burguês pode ser compreendido como forma política compatível com essa nova ordem econômica.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4008541 História

"O estudo das relações sociais na Idade Média Central remete-nos diretamente a um dos mais polêmicos temas da historiografia contemporânea: o do feudalismo. Desde o século XIX, são numerosas as linhas interpretativas (...). De maneira ampla, ele gira em torno de um duplo significado do termo. No sentido estrito, ele refere-se aos vínculos feudovassálicos, isto é, como veremos, às relações político-militares entre membros da aristocracia. No sentido lato, designa um tipo de sociedade com formas próprias de organização econômica, política, social e cultural."


FRANCO JÚNIOR, Hilário, A Idade Média: nascimento do ocidente / Hilário Franco Júnior. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001. 


"A ascensão da sociedade de corte sem dúvida está ligada ao impulso da crescente centralização do poder do Estado, à crescente monopolização das duas fontes decisivas de poder para aqueles senhores em posição central: as taxas sociais, os "impostos" como nós chamamos, e o poderio militar e policial reunidos. Contudo, raramente se coloca uma pergunta fundamental nesse contexto que permaneça sem resposta: a questão da dinâmica de desenvolvimento da sociedade, de como e por que se forma, durante determinada fase do desenvolvimento do Estado, uma posição social que concentra nas mãos de um único homem uma abundância de poder extraordinária."


ELIAS, Norbert. A Sociedade de Corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.


Considerando os textos apresentados e o debate historiográfico sobre a transição da sociedade feudal à sociedade de corte, assinale a alternativa CORRETA: 

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Q4008539 História
“Desde a segunda metade do século XX, a ciência histórica tem alargado seus domínios abrindo a possibilidade de se trabalhar com uma grande variedade de fontes e objetos. Dentro desse campo aberto aos historiadores e pesquisadores, as obras literárias ocupam um lugar importante nas pesquisas históricas enquanto objeto de construção do conhecimento histórico. No entanto, o interesse dos historiadores pelos textos literários não é um fenômeno recente nos estudos históricos. Em se tratando da história da antiguidade – marcada pela escassez documental se comparada à abundância das épocas recentes – os textos literários antigos são, desde há muito tempo, um objeto privilegiado de pesquisa tendo em vista que, fora do campo da arqueologia, a maioria dos estudos de História Antiga são estudos de textos, estudos de representações.
Se o interesse dos historiadores pelos textos literários não é algo novo, entretanto, o que assistimos mudar desde a segunda metade do século XX – devido a uma renovação nos estudos literários que veio influenciar os estudos históricos – é essa relação entre os historiadores e os textos literários.”
SOUSA, P. Ângelo de M. O estudo da história antiga a partir de textos literários: uma proposta teórico-metodológica. Boletim de Estudos Clássicos, [S. l.], n. 60, p. 45-56, 2015. DOI: 10.14195/2183-7260_60_4. Disponível em: https:// impactum-journals.uc.pt/bec/article/view/60_4. Acesso em: 8 fev. 2026.
Com base no texto, analise as assertivas a seguir acerca das transformações epistemológicas da ciência histórica e da relação entre historiografia e literatura, assinalando V (verdadeiro) ou F (falso):
(  ) A ampliação dos domínios da ciência histórica, a partir da segunda metade do século XX, implicou o reconhecimento das obras literárias como objetos legítimos na construção do conhecimento histórico.
(  ) O texto sustenta que o interesse historiográfico por textos literários surgiu com a renovação teórica ocorrida na segunda metade do século XX.
(  ) Na História Antiga, os textos literários assumem papel privilegiado, em parte devido à escassez de documentação quando comparada às épocas mais recentes.
(  ) A mudança ocorrida na segunda metade do século XX refere-se menos à existência do interesse pelos textos literários e mais à forma como os historiadores passaram a se relacionar com eles.
(  ) O texto afirma que, na História Antiga, a maioria das pesquisas concentra-se em evidências materiais, descartando estudos de representações textuais.
Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4008538 História
"O testemunho mais remoto da antiga cultura aristocrática helênica é Homero, se com este nome designamos as duas epopeias: a Ilíada e a Odisseia. Para nós, ele é ao mesmo tempo a fonte histórica da vida daqueles dias e a expressão poética imutável dos seus ideais. É preciso encará-los sob os dois pontos de vista.
Por um lado, temos de extrair dele a imagem que formamos do mundo aristocrático; por outro, inquirir como o ideal de Homero ganha forma nos poemas homéricos e como a sua estreita esfera de validade originária se alarga e se converte em força de formação de muito maior amplitude."
JAEGER, Werner Wilhelm, 1888-1961. Paideia: a formação do homem grego / Werner Wilhelm Jaeger ; [tradução Artur M. Parreira ; adaptação para a edição brasileira Mônica Stahel ; revisão de texto grego Gilson César Cardoso de Souza]. – 3. ed. – São Paulo : Martins Fontes, 1994. 
Considerando A Ilíada e A Odisseia, tradicionalmente atribuídas a Homero, e os debates historiográficos acerca de seu valor para o estudo da Grécia arcaica, assinale alternativa CORRETA: 
Alternativas
Respostas
621: E
622: C
623: B
624: D
625: A
626: E
627: D
628: C
629: B
630: A
631: C
632: B
633: C
634: B
635: A
636: A
637: A
638: D
639: B
640: A