Questões de Concurso Comentadas sobre história
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O Sentido da Colonização determinou nossa função histórica: a de área complementar aos interesses metropolitanos, mas, também, de formatar o processo de consolidação das elites agrárias, mercantis e escravistas coloniais. O latifúndio, a produção especializada, não diversificada, e o escravismo, convergiam para alcançar tais objetivos: possibilitar aos empresários metropolitanos e às elites coloniais amplas margens de lucratividade.
Podem ser assinaladas também como características da colonização portuguesa na América:
“Na manhã do dia 10 de novembro de 1937, o ‘Diário Oficial’ circulou com a nova Constituição elaborada por Francisco Campos, conhecida como ‘Polaca’. Tropas policiais cercaram o Congresso. Nenhuma resistência. Na noite do mesmo dia, Getúlio Vargas foi ao rádio e leu seu discurso ‘Proclamação ao Povo Brasileiro’, onde justificava o Estado Novo.”
(TOTA, Antonio Pedro. O Estado Novo. Editora Brasiliense. São Paulo, 1987. p. 23.)
A Ditadura do Estado Novo (1937-1945) representava a conclusão da obra iniciada em 1930 por Getúlio Vargas, buscando aperfeiçoar as medidas centralizadoras e autoritárias iniciadas assim que chegou ao poder anos atrás.
Deve-se considerar e apreender para uma melhor interpretação sobre esses acontecimentos os seguintes aspectos:
“[...] não ter raízes significa não ter no mundo um lugar reconhecido e garantido pelos outros”.
(ARENDT. Hannah. As Origens do totalitarismo: Antissemitismo, Imperialismo, Totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das letras, 2012.)
Após a gestação do fascismo alemão, seja a partir da fundação em 5 de janeiro de 1919 do Partido do Trabalhador Alemão que, em 1920, adotou o nome Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), seja com a publicização da obra Mein Kampf, escrito por Hitler após sua rápida passagem pela prisão, o caminho para a ascensão de Hitler ao poder e a inauguração do Terceiro Reich, estrava pavimentado.
Pode-se assinalar como fatores que contribuíram para a chegada dos nazistas ao poder:
Acerca dos inúmeros quilombos que se formaram por todo o território brasileiro desde o início da colonização portuguesa, pode-se considerar que:
“Os quilombos, quando cresciam por uma série de circunstâncias favoráveis, como, por exemplo, isolamento maior, melhor fertilidade do solo, possibilidade de recrutar novos membros para o grupo entre a população escrava, etc., tinham de se organizar de forma sistemática, criando uma estrutura para a comunidade. Não eram um conglomerado de negros ‘bárbaros’ (...)”.
(MOURA, Clóvis. Os quilombos e a rebelião negra. Editora Brasiliense. São Paulo, 1987. p. 34.)
Como características e práticas presentes na organização dos quilombos na América portuguesa e no Brasil Imperial, pode-se destacar que:
“Embora na concepção de Lutero todos os setores da vida humana estejam submetidos à vontade de Deus e devam servir para atender as necessidades das pessoas, ao fazer a distinção de que o ofício precípuo da Igreja é de ordem espiritual tão somente, forças políticas, econômicas, sociais e culturais puderam desabrochar e desenvolver-se sem as amarras às quais estavam submetidas. A ordem social já não seria mais regrada por um direito divino imutável, mas por um direito humano, reformável de acordo com realidades contextuais.”
Walter Altmann, pastor emérito da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, com doutorado em Teologia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha. Extraído de: https://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao514.pdf
A partir do fragmento acerca de algumas das concepções luteranas, pode-se afirmar corretamente sobre o momento bastante conturbado por que passava a Igreja Católica no decorrer do século XVI, o fato:
Como palco dessa Guerra, Mato Grosso sofreu sérias consequências, destacando-se as:
PRIORE, Mary Del. Histórias da Gente Brasileira. Volume 2. Império. Leya, Editora Casa dos Mundos. 2019. pp. 87 e 88.
A partir desse cenário descrito pela autora acerca da então região Centro Oeste, em pleno século XIX, pode-se apreender que:
I- A partir do século XIX, a História, como disciplina escolar, constituiu-se fortemente marcada por uma perspectiva dogmática, porque os religiosos, sobretudo os da Companhia de Jesus e o recém-criado Estado do Brasil, monárquico, tinham uma concepção de cunho religioso.
II- Ao final dos anos 1980 e início dos 1990, a historiografia brasileira acelerou um significativo processo de renovação sob a influência da chamada Nova História, provocando avaliações críticas e transformações nas propostas curriculares e na produção didático-pedagógica.
III- As novas concepções historiográficas alargaram a concepção das fontes históricas e atualmente estas podem se tornar um rico material didático-pedagógico, tais como fotografias, programação de comemorações cívicas, peças publicitárias, periódicos, pinturas, arquitetura, etc.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: RAMOS, Fábio Pestena; MORAIS, Marcus Vinícius. Eles formaram o Brasil. São Paulo: Contexto, 2010. p. 151.
Sobre este período, é CORRETO afirmar que:
I- Rui Barbosa queria um Brasil liberal. Defendia uma modernidade política, na qual o indivíduo cidadão participasse do poder e o limitasse por meio do voto, garantindo, assim, a existência de um Estado impessoal. Era necessário separar o público do privado.
II- Para a grande maioria dos intelectuais brasileiros, principalmente após a Primeira Guerra, a implementação de um Estado Liberal era uma realidade fácil de ser construída, devido às conquistas proporcionadas pelo regime republicano, que a esta altura já havia erradicado o mandonismo político próprio de tempos anteriores.
III- A ideia de igualdade liberal, fundada na equidade política do indivíduo-cidadão portador de opinião-voto, era contestada pela desigualdade natural dos seres humanos, que não podiam, desta forma, ser tratados com a mesma igualdade perante a Lei. No Brasil, este cidadão liberal era uma ficção.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- A Sabinada é considerada a maior insurreição popular ocorrida no Brasil pelo apoio maciço da maioria miserável da população: índios, negros escravos e caboclos, que dominaram a província da Bahia.
II- Semelhantemente a outras rebeliões do período, a Sabinada foi uma reação ao desenvolvimento de interiorização da metrópole, ao centralismo, como podemos constatar nesta fala de Francisco Sabino: “Não é possível que deixais de reconhecer a marcha franca e patente do governo do Rio em recolonizar o Brasil”.
III- Após a Sabinada, a escravidão na Bahia sofreu transformações significantes porque o governo dos rebeldes extinguiu o trabalho escravo e os negros tornaram-se livres, inclusive os africanos trazidos no tráfico ilegal e apreendidos pelas autoridades.
É CORRETO o que se afirma apenas em: