Questões de Concurso Sobre história

Questões Discursivas

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Q4196956 História

Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.


(Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina, 2002)



No excerto, Galeano afirma que a América Latina “se especializou em perder”. Tal afirmação

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Q4176318 História
Ao longo da história, grandes pandemias provocaram rupturas e reorganizações profundas nas sociedades. A Peste Negra, no século XIV, reduziu drasticamente a população europeia, alterando relações de trabalho e estimulando mudanças estruturais no feudalismo. No início do século XX, a Gripe Espanhola espalhou-se rapidamente pelo mundo em meio aos deslocamentos da Primeira Guerra Mundial, revelando fragilidades dos sistemas de saúde e estimulando avanços em políticas sanitárias. No século XXI, a pandemia de COVID-19 colocou novamente em evidência desigualdades sociais, limites dos modelos econômicos globais e a centralidade da ciência na formulação de políticas públicas. Baseando-se esses processos históricos e suas repercussões, assinale a alternativa correta.
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Q4176317 História
Analise as afirmativas a seguir, relacionadas a diferentes períodos da História do Brasil:

I. No período colonial, a economia açucareira estruturou-se no modelo de plantation, caracterizado pela grande propriedade, uso intensivo de mão de obra escravizada e produção voltada ao mercado externo, o que reforçou a dependência econômica em relação à metrópole e a inserção subordinada no comércio atlântico.
II. Durante o Segundo Reinado, a política do “café com leite” consolidou-se como prática eleitoral baseada na alternância de poder entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, mecanismo que garantiu estabilidade política e baixo nível de conflitos sociais.
III. A Era Vargas representou uma ruptura no padrão de relação entre Estado e economia, com fortalecimento da industrialização, criação de legislações trabalhistas e ampliação da presença estatal, embora mantendo práticas autoritárias, especialmente no Estado Novo.
IV. Na Ditadura Militar (1964-1985), a política econômica oscilou entre fases de forte crescimento, como durante o chamado “milagre econômico”, e períodos de crise, marcados por inflação, endividamento externo e deterioração do poder de compra da população.

Pode-se afirmar que:
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Q4176316 História
O governo Geisel, foi lançado um plano que buscava avançar a substituição de importações e redefinir a estratégia de desenvolvimento do país, sucedendo o plano criado no governo Médici. O nome desse plano é: 
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Q4176315 História
O movimento ocorrido no final do século XVIII, marcado pela circulação de ideias iluministas entre membros da elite mineira, muitos deles estudantes da Universidade de Coimbra e influenciados por contatos internacionais, como Thomas Jefferson. Esse movimento, que buscava mudanças políticas inspiradas na Europa e na América do Norte, é conhecido como:
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Q4176314 História
No debate historiográfico sobre as relações entre Estado e sociedade no Brasil colonial, Boris Fausto apresenta duas interpretações opostas: uma que enfatiza a centralidade do Estado português como força dominante e outra que destaca a supremacia local dos grandes proprietários rurais. Sobre essas duas leituras, assinale a alternativa correta. 
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Q4176313 História
Os diversos grupos sociais que participaram da Revolução Francesa possuíam projetos políticos distintos para o futuro da França. A partir de 1792, esses conflitos se intensificaram dentro da Convenção Nacional, especialmente entre girondinos, jacobinos e a chamada “Montanha”. Considerando esse contexto e as transformações implementadas no período, assinale a alternativa correta.
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Q4176312 História
No contexto das civilizações do Mediterrâneo Antigo, diferentes sociedades desenvolveram formas particulares de organização política, econômica e religiosa. Entre elas, destaca-se a civilização egípcia, cuja estrutura estatal se articulava em torno da figura do faraó. Baseando-se nas características desse sistema e suas implicações sociais, assinale a alternativa correta. 
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Q4176311 História
Acerca dos deslocamentos populacionais entre os séculos XVI e XVIII, a formação de novos Estados, o papel das rotas comerciais e a multiplicação das diásporas africanas e europeias, assinale a alternativa correta sobre a relação entre tais movimentos e as transformações sociopolíticas no continente africano no período. 
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Q4176310 História
Leia o trecho a seguir:

“A descrição dá início a uma tópica ainda hoje frequente no país, que entende a conquista como um ‘encontro pacífico’, a despeito das diferenças políticas, culturais e linguísticas. Essa nova gente capturou a curiosidade de Caminha: ‘A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem fazem mais caso de cobrir nem mostrar suas vergonhas, e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto’. O escrivão se espanta com suas ‘peles vermelhas e cabelos escorregadios’, e ademais com o fato de serem bonitos de corpo e alma. Começava com essa percepção certa ladainha de vida longa, que construiu a imagem de um ‘bom selvagem’ brasileiro […].Evidentemente deslumbrado, o relato de Caminha inaugurava, também, outro mito recorrente. O da natureza pacífica, de uma conquista sem violência, uma comunhão que unificou a todos, num mesmo coração e religião. [...] por mais que o tempo mostrasse o oposto: genocídio de um lado, conquista de outro.”
STARLING, Heloísa; SCHWARCZ, Lilia. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Relacionando o trecho com os conhecimentos históricos sobre a formação da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa que expressa como o trecho dialoga com as interpretações historiográficas acerca do “encontro” entre portugueses e populações indígenas. 
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Q4176309 História
A colonização espanhola no continente americano apresentou modelos distintos conforme as características das regiões ocupadas. Conforme esses distintos modelos, infere-se que:
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Q4176240 História
Analise as afirmativas a seguir sobre a formação e o papel do Ensino Religioso no Brasil, entre o período colonial e a consolidação da República:

I. Entre os séculos XV e XIX, o Ensino Religioso foi instrumento de cristianização e controle ideológico, conduzido principalmente pelos jesuítas, sob a influência da Igreja Católica e com o aval da Coroa Portuguesa.
II. Durante o período imperial, a religião católica manteve-se como oficial do Estado, e o Ensino Religioso continuou a ser utilizado como ferramenta de catequese e doutrinação, conforme os acordos firmados entre o Papa e o Monarca.
III. A Constituição de 1891, influenciada pelo positivismo, estabeleceu a laicidade do Estado brasileiro, separando Igreja e Estado e proibindo o Ensino Religioso nas escolas públicas.
IV. O Decreto nº 19.941/1931, promulgado durante o governo de Getúlio Vargas, determinou o retorno facultativo do Ensino Religioso às escolas públicas, marcando a reaproximação entre Igreja e Estado.

Pode-se afirmar que: 
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Q4175875 História
A transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil, em 1808, marcou um período de grandes transformações econômicas, políticas e culturais. A abertura dos portos, a criação de instituições e o desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro contribuíram para a modernização da colônia e para a futura emancipação política. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma mudança ocorrida com a vinda da Família Real.
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146789 História





Mulheres combatentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em treinamento militar.


MAZRUI, A. A.; WONDJI, C. (Ed.). História geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010.

Na intenção de aprofundar as reflexões sobre gênero, poder e representação, as professoras de História e Arte de uma escola de Ensino Médio envolveram seus estudantes na organização de uma exposição com imagens de mulheres africanas que atuaram em movimentos de resistência anticolonial. Entre as imagens escolhidas, estava essa foto das combatentes do PAIGC. Durante a semana da exposição, o pai de um estudante procurou a direção da escola para expressar sua insatisfação. Ele alegou que a atividade promovia a violência ao exibir imagens de mulheres com armas, o que, segundo ele, seria inadequado para o ambiente escolar. Em resposta, as professoras elaboraram uma justificativa para explicar a escolha da foto, argumentando que a atividade
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146788 História





Mulheres combatentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em treinamento militar.


MAZRUI, A. A.; WONDJI, C. (Ed.). História geral da África, VIII: África desde 1935. Brasília: Unesco, 2010.

Essa figura das combatentes do PAIGC, que participaram ativamente da luta de libertação contra os colonizadores portugueses nos anos 1960 e 1970, circulou em diversos jornais e revistas. Ela pode ser vista como um exemplo da presença ativa das mulheres na história e contribuiu na construção de uma memória social sobre a resistência anticolonial por parte das suas populações. Para abordar, em sala de aula, o papel das mulheres nos movimentos de libertação e na história africana, é necessário considerar que elas
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146787 História
Quantos de nós podemos imaginar alguma população não europeia sem o pano de fundo de uma dominação global, que agora nos parece predeterminada? E como poderão o Haiti ou a escravidão ou o racismo ser mais do que meras notas descabidas no rodapé dessa ordem narrativa?
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.

A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146786 História




ASSIS, L.; OLIVEIRA, T. Folha de São Paulo, 6 out. 2021.

Para problematizar o tema abordado pela charge e dialogar com a história da escravidão transatlântica moderna, uma proposta de intervenção para os Anos Finais do Ensino Fundamental deve
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146785 História




ASSIS, L.; OLIVEIRA, T. Folha de São Paulo, 6 out. 2021.

Uma professora, ao propor aos estudantes uma atividade de leitura e análise crítica de fontes imagéticas, utiliza a charge que demonstra ironia por meio da propagação de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146783 História
Nos currículos escolares brasileiros – inclusive nos cursos de Licenciatura em História –, a História do Brasil frequentemente ocupa pouco espaço. As questões nacionais são negligenciadas, e as explicações históricas centradas na Europa ganham maior relevância do que a história nacional e local, tornando a história do Brasil apenas um apêndice periférico da história global. Nos últimos anos, tem-se observado um esforço no debate e nas discussões sobre o pressuposto eurocêntrico no ensino e na pesquisa. No entanto, a base epistemológica de formação dos professores de História pouco se alterou. O que existe são iniciativas individuais ou de grupos isolados que vêm repensando o ensino e a pesquisa, ampliando o leque de possibilidades por meio da contextualização da vida em sociedade e da articulação entre a história individual e a história coletiva a partir de uma perspectiva regional e local. Esse movimento, fundamentado na relação entre passado e presente, busca considerar as contribuições europeias, indígenas e africanas no processo de construção, compreensão e reinterpretação da história do Brasil.


BITTENCOURT, C. M. F. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004 (adaptado).
Na década de 1990, um grupo de intelectuais latino-americanos propôs uma nova leitura, escrita e interpretação do passado, que teve repercussão na historiografia da América Latina e ficou conhecida como:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - História |
Q4146777 História
Não surpreendentemente, os velhos sistemas coloniais ruíram primeiro na Ásia. A Síria e Líbano (antes franceses) se tornaram independentes em 1945; a Índia e o Paquistão em 1947; Birmânia, Ceilão (Sri Lanka), Palestina (Israel) e as Índias Orientais holandesas (Indonésia) em 1948. Em 1946, os EUA concederam status formal de independência às Filipinas, que haviam ocupado desde 1898. O império japonês, claro, desaparecera em 1945. O Norte da África islâmico já estava abalado, mas ainda se segurava. A maior parte da África Central e Setentrional, e as ilhas do Caribe e Pacífico permaneciam relativamente calmas. Só em partes do Sudeste Asiático essa descolonização política sofreu séria resistência, notadamente na Indochina francesa (atuais Vietnã, Camboja e Laos), onde a resistência comunista declarara independência após a libertação, sob a liderança do nobre Ho Chi Minh. Os franceses, apoiados pelos britânicos e depois pelos EUA, realizaram uma desesperada ação para reconquistar e manter o país contra a revolução vitoriosa. Foram derrotados e obrigados a se retirar em 1954, mas os EUA impediram a unificação do país e mantiveram um regime satélite na parte Sul do Vietnã dividido. Depois que este, por sua vez, pareceu à beira do colapso, os EUA travaram dez anos de uma grande guerra, até serem por fim derrotados e obrigados a retirar-se em 1975, depois de lançar sobre o infeliz país um volume de explosivos maior do que o empregado em toda a Segunda Guerra Mundial.

HOBSBAWN, E. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Um professor de História, do Ensino Médio, apresentou esse texto para discutir com os estudantes os desdobramentos globais após a Segunda Guerra Mundial, como o acirramento das lutas anticoloniais, que resultaram em independências de países da África e da Ásia, a exemplo da Guerra do Vietnã, que
Alternativas
Respostas
1681: A
1682: B
1683: C
1684: D
1685: C
1686: A
1687: C
1688: A
1689: B
1690: B
1691: B
1692: C
1693: D
1694: B
1695: D
1696: D
1697: A
1698: C
1699: B
1700: A