Questões de Concurso Sobre história
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Luis Fernando Veríssimo. As cobras: antologia definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 126. A partir das ideias suscitadas pela tirinha, assinale a opção correta a respeito das relações e dinâmicas sociopolíticas e culturais no Brasil colonial.
I A televisão foi a principal fonte de informação do povo brasileiro a partir da segunda metade do século XX, com redução do seu poder apenas no século XXI, com a popularização da internet no Brasil.
II Desde seu início, praticamente, a dinâmica social brasileira modificou-se com a popularização da novela como um novo entretenimento televisivo e, ao mesmo tempo, com a difusão constante das propagandas em uma sociedade de consumo que crescia no Brasil desde a metade do século XX.
III As emissoras de televisão não auferiram ganhos com as políticas de telecomunicações aplicadas pelos governos brasileiros.
IV Os costumes da sociedade brasileira mantiveram-se inalterados com a popularização da televisão no país.
Estão certos apenas os itens
Lara de Melo dos Santos. “Morte aos brancos, viva a liberdade!”: rebelião escrava em Camamu, Bahia (século XVII). In: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (Orgs.). Revoltas escravas no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 85-86.
Com base no relato anterior, presente em um documento do arquivo público do estado da Bahia, datado de 9 de agosto de 1691, referente à escravidão e à resistência negra no Brasil colonial, assinale a opção correta.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 5, n.º 222, 4/9/1880.
Internet: <https://memoria.bn.gov.br/pdf>.
Na capa do periódico, aparece um político do Império, Martinho Campos, montado sobre um negro, de quatro, como um cavalo, tendo correntes presas aos seus pés, às suas mãos e uma corrente no pescoço, que serve como rédea para o cavaleiro. Este usa botas e chapéu, como um fazendeiro usaria, tem na mão direita um chicote, e com a esquerda segura a corrente presa ao pescoço do negro. As figuras encontram-se sobre um grande pedestal onde se lê, logo abaixo das figuras, “Escravidão ou Morte”. Observa-se, ainda, que há índios na base do pedestal, sentados em uma posição desoladora, dois dos quais apoiam a cabeça com uma das mãos, como se estivessem muito tristes, e o índio da esquerda está com a cabeça baixa e os braços cruzados na frente do corpo, em total isolamento. A figura que apresenta mais energia e algum entusiasmo é a de Martinho Campos, que aparece na mesma posição da Estátua equestre de D. Pedro I, a qual pode ser observada ao fundo, apenas esboçada, o suficiente para que o leitor possa lembrar e fazer a comparação. O caricaturista propõe a aproximação do símbolo monarquista com a escravidão e, para não deixar qualquer dúvida, escreveu, conforme a grafia da época, o seguinte comentário, abaixo da imagem: Projecto de uma estatua equestre para o illustre chefe do partido liberal. Esta estatua deve fazer pendant com a de Pedro I e será collocada no dia 7 de Setembro de 1881. À iniciativa dos illustres fazendeiros de Cebolas é que devemos mais esse monumento das nossas glorias.
Rosangela de Jesus Silva. Desconstruções e reconstruções do Brasil: a caricatura e o monumento equestre a D. Pedro I. 19&20, v. VIII, n. 1, jan./jun. 2013. Internet: <http://www.dezenovevinte.net/> (com adaptações).
Transcrição da imagem, conforme a grafia da época: — Queira perdoar, mas...com aquelle negrinho não pode entrar. — Mas é que eu não posso separar-me delle: é quem me veste, quem me dá de comer, quem... me serve em tudo, afinal! — É que... Enfim, em attenção às illustres qualidades pessoais de tão sabio soberano, creio que as nações civilizadas não duvidarão em admittil-o.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 8, n.º 347, 30/6/1883. In: Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Desde, pelo menos, inícios do século XIX, potências europeias, em especial a Grã-Bretanha, fazem pressão contra a escravidão negra no Brasil. Nem por isso, contudo, rompem relações com o império escravista. A charge aponta um contraditório d. Pedro II, tentando fazer-se aceito pelo mundo desenvolvido sem descartar a escravidão, e o cinismo das nações ditas civilizadas, que, na prática, legitimavam a Monarquia brasileira nessa condição.
Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Considerando as imagens e os textos precedentes, que trazem informações relativas ao período imperial brasileiro, julgue os itens a seguir.
I Observam-se, nas imagens e nos textos, duas das principais características do império brasileiro: o regime monárquico e a escravidão.
II As imagens e os comentários permitem aferir que o sistema escravista eram quem sustentava a sociedade brasileira da época.
III O processo de Independência do Brasil e a consolidação do regime monarquista, em aliança com a elite nacional da época, só foram possíveis devido à manutenção do sistema escravista.
IV As ditas nações civilizadas do século XIX, por mais que condenassem o regime escravista brasileiro, jamais romperam as relações com o Império do Brasil por esse motivo.
Assinale a opção correta.
O filme aborda, num cenário espacial, o autoritarismo do império sobre os rebeldes que compunham a antiga república.
Com base nos conhecimentos sobre Guerra Fria, considere as afirmativas a seguir.
I. Em 1969, os homens chegaram pela primeira vez à Lua de forma direta, o que foi realizado pelos soviéticos utilizando a sonda Sputnik. Como forma de marcar a conquista, os astronautas fincaram a bandeira da URSS em solo lunar.
II. Um dos marcos da Guerra Fria foi a chamada corrida espacial, destacando-se aspectos como a sonda Sputnik, influenciando a cultura pop do período, que passou a representar conflitos militares no espaço.
III. A tônica apocalíptica marcou a produção cinematográfica pós-1945 em obras como Star Wars, Star Trek e mesmo Guerra dos Mundos, em consonância com o cenário de ameaça atômica promovido pelos blocos soviético e capitalista.
IV. Filmes como Star Wars e Star Trek chamam a atenção para o conhecimento de diversos mundos e seres no universo, representando de forma idealizada o encurtamento do espaço e do tempo promovido pelas tecnologias de informação e transporte.
Assinale a alternativa correta.
Durante o Estado Novo, sublinhamos a utilização alegórica de uma imagem exaustivamente empregada no discurso político, por sinal muito cara ao imaginário do Cristianismo, desde seus primórdios: o corpo. A nação, por exemplo, é associada a uma totalidade orgânica, à imagem do corpo uno, indivisível e harmonioso; o Estado também acompanha essa descrição; suas partes funcionam como órgãos de um corpo tecnicamente integrado; o território nacional, por sua vez, é apresentado como um corpo que cresce, expande, amadurece; as classes sociais mais parecem órgãos necessários uns aos outros para que funcionem homogeneamente, sem conflitos; o governante, por sua vez, é descrito como uma cabeça dirigente e, como tal, não se cogita em conflito entre a cabeça e o resto do corpo, imagem da sociedade.
(Adaptado de: LENHARO, Alcir. Sacralização da política. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1986. p. 16 e 17.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Brasil Contemporâneo e Estado Novo, assinale a alternativa correta.
Com base nos conhecimentos sobre Revolução Industrial, assinale a alternativa correta.
A figura a seguir é uma capa da história em quadrinhos Capitão América, criada por Jack Kirby e Joe Simon e publicada originalmente em 1941.

Com base na figura, nos conhecimentos sobre Segunda Guerra Mundial e na produção do conhecimento histórico, assinale a alternativa correta.
Se colocarmos a visão filosófica partilhada nos livros marginais da França do Antigo Regime em contraste com a visão do movimento filosófico que vem sendo passada de manual para manual, impossível não sentir um desconforto: a maioria dos títulos é absolutamente desconhecida e parecem sugerir que um monte de lixo acabou se juntando à ideia de filosofia do século. Talvez o Iluminismo fosse mais banalizado do que os autores de manuais faz suspeitar. Os autores marginalizados, marcados pela boemia literária, não tinham acesso à sociedade polida, onde circulavam as mamatas e as oportunidades. Por isso, amaldiçoavam o mundo fechado de cultura. Sobreviviam fazendo o trabalho sujo da sociedade – espionar para a política e mascatear pornografia – e enchiam seus escritos de imprecações contra o mundo, que os humilhara e corrompera. Foi nas profundezas do submundo intelectual que esses homens se tornaram revolucionários: ali nasceu a determinação jacobina de exterminar a aristocracia.
(Adaptado de: DARNTON, Robert. Boemia literária e revolução: o submundo das letras no Antigo Regime. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 14 e 31.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre revoluções liberais e Revolução Francesa, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) O Iluminismo foi um movimento filosófico unificado, marcado por ideias voltadas para a liberdade do homem e a organização do Estado, distante da chamada baixa literatura.
( ) As obras produzidas por autores marginalizados, que operavam fora do círculo da corte, lançavam mão da pornografia e do escárnio como ferramentas para a crítica social.
( ) Autores iluministas como Maquiavel lançaram as bases filosóficas para tornar legítimo o poder monárquico durante o Antigo Regime, o que foi problematizado no contexto histórico revolucionário.
( ) Abordar o Iluminismo considerando o pensamento dos grandes filósofos é consistente, desconsiderando a multiplicidade de publicações do Antigo Regime.
( ) A crítica a regimes políticos pode ser realizada de múltiplas formas, seja descontruindo, em linguagem distanciada, os pilares que sustentam o Estado, seja utilizando da sátira e do riso, como sugerido pelos autores ligados, de diferentes modos, ao Iluminismo.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Ontem, a Igreja, instituindo uma ruptura social entre clérigos e fiéis, mantinha a Escritura no estatuto de uma “Letra” supostamente independente de seus leitores e, de fato, de posse dos seus exegetas: a autonomia do texto era a reprodução das relações socioculturais no seio da instituição cujos pressupostos fixavam o que se deveria ler na Escritura. Com o enfraquecimento da instituição, aparece entre o texto e seus leitores a reciprocidade que ela escondia, como se, em se retirando, ela permitisse ver a pluralidade indefinida das “escrituras” produzidas por diversas leituras. A criatividade do leitor vai crescendo à medida que vai decrescendo a instituição que a controlava. Este processo, visível desde a Reforma, começa a inquietar os eclesiásticos.
(Adaptado de: CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 243-244.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Reforma Protestante e Contrarreforma, assinale a alternativa correta.
Com base na imagem e nos conhecimentos sobre o Renascimento, considere as afirmativas a seguir.
I. A obra apresenta, do ponto de vista estético, continuidades em relação à iconografia da Idade Média em termos de anatomia dos corpos, sombreamento e tridimensionalidade. É possível traçar paralelos entre a obra de Michelangelo e iluminuras medievais.
II. O Renascimento é um movimento característico da Idade Moderna, ressaltando elementos como racionalidade e desenvolvimento estético, em contraposição à Idade Média, em que não se produziu cultura.
III. Na obra, inexiste rompimento total com o universo religioso, na medida em que se aborda uma temática bíblica. Mesmo assim, é possível ressaltar a materialidade da figura divina, que, em vez de simplesmente flutuar, é carregada por anjos.
IV. Uma das características do Renascimento diz respeito ao Humanismo que, mesmo numa pintura marcada pelo elemento religioso, ressalta o ser humano em suas dimensões estética, corporal e filosófica.
Assinale a alternativa correta.
I. Embora os grupos sociais menos favorecidos estejam envolvidos com processos históricos em diferentes espaços e tempos, é possível afirmar que o protagonismo como sujeitos históricos cabe a figuras de destaque, como políticos, militares e clérigos.
II. Opondo-se às correntes históricas tradicionais que enfatizavam o tempo histórico como algo perpassado por múltiplos ritmos, inclusive de longa duração, a renovação teórica do século XX passou a enfatizar a história dos eventos como episódios de curta duração.
III. Dentre as renovações teóricas do século XX, é possível destacar o olhar sobre o presente e fenômenos recentes como objetos de reflexão histórica, não se circunscrevendo ao passado longínquo.
IV. A forma como o historiador analisa os diferentes fenômenos no decorrer do tempo é influenciada, de forma decisiva, pelas questões do presente, destacando-se, por exemplo, a história das mulheres, que cresceu na segunda metade do século XX.
Assinale a alternativa correta.
Quando Rodrigues Alves assumiu a presidência do Brasil, reformas foram implementadas na capital do país com o intuito de torná-la uma cidade mais moderna e civilizada. Sobre essas reformas, considere as afirmativas a seguir.
I. A população do Rio de Janeiro resistiu à sanitarização da cidade por estar incrédula quanto à eficácia das medidas profiláticas adotadas no combate de várias doenças, como a febre amarela e a varíola.
II. A ampliação da orla da cidade, no denominado Aterro do Flamengo, buscou o objetivo de sanear a região de mangue, provocando revoltas nos moradores da região pela desvalorização imobiliária.
III. A revolta da vacina ocorreu porque o médico sanitarista Adolfo Lutz implantou um decreto de quarentena ou vacinação aos infectados pela epidemia de febre amarela que assolava a cidade.
IV. O movimento “bota-abaixo” estabeleceu a demolição de inúmeros prédios antigos situados no centro da cidade, prejudicando comerciantes e moradores desses locais.
Assinale a alternativa correta.
Com o advento da revolução industrial, criou-se uma nova relação no processo produtivo estabelecida entre o capital e o trabalho. Sobre essa relação, nesse período, assinale a alternativa correta.