Questões de Concurso Sobre história
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Analise as afirmativas abaixo sobre a perspectiva historiográfica denominada História Global.
1. Surgiu no fim do século XIX, impulsionada pelas críticas dos meios acadêmicos contra as denominadas histórias marxistas e culturalistas, dominantes na historiografia da época.
2. Trata-se de uma área de estudos centrada na análise de fenômenos, eventos e processos históricos inseridos em contextos globais.
3. No seu desenvolvimento foram relevantes as produções historiográficas da França, Inglaterra e Estados Unidos, que permitiram sua consolidação na década de 1990.
4. As críticas mais contundentes aos estudiosos que seguem os pressupostos da história global referem-se ao processo de elitização da historiografia, produzida nos redutos acadêmicos e com base em métodos quantitativos.
5. São priorizadas as investigações sobre os processos de conexão e interação apresentadas pela comunidade humana, na perspectiva de que as histórias nacionais ou regionais estão conectadas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Parte dos historiadores contemporâneos consideram os conceitos de “tempo” e “espaço” estruturas significativas da história. Nas páginas do livro intitulado Memória Coletiva, o autor afirma que “não há memória coletiva que não se desenvolva num quadro espacial. Ora, o espaço é uma realidade que dura: nossas impressões se sucedem, uma à outra, nada permanece em nosso espírito, e não seria possível compreender que pudéssemos recuperar o passado, se ele não se conservasse, com efeito, no meio material que nos cerca”.
Assinale a alternativa que identifica corretamente o autor do livro mencionado.
Leia com atenção o texto a seguir.
O historiador inglês Edward Palmer Thompson escreveu, entre outros textos relevantes para a historiografia, a obra intitulada .....(1)....., na qual trata de temas como “a árvore da liberdade” e a “força dos trabalhadores”.
Nos primeiros parágrafos do prefácio, aprestou os objetivos do livro e definiu um conceito fundamental ao afirmar que: “Por classe, entendo .....(2)....., que unifica uma série de acontecimentos díspares e aparentemente desconectados, tanto na matéria-prima da experiência como na consciência”.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas do texto.
I. A ameaça de invasão estrangeira e a crise no comércio das especiarias fizeram com que Portugal efetivasse seu domínio no Brasil, iniciando sua colonização.
II. O primeiro ciclo econômico se deu pela extração do pau-brasil e contou com o auxílio dos indígenas mediante escambo.
III. Não havia interesse de Portugal em começar imediatamente a colonização do Brasil porque o comércio das especiarias com as Índias era lucrativo.
(CBN. História das Eleições – Episódio 21. Disponível em: https://x.gd/t1k4E. Acesso em 18.02.2024. Adaptado)
O processo eleitoral abordado pelo fragmento foi caracterizado
Ainda demoraria dois anos para que o Brasil enviasse tropas para lutar contra os alemães na Europa.
(Jean-Philip Struck. Há 80 anos, Brasil declarava guerra à Alemanha. Disponível em: https://x.gd/oxCog. Acesso em 18.02.2024. Adaptado)
Antes do envio de tropas à Europa, a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ocorreu por meio
A grande tensão nos Bálcãs envolvia a Sérvia e a Áustria- -Hungria na questão referente ao controle da Bósnia. Os sérvios lutavam pela formação da Grande Sérvia e, por isso, desejavam anexar a Bósnia ao seu território (a Bósnia era parte da Áustria-Hungria). Esse movimento nacionalista de sérvios era apoiado pela Rússia por meio do pan-eslavismo, ideal em que todos os eslavos estariam unidos em uma nação liderada pelo czar russo. (Daniel Neves Silva. Brasil Escola. Disponível em: https://x.gd/arRCG. Adaptado)
O fragmento descreve contexto relativo
(Cláudio Fernandes. Nazismo. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/nazismo.htm. Adaptado)
Uma das estratégias utilizadas pelo regime nazista para o convencimento de boa parte da população alemã foi
A Guerra do Paraguai foi um conflito que aconteceu de dezembro de 1864 a março de 1870 e colocou o Paraguai contra Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra foi resultado do choque de interesses políticos e econômicos que as nações platinas possuíam durante a década de 1860. Ao longo dos anos de conflito, o grande prejudicado foi o Paraguai, que teve sua economia arrasada. Estima-se que o total de mortos de acordo com as diferentes estatísticas seja de 130 mil a 300 mil mortos.
Esse período da guerra do Paraguai foi no governo de;
I- A política trabalhista dominava a atenção de Getúlio Vargas já durante o Governo Provisório (1930- 1934). De um lado, criou as leis de proteção ao trabalhador (jornada de trabalho de oito horas, regulação do trabalho da mulher e dos adolescentes, lei de férias, instituição da carteira de trabalho). De outro, reprimiu qualquer esforço de organização dos trabalhadores fora do controle do Estado (suprimiu o sindicalismo autônomo).
II- Após o insucesso da Revolta Comunista de 1935, houve um recrudescimento do autoritarismo político do governo (por exemplo, estabeleceu-se o estado de guerra sem que houvesse guerra formal declarada). Em 1937, o governo divulgou a existência de um falso plano comunista para assumir o poder no Brasil, o Plano Cohen, redigido por um oficial integralista do exército, Luís Carlos Prestes. Os integralistas tinham certeza de que comporiam um governo autoritário liderado por Getúlio. O plano serviu de pretexto para o golpe em 10 de novembro de 1937.
III- O discurso nacionalista de Vargas acompanhava uma busca pela consciência nacional, na qual as identidades regionais fossem parte de um conjunto mais amplo: a nacionalidade brasileira. Nesse aspecto, sobreleva a importância do Ministério da Educação e Saúde, que sob a direção de Gustavo Capanema, criou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) para proteger o conjunto de bens móveis e imóveis cuja conservação interessava a formação de uma identidade nacional.
IV- A implementação de órgãos de repressão e censura, como Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), durante o Estado Novo, buscava consolidar a ditadura varguista e promover eventos culturais que valorizassem figura de Vargas como legítimo representante dos interesses nacionais.
O início da República no Brasil foi descrito, desde sua fundação, como uma “proclamação”. No entanto, cada vez mais, os historiadores preferem o termo “golpe de Estado”, pois:
I - A revolução pernambucana foi um movimento de caráter separatista e republicano que ocorreu no período colonial.
II – A revolução de 1817 superou a fase conspiratória, tendo os revolucionários tomando o poder da capitania e instalado um governo provisório.
III – D. João VI reprimiu violentamente a revolução e puniu os revolucionários.
IV – A revolta teve como uma das causas a transferência da corte portuguesa em 1808 para o Brasil, que gerou o aumento dos impostos, dentre outras insatisfações.
V – A revolução pernambucana contou com a participação de padres, a exemplo do Frei Caneca, motivo pelo qual ficou conhecida como a Revolução dos Padres.
Estão corretas as assertivas:
I. Durante a Primeira República, a sucessão presidencial transformou-se em um ritual de passagem de poder que contemplava um ajuste entre Minas Gerais e São Paulo, recomposto a cada quatro anos. Ocorre que Arthur Bernardes, representante dos interesses paulistas, desafiou esse arranjo não escrito, pondo fim à alternância de interesses mineiros e paulistas na condução da política nacional. Assim, nas eleições de 1930, sob a sua presidência, Artur Bernardes indicou outro candidato paulista e de seu partido para concorrer às eleições: Júlio Prestes, do Partido Republicano Paulista. Esse era o contexto político precedente à Revolução de 1930.
II. Nas eleições de 1930, aproveitando-se do desentendimento do Partido Republicano Mineiro (PRM) e do Partido Republicano Paulista (PRP), surgiu a Aliança Liberal (AL), uma frente de oposição que reunia pernambucanos, mineiros e gaúchos. Nos dois estados que aceitaram formar com Minas Gerais a candidatura de oposição (Rio Grande do Sul e Pernambuco), as elites estavam longe de identificar o país somente com os interesses dos cafeicultores.
III. A candidatura de Getúlio Vargas pela Aliança Liberal durante a eleição de 1930 foi apoiada por Luís Carlos Prestes, principal líder tenentista. Em seu exílio, Luís Carlos Prestes apoiou o programa da Aliança Liberal, fortalecendo a luta contra o regime oligárquico da “Política do Café com Leite”.
IV. A Revolução de 1930 não pode ser considerada um rompimento decisivo na história do país, pois não houve nenhuma mudança no sistema representativo brasileiro. Continuamos verificando após a Revolução de 1930 a defesa de interesses políticos e econômicos de uma única categoria social como ocorria anteriormente: a defesa dos interesses da aristocracia rural escravocrata, durante o Império, e a defesa dos interesses da oligarquia cafeeira, nos primeiros anos da República.
I - A “Política dos Governadores” ou “Política dos Estados” foi um mecanismo de articulação do poder central com as oligarquias estaduais implementado por Campos Sales. Trata-se de um acordo entre o Chefe do Executivo Federal e os Governadores Estaduais. Os Governadores elegeriam uma bancada de deputados e senadores que apoiaria o Presidente da República em troca da autonomia dos Estados.
II - A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu o voto censitário. Assim, as pessoas de baixa renda não poderiam exercer o direito de votar. Por esse motivo, o Congresso Nacional era composto majoritariamente por membros da elite.
III - O fato do voto ser secreto durante a Primeira República não impedia a ocorrência de fraudes e manipulações no sistema político. A manipulação e votos e a fraude eleitoral geralmente ficavam a cargo dos coronéis.
IV - A despeito do pacto de alternância do poder entre líderes representantes dos interesses mineiros e paulistas durante a Primeira República, a sucessão presidencial incluía instabilidades políticas. Com o tempo, as divergências políticas entre as demais elites regionais desencadearam o desacerto final daquele pacto, tendo com ápice a revolução de 1930.