Questões de Concurso Sobre história

Questões Discursivas

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Q3806725 História
Desde o início do século XVII, os portugueses instalaram engenhos nos rios que deságuam nas baías da ilha de São Luís; um dos primeiros relatos após a ocupação de São Luís e fundação da cidade de Belém, escrito pelo capitão Simão Estácio da Silveira, refere-se aos rios Itapecuru, Mearim, Munim, Pindaré e Maracu como lugares onde se poderia fundar um “reino opulentíssimo”. Esta primeira impressão se manteve ao longo do século XVII e a região passou a ser ocupada principalmente por engenhos cobiçados inclusive pelos holandeses que ocuparam São Luís de 1641 a 1643. Entretanto, a partir da década de 1650, nas correspondências trocadas entre o Estado e a corte, começam a aparecer inúmeras notícias sobre a ação deletéria dos índios. Já em 1649, os índios Uruati teriam matado quatro religiosos jesuítas estabelecidos no Itapecuru. Em 1662, o procurador do povo do Maranhão, Jorge de Sampaio e Carvalho, representava na corte que o rio Munim “tem terras e várzeas consideráveis em bonidade para nelas se plantar canas de fazer açúcar”. Entretanto, explicava, nada era possível se a região não fosse defendida “dos alarves de que de ordinário é infestado”.

CHAMBOLEYRON, Rafael; MELO, Vanice Siqueira de. “Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII)”. Revista de História. SÃO PAULO, n. 168, p. 167-200, janeiro / junho 2013.

A partir do texto, compreende-se que o processo de ocupação do Maranhão no século XVII esteve profundamente ligado à exploração econômica e aos conflitos com as populações indígenas. Assim, é possível constatar que a ocupação portuguesa do Maranhão
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Q3806724 História
A memória histórica brasileira é profundamente devedora das projeções construídas a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Constituída com o duplo propósito de identificar o Brasil e de unificá-lo, ela foi engendrada a partir de um eixo: os interesses das elites, reunidas no Centro-Sul do país. Desde a contribuição decisiva de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, ela conheceu algumas inflexões e diversos alargamentos – tem sido criticada e redimensionada, à medida que a pesquisa documental se expande e que a reflexão teórica se aprofunda em complexidade. Não obstante, o signo que a originou, a preocupação com a Nacionalidade, permanece latente em um dos veículos de maior impacto na reprodução da memória histórica: o Livro Didático.

COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)

A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
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Q3805943 História
No Brasil Império (1822-1889) aconteceram várias revoltas que demonstraram insatisfação perante a administração imperial brasileira. Entre elas podemos destacar a revolta da Cabanagem, Sabinada, Malês, Balaiada e a Farroupilha. Analisando o contexto que envolveu a Guerra dos Farrapos, responda a alternativa correta. 
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Q3804407 História
A vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, em meio às turbulências das Guerras Napoleônicas, provocou profundas transformações políticas, econômicas e culturais na antiga colônia. Baseando-se nesse processo histórico, assinale a alternativa correta. 
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Q3802548 História

Leia o texto a seguir:

 

Belém: saiba mais sobre a cidade palco da COP30

 

Nomeada Belém em 1616, a cidade que receberá a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) de 10 a 21 de novembro já foi chamada Mairi. O lugar era o território do povo Tupinambá, guardião de conhecimentos capazes de fazer frente ao desafio global que hoje reunirá líderes de todo o mundo em busca de solução.

Segundo o historiador Michel Pinho, a história do território começou há milhares de anos. Essa região da Amazônia, ao contrário do que foi ensinado por muito tempo, é densamente povoada há 11 mil anos. Existem pesquisadores, como [o arqueólogo] Marcos Magalhães, do Museu Emílio Goeldi, que comprovam uma intensa ocupação ao longo dos rios, lagos e igarapés.

Entre essas ocupações, estava Mairi, ou o território de Maíra, entidade responsável pela origem do mundo e provedora dos segredos ancestrais sobre a mandioca, o açaí e tantas outras culturas ancestrais.

Nós atribuímos a outros povos fora da Amazônia esse grau de desenvolvimento tecnológico e social, como é o caso dos maias, aztecas, incas, egípcios, mas os tupinambás também tinham pleno conhecimento e domínio da natureza. Você tem toda uma costa que hoje é o estado do Pará, partindo de Belém, ocupada por uma população que tem um profundo conhecimento em relação à pesca, em relação à cerâmica, em relação ao plantio, destaca Michel Pinho.

Os estudos arqueológicos da região apontam que esses grupos eram grandes e adensados, podendo ultrapassar mil indivíduos em áreas de cerca de 2,5 hectares segundo descreve Márcio Souza, no livro História da Amazônia.

Os tupinambás colocavam a questão Mairi como um ajuntamento, como um grupo de pessoas. E no nosso caso, esse ajuntamento é plenamente explicável pelo fato de ele estar entre dois espaços geográficos fundamentais, que é o Rio Guamá e a Baía do Guajará. Então, você tem locomoção, você tem proteção e também tem alimentação, explica o historiador Michel Pinho.

Por muitos anos após a chegada de colonizadores no Brasil, os tupinambás resistiram em Mairi, até a disputa entre franceses e portugueses por terras na região levar Francisco Caldeira Castelo Branco e uma tropa com mais de 100 soldados para fundar uma cidade e construir o forte que fosse capaz de barrar a ocupação do território por outras nações europeias.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/11/1057467-belem-saiba-mais-sobre-acidade-palco-da-cop30.html. Acesso em 03/11/2025. Excerto

A partir da explicação do historiador Michel Pinho sobre a localização de Mairi entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, pode-se inferir que:
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Q3801306 História
Embora a globalização tenha promovido a interconexão de mercados e culturas, ela também acentuou as desigualdades socioeconômicas e os nacionalismos reacionários em diversas partes do mundo. A compreensão desse fenômeno no mundo contemporâneo exige a análise de suas múltiplas facetas, evitando abordagens simplistas que o concebam apenas como um processo benigno de progresso ou, inversamente, como a única causa de todos os conflitos atuais. 
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Q3801305 História
A historiografia sobre a Era Vargas no Brasil tem demonstrado que, apesar do caráter autoritário do Estado Novo e da repressão a opositores, o período foi marcado por avanços significativos na legislação trabalhista e na criação de uma identidade nacional, que, paradoxalmente, serviram tanto para cooptar trabalhadores quanto para modernizar as relações de trabalho e o Estado, em um complexo equilíbrio de forças sociais e políticas.
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Q3801304 História
A Revolução Francesa, em sua complexidade, pode ser interpretada como um evento singular, sem paralelos ou antecedentes históricos, que apenas serviu de inspiração ideológica para a independência dos Estados Unidos, desconsiderando as profundas interconexões entre os movimentos revolucionários atlânticos e as trocas de ideias que, de fato, moldaram as transformações políticas e sociais do final do século XVIII.
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Q3801303 História
Os movimentos sociais do século XXI, como o feminismo contemporâneo, os movimentos LGBTI+ e as articulações em torno das questões raciais e indígenas, diferenciam-se significativamente dos movimentos sociais do século XIX e início do XX, sobretudo pela centralidade das pautas identitárias e culturais em detrimento das reivindicações econômicas e de classe, o que os torna menos eficazes na transformação de estruturas sociais e políticas profundamente arraigadas. 
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Q3801302 História
Situação hipotética: Uma pesquisa historiográfica sobre o movimento abolicionista no Brasil se restringe a analisar os discursos de políticos e intelectuais brancos da elite. Assertiva: Essa abordagem é insuficiente, pois desconsidera a agência e o protagonismo de africanos e afrodescendentes escravizados e libertos, que, por meio de diferentes estratégias de resistência e articulação, foram sujeitos ativos na luta pela abolição e na construção da pós-abolição, e que são peças centrais para a compreensão integral do movimento.
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Q3801301 História
A Constituição Federal de 1988, conhecida como 'Constituição Cidadã', inaugurou um novo arcabouço jurídico para a defesa dos direitos humanos no Brasil, ao instituir mecanismos de proteção às minorias, reconhecer direitos sociais e ampliar a participação popular, configurando um marco legislativo fundamental para a valorização da diversidade e a promoção da cidadania plena, apesar dos desafios persistentes para sua efetivação.
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Q3801300 História
Os regimes totalitários do século XX, representados pelo fascismo, nazismo e stalinismo, embora distintivos em suas ideologias e contextos de ascensão, compartilharam características essenciais como o culto à personalidade do líder, a supressão de liberdades individuais, o controle onipresente do Estado sobre a sociedade e o uso sistemático da propaganda e do terror para a manutenção do poder, exercendo um impacto devastador na história mundial.
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Q3801299 História
A Revolução Russa de 1917, em suas duas fases – a Revolução de Fevereiro e a Revolução de Outubro – deve ser compreendida apenas como um levante camponês espontâneo, destituído de qualquer base teórica ou organização política prévia, e sem influência de intelectuais ou partidos, o que contradiz a complexidade do processo revolucionário e a atuação de figuras como Lênin e do Partido Bolchevique. 
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Q3801297 História
No contexto da descolonização africana e asiática pós-Segunda Guerra Mundial, o nacionalismo, inicialmente um fator aglutinador contra o domínio estrangeiro, revelou-se, em diversos casos, uma força política multifacetada, capaz de gerar tanto a construção de novas nações como de fomentar conflitos internos e disputas étnicas, resultando em rearranjos geopolíticos complexos e nem sempre pacíficos.
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Q3801296 História
As reformas neoliberais implementadas em diversos países da América Latina, a partir dos anos 1990, representaram, prioritariamente, a superação de todos os modelos estatais intervencionistas e a imediata redução das desigualdades sociais, através da privatização de empresas públicas e da liberalização econômica, contribuindo de forma irrefutável para a estabilidade política e o desenvolvimento equitativo da região.
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Q3801295 História
A historiografia sobre a escravidão africana no Brasil, ao longo do século XX, evoluiu de uma perspectiva que a concebia como um sistema de passividade e ausência de agência dos escravizados, para uma abordagem que destaca as diversas formas de resistência, como os quilombos, as revoltas, o suicídio e a negociação cotidiana, ressignificando o papel desses sujeitos na história nacional.
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Q3801294 História
O processo de redemocratização no Brasil, iniciado formalmente após 1985, culminou com a Constituição de 1988, que, embora fundamental para a ampliação de direitos e a consolidação de instituições democráticas, não conseguiu, em sua totalidade, reverter as profundas desigualdades sociais e os vícios políticos herdados do período autoritário, indicando que a transição democrática foi um processo complexo e incompleto em diversos aspectos.
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Q3801292 História
O Iluminismo, embora propagador de ideais de liberdade, igualdade e razão, foi um movimento inteiramente desprovido de contradições internas, e suas ideias foram universalmente aplicadas, sem exceção, por todos os regimes políticos que se inspiraram em seus princípios, resultando na imediata superação de todas as formas de opressão social e política na Europa e suas colônias.
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Q3801291 História
A transição para a modernidade europeia é inseparável do processo de expansão marítima e da colonização das Américas, pois a integração de novos mercados e a acumulação de riquezas, obtidas através da exploração colonial, foram fatores determinantes para o surgimento do capitalismo comercial e para a consolidação dos Estados Nacionais europeus, configurando um processo multilateral de interdependência histórica.
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Q3801290 História
A periodização da historiografia brasileira que compreende a 'Primeira República' como um bloco homogêneo e estável, desconsidera as profundas tensões e as diversas formas de contestação social, política e econômica, a exemplo da Guerra de Canudos ou da Revolta da Vacina, que questionavam o modelo oligárquico e autoritário então vigente, revelando a complexa heterogeneidade do período.
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Respostas
2221: E
2222: B
2223: A
2224: A
2225: D
2226: C
2227: C
2228: E
2229: E
2230: C
2231: C
2232: C
2233: C
2234: C
2235: E
2236: C
2237: C
2238: E
2239: C
2240: C