Questões de Concurso
Sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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Era noite de festa de Reis no Brasil Império e o povo de Belém festejava ao luar. Autoridades portuguesas e famílias poderosas brindavam na noite de gala do Teatro da Providência. Do lado de fora, estava armado o palco de uma guerra anunciada. No dia 6 de janeiro de 1835, aproveitando a distração geral pela data santa, mais de 1.000 guerrilheiros empunhando espingardas, mosquetões, foices, terçados e espadas se escondiam nas matas ao redor da cidade, cortada por igarapés. Moradores de Belém misturavam-se a combatentes vindos do interior. Chegaram à capital no começo do ano e já planejavam o ataque.
Fonte: Disponível em https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem. Acessado em 20 jan 2019. (adaptado)
O texto está anunciando a:
Conjuração Mineira foi o mais relevante movimento anticolonial da América portuguesa: pôs em dúvida o próprio sistema e adaptou para as Minas um projeto de poder de natureza nitidamente republicana. Essa Conjuração – disso às vezes nos esquecemos – também antecedeu a Revolução Francesa. Mas não foi o único momento de insubmissão na área colonial. Diferentemente da imagem oficial que o país gosta de apresentar, para dentro e para fora, a história brasileira está longe de se assemelhar a um “conto de fadas”, uma narrativa destituída de guerras, conflitos ou da prática cotidiana da violência.
SCHWARCZ, l. M. e STARLING, H. Brasil: uma biografia. São
Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 129.
As rebeliões coloniais na América portuguesa, dos séculos XVI, XVII e primeira metade do século XVIII, que antecederam a Conjuração Mineira, ocorreram principalmente por:
A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Inspirada pelas Cortes de Cádiz, que limitaram o poder da
monarquia espanhola, deflagrou-se na cidade do Porto, em
1820, uma revolução similar, cujos desdobramentos logo
se fariam sentir nos dois lados do Atlântico. No caso do
Brasil, o confisco indiscriminado de residências
particulares, a inquietação das tropas desmobilizadas após a
Revolução Pernambucana e a insatisfação das províncias
com as elevações dos impostos minavam a autoridade
da Coroa.
A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A Revolução Pernambucana, deflagrada em 1817,
embora tenha sido rapidamente debelada, teve forte
repercussão nas elites provinciais brasileiras,
particularmente em regiões distantes do Rio de
Janeiro. O aumento de impostos e a escassez de
interlocução política, de que se ressentiam a maior
parte das províncias, contrastavam com os relatos de
uma Corte extravagante e perdulária, levando alguns a
entenderem a transferência da Corte como um
colonialismo interno, em que o Rio de Janeiro
subjugava as demais províncias brasileiras.
A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
O estímulo ao desenvolvimento econômico do Brasil,
decorrente dos primeiros alvarás decretados por D. João VI
logo ao chegar ao Rio de Janeiro, em 1808, foi tolhido pelo
Tratado de Comércio e Navegação com o Reino Unido.
Apenas em 1815, após a derrota de Napoleão em Waterloo,
o príncipe regente elevaria a condição jurídica do Brasil
como unidade integrante ao Reino Unido de Portugal e
Algarve, concedendo ao Brasil os mesmos direitos
políticos e econômicos de Portugal.
A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Tal como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, de
1798, também conhecida como Revolução dos Alfaiates,
foi uma sublevação formada pela elite econômica local
descontente com os altos impostos cobrados na colônia. No
caso da Conjuração Baiana, um dos principais pleitos dos
revoltosos era a abertura dos portos brasileiros, com vistas
a permitir a aquisição de algodão britânico a preços
mais econômicos.
FURTADO, João Pinto. Inconfidências e conjurações no Brasil: notas para um debate historiográfico em torno dos movimentos do último quartel do século XVIII. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima. Coleção O Brasil Colonial, 1720-1821. V. 3. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. p. 647.
Para justificar sua contraposição a Fernando Novais, João Pinto Furtado argumenta, entre outros elementos, que
Leia o excerto da obra de Joaquim Norberto de Souza Silva, publicado em 1873, no qual a figura de Tiradentes é reconstruída.
Era ele de estatura alta, de espáduas bem desenvolvidas, como os naturais da Capitania de Minas Gerais. A sua fisionomia nada tinha de simpática e antes se tornava notável pelo que quer que fosse de repelente, devido em grande parte ao seu olhar espantado. Possuía, porém, o dom da palavra e expressava-se as mais das vezes, com entusiasmo; mas sem elegância nem atrativo, resultado de sua educação pouco esmerada; ouvindo-o porém na rudeza de sua conversação, gostava-se de sua franqueza selvagem, algumas vezes por demais brusca e que quase sempre desandava em leviandade, de sorte que uns lhe davam o característico de herói e outros o de doido. Tornava-se, assim, objeto de público gracejo, provocando o riso e, não poucas vezes, as vaias apupadas do público. Não tinha instrução alguma além da ordinária, todavia era de fácil e intuitiva compreensão. A sua prenda, como então se dizia, de pôr e tirar dentes, até desinteressadamente, graças à bondade de seu coração, que não condizia com a impetuosidade de seu gênio, lhe facilitava o contato com inúmeras pessoas e famílias.
[Apud João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino da história da
Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica.
Em: Lana M. de C. Simam e Thais N. de L. Fonseca (orgs.).
Inaugurando a História e construindo a nação.
Discursos e imagens no ensino de História]
Nessa reconstrução, Tiradentes
Aconteceu em março de 1823, no então vilarejo do Campo Maior, no Piauí, e faz parte de uma série de conflitos que eclodiram após a declaração da Independência em 1822. O governo português visava à manutenção de seus territórios no norte do país – especialmente nas áreas que hoje correspondem aos estados do Piauí, Maranhão e Ceará. Em janeiro de 1823, Manuel de Sousa Martins, o futuro Visconde de Parnaíba, aderiu à independência e assumiu a presidência da Junta do Governo do Piauí. Isso fez com que o major João José da Cunha Fidié, que recebera da coroa portuguesa a ordem de preservar os territórios ao norte do país, deslocasse suas tropas para a região. Em 13 de março, um grupo de aproximadamente 500 sertanejos mal armados enfrentou as tropas do major Fidié. A batalha durou cerca de cinco horas. Estima-se que 200 sertanejos morreram no embate; as tropas de Fidié, embora vitoriosas, saíram do conflito enfraquecidas e foram derrotadas em Caxias, no Maranhão, em julho do mesmo ano.
Claudete Maria Miranda Dias, Entre Foices e Facões (2011).(Adaptado)
O texto faz referência à Batalha
Do ponto de vista político, observamos que o processo de independência brasileiro não se desenvolveu por um amplo consenso da população. A natureza elitista da nossa emancipação política ainda foi ponto de partida para que diversas outras crises acontecessem no Primeiro Reinado. Além disso, vemos que a consolidação da independência custou a realização de gastos que já colocavam nossa combalida economia em situação ainda mais delicada.
Sobre esse processo, podemos afirmar que
Leia o texto a seguir.
“Fixando-se os olhos no Brasil, contudo, percebe-se que a corrosão do Antigo Regime não o destruiu completamente, marcando-se também por continuidades. Se o absolutismo, a sociedade estamental, o fanatismo religioso, o poderio desmesurado dos clérigos e da Igreja, o monopólio comercial e a sujeição de Lisboa tornaram-se página virada, o mesmo não se deu com a escravidão, os valores aristocráticos e, em certa medida, o ‘capitalismo comercial’, que tinha no tráfico negreiro uma de suas fontes. O mesmo se pode dizer a respeito da dependência econômica, ainda que esta não se desse mais nos quadros do antigo sistema colonial, mas, sim, sob a égide de uma potência capitalista, que desenvolvia uma política imperialista: a Inglaterra.”
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 236-237.
Considerando o processo de emancipação política do Brasil, assinale a afirmativa correta.
A letra abaixo é de um grande sucesso da cantora Elis Regina, que faz referência a um importante movimento na história política da Colônia.
Joaquim José da Silva Xavier
Morreu dia vinte e um de abril
Pela Independência do Brasil
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais.
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais
Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado pela nossa liberdade
Este grande herói
Pra sempre deve ser lembrado
Assinale a alternativa que pode ser associada ao movimento.