Questões de Concurso
Sobre processo de independência: dos movimentos nativistas à libertação de portugal em história
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José Bonifácio considerava o reconhecimento da independência por potências estrangeiras essencial para preservar a unidade territorial e a soberania do Brasil, mesmo que isso implicasse, no curto prazo, a assinatura de tratados comercialmente pouco favoráveis ao País.
A missão Corrêa da Câmara, enviada por José Bonifácio ao cabildo de Buenos Aires, tinha por objetivo estabelecer uma aliança defensiva e ofensiva, em coordenação com outras nações sul-americanas, contra eventuais agressões de potências europeias.
Idealizado a partir da personalidade carismática de D. Pedro I, o modelo de estado independente preconizado por José Bonifácio assentava-se na popularidade da figura do monarca como elemento de coesão social da nação, sendo o poder moderador o principal distintivo dele.
Ciente de que o conceito de Reino Unido jamais significaria, na prática, que os interesses brasileiros prevaleceriam nas decisões tomadas na metrópole, José Bonifácio foi um dos principais arautos de uma ruptura política definitiva e irreversível entre Brasil e Portugal.
O processo de extinção da escravatura ocorreu no Brasil de maneira lenta e gradual, a partir da metade do século XIX. Após a Guerra do Paraguai, uma nova lei representava a tentativa do governo imperial de reduzir a tensão social no Brasil, declarando livres os filhos de mulheres escravas nascidos após a lei. Essa foi a:
“Assim, depois de sequestrá-los, escravizá-los, brutalizá-los, animalizá-los, aos negros não coube nada quando do fim do escravismo. Além disto, a aprovação de nova Lei para a posse da terra, aprovada em 1850 (Sodré, 1967), permitindo a posse somente por meio da compra, impediu-lhes também de ter acesso à terra. Com isto, restou-lhes duas alternativas, nem um pouco inclusivas numa sociedade que despontava para a industrialização: a servidão, ou o banditismo.” (ALMEIDA, Águida Cristina Santos. Brasil colonial X Brasil subdesenvolvido: alguns traços em comum.
IN: http://www.abphe.org.br/arquivos/2015_aguida_cristina_santos_ almeida_-brasil-colonial-x-brasil-subdesenvolvido-alguns-tracos-em-comum.pdf. Acessado em 29 de agosto de 2020).
Sobre a escravidão no Brasil, é incorreto afirmar que:
Leia o texto abaixo e responda:
Comenta Celso Furtado que “a ocupação econômica das terras americanas constitui um episódio da expansão comercial da Europa” (1971, p. 5). Pode-se dizer que algo de similar aconteceu por ocasião do processo de independência das antigas colônias ibéricas no Novo Mundo, ocorrido nas primeiras décadas do Séc. XIX. Este processo foi decorrente do surgimento e do rápido desenvolvimento do capitalismo industrial na Europa – mormente na Inglaterra – a partir de meados do Séc. XVIII. Em apenas algumas décadas, a proliferação das novas relações de produção, impulsionadas pelo surgimento do sistema fabril e do trabalho assalariado, tornou inteiramente obsoleto o sistema colonial que reinou entre os Sécs. XVI e XVIII, fundado no trabalho escravo e no monopólio comercial das metrópoles sobre as colônias.
Os Impérios coloniais ibéricos fundados puramente no monopólio, achavam-se por isso condenados, a independência e a formação dos Estados nacionais na América Portuguesa e na América Espanhola, embora ocorridas na mesma época e produto da mesma situação estrutural, seguiram cursos extremamente diferenciados. No Brasil, a unidade política e territorial foi mantida após a independência, Marcos Kaplan observou: “Somente o Brasil conserva a unidade herdada da colônia e mantida pelo Império independente” (Kaplan, 1974, p. 115).
Considerando a construção do Estado Nacional
Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
( ) A obra procura associar Tiradentes ao sacrifício em relação à Pátria, por isso mesmo mostra-o esquartejado e a posição de seu corpo como se fosse o mapa do Brasil. ( ) A obra interpretada como fonte histórica mostra que o autor retratou o que realmente aconteceu com Tiradentes, ou seja, sua posição de mártir da Pátria. ( ) Essa e outras obras que retratam Tiradentes caracterizam-se pelo caráter religioso criado em torno de sua vida e morte, pois, assim, sua imagem seria de fácil aceitação em um país predominantemente cristão. Por isso mesmo, seus cabelos e barbas são longos e há um crucifixo do seu lado.
A alternativa que melhor analisa o processo de independência brasileira à luz da historiografia mais recente é:
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi um dos principais líderes da Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil, em 1789. A Inconfidência Mineira:
(http://ceas.iscte.pt/etnografica/docs/vol_04/N2/Vol_iv_N2_333-354.pdf)