Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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( ) O historiador deve demonstrar que o comércio internacional de pessoas desorganizou reinos e comunidades, devastou regiões e intensificou conflitos e revoltas em diversas partes do continente africano. ( ) O historiador deve enfatizar que a diáspora africana foi resultado de um processo de migração voluntária no qual milhões de africanos decidiram se deslocar para outros continentes em busca de melhores condições de vida. ( ) O historiador deve ressaltar que, durante o período do tráfico de pessoas escravizadas, milhões de africanos foram forçados a deixar seu continente se dispersando em larga escala entre América, Europa e Ásia.
Percebe-se que a mulher no Brasil Colônia é vista como um instrumento apenas para procriação. Ela tinha sua sexualidade reduzida à gestação; por consequência, era colocada em confinamento caseiro e, em outros momentos, em casas de recolhimento para fugir dos “defeitos naturais de seu sexo”, como sugeriu o Bispo Azeredo Coutinho: “elas [as mulheres] nascem com uma propensão violenta de agradar, ao que logo se segue o desejo de serem vistas; os homens procuram pelas armas ou letras conduzir-se ao auge da autoridade e da glória, as mulheres procuram o mesmo pelos agrados do espírito e do corpo”.
(Nicole Fernandes Alves. “Silenciadas ou silenciosas?
Abuso e a submissão: Trajetória das mulheres no Brasil
Colonial (1500-1822)”. www.ufrgs.br, 28.10.2024. Adaptado.)
No contexto do Brasil Colônia, a declaração do Bispo Azeredo Coutinho tinha como objetivo
“Se, por um lado, notava-se, em certos momentos e espaços da sociedade colonial, corajosa ousadia por parte dos heterodoxos, fossem eles cristãos-novos, protestantes, adeptos das religiões tribais ou de feitiçarias de inspiração europeia, todos eles negligentes ao risco de serem enquadrados nos draconianos artigos das Constituições do Arcebispado da Bahia ou, pior ainda, cair nas malhas do Tribunal da Inquisição, são igualmente evidentes os muito cuidados tomados pela grande maioria dos desviantes no sentido de manter ocultas as crenças e os rituais que pudessem despertar a repressão da justiça civil, episcopal ou inquisitorial.”
MOTT, Luiz. Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu, p.201. In: MELLO e SOUZA, Laura (org.) História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o fato a que o trecho anterior faz referência.
Acerca da natureza do comércio transatlântico e da escravidão na África, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A escravidão já existia na África antes da chegada dos europeus, sendo uma instituição social complexa (com prisioneiros de guerra, dívidas, etc.), porém, o comércio transatlântico alterou profundamente sua escala, natureza e brutalidade.
(__)Os europeus (portugueses, ingleses, franceses, etc.) atuavam no comércio transatlântico exclusivamente através da conquista militar, invadindo o interior do continente e caçando os indivíduos que seriam escravizados, sem qualquer intermediação africana.
(__)O comércio transatlântico era estruturado no 'Comércio Triangular', que conectava a Europa (fornecendo manufaturas e armas), a África (fornecendo escravizados) e as Américas (fornecendo produtos tropicais, como açúcar e tabaco).
(__)A escravidão nas Américas era idêntica à escravidão existente na África, baseada na possibilidade de ascensão social do escravizado e na sua eventual integração na família do senhor, sem caráter racial.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
DAVIS, David Brion. O problema da escravidão na cultura ocidental. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
Uma das diferenças entre a escravidão negra nas Américas espanhola e portuguesa vistas no período colonial envolvem a seguinte alternativa: