Questões de Concurso
Comentadas sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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( ) Nas zonas tropicais da América, o único objetivo das metrópoles era a exploração dos recursos naturais, através da agricultura e escravidão. O mercado interno dependia sempre das vontades dos dominantes. Apenas os donos de terras e escravos tinham pleno poder dentro das colônias. Por isso, muitos embates sociais ocorreram nesses territórios.
( ) No Brasil, durante o período pré-colonial, o país foi uma colônia de exploração. Inicialmente o pau brasil foi a matéria-prima mais retirada e depois a cana-de-açúcar. No caso da cana, o sistema elaborado foi o de plantation, que agrupava diferentes características: os latifúndios, a policultura, o uso de mão de obra escrava, especialmente dos africanos, e foco no lucro absoluto da metrópole (Portugal).
( ) Na História da América, após um longo processo de exploração, começaram as correntes de luta pela independência, nos séculos XVII e XIX. A Revolução Francesa, entre outras, resultaram na Unificação italiana e alemã, e na reformulação dos modos de produção das ex- colônias.
( ) Era o centro do sistema colonial, as metrópoles que disputavam e estabeleciam áreas de influência na América, na África e na Ásia. As metrópoles asseguravam de forma exclusiva o abastecimento das colônias fornecendo produtos manufaturados e a mão -de-obra escrava sempre com preços elevados. Por outro lado garantiam a apropriação de toda a produção colonial, sempre a preços baixos revendendo-a por preços mais altos no mercado europeu. Além disso, gravava o mundo colonial com tributos, que as vezes eram excessivos.
( ) Na montagem de um sistema produtor na América, os recursos naturais como terra eram abundantes. Os capitais de um modo geram, eram escassos e a mão-de-obra era ate abundante em alguns países europeus. No entanto não havia capital para remunerá-la, a solução foi utilizar na colonização americana formas de trabalho compulsório como a servidão temporária, como a mita e encomienda.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
I. Dois tipos de revoltas ocorreram no Brasil Colônia: rebeliões de negros contra a escravidão e a revoltas de colonos.
II. A chamada revolta de Beckham foi uma rebelião dos negros da escravidão ocorrida no Estado do Maranhão, estendendo até o Rio Grande no Norte e o Pará.
III. A maioria dos escravos trazidos para o Brasil foram enviados para o Estado da Bahia, proporcionando uma crise de mão de obra em determinadas regiões dos países.
IV. Apesar da crise na relação de trabalho no Brasil Colônia, os Jesuítas foram fundamentais para que não se permitisse o uso da mão de obra indígena de forma forçada, pois a visão humanitária da igreja católica não permitia apoio a esse modo de trabalho escravocrata.
Quais estão corretas?
Os impulsos para a aventura marítima não eram apenas comerciais. Há cinco séculos havia continentes mal ou inteiramente desconhecidos, oceanos inteiros ainda não atravessados. As chamadas regiões ignotas concentravam a imaginação dos povos europeus, que ali vislumbravam, conforme o caso, reinos fantásticos, habitantes monstruosos, a sede do paraíso terrestre. Em 1487, quando deixaram Portugal, encarregados em descobrir o caminho terrestre para as Índias, Afonso de Paiva e Pêro de Covilhã, exploradores portugueses, levaram instruções expressas de Dom João lll para localizar o reino do Preste João. Os sonhos associados à aventura marítima não devem ser encarados como fantasias desprezíveis, encobrindo o interesse material. Mas não há dúvida de que este último prevaleceu, sobretudo, quando os contornos do mundo foram sendo cada vez mais conhecidos e questões práticas da colonização entraram na ordem do dia.
(FAUSTO. B, 1995. p. 11. Adaptado.)
Em relação à ocupação da América pelos europeus, mais especificamente no caso dos lusitanos, a intensificação da presença de outros estrangeiros em terras portuguesas na América coincidiu com:
(Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agrode-gente-pra-gente/noticia/2022/11/19/gente-do-campo-quilombocafundo-luta-pela-terra-ha-150-anos-e-mantem-viva-tradicao-dosancestrais.ghtml. Acesso em: 25/11/2022.)
Em relação às sociedades quilombolas brasileiras, assinale a afirmativa INCORRETA.
“As combinações de capital, tecnologia e organização que emergiram no Mediterrâneo e nas ilhas atlânticas como o complexo do engenho transferiram-se para o Brasil quase sem modificações no início do século XVI. Isso foi, em parte, resultado dos contatos humanos, o uso deliberado de pessoas e técnicas já aprovadas na península ibérica, nas Canárias ou na Madeira, todavia também inerente à natureza mesma da produção açucareira que impunha sua própria lógica organizacional”.
(SCHWARTZ, Stuart B. Segredos internos. Engenhos e escravos na sociedade colonial. 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. Pp. 35-6.)
Sobre esse período é INCORRETO afirmar que
“Cabe sublinhar que tais múltiplas ligações entre as diferentes partes submetidas à Coroa portuguesa não se esgotavam no comércio. Na verdade, a existência de um mercado imperial foi fundamental para a manutenção de estruturas sociais e econômicas tão distantes – e distintas –, como a ordem estamental e aristocrática do reino, o escravismo-colonial na América e as sociedades africanas fundadas no tráfico de cativos. Em suma, o Império não era tão somente uma colcha de retalhos comerciais; ele dava vida, em graus distintos, às diversas sociedades que o constituíram”
(FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima. O Antigo Regime nos Trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI -XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira: 2001, pp. 23)
Sobre o texto apresentado é INCORRETO afirmar que ele
“Quando se trata de escravidão na Amazônia, o mais comum é iniciar com uma ressalva. A maioria dos trabalhos assegura que o uso da escravidão negra foi pouco significativo na economia amazônica do século XVII e primeira metade do século XVIII. (...) Não restam dúvidas de que o número de escravos disponíveis na região só irá sofrer aumento significativo quando a Companhia de Comércio do Grão-Pará inicia suas atividades no tráfico atlântico e, da mesma forma, não há o que questionar quanto à predominância do uso da mão de obra dos índios no decorrer do século XVIII. Contudo, como afirmou Luís Pinheiro, o que se coloca em questão é o fato de que, 'desde meados do século XVIII, a introdução de negros no Grão-Pará tornou-se uma realidade importante para a sociedade e para a economia da província. A presença de africanos no Grão-Pará ativa e coloca em movimento questões muito mais amplas que não podem ter suas dimensões avaliadas apenas em função do número de escravos disponíveis porque, o que está em jogo, é a própria montagem e reiteração de uma sociedade escravista cuja lógica de reprodução não se limita ao número de homens disponíveis nos plantéis, mas antes se traduz na reiteração de relações de subordinação e poder que dão vida ao próprio sistema. Isso, sem dúvida, é uma realidade importante que deve ser adequadamente considerada'”.
(SAMPAIO, Patrícia Melo. Espelhos Partidos: etnia, legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da UFAM, 2011. pp.80-82).
Qual o argumento central defendido pela historiadora acerca do estudo sobre a escravidão africana na Amazônia colonial?
“Esta poderia se chamar a história da construção de um silêncio porque, se há uma ausência inquestionável e longeva na historiografia produzida no (e sobre o) Amazonas, sem dúvida, é aquela que tematiza a presença negra. Para começar essa discussão, é preciso assumir a existência de tal silêncio e tentar delinear, na medida das possibilidades, suas motivações, alcances e limites na historiografia amazonense”.
(MELO, Patrícia Alves. Por uma história da escravidão africana e da presença negra na Amazônia. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.13).
Sobre esses fatores, é correto afirmar que
“O mineiro é mais vigiado que os demais, o aparelho estatal é amplo e severo, de modo a desenvolver no povo a consciência de sua realidade”. (IGLESIAS, Francisco. Trajetória Politica do Brasil. 1500-1964. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p.64)
Sobre a Região de Minas Gerais no período colonial, é incorreta a assertiva:
1.(__)Maurício de Nassau, responsável por administrar os domínios holandeses, incentivou a vinda de diversos cientistas e artistas para o Brasil.
2.(__)Uma das causas da invasão holandesa está relacionada à necessidade de exploração da borracha no Brasil.
3.(__)A primeira invasão holandesa no Brasil ocorreu em Pernambuco no século XVII.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(MATOSO, K. Q., 1982, p. 24-25.)
Sobre o quadro que permitiu o sucesso do tráfico negreiro e sua dinâmica de funcionamento, podemos afirmar que:
(Registro de uma carta de Familiar do Santo Ofício, passada a Antônio Martins de Araújo. (Em) 1770 se registrou. AHCMM. Códice 660, f. 300, 300v.)
Tendo em vista o documento anterior, o qual se refere a indicação de um morador da cidade de Mariana, Antônio Martins, para integrar o quadro de Familiares do Santo Ofício em Minas Gerais, NÃO relaciona a atuação dos Familiares do Tribunal do Santo Ofício à prática do “pecado nefando” – sodomia – na colônia:
I. Os jesuítas concordavam com a escravização dos indígenas, assim como concordaram com a escravização dos africanos, posteriormente.
II. Os padres jesuítas procuraram descredibilizar os pajés ou xamãs da tribo, intencionando substituí-los.
III. A conversão dos principais mostrou-se como forma de tentarem influenciar todo o restante da tribo.
IV. A conversão dos mais jovens foi muito eficaz e estes não voltavam às suas práticas quando se tornavam adultos.
Está INCORRETO o que se afirma apenas em
I. A catequização dos índios tinha como um de seus objetivos tornar os índios mais dóceis, facilitando o processo de exploração promovido pelos portugueses.
II. Uma das estratégias usadas pelos jesuítas era a destribalização dos índios, misturando índios de diferentes etnias e grupos linguísticos.
III. Até mesmo a geografia das aldeias foi modificada pelos jesuítas, inserindo-se um modelo de disposição das aldeias conforme os padrões europeus.
Está correto o que se afirma em
I.O Diretório dos Índios buscou ordenar a vida social dos povos indígenas no período colonial.
II.O Diretório dos Índios foi publicado em 1758 e proibia o casamento entre indígenas e portugueses, sob pena de desterro.
III.O Diretório tratava, entre outros assuntos, acerca do trabalho indígena na colônia.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: