Questões de Concurso
Comentadas sobre imperialismo e colonialismo do século xix em história
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A expansão imperialista do século XIX encontrou unidade e consistência na ideia, disseminada à exaustão, de que a expansão seria benéfica para os povos por ela atingidos: assim, levar o progresso e propagar a civilização seria missão e direito; e a incompreensão dos beneficiários seria o “fardo do homem branco", na conhecida expressão de Kipling.
"Considerei a existência de Deus e decidi que há uma boa chance de que ele exista. Se ele realmente existir, deve estar trabalhando em um plano. Portanto, se devo servir a Deus, preciso descobrir o plano e fazer o melhor possível para ajudá-lo em sua execução. Como descobrir o plano? Primeiramente, procurar a raça que Deus escolheu para ser o instrumento divino da futura evolução. Inquestionavelmente, é a raça brancal Devotarei o restante de minha vida ao propósito de Deus e a ajudá-lo a tornar o mundo inglês."
Cecil Rhodes. Relatório da Diretoria da Companhia Britânica da África do Sul, 1897-1898. Acessado no site http://pt.wikipedia.org/wiki/Cecil_Rhodes. Acessado em 11-03-2014.
Para ingleses como Rhodes, a política imperialista inglesa na África justificava-se pela
Mas também é certo que, após 1870, houve substanciais mudanças na estrutura e na dinâmica da economia capitalista mundial, com a afirmação de outras potências, que passaram efetivamente a competir com a Grã Bretanha. Por isso, justifica-se a definição de 1870 como um marco cronológico fundamental, inclusive ao adotar, para o período que aí se inicia, o rótulo de fase imperialista do capitalismo.
Flávio Azevedo Marques de Saes e Alexandre Macchione Saes. História econômica geral. São Paulo: Saraiva, 2013, p. 179-93 (com adaptações).
A expansão imperialista no século XIX, que se estendeu ao século seguinte, foi conduzida pelas potências industrializadas do Ocidente. Na África, elas transformaram antigos Estados nacionais em meras colônias e, na Ásia, subjugaram o Japão e a Indochina, mas não conseguiram conter a vigorosa resistência chinesa.
( ) Foi importante para que o sistema capitalista fizesse a passagem do conteúdo liberal ao monopolista.
( ) A diplomacia do canhão e do fuzil, a ação dos missionários e dos viajantes naturalistas contribuíram para quebrar a resistência cultural das populações africanas, asiáticas e latino-americanas.
( ) impediu a transferência de tecnologia para essas regiões, estimulando a indústria artesanal.
( ) contribuiu para uma melhor distribuição igualitária dos monopólios de capitais e para o aumento sensível da produção industrial nas décadas finais do século XIX e inicio do século XX.
( ) estimulou a implantação da política econômica mercantilista, favorável à acumulação de capitais nas respectivas Metrópoles.
A sequência correta correspondente é:
O texto do escritor português Eça de Queiroz ressalta concepção difundida durante a chamada pax britânica, que seria:
A corrida colonialista do final do século XIX, para a qual serve de exemplo de ordem econômica o capitalismo industrial, necessitado, naquele momento, de ampliar o fornecimento de matérias-primas e de aumentar o mercado consumidor, resultou da conjunção de vários processos, entre os quais se incluem fatores de natureza estratégica e ideológica.
O novo colonialismo europeu, identificado a partir do último terço do século XIX, retomou a corrida por possessões coloniais, motivado pelos mesmos interesses e inspirado pelas mesmas dinâmicas políticas, religiosas, civilizacionais e econômicas que marcaram o século XVI.
A Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, consagrou o princípio da ocupação declarada de áreas em litígio, garantindo a soberania ao país que ocupava o território.
A disputa entre Portugal e Bélgica pelas riquezas minerais de Angola exemplifica a influência determinante exercida pela corrida colonial sobre a política continental, com a qual se envolveram as potências europeias no período de 1871 a 1890.
Ao contrário do que aparentava, o imperialismo formal, que caracterizou o final do século XIX, foi uma continuação histórica de processo anterior, que, já em curso na história do Atlântico Sul desde os tempos do mercantilismo, permitia a acumulação capitalista por meio do mercado de escravos e especiarias.
Durante o século XIX, o imperialismo europeu na África foi caracterizado pela ocupação gradual de grandes extensões territoriais, diferentemente do que ocorreu, nesse período, na América Latina.
Segundo Rosa Luxemburgo e Lênin, o imperialismo representava forma colonial de capitalismo, fusão do capitalismo industrial com a formação de oligopólios.
Os indirect rules, forma de ocupação territorial anglo-francesa na Ásia e na África, constituíram o modelo hegemônico de expansão imperialista europeia nas denominadas áreas periféricas.
José Geraldo Vinci de Moraes. Caminhos da Civilização: História integrada geral e do Brasil. São Paulo: Atual Editora , 1998 , p. 350 (com adaptações ) .
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o processo de formação do mundo contemporâneo, julgue o item seguinte.
A expansão imperialista, ocorrida a partir de meados do século XIX, inscreve-se no processo de globalização da moderna economia de mercado.
José Geraldo Vinci de Moraes. Caminhos da Civilização: História integrada geral e do Brasil. São Paulo: Atual Editora , 1998 , p. 350 (com adaptações ) .
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o processo de formação do mundo contemporâneo, julgue o item seguinte.
Entende-se por potências industriais, no sentido utilizado pelo texto, sobretudo os países europeus ocidentais e os Estados Unidos da América (EUA).
José Geraldo Vinci de Moraes. Caminhos da Civilização: História integrada geral e do Brasil. São Paulo: Atual Editora , 1998 , p. 350 (com adaptações ) .
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o processo de formação do mundo contemporâneo, julgue o item seguinte.
O novo imperialismo a que o texto se refere reitera e repete as formas de dominação e os mecanismos de exploração econômica do colonialismo ibérico da Idade Moderna.
A partir da citação anterior, analise as afirmativas:
I. Os europeus em geral classificavam os povos que viviam no continente africano, asiático e em outros continentes como primitivos para justificar a ocupação territorial e a submissão que utilizavam.
II. A ideia de levar a civilização aos povos considerados bárbaros estava presente no discurso dos que defendiam a política imperialista.
III. Para os europeus, civilizar consistia em povoar e partilhar a cultura com os povos de outros continentes, assim desenvolveram a origem da globalização.
IV. Uma das preocupações dos estados nacionais europeus era justificar a ocupação dos territórios, apresentando os melhoramentos materiais que beneficiariam as populações nativas.
Estão corretas apenas as afirmativas: