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Sobre história geral em história
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A disputa entre Portugal e Bélgica pelas riquezas minerais de Angola exemplifica a influência determinante exercida pela corrida colonial sobre a política continental, com a qual se envolveram as potências europeias no período de 1871 a 1890.
Maior potência industrial do século XIX, a Inglaterra, que optou pela mediação política de autoridades locais em suas colônias, não se beneficiou da corrida imperialista na mesma proporção alcançada por seus concorrentes diretos, como a Alemanha.
Ao longo do século XIX, nas regiões economicamente mais dinâmicas, capitalismo e sociedade industrial consolidaram-se em meio a um cenário de crescente urbanização, de formação e expansão do mercado de trabalho assalariado, de uma economia cada vez mais permeada por bens industrializados, de concentração e centralização da riqueza e dos capitais em grandes empresas, e de um mercado em franco processo de mundialização.
Em A Riqueza das Nações, Adam Smith critica o mercantilismo, alinhando-se, nesse aspecto, com os fisiocratas franceses, mas deles se afastando ao sustentar que ao Estado compete conduzir e proteger a economia nacional na disputa por mercados com outros países.
O processo de colonização vigente nas décadas finais do século XIX integra um contexto de expansão do sistema produtivo, do qual resultam a busca de mercados consumidores, de matéria-prima industrial e de bases estratégicas, bem como o surgimento de áreas propícias ao investimento de capitais e ao recebimento dos contingentes populacionais excedentes das metrópoles.
O retardo do desenvolvimento da economia industrial nos países da Europa Continental, comparativamente ao da Grã-Bretanha, deveu-se à precária cultura liberal empreendedora e às dificuldades econômicas advindas de conflitos armados.
A economia industrial no continente europeu foi dinamizada, entre outros importantes fatores, pela inexistência, até a década de 60 do século XIX, de políticas protecionistas de comércio exterior.
A expansão da Revolução Industrial na Europa favoreceu o surgimento de movimentos políticos e sociais, alguns deles relacionados ao rápido processo de urbanização que se verificou no continente a partir do século XIX.
A disseminação da economia industrial na Europa Continental foi facilitada pelos grandes fluxos de investimentos internacionais que surgiram dos excedentes de capitais, com o objetivo de boas oportunidades de negócios, o que permitiu a injeção de capitais no sistema financeiro europeu e de tecnologias no processo de industrialização.
Considerando os contextos históricos apresentados nas informações acima, julgue o item que se segue.
O cenário das relações internacionais do pós-Segunda Guerra Mundial foi marcado pela hegemonia das grandes potências europeias.
As mudanças que se processaram nas estruturas feudais a partir da segunda metade do século XII permitiram a retomada do crescimento urbano e estimularam as atividades mercantis e manufatureiras.
A existência de monarquias centralizadas restringiu o poder da nobreza laica e eclesiástica, sobretudo da primeira, ao inibir o estabelecimento de laços de solidariedade e fidelidade entre os nobres.
Nesse longo período medieval, a mentalidade e a sensibilidade dos homens orientavam-se ao simbólico, às metáforas, à crença em revelações, ao repúdio aos prazeres materiais e à busca da salvação da alma.
Desde a reforma gregoriana, a igreja católica manteve-se afastada de questões de poder e restringiu sua atuação à missão evangélica das ordens religiosas, reconhecendo que à igreja cabiam unicamente as lidas espirituais.
No século XIV, as contradições do sistema feudal resultaram em profundas crises em todo o ocidente europeu, contribuindo para incrementar os processos de expansão mercantil e a centralização do poder nas mãos dos reis.
