Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Adaptado de JUNQUEIRA, Mary Anne. “Colônia de povoamento X colônia de exploração: reflexões e questionamentos sobre um mito”. In: Abreu, M.; Soihet, R.; Gontijo, R. Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 173 – 184.
Com base no trecho, a autora interpreta que o uso dos termos “colônia de exploração” e “colônia de povoamento” está de acordo com
Fonte: Message of President James Monroe at the commencement of the first session of the 18th Congress (The Monroe Doctrine), 12/02/1823; Record Group 46; Records of the United States Senate, 1788-1990; National Archives.
Os fatores listados a seguir motivaram o anúncio da Doutrina Monroe por James Monroe, presidente dos Estados Unidos, à exceção de um. Assinale-o.
( ) As origens do movimento são explicadas pela insatisfação dos colonos em relação ao aumento da tributação por parte da Inglaterra após a Guerra dos Sete Anos.
( ) O início do evento independentista aconteceu no Segundo Congresso Continental da Filadélfia quando a Declaração de Independência dos Estados Unidos foi redigida. ( ) O desfecho do episódio resultou na abolição da escravidão no território das 13 colônias, condição exigida pela Inglaterra para o reconhecimento da independência no Tratado de Paris.
As afirmativas são, respectivamente,
Adaptado de: BLEICHMAR, Daniela. Visible empire: botanical expeditions and visual culture in the Hispanic Enlightenment, Chicago: The University of Chicago Press,2012, pp. 7.-8.
A respeito da relação entre ciência e artes nas expedições europeias nos séculos XVIII e XIX, é correto afirmar que as ilustrações científicas
Seria uma grande vantagem ao Estado que as artes fossem exercidas por mulheres. Assim, as famílias viveriam abundantes com a universal aplicação de ambos os sexos. Se a educação não é extensiva às mulheres e filhas dos artesãos, elas vão continuar desocupadas e não poderão inspirar seus filhos e maridos na conduta laboriosa, de que elas mesmas estão distantes. Agora que não estão encerradas e nem deve estar, é coisa certa que as mulheres devem concorrer a fomentar a indústria, em todo o que é compatível com o decoro de seu sexo e com suas forças. Costurar qualquer gênero de roupas, vestidos ou adornos, pode muito bem ser feito por mulheres.
Adaptado de: CAMPOMANES, Pedro Rodríguez. Discurso sobre la educación popular sobre los artesanos y su fomento, 1775.
Durante o século XVIII, período conhecido como iluminismo, administradores e conselheiros reais propuseram projetos reformistas em diferentes monarquias europeias. Assinale a afirmativa que descreve corretamente a política proposta pelo autor sobre o trabalho feminino.
Observe a pintura a seguir:

Fonte: Bruegel, Pieter. Triunfo de la muerte, 1562-1563. Museo del Padro, Madrid.
A imagem faz parte de um movimento artístico tardo medieval que tinha a morte como centro de representação. A respeito da peste negra na época tardo medieval, está correto o que se afirma em
I. Essa revolução científica e filosófica causou a destruição do Cosmos, ou seja, o desaparecimento dos conceitos válidos, filosófica e cientificamente, da concepção do mundo como um todo finito, fechado e ordenado hierarquicamente, e a substituição por um universo indefinido e até mesmo infinito que é mantido coeso pela identidade de seus componentes e leis fundamentais, e no qual todos esses componentes são colocados no mesmo nível de ser. Isso implica no abandono, pelo pensamento científico, de todas as considerações baseadas em conceitos de valor, como perfeição, harmonia e objetivo.
Adaptado de KOYRÉ, Alexandre. Do Mundo Fechado ao Universo Infinito. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006, p. 6
II. Hoje em dia, a ideia de ter existido um acontecimento singular e distinto, localizado no tempo e no espaço, ao qual se pode chamar a Revolução Científica deixa insatisfeitos muitos historiadores. Atualmente, estes historiadores rejeitam mesmo a existência no século XVII de uma entidade cultural, singular e coerente denominada ciência, à qual se atribui a responsabilidade de uma mudança revolucionária. O que existiu foi pelo contrário, um leque diversificado de práticas culturais empenhadas em compreender, explicar e controlar o mundo natural, cada uma delas com diferentes características e cada uma experimentando diferentes modalidades de mudança. Fonte: SHAPIN, Steven. A revolução científica. Lisboa: Difel- Difusão Editorial, 1999, p. 25.
Com base nos trechos citados, assinale a afirmativa que menciona corretamente as interpretações sobre a Revolução Científica.
Fonte: Carta de Cristóbal Colón a Luis de Santángel, escribano de ración de los Reyes Católicos, dándole cuenta de su primer viaje a las Indias. Archivo General de Simancas, EST,LEG,1,2,1,164.
O primeiro contato dos europeus com o Novo Mundo provocou questões intelectuais sobre como tratar a novidade americana. De acordo com o trecho, o conteúdo presente na Carta de Cristóvão Colombo explicita
Adaptado de: PADGEN, Anthony. Pueblos e imperios. Una breve historia de la migración, exploración y conquistas europeas, desde Grecia hasta hoy. Barcelona: Penguin Random House Grupo Editorial, 2015, p. 41.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que menciona corretamente uma característica do Império Romano.
Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.
Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.
Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.
Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.
Atenção: o texto a seguir refere-se à próxima questão.
Sem o querer explicitamente, as ciências sociais impõem-se umas às outras, cada uma tende a abranger completamente o social, em sua "totalidade"; cada uma penetra nas suas vizinhas, acreditando, permanecer em seu próprio campo.
Falarei, longamente, da história, do tempo da história. Menos para os leitores desta revista, especialistas em nossos estudos, do que para nossos vizinhos das ciências do homem: economistas, etnógrafos, etnólogos (ou antropólogos), sociólogos, psicólogos, linguistas, demógrafos, Geógrafos, até mesmo matemáticos sociais ou estatísticos, — todos os vizinhos que, há muitos anos, temos seguido em suas experiências e pesquisas, porque nos parecia (e nos parece ainda) que, colocada em sua dependência ou em seu contacto, a história adquire uma nova luz. Talvez, de nossa parte, tenhamos qualquer coisa a lhes dar. Das experiências e tentativas recentes da história, desprende-se uma noção cada vez mais precisa da multiplicidade do tempo e do valor excepcional do tempo longo. Esta última noção, mais do que a própria história — a história de múltiplas faces — deveria interessar às ciências sociais, nossas vizinhas.
Adaptado de: BRAUDEL, Fernand. História e Ciências Sociais. A longa duração, Annales, n.4, 1958. Tradução de Ana Maria de Almeida Camargo na Revista de História, n.62, 1965.
(RUDÉ, 1991, p. 183.)
As manifestações populares da Primavera dos Povos acabaram servindo à burguesia, pois:
(Disponível em: https://acervo.cead.ufv.br/conteudo/pdf/ Acesso em: julho de 2024.)
Devido às variações nos currículos escolares referentes ao conteúdo da história, no período da Primeira República, por exemplo:
São características do Renascimento Cultural e do Movimento Humanista, ocorridos na Europa entre os séculos XIV e XVI:
I. Movimento intelectual de valorização da Antiguidade Clássica.
II. Valorização do antropocentrismo em detrimento ao teocentrismo.
III. Predomínio dos valores da Igreja Católica e da nobreza feudal sobre os da burguesia.
Quais estão corretas?
I. Analisa as condições materiais de existência e de reprodução das sociedades, apresentando as contradições da realidade em relação à compreensão econômica das sociedades, ou seja, suas condições materiais.
II. Os socialistas acreditavam na importância da consciência de classe e suas contradições, para criar um posicionamento (patrícios e plebeus; servos e senhores; burgueses e operários) contra a exploração imposta pelos grupos dominantes.
III. O materialismo histórico não considera a exploração do trabalho e da mais-valia como elementos fundamentais para a compreensão das contradições sociais.
“A revolta dos escravos em São Domingos está associada aos acontecimentos revolucionários na França de fins do século XVIII, que ocasionaram em 1794, a proclamação do fim da escravidão nas possessões francesas no ultramar. [...] A ascensão de Napoleão Bonaparte ao governo francês marcou uma nova reviravolta no processo. Anulou a lei abolicionista de 1794”.
PRADO, Maria Lígia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p. 17.
O processo de independência desencadeado a partir do evento acima foi muito marcante. As classes dominantes que lideravam os movimentos de independência no Brasil e em outros lugares da América lembravam-se deste fenômeno e tinham o temor que algo semelhante ocorresse em seus territórios e, dessa forma, buscavam se precaver política e juridicamente. O medo referente ao que ocorreu em São Domingos ficou conhecido como:
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014. p. 94-95.
No fragmento acima, o autor se refere ao:
GUARINELLO, Noberto Luiz. História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013. p.77.
Em relação às cidades-Estados da Antiguidade, podemos afirmar que a: