Questões de Concurso Comentadas sobre história geral em história

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Q4296776 História
Embora rica em carvão, a Alemanha não contava com poços de petróleo. Sem colônias, não podia produzir durante a guerra borracha, estanho e outras mercadorias, que vinham principalmente das regiões dos trópicos. O pacto secreto firmado entre Alemanha e União Soviética, em 1939, surpreendeu muitos líderes europeus, principalmente, porque:
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Q4296775 História
A tarefa do historiador consiste na exposição do acontecimento. Tanto maior será seu sucesso quanto mais pura e completa possível for esta exposição. Esta é a primeira inevitável exigência de seu ofício e, simultaneamente, o que ele pode pretender de mais elevado. Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo historiador, ao reconstruir os acontecimentos do passado, é que: 
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Q4296774 História
No contexto do século XIX, o surgimento do nacionalismo árabe foi influenciado por diferentes fatores relacionados às comunidades cristãs da Grande Síria. Diante disso, analise as afirmativas a seguir:

I. O sistema Millet concedia autonomia a diversas comunidades cristãs dentro do Império Otomano.
II. Missionários americanos e europeus fundaram escolas que ampliaram o acesso à educação entre os cristãos falantes de árabe.
III. Os cristãos da Grande Síria demonstravam, desde o início do século XIX, forte lealdade política ao Império Otomano.

Estão CORRETAS: 
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Q4296771 História
Na década de 1980, durante o governo de Ronald Reagan, uma das principais justificativas para a adoção de políticas econômicas neoliberais nos Estados Unidos foi a ideia de que: 
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Q4294909 História
Esse colapso pode assinalar o fim do Breve Século XX, como a Primeira Guerra Mundial pode assinalar o seu início. Nesse ponto minha história chega ao fim.     Chega ao fim – como todo livro concluído no início da década de 1990 – com um olhar para a escuridão. O colapso de uma parte do mundo revelou o mal-estar do resto. À medida que a década de 1980 passava para a de 1990, foi ficando evidente que a crise mundial não era geral apenas no sentido econômico, mas também no político.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914–1991, p. 19-20)
O autor se refere ao colapso
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Q4294908 História
A televisão jamais se tornou tão prontamente portátil quanto o rádio, mas domesticou a imagem em movimento. Além disso, embora um aparelho de TV continuasse sendo muito mais caro e fisicamente desajeitado que um rádio, logo se tornou quase universal e constantemente acessível mesmo para os pobres de alguns países. Na década de 1980, cerca de 80% de um país como o Brasil tinha acesso à televisão. Isso é mais surpreendente que o fato de nos EUA o novo veículo ter substituído tanto o rádio quanto o cinema como a forma padrão de diversão popular na década de 1950. Sua demanda de massa era esmagadora.
(Eric Hobsbawm. Era dos Extremos: o breve século XX – 1914–1991, p. 484)
O historiador Eric Hobsbawm utiliza a situação descrita no fragmento para analisar formas pelas quais 
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Q4294907 História
O que diferencia os movimentos independentistas da África portuguesa de todos os outros, e também da Indochina, é a dupla internacionalização de seu combate. Angola se tornou o microcosmo onde se enfrentavam os três campos que disputavam a hegemonia mundial, enquanto a ONU, por ocasião de seu 25o aniversário, em 1970, criticava Portugal, a África do Sul e a Rodésia.
(Marc Ferro. História das colonizações: das conquistas às independências, século XIII a XX, p. 339-340)
Segundo Marc Ferro, em Angola, delineou-se o seguinte panorama:
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Q4294906 História
Dois fatos estritamente relacionados ocorreram em 1783: a proclamação da independência dos EUA e o exacerbamento da questão racial. O autor da Declaração da Independência, Thomas Jefferson, em suas Notes on the States of Virginia (1787), tratando a questão dos escravos como questão política, registrou o grande desconforto daquele momento, isto é, o que fazer com os negros.
(Leila L. Hernandez. A África na sala de aula, p. 322. Adaptado)
Segundo Leila Hernandez, uma das medidas adotadas para a questão exposta no excerto foi 
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Q4294905 História
Na obra A Era das Revoluções: 1789–1848, o historiador Eric Hobsbawm afirma que “a revolução americana pôde proclamar-se a causa direta da Revolução Francesa” (p. 66).
Essa afirmação tem como fundamento
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Q4294904 História
A transição do espírito característico do declínio da Idade Média para o humanismo foi muito mais simples do que à primeira vista somos levados a supor. Habituados a opor o humanismo à Idade Média, supomos muitas vezes que a adesão ao nosso sistema implicou o repúdio do outro. É-nos difícil imaginar que o espírito pudesse cultivar as antigas formas de pensamento e de expressão medievais e aspirar ao mesmo tempo à visão antiga da razão e da beleza. Mas é assim mesmo que temos de conceber o que se passou. O classicismo não apareceu por súbita revelação; cresceu entre a vegetação luxuriante do pensamento medieval. Antes de ser uma inspiração, o humanismo foi uma forma. E, por outro lado, os modos característicos do pensamento da Idade Média persistem durante muito tempo durante o Renascimento.
(J. Huizinga. O declínio da Idade Média [...]. Apud: Paulo Miceli. História Moderna, p. 9)
O historiador Paulo Miceli utiliza a citação para ilustrar entendimento de que
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Q4294903 História
De fato, o cotidiano é, por assim dizer, o agir mais mecânico e mais automático do ser humano. E a repetição multissecular de gestos, atividades, comportamentos. De certa forma, o cotidiano coloca seus protagonistas fora do tempo e do espaço: nascer, comer, trabalhar, vestir, habitar, festejar, morrer foram – no essencial – invariantes, talvez desde os primeiros momentos da História até o século XVII ou XVIII. Isso, é claro, no quadro étnico- -cultural que nos interessa, o da Europa ocidental.
(Hilário Franco Júnior. A Idade Média, p. 168. Adaptado)
No fragmento, o autor observa
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Q4294902 História
As realizações extraordinárias da civilização greco-romana haviam sido propriedade de um pequeno estrato governante, inteiramente divorciado da produção. O trabalho manual era identificado com a servidão e era, por isso mesmo, degradante.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, p. 127. Adaptado)
Segundo Perry Anderson, um dos desdobramentos do contexto abordado pelo fragmento foi
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Q4294892 História
Para o grupo que marcou o nascimento da História acadêmica e consagrou a divisão quadripartite da História da Civilização, quanto mais próxima do presente a pesquisa histórica se pautasse, tanto mais sujeita a erros e distorções por parte do historiador, cujo ofício deveria, idealmente, ser apartado de todo engajamento nas questões político-ideológicas do seu tempo. Para esse grupo de historiadores, as maiores dificuldades em escrever uma História Contemporânea eram a falta ou a exiguidade de arquivos e o caráter aberto do período contemporâneo, ainda influente nos acontecimentos do presente de cada historiador.
(Marcos Napolitano. Pensando a estranha história sem fim. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, p. 164/5. Adaptado)
Marcos Napolitano se refere ao grupo de historiadores
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Q4294891 História
Pretendendo fazer uma história de gênero, temos a obra A história das mulheres no Ocidente, surgida em fins de 1991, sob a direção de Georges Duby e Michelle Perrot, que busca incorporar muitas das inovações apresentadas. A obra cobre o período que vai desde a Antiguidade até nossos dias, assumindo os autores a periodização habitual da história ocidental. Os autores, após afirmarem ser esta prática a única possível, questionaram, porém, a sua pertinência conceitual.
(Rachel Soihet. História das mulheres. Em: Ciro F. Cardoso; R. Vainfas (org.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia, p. 406. Adaptado)
Segundo Rachel Soihet, em resposta ao questionamento feito pelos autores mencionados, houve
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Q4294890 História
Georges Duby exemplifica esse risco que o historiador deve evitar com um estudo de Christian Pfister (1885) sobre Roberto, o Piedoso, que, segundo o analista, tomado de amor, esposa uma comadre e parente, tudo fazendo para casar-se com ela, desprezando todas as regras religiosas e cometendo incesto; contudo, a ideia de amor e de incesto aí expressas são do século XIX e não do rei do ano mil, de um contexto de uniões organizadas pelos pais, sem consentimentos etc.
(Pedro Paulo Funari e Glaudson J. Silva. Teoria da História, p. 73. Adaptado)
O excerto exemplifica o risco de
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Q4294885 História
Um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e condutas. A busca de autonomia também exige reconhecimento das bases da epistemologia da História.
(Brasil. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. A Etapa do Ensino Fundamental – História, p. 400-401. Adaptado)
O documento em referência indica como sendo parte das bases epistemológicas mencionadas:
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Q4285537 História
A evolução formal e funcional da produção artística ocidental articula diferentes regimes de visibilidade e propósitos rituais, civis e sacros. Considerando a transição estilística e conceitual entre a arte pré-histórica, clássica e medieval, assinale a alternativa correta.
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Q4282176 História
Leia o texto a seguir.

A teologia de Lutero trazia consigo implicações políticas da maior importância, que, somadas, respondem pelo que é mais distintivo e influente em seu pensamento social e político. Primeiro, ele assume um claro compromisso de repudiar a ideia segundo a qual a Igreja possui poderes de jurisdição, e por isso detém autoridade para dirigir e regular a vida cristã. É obviamente o abuso desses supostos poderes o que Lutero mais denuncia, e em especial o tráfico de indulgências, que foi tema de sua indignação inicial, expressa nas Noventa e cinco teses. A venda de indulgências era um escândalo que vinha de longe (já denunciado por Chaucer), devendo sua base teológica à bula Unigenitus, de 1343.

SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 294.

As implicações apresentadas inspiraram qual fenômeno histórico?
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Q4282175 História
Leia o texto a seguir.

As mudanças fundamentais ocorreram entre os séculos XII e XIII, no contexto que Charles H. Haskins chamou de “renascimento”. Tais mudanças fariam surgir um novo tipo de enciclopedismo. Em um ambiente de abundância livresca, os intelectuais se encontraram diante da necessidade de escolher e selecionar, na massa de novos conhecimentos, o material para as suas composições. O século XII, por excelência “o século da escolástica medieval”, foi um longo período de extensão e organização do conhecimento. Neste momento, há uma mudança cultural no Ocidente para a qual contribuíram tanto a afluência de fontes gregas e árabes como o trabalho dos compiladores que passaram a integrar, em suas obras, os novos conhecimentos resgatados. Merecem relevância também, por outra parte, o aumento do número de estudantes, a multiplicação das escolas urbanas e a criação das universidades, e, nesses ambientes, a sede de conhecimentos que crescia e atingia círculos mais amplos. Nesse ambiente deu-se início ao segundo grande período do enciclopedismo medieval, sob o signo da abundância intelectual, de acordo com Benoît Beyer de Ryque. A partir desse momento, não se compilava mais para salvar o conhecimento que poderia desaparecer, mas para selecionar, classificar, organizar o corpo considerável de conhecimentos disponíveis para apresentar a síntese.

VIDOTTE, Adriana. Das artes e da natureza: articulação de saberes no pensamento científico do século XIII. Revista de História, São Paulo, n. 179, p. 9, 2020.

As mudanças descritas no texto se justificam por qual motivo?
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Q4282174 História
Leia o texto a seguir.

Foram, portanto, raros os casos de repressão religiosa; mesmo quando isto ocorreu, como em 186, esta preocupação permaneceu: o senatus-consulto que ordenava a perseguição permitia a indivíduos isolados praticar o culto báquico privadamente, caso sentissem uma necessidade pessoal irreprimível. A pietas devida ao deus não podia ser simplesmente ignorada; isto iria contra as bases da mentalidade religiosa romana. O governo não tolerava as associações dionisíacas numerosas, que dessem origem a um movimento organizado fora do controle público; seriam autorizadas reuniões de poucas pessoas, regulamentando-se até o número de homens em relação ao número de mulheres, cuja presença promíscua fora um dos motivos alegados para a intervenção do Senado.

CORASSIN, Maria Luiza. Bacchanalia na República Romana. Letras Clássicas, n. 6, p. 154, 2002.

A postura do governo romano visava
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Respostas
121: B
122: C
123: A
124: D
125: E
126: B
127: C
128: B
129: D
130: B
131: C
132: A
133: A
134: A
135: C
136: D
137: C
138: B
139: B
140: A