Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
Foram encontradas 9.381 questões
Dentre os argumentos elencados na petição citada, indique quais podem ser aproximados entre as preocupações do movimento abolicionista liberal e os defensores do sistema escravista, frente à extinção da escravidão.
I. Preocupação comum entre escravistas e abolicionistas liberais era o fato de entender o escravo como bem patrimonial, elemento fundamental do direito de propriedade privada;
II. O entendimento do qual, no século XIX, ninguém era escravagista, especialmente na Bahia;
III. Preocupação com o efeito da libertação, já que essa atitude política poderia levar os escravos libertos à pobreza, comprometendo ainda a economia interna do país.
A(s) sentença(s) que aproxima(m) preocupação comum entre escravistas e abolicionistas liberais são:
“Meu Senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos, a saber. Em cada semana nos há de dar os dias de sexta-feira e de sábado para trabalharmos para nós, não tirando um destes dias por causa de dia santo. Para podermos viver nos há de dar rede, tarrafa e canoas. Não nos há de obrigar a fazer camboas, nem a mariscar, e quando quiser fazer camboas e mariscar mande os seus pretos Minas. Faça uma barca grande para quando for para Bahia, nós metermos as nossas cargas para não pagarmos fretes.(...) A tarefa de cana há de ser de cinco mãos, e não de seis, e a dez canas em cada feixe.(...) Os atuais feitores não os queremos, faça a eleição de outros com a nossa aprovação.(...) Os marinheiros que andam na lancha além de camisa de baeta que se lhe dá, hão de ter gibão de baeta, e todo vestuário necessário. O canavial do Jabirú o iremos aproveitar por esta vez, e depois há de ficar para pasto porque não podemos andar tirando canas por entre mangues. Poderemos plantar nosso arroz onde quisermos, e em qualquer brejo, sem que para isso peçamos licença, e poderemos cada um tirar jacarandás ou qualquer pau sem darmos parte para isso. A estar por todos os artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos para o servirmos como dantes, porque não queremos seguir os maus costumes dos demais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.”
Na configuração do “Discurso do Poder”, segundo Decca(1992), assinale a alternativa que apresenta quem teve o seu percurso ocultado e mostra como foi interpretada a etapa histórica anterior a “Revolução de 1930”:
I. É fundamental levar o aluno a perceber as diversas temporalidades no decorrer da História e sua importância nas formas de organizações sociais e de conflitos;
II. Tempo e temporalidade representam um conjunto complexo de vivências humanas, produto cultural forjado pelas necessidades concretas das sociedades historicamente situadas;
III. Importante ressaltar as periodizações dos calendários e das contagens dos tempos como foram sendo historicamente construídos para que o aluno elabore, de forma problematizada, seus próprios pontos de referência como marcos para as explicações de sua própria história de vida, assim como da história dos homens em geral.
É correto o que se afirma em:
I. Orienta-se, pedagogicamente, pelo afastamento do referido gênero literário, pois, o modo com o qual trata assuntos sérios pode causar prejuízo ao rendimento escolar;
II. O limite básico para o aproveitamento do gênero literário exposto, em sua utilização na sala de aula, é a criatividade do professor, e sua capacidade de bem utilizá-los para atingir seus objetivos de ensino;
III. A leitura de obras em quadrinhos demanda um processo complexo de domínio da linguagem escrita, com efeito, da apreensão da história e do contexto tratado, estimulando capacidades cognitivas.
IV. A leitura de obras em quadrinhos demanda um processo complexo de domínio da linguagem escrita, com efeito, da apreensão da história e do contexto tratado, dificultando o processo cognitivo, por isso não devem ser utilizadas as histórias em quadrinhos para no ensino escolar.
É correto o que se afirma em:
A disciplina de História, como componente curricular obrigatório, foi instituída no Brasil em 1837, no Colégio Dom Pedro II, Rio de Janeiro. Os conteúdos abordados no período focavam a formação da civilização ocidental, temas relacionados ao Brasil eram apenas um de seus apêndices. O quadro de professores para a disciplina começa a ser formado um ano depois por membros do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB. Estes vão ensinar História orientados pelo entendimento da História seqüencial e cronológica, além da emergência da construção identitária nacional, caracterizada pelo viés político-romantizada, encabeçado pela função da disciplina em formar moral e civicamente os alunos. De maneira semelhante, após a década de 1930, durante o governo de Getulio Vargas, a disciplina continua tendo função cívica, explorando ainda mais a instrução nacionalista, destacando o desenvolvimento da história ocidental e de estados-nacão, estimulando alunos a decorar datas, fatos e nomes. Nos anos de 1960 a disciplina de História é suprimida do currículo escolar, é fundida com Geografia, passando a ser chamada de Estudos Sociais, mas a temática histórica continua sendo cronológica, ancorada também no desenvolvimento da sociedade ocidental, até o retorno da História como disciplina autônoma em meados de 1990. A observação dessa trajetória histórica da própria disciplina, pode contribuir para refletirmos sobre temáticas e métodos modernos de ensinar História, em que:
A estratégia colonizadora acima mencionada denomina-se

A crise de 1929 foi uma crise econômica deflacionária, gerada pela enorme especulação imobiliária que ocorreu nos Estados Unidos da América e nos países da Europa ocidental no final da Primeira Guerra Mundial
No Brasil, a crise de 1929 ocasionou uma drástica redução do preço do café, o que gerou a fragilização das estruturas de poder que sustentavam a República Velha.
Getúlio Vargas pouco interveio nos estados durante o seu governo provisório. Medidas importantes, como a criação de leis trabalhistas, só foram efetivadas no Estado Novo.
Os primeiros anos da República brasileira foram marcados por grande instabilidade política. A descentralização estabelecida pela Constituição de 1891 tornara o país quase ingovernável. Frente a essa situação, Campos Sales propôs um arranjo que permitiria equacionar as relações entre o governo federal e os governos estaduais, a entrada de novos atores políticos e as relações entre os poderes Executivo e Legislativo, esse acordo ficou conhecido como política dos governadores.
A proclamação da República, em novembro de 1889, surpreendeu grande parte da sociedade brasileira, visto que ela foi efetivada antes da morte de D. Pedro II. No entanto, considerando-se o desgaste político do regime monárquico, esse ato foi bastante previsível.
O rádio foi um dos principais meios de aproximação entre Getúlio Vargas e o povo brasileiro. Por meio do rádio, eram transmitidos discursos, notícias e mensagens oficiais. Esse veículo de comunicação também era visto como essencial para a divulgação de valores modernos para a população. Entre as principais atrações do rádio constavam a Voz do Brasil e as novelas.
O tráfico de escravos para o Brasil foi oficialmente proibido em 1831. Desde então, ocorreu um rápido declínio da chegada de novos africanos escravizados ao Brasil.
No período regencial, ocorreu a disputa por diferentes projetos de nação. Os debates políticos alcançaram diversos grupos sociais e desdobraram-se em numerosas revoltas, como a cabanagem, a farroupilha e a sabinada.
Os engenhos de açúcar do atual nordeste brasileiro não superaram a crise que lhes atingiu em meados do século XIX, apesar da abundância de crédito e da política governamental de estímulo à atividade econômica açucareira.