Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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A partir do gráfico, e com base na história do voto feminino no Brasil, avalie as afirmativas a seguir sobre as condições de possibilidade do exercício dos direitos políticos pelas mulheres.
I. Os direitos de as mulheres votarem e de serem votadas, estabelecidos pelo Código Eleitoral de 1932 e pela Constituição de 1934, só foram exercidos na prática a partir das eleições de 1945, em função do Estado Novo.
II. Até 1965, o direito de votar das mulheres não implicou igualdade política entre os gêneros, uma vez que o voto era obrigatório para os homens entre 21 e 60 anos, e voluntário para idosos e mulheres não inseridas no mundo do trabalho remunerado.
III. Entre 1986 e 2018, a representação feminina na Câmara dos Deputados triplicou, em função da adoção de políticas de paridade eleitoral na esfera da representação política, bem como na distribuição dos recursos públicos e do tempo no horário eleitoral gratuito.
Está correto o que se afirma em
Adaptado de FRAGOSO, João Luís. “O império escravista e a república dos plantadores”. In: História geral do Brasil. RJ: Campus, 2000, p. 147.
Considerando os marcos legais citados, assinale a opção que descreve corretamente o processo socioeconômico de transformação do Império brasileiro, na segunda metade do século XIX
É CORRETO afirmar que o texto se refere a:
Observe a gravura e responda a questão:

DEBRET, Jean-Baptiste. Um jantar brasileiro. Cerca de 1830. Aquarela sobre papel, 16 x 22 cm, Rio de Janeiro.
A gravura de Jean-Baptiste Debret, publicada na obra
“Viagem pitoresca e Histórica ao Brasil, 1816–1831”,
é parte do registro do artista, integrante da Missão
Artística Francesa do século XIX, sobre o cotidiano
brasileiro do período. A pintura evidencia a cultura
escravocrata na sociedade brasileira ao expressar:

Fonte: https://blog.maxieduca.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Tratado-de-Madri-1750.jpg
O desenvolvimento de algumas atividades econômicas foi fundamental para a ampliação do território brasileiro, até se chegar à nossa quase configuração atual. Destaca-se corretamente como atividade econômica desenvolvida durante o período colonial, contribuindo para a expansão territorial:
Construímos, na Praça dos Três Poderes, um monumento que vai documentar todos os obstáculos e as incompreensões surgidos durante a construção de Brasília. Tais obstáculos e incompreensões ajudam a compreender, na medida precisa, o valor da obra realizada pelo presidente Juscelino Kubitschek. Ali, no monumento-museu, essas críticas serão conservadas. E o tempo nos dirá depois se são justas ou se são mesmo o que eu penso delas.
Oscar Niemeyer. Última Hora. Rio de Janeiro: 1960 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item, relativos aos aspectos históricos, culturais e políticos do DF.
Os obstáculos e as incompreensões a que o texto se
refere são relativos ao fato de que a transferência da
capital federal para Brasília gerou forte reação de
partidos de oposição e da imprensa da antiga capital.
A política externa, um tema pouco presente na agenda política da República, jamais foi tratada com a devida importância em todo o período republicano e nunca suscitou interesse na opinião pública.
Com cultura riquíssima e diversificada, povos africanos foram obrigados à diáspora pela escravidão. O Brasil foi um dos países que mais recebeu os escravizados africanos, os quais sempre procuraram se libertar. Os quilombos foram uma das formas de resistência que tiveram em Palmares seu exemplo mais vigoroso.
O projeto de independência do Brasil, vitorioso há duzentos anos, uniu todas as elites econômicas e políticas locais, pois nenhuma delas advogava a favor da emancipação com a implantação da República ou seguia o exemplo das colônias espanholas.
A Era Vargas (1930-1945) coincidiu com um período da história mundial em que o liberalismo cedeu lugar a regimes de força, quando não totalitários, a exemplo dos diversos fascismos.
O cenário de instabilidade dos anos 1920, com revoltas militares e a decretação do estado de sítio, denunciava o crescente esgotamento da República Velha.
A expressão “política do café com leite” remete ao predomínio de dois estados — São Paulo e Minas — na condução da economia e da política do Brasil na Primeira República.
O tema do racismo permanece presente na agenda política brasileira contemporânea, o que confirma a advertência, feita há mais de um século por Joaquim Nabuco, de que o peso da escravidão permaneceria por muito tempo pairando sobre o Brasil.
O Império brasileiro, no século XIX, foi sustentado pela escravidão; a Lei Áurea, de 1888, oficializou a abolição, mas não criou os mecanismos necessários à inserção dos antigos escravos africanos e seus descendentes na sociedade como cidadãos.
A transferência do Estado português em 1808, determinada pelas circunstâncias europeias do período, retardou as condições para a independência do Brasil, a começar pela abertura dos portos, que inviabilizou aos agroexportadores brasileiros maior margem de ganhos no mercado internacional.
No Brasil, destacaram-se alguns movimentos emancipacionistas que foram derrotados, tais como: a Conjuração Mineira, de 1789, movimento essencialmente popular que contou com a adesão dos setores mais pobres da sociedade; e a elitista Conjuração Baiana, de 1798.
A mineração em Minas Gerais, ao longo do século XVIII, foi o efetivo início da colonização do Brasil pela metrópole portuguesa, tendo gerado uma sociedade impermeável e ruralizada.
Desde a proclamação da República, o Brasil já vivia um processo de integração territorial; gradualmente, a população deixava de ser predominantemente litorânea e iniciava um processo de fixação no interior, com a expansão para o Oeste, especialmente durante o ciclo do café.
A arrancada industrial no primeiro governo Vargas foi favorecida por diversos fatores, entre eles:
I – Externamente, a Grande Depressão (1929-1933) e a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) estimularam o Brasil a fabricar o que antes importava, já que seus parceiros comerciais estavam enfraquecidos ou em guerra.
II – A concessão de empréstimos às indústrias a juros reduzidos;
III – Política de proteção tarifária, com diminuição das tarifas sobre máquinas e equipamentos industriais e elevação de tarifas sobre produtos similares aos produzidos no Brasil.