Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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( ) A Justiça Eleitoral foi criada em 1932 com o intuito de dar transparência ao processo de escolha de representantes e aperfeiçoar o sistema eleitoral do país.
( ) Durante o Regime Militar (1964-1985), as eleições presidenciais eram indiretas e sem a participação da Justiça especializada.
( ) Prudente José de Moraes e Barros foi o primeiro ocupante da cadeira, eleito por votação popular, e obteve 276.583 votos no pleito realizado no dia 1º de março de 1894.
( ) No início da República no país, apenas 12 presidentes eleitos por voto direto completaram o mandato, sendo alguns deles: Eurico Gaspar Dutra, Juscelino Kubitscheck, Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (em seu primeiro mandato).
A sequência está correta em
Luis Fernando Veríssimo. As cobras: antologia definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 126. A partir das ideias suscitadas pela tirinha, assinale a opção correta a respeito das relações e dinâmicas sociopolíticas e culturais no Brasil colonial.
I A televisão foi a principal fonte de informação do povo brasileiro a partir da segunda metade do século XX, com redução do seu poder apenas no século XXI, com a popularização da internet no Brasil.
II Desde seu início, praticamente, a dinâmica social brasileira modificou-se com a popularização da novela como um novo entretenimento televisivo e, ao mesmo tempo, com a difusão constante das propagandas em uma sociedade de consumo que crescia no Brasil desde a metade do século XX.
III As emissoras de televisão não auferiram ganhos com as políticas de telecomunicações aplicadas pelos governos brasileiros.
IV Os costumes da sociedade brasileira mantiveram-se inalterados com a popularização da televisão no país.
Estão certos apenas os itens
Lara de Melo dos Santos. “Morte aos brancos, viva a liberdade!”: rebelião escrava em Camamu, Bahia (século XVII). In: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (Orgs.). Revoltas escravas no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 85-86.
Com base no relato anterior, presente em um documento do arquivo público do estado da Bahia, datado de 9 de agosto de 1691, referente à escravidão e à resistência negra no Brasil colonial, assinale a opção correta.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 5, n.º 222, 4/9/1880.
Internet: <https://memoria.bn.gov.br/pdf>.
Na capa do periódico, aparece um político do Império, Martinho Campos, montado sobre um negro, de quatro, como um cavalo, tendo correntes presas aos seus pés, às suas mãos e uma corrente no pescoço, que serve como rédea para o cavaleiro. Este usa botas e chapéu, como um fazendeiro usaria, tem na mão direita um chicote, e com a esquerda segura a corrente presa ao pescoço do negro. As figuras encontram-se sobre um grande pedestal onde se lê, logo abaixo das figuras, “Escravidão ou Morte”. Observa-se, ainda, que há índios na base do pedestal, sentados em uma posição desoladora, dois dos quais apoiam a cabeça com uma das mãos, como se estivessem muito tristes, e o índio da esquerda está com a cabeça baixa e os braços cruzados na frente do corpo, em total isolamento. A figura que apresenta mais energia e algum entusiasmo é a de Martinho Campos, que aparece na mesma posição da Estátua equestre de D. Pedro I, a qual pode ser observada ao fundo, apenas esboçada, o suficiente para que o leitor possa lembrar e fazer a comparação. O caricaturista propõe a aproximação do símbolo monarquista com a escravidão e, para não deixar qualquer dúvida, escreveu, conforme a grafia da época, o seguinte comentário, abaixo da imagem: Projecto de uma estatua equestre para o illustre chefe do partido liberal. Esta estatua deve fazer pendant com a de Pedro I e será collocada no dia 7 de Setembro de 1881. À iniciativa dos illustres fazendeiros de Cebolas é que devemos mais esse monumento das nossas glorias.
Rosangela de Jesus Silva. Desconstruções e reconstruções do Brasil: a caricatura e o monumento equestre a D. Pedro I. 19&20, v. VIII, n. 1, jan./jun. 2013. Internet: <http://www.dezenovevinte.net/> (com adaptações).
Transcrição da imagem, conforme a grafia da época: — Queira perdoar, mas...com aquelle negrinho não pode entrar. — Mas é que eu não posso separar-me delle: é quem me veste, quem me dá de comer, quem... me serve em tudo, afinal! — É que... Enfim, em attenção às illustres qualidades pessoais de tão sabio soberano, creio que as nações civilizadas não duvidarão em admittil-o.
Angelo Agostini. Revista Ilustrada, ano 8, n.º 347, 30/6/1883. In: Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Desde, pelo menos, inícios do século XIX, potências europeias, em especial a Grã-Bretanha, fazem pressão contra a escravidão negra no Brasil. Nem por isso, contudo, rompem relações com o império escravista. A charge aponta um contraditório d. Pedro II, tentando fazer-se aceito pelo mundo desenvolvido sem descartar a escravidão, e o cinismo das nações ditas civilizadas, que, na prática, legitimavam a Monarquia brasileira nessa condição.
Renato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da caricatura: 1840-2006. p. 13. Internet: <https://memoria.bn.gov.br/>.
Considerando as imagens e os textos precedentes, que trazem informações relativas ao período imperial brasileiro, julgue os itens a seguir.
I Observam-se, nas imagens e nos textos, duas das principais características do império brasileiro: o regime monárquico e a escravidão.
II As imagens e os comentários permitem aferir que o sistema escravista eram quem sustentava a sociedade brasileira da época.
III O processo de Independência do Brasil e a consolidação do regime monarquista, em aliança com a elite nacional da época, só foram possíveis devido à manutenção do sistema escravista.
IV As ditas nações civilizadas do século XIX, por mais que condenassem o regime escravista brasileiro, jamais romperam as relações com o Império do Brasil por esse motivo.
Assinale a opção correta.
Durante o Estado Novo, sublinhamos a utilização alegórica de uma imagem exaustivamente empregada no discurso político, por sinal muito cara ao imaginário do Cristianismo, desde seus primórdios: o corpo. A nação, por exemplo, é associada a uma totalidade orgânica, à imagem do corpo uno, indivisível e harmonioso; o Estado também acompanha essa descrição; suas partes funcionam como órgãos de um corpo tecnicamente integrado; o território nacional, por sua vez, é apresentado como um corpo que cresce, expande, amadurece; as classes sociais mais parecem órgãos necessários uns aos outros para que funcionem homogeneamente, sem conflitos; o governante, por sua vez, é descrito como uma cabeça dirigente e, como tal, não se cogita em conflito entre a cabeça e o resto do corpo, imagem da sociedade.
(Adaptado de: LENHARO, Alcir. Sacralização da política. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1986. p. 16 e 17.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Brasil Contemporâneo e Estado Novo, assinale a alternativa correta.
Quando Rodrigues Alves assumiu a presidência do Brasil, reformas foram implementadas na capital do país com o intuito de torná-la uma cidade mais moderna e civilizada. Sobre essas reformas, considere as afirmativas a seguir.
I. A população do Rio de Janeiro resistiu à sanitarização da cidade por estar incrédula quanto à eficácia das medidas profiláticas adotadas no combate de várias doenças, como a febre amarela e a varíola.
II. A ampliação da orla da cidade, no denominado Aterro do Flamengo, buscou o objetivo de sanear a região de mangue, provocando revoltas nos moradores da região pela desvalorização imobiliária.
III. A revolta da vacina ocorreu porque o médico sanitarista Adolfo Lutz implantou um decreto de quarentena ou vacinação aos infectados pela epidemia de febre amarela que assolava a cidade.
IV. O movimento “bota-abaixo” estabeleceu a demolição de inúmeros prédios antigos situados no centro da cidade, prejudicando comerciantes e moradores desses locais.
Assinale a alternativa correta.
Observe a figura a seguir.

Sobre o sistema colonial implantado no Brasil, considere as afirmativas a seguir.
I. O Governo Geral, instalado pela Coroa, facilitou o processo de administrar a colônia devido às dificuldades fiscais e geográficas, e foi seguido, no plano ideológico, pela Companhia de Jesus.
II. A Insurreição Pernambucana, ocorrida naquela região de grande importância da colônia, foi coordenada pelos franceses e propiciou aos donatários a elevação de seus lucros pelo uso generalizado da mão de obra livre.
III. A Coroa Portuguesa implantou, em 1500, seu projeto de capitanias hereditárias, baseado no sistema de exploração do pau-brasil, dando origem à ocupação concreta e ampla da colônia.
IV. Os donatários tinham privilégios de cobrar tributos, realizar doação de sesmarias, escravizar nativos e explorar os recursos naturais; a herança desse sistema pode ser notada até hoje pelo poder familiar, em alguns estados.
Assinale a alternativa correta.
(RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. Memórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 51)
Assinale a opção que registra corretamente a epidemia que assolou o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro, em 1918.
Considere o trecho abaixo.
Embora sendo um tema pouco explorado ou totalmente ausente no Ensino Básico, a eugenia foi incentivada no Brasil entre os primeiros anos do século XX e os anos de 1950, chegando a ter formuladores teóricos e entusiastas bem conhecidos na nossa história, como, entre outros, Roquete Pinto e Monteiro Lobato. Aqui o principal expoente e pensador foi o médico Renato Kehl que chegou a publicar um livro, cujo título era “A Cura da Fealdade” em 1923, no qual afirmava que a palavra fealdade, aqui empregada, tem a significação mais ampla do que a do entendimento corrente. Não corresponde à falta de predicados físicos (...) emprestei-lhe o sentido galtoniano [de Francis Galton, pai da eugenia [sic] de disgenesia, ou cacogenia. Em outros termos ela equivale a anormalidade, a morbidez assim como a beleza equivale a normalidade, a saúde integral”. (Kehl, 1923 apud Pietra, 2007, p.139).
A partir das informações expressas no texto, avalie as proposições a seguir.
I. Considerando que, neste período em que se desenvolveram as ideias da eugenia, cerca de 50% da população brasileira era de ex-escravizados, negros e pobres, a defesa da perfeição biológica ajudou na superação do preconceito de raça/etnia do qual eram vítimas essa parcela da população.
II. O fato de ter o engajamento de grandes figuras da literatura, da medicina e de outros setores da elite da sociedade mostra que o pensamento eugênico no Brasil tem íntima ligação com o racismo estrutural e foi, aqui, um de seus operadores.
III. No Brasil, a pouca ou nenhuma visibilidade conferida a eugenia nos livros didáticos e manuais de história do ensino básico deve-se ao fato de que aqui a eugenia não se relacionava com o racismo.
IV. Além dos negros, os alvos dos defensores da eugenia no Brasil eram também imigrantes asiáticos, judeus e latino-americanos.
V. Os únicos brasileiros na mira dos eugenistas eram aqueles que apresentavam algum distúrbio mental ou defeitos físicos congênitos, fadados ao isolamento em relação ao restante da sociedade, como meio de purificação da raça.
Estão corretas as proposições
Considere as informações presentes na charge, publicada em agosto de 1970, após a conquista da Copa do Mundo pelo Brasil.

Disponível em: https://portalimprensa.com.br/noticias/ultimas_noticias/27994/charge+de+jaguar. Acesso em: 19 de set. 2022.
Naquele contexto histórico, o teor da charge expressava