Questões de Concurso
Comentadas sobre história do brasil em história
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Sobre os dois episódios, ambos com caráter antijesuítico, é correto afirmar que:
“Tomada em conjunto, a legislação indigenista é tradicionalmente considerada como contraditória e oscilante por declarar a liberdade com restrições do cativeiro a alguns casos determinados, abolir totalmente tais casos legais de cativeiro (nas três grandes leis de liberdade absoluta: 1609, 1680 e 1755), e em seguida restaurá-los. Quando se olha mais detalhadamente as disposições legais, percebe-se, porém, que ao tomá-las em conjunto, assim como aos ‘índios’ a que se refere, simplifica-se bastante o quadro”. PERRONEMOISÉS, Beatriz. Índios Livres e índios escravos. Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
A “simplificação” à qual a autora se reporta ao criticar parte da historiografia que versa sobre o tema nos faz ponderar sobre o grave debate em torno dos modos de conquista de mão de obra indígena na Amazônia colonial. Levando em consideração a reflexão da autora e a realidade do Estado do Maranhão e Grão-Pará, é CORRETO afirmar:
A partir do processo de industrialização no Brasil, é possível considerar que:
Após a leitura do excerto abaixo, assinale a alternativa correta.
[…] O processo industrial vindo de 1888 é sobretudo o impulso pelas dificuldades de importação. Esta depende sempre do valorar das exportações. Quando a receita obtida no comércio internacional, com a venda de produtos nativos, não dá recursos, tem-se mais embaraço com a taxa de câmbio. A atividade, moderadamente protegida, apresenta desenvolvimento apreciável, até ser atingido pela crise internacional de 1913, que provoca a queda de produtos brasileiros e o temor de investimento do estrangeiro. Diversas fábricas do país são afetadas. Nessa situação vem desempenhar papel eminente a Guerra Mundial. Em 1914 o mundo anda às voltas com um conflito que dura até 1918. Entre os mais atingidos, estão os que lideram a economia, fornecedores de produtos trabalhados e compradores de matérias-primas. Contribui ainda a situação cambial, que torna favorável a importação. […] (IGLÉSIAS, Francisco. A industrialização brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1995. (tudo é história, 98). pp. 75-76. Com adaptações).
[…] A classe operária tornou-se um novo protagonista na vida pública do Brasil. Os operários se organizaram em sindicatos, federações sindicais e diferentes tipos de organizações, e rapidamente chegaram à criação de uma central sindical de orientação anarquista – a Confederação Operária Brasileira (COB), criada em 1906 […]. (SCHWARCZ, Lilia Moritz. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2018, p. 336. Com adaptações).
Considerando o período compreendido entre os anos de 1900 e 1920:
A historiografia brasileira norteou muitas interpretações sobre a família escrava a partir de relatos de viajantes, como o trecho acima, do francês Charles Ribeyrolles, que visitou o Brasil em 1859. No tocante à renovação historiográfica sobre família escrava no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
I- Disputa de terras entre os estados de Santa Catarina e Paraná.
II- A guerra teve início em meados de 1912.
III- Após uma luta sangrenta, o governo derrotou os sertanejos, e os dois estados não fizeram qualquer acordo para estabelecer limites.
Lara de Melo dos Santos. “Morte aos brancos, viva a liberdade!”: rebelião escrava em Camamu, Bahia (século XVII). In: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (Orgs.). Revoltas escravas no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 85-86.
Com base no relato anterior, presente em um documento do arquivo público do estado da Bahia, datado de 9 de agosto de 1691, referente à escravidão e à resistência negra no Brasil colonial, assinale a opção correta.
Durante o Estado Novo, sublinhamos a utilização alegórica de uma imagem exaustivamente empregada no discurso político, por sinal muito cara ao imaginário do Cristianismo, desde seus primórdios: o corpo. A nação, por exemplo, é associada a uma totalidade orgânica, à imagem do corpo uno, indivisível e harmonioso; o Estado também acompanha essa descrição; suas partes funcionam como órgãos de um corpo tecnicamente integrado; o território nacional, por sua vez, é apresentado como um corpo que cresce, expande, amadurece; as classes sociais mais parecem órgãos necessários uns aos outros para que funcionem homogeneamente, sem conflitos; o governante, por sua vez, é descrito como uma cabeça dirigente e, como tal, não se cogita em conflito entre a cabeça e o resto do corpo, imagem da sociedade.
(Adaptado de: LENHARO, Alcir. Sacralização da política. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1986. p. 16 e 17.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Brasil Contemporâneo e Estado Novo, assinale a alternativa correta.
(RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. Memórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 51)
Assinale a opção que registra corretamente a epidemia que assolou o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro, em 1918.
Considere o trecho abaixo.
Embora sendo um tema pouco explorado ou totalmente ausente no Ensino Básico, a eugenia foi incentivada no Brasil entre os primeiros anos do século XX e os anos de 1950, chegando a ter formuladores teóricos e entusiastas bem conhecidos na nossa história, como, entre outros, Roquete Pinto e Monteiro Lobato. Aqui o principal expoente e pensador foi o médico Renato Kehl que chegou a publicar um livro, cujo título era “A Cura da Fealdade” em 1923, no qual afirmava que a palavra fealdade, aqui empregada, tem a significação mais ampla do que a do entendimento corrente. Não corresponde à falta de predicados físicos (...) emprestei-lhe o sentido galtoniano [de Francis Galton, pai da eugenia [sic] de disgenesia, ou cacogenia. Em outros termos ela equivale a anormalidade, a morbidez assim como a beleza equivale a normalidade, a saúde integral”. (Kehl, 1923 apud Pietra, 2007, p.139).
A partir das informações expressas no texto, avalie as proposições a seguir.
I. Considerando que, neste período em que se desenvolveram as ideias da eugenia, cerca de 50% da população brasileira era de ex-escravizados, negros e pobres, a defesa da perfeição biológica ajudou na superação do preconceito de raça/etnia do qual eram vítimas essa parcela da população.
II. O fato de ter o engajamento de grandes figuras da literatura, da medicina e de outros setores da elite da sociedade mostra que o pensamento eugênico no Brasil tem íntima ligação com o racismo estrutural e foi, aqui, um de seus operadores.
III. No Brasil, a pouca ou nenhuma visibilidade conferida a eugenia nos livros didáticos e manuais de história do ensino básico deve-se ao fato de que aqui a eugenia não se relacionava com o racismo.
IV. Além dos negros, os alvos dos defensores da eugenia no Brasil eram também imigrantes asiáticos, judeus e latino-americanos.
V. Os únicos brasileiros na mira dos eugenistas eram aqueles que apresentavam algum distúrbio mental ou defeitos físicos congênitos, fadados ao isolamento em relação ao restante da sociedade, como meio de purificação da raça.
Estão corretas as proposições