Questões de Concurso Comentadas sobre história do brasil em história

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Q3997091 História
Na segunda metade do século XVII, ocorreram duas revoltas no Estado do Maranhão e Grão-Pará. A primeira em 1661 e a segunda em 1684. A primeira delas acirrou os ânimos dos colonos nas cidades de São Luís e Belém. A segunda, a de 1684, ficou mais restrita à cidade de São Luís. Sobre ambas as revoltas, o historiador Rafael Chambouleyron destaca: "Marcado pela importância da mão de obra indígena e por uma economia na qual se interconectavam atividades extrativas (principalmente a coleta das chamadas drogas do sertão) e a lavoura (sobretudo de açúcar, tabaco, cacau e farinha), o Maranhão teve, nos problemas de aquisição e controle dos trabalhadores indígenas – livres ou escravos –, uma constante fonte de problemas. Foi justamente em torno dessa grave questão que giraram os dois levantes dos moradores portugueses das duas principais capitanias do Estado do Maranhão". CHAMBOULEYRON, Rafael. "Duplicados clamores". Queixas e rebeliões na Amazônia colonial (século XVII). Projeto História (PUCSP), v. 33, p. 159-178, 2006.
Sobre os dois episódios, ambos com caráter antijesuítico, é correto afirmar que:
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Q3997090 História

“Tomada em conjunto, a legislação indigenista é tradicionalmente considerada como contraditória e oscilante por declarar a liberdade com restrições do cativeiro a alguns casos determinados, abolir totalmente tais casos legais de cativeiro (nas três grandes leis de liberdade absoluta: 1609, 1680 e 1755), e em seguida restaurá-los. Quando se olha mais detalhadamente as disposições legais, percebe-se, porém, que ao tomá-las em conjunto, assim como aos ‘índios’ a que se refere, simplifica-se bastante o quadro”. PERRONEMOISÉS, Beatriz. Índios Livres e índios escravos. Os princípios da legislação indigenista do período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.



A “simplificação” à qual a autora se reporta ao criticar parte da historiografia que versa sobre o tema nos faz ponderar sobre o grave debate em torno dos modos de conquista de mão de obra indígena na Amazônia colonial. Levando em consideração a reflexão da autora e a realidade do Estado do Maranhão e Grão-Pará, é CORRETO afirmar: 

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Q3997088 História
[…] A cafeicultura regulava as relações comerciais e também a dinâmica do desenvolvimento industrial. O suprimento de mão de obra para a indústria também estava condicionado à cafeicultura, pois dependia dos imigrantes vindos da Europa, onde muitos já tinham alguma experiência com o trabalho industrial. […] (JR. CATELLI, Roberto. Brasil: do café à Indústria: transição para o trabalho livre. São Paulo: Brasiliense, 2004 (tudo é história; 140). p. 52. Com adaptações).
A partir do processo de industrialização no Brasil, é possível considerar que:
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Q3997087 História

Após a leitura do excerto abaixo, assinale a alternativa correta.


[…] O processo industrial vindo de 1888 é sobretudo o impulso pelas dificuldades de importação. Esta depende sempre do valorar das exportações. Quando a receita obtida no comércio internacional, com a venda de produtos nativos, não dá recursos, tem-se mais embaraço com a taxa de câmbio. A atividade, moderadamente protegida, apresenta desenvolvimento apreciável, até ser atingido pela crise internacional de 1913, que provoca a queda de produtos brasileiros e o temor de investimento do estrangeiro. Diversas fábricas do país são afetadas. Nessa situação vem desempenhar papel eminente a Guerra Mundial. Em 1914 o mundo anda às voltas com um conflito que dura até 1918. Entre os mais atingidos, estão os que lideram a economia, fornecedores de produtos trabalhados e compradores de matérias-primas. Contribui ainda a situação cambial, que torna favorável a importação. […] (IGLÉSIAS, Francisco. A industrialização brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1995. (tudo é história, 98). pp. 75-76. Com adaptações).

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Q3997081 História

 […] A classe operária tornou-se um novo protagonista na vida pública do Brasil. Os operários se organizaram em sindicatos, federações sindicais e diferentes tipos de organizações, e rapidamente chegaram à criação de uma central sindical de orientação anarquista – a Confederação Operária Brasileira (COB), criada em 1906 […]. (SCHWARCZ, Lilia Moritz. Brasil: uma biografia. São Paulo: Cia das Letras, 2018, p. 336. Com adaptações). 


Considerando o período compreendido entre os anos de 1900 e 1920: 

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Q3997070 História
"Nos cubículos dos negros, jamais vi uma flor: é que lá não existem esperanças nem recordações." Charles Ribeyrolles, 1859. (RIBEYROLLES, Charles. Brasil pitoresco: história, descrição, viagens, colonização, instituições. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1980.p. 46.)
A historiografia brasileira norteou muitas interpretações sobre a família escrava a partir de relatos de viajantes, como o trecho acima, do francês Charles Ribeyrolles, que visitou o Brasil em 1859. No tocante à renovação historiográfica sobre família escrava no Brasil, assinale a alternativa CORRETA: 
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Q3993742 História
Sobre a Guerra do Contestado analise as assertivas:
I- Disputa de terras entre os estados de Santa Catarina e Paraná.
II- A guerra teve início em meados de 1912.
III- Após uma luta sangrenta, o governo derrotou os sertanejos, e os dois estados não fizeram qualquer acordo para estabelecer limites.
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Q3993397 História
Sobre Anita Garibaldi assinale a alternativa incorreta:
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Q3993395 História
O Brasil foi descoberto oficialmente por: 
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Q3993394 História
O Brasil é um país que foi descoberto oficialmente no ano de: 
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Q3990028 História
    Em 1691, aconteceu uma revolta escrava na vila de Camamu. A rebelião teve início em um mocambo de onde, liderados por cinco mulatos, os quilombolas partiram, aliciando os demais escravos do lugar, e atacaram a vila. No assalto, furtaram armas de aço, destruíram roças, mataram alguns homens brancos, sequestraram mulheres e crianças. Depois da investida, fugiram e se estabeleceram a três léguas de distância, em um monte, formando ali nova vila, a qual chamaram de Santo Antônio, onde tinham seu Governador e os cabos, e saíram em seguida promovendo novos delitos. Informado do ocorrido por carta de Bento Ribeiro de Lemos, capitão-mor de Ilhéus, o governador-geral António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho considerou que não cabia enviar soldados de Salvador, porque a movimentação seria pressentida pelos negros, que se meteriam pelos matos. Enviou pólvora, bala e ordens para que o capitão reunisse as tropas, recrutando os homens pardos e alguns índios das aldeias vizinhas e nomeando por cabo o homem que lhe parecesse de mais valor, e que fizesse partir a entrada. Através de outros documentos, conhecemos mais detalhes sobre a campanha: no confronto, do qual participaram escravos e escravas, morreu também, do lado do governo, um índio, e saiu ferido o capitão Gonçalo da Afonseca, com uma seta e uma bala. Do lado dos rebeldes, entre os quatro mortos estavam dois líderes, e ficaram feridos 25 indivíduos.
Lara de Melo dos Santos. “Morte aos brancos, viva a liberdade!”: rebelião escrava em Camamu, Bahia (século XVII). In: João José Reis e Flávio dos Santos Gomes (Orgs.). Revoltas escravas no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 85-86.
Com base no relato anterior, presente em um documento do arquivo público do estado da Bahia, datado de 9 de agosto de 1691, referente à escravidão e à resistência negra no Brasil colonial, assinale a opção correta. 
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Q3914419 História
Leia o texto a seguir.
Durante o Estado Novo, sublinhamos a utilização alegórica de uma imagem exaustivamente empregada no discurso político, por sinal muito cara ao imaginário do Cristianismo, desde seus primórdios: o corpo. A nação, por exemplo, é associada a uma totalidade orgânica, à imagem do corpo uno, indivisível e harmonioso; o Estado também acompanha essa descrição; suas partes funcionam como órgãos de um corpo tecnicamente integrado; o território nacional, por sua vez, é apresentado como um corpo que cresce, expande, amadurece; as classes sociais mais parecem órgãos necessários uns aos outros para que funcionem homogeneamente, sem conflitos; o governante, por sua vez, é descrito como uma cabeça dirigente e, como tal, não se cogita em conflito entre a cabeça e o resto do corpo, imagem da sociedade.
(Adaptado de: LENHARO, Alcir. Sacralização da política. 2. ed. São Paulo: Papirus, 1986. p. 16 e 17.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Brasil Contemporâneo e Estado Novo, assinale a alternativa correta.
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Q3730317 História
O que as instituições EMBRATEL, EMBRAFILME, TELEBRAS, FUNARTE, Conselho Federal de Cultura (CFC) e Instituto Nacional de Cinema (INC) têm em comum? 
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Q3379728 História
Estamos no ano de 2022, ainda vivendo a pandemia que nos cerca e nos abafa, desde o início de 2020. Entretanto, essa não foi a única epidemia registrada na história brasileira e, principalmente, na cidade do Rio de Janeiro. No próprio século XX, em pleno desenvolvimento do modernismo e da modernização, fomos atacados pelo vírus da influenza, que matou muitos brasileiros, proporcionalmente tantos quanto agora e, como sempre, não soubemos tirar as lições que devíamos. Nelson Rodrigues, ainda uma criança, relata a situação vivida na época: “Ora, a gripe foi, justamente, a morte sem velório. Morria-se em massa. E foi de repente. De um dia para o outro, todo mundo começou a morrer. Os primeiros ainda foram chorados, velados, floridos. Mas quando a cidade sentiu que era mesmo a peste, ninguém chorou mais, nem velou, nem floriu. O velório seria um luxo insuportável para os outros defuntos”.

(RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. Memórias. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 51)

Assinale a opção que registra corretamente a epidemia que assolou o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro, em 1918.
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Q3379723 História
Os anos 1950 foram marcados por tensões que desafiaram a estabilidade política brasileira e que estão listados em uma das opções baixo. Assinale-a. 
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Q3379722 História
No período em que ocorrem os processos de modernização do século XIX brasileiro, dois movimentos são intensificadores dessas atualizações, a partir da década de 1870, no que se refere à questão social e ao regime político. São eles:
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Q3379721 História
As reformas urbanas realizadas na cidade do Rio de Janeiro, no início do século XX, pelo prefeito Pereira Passos, foram orientadas pelos padrões reformadores das reformas de Paris, na passagem da primeira para a segunda metade do século XIX, e tinha o sentido de atualização do Brasil, através de sua capital, diante das mudanças no contexto ocidental. Assinale a opção que não registra esse fato
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Q3379719 História
O processo de independência do Brasil envolveu mudanças importantes na estrutura política portuguesa e apresentou situações contraditórias em relação à atualização e à modernização. Assinale a opção que melhor registra uma dessas contradições.
Alternativas
Q3376915 História
No campo da historiografia brasileira contemporânea, a discussão em torno das epidemias possui referências importantes como:
Alternativas
Q3265817 História

Considere o trecho abaixo.



    Embora sendo um tema pouco explorado ou totalmente ausente no Ensino Básico, a eugenia foi incentivada no Brasil entre os primeiros anos do século XX e os anos de 1950, chegando a ter formuladores teóricos e entusiastas bem conhecidos na nossa história, como, entre outros, Roquete Pinto e Monteiro Lobato. Aqui o principal expoente e pensador foi o médico Renato Kehl que chegou a publicar um livro, cujo título era “A Cura da Fealdade” em 1923, no qual afirmava que a palavra fealdade, aqui empregada, tem a significação mais ampla do que a do entendimento corrente. Não corresponde à falta de predicados físicos (...) emprestei-lhe o sentido galtoniano [de Francis Galton, pai da eugenia [sic] de disgenesia, ou cacogenia. Em outros termos ela equivale a anormalidade, a morbidez assim como a beleza equivale a normalidade, a saúde integral”. (Kehl, 1923 apud Pietra, 2007, p.139).



A partir das informações expressas no texto, avalie as proposições a seguir.



I. Considerando que, neste período em que se desenvolveram as ideias da eugenia, cerca de 50% da população brasileira era de ex-escravizados, negros e pobres, a defesa da perfeição biológica ajudou na superação do preconceito de raça/etnia do qual eram vítimas essa parcela da população.


II. O fato de ter o engajamento de grandes figuras da literatura, da medicina e de outros setores da elite da sociedade mostra que o pensamento eugênico no Brasil tem íntima ligação com o racismo estrutural e foi, aqui, um de seus operadores.


III. No Brasil, a pouca ou nenhuma visibilidade conferida a eugenia nos livros didáticos e manuais de história do ensino básico deve-se ao fato de que aqui a eugenia não se relacionava com o racismo.


IV. Além dos negros, os alvos dos defensores da eugenia no Brasil eram também imigrantes asiáticos, judeus e latino-americanos.


V. Os únicos brasileiros na mira dos eugenistas eram aqueles que apresentavam algum distúrbio mental ou defeitos físicos congênitos, fadados ao isolamento em relação ao restante da sociedade, como meio de purificação da raça.



Estão corretas as proposições

Alternativas
Respostas
4021: C
4022: E
4023: C
4024: B
4025: B
4026: E
4027: A
4028: E
4029: C
4030: D
4031: D
4032: B
4033: A
4034: C
4035: C
4036: D
4037: B
4038: A
4039: D
4040: C