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“O que estão tentando fazer hoje no Brasil não é revisionismo, nem a construção de novas versões. É fraude. Fraudar fatos é uma boa maneira de se investir contra a democracia. A História tem uma função estratégica para a nossa vida pública. Ela define um referencial concreto e rigoroso para averiguação dos fatos que se relatam, indica qual a relevância das evidências que tornam esse fato verificável e deixa claro que fato histórico não é invenção. Se a confiança na veracidade histórica for eliminada, as pessoas acreditam no que querem ou no mais conveniente; tudo se resume a uma questão de opinião e à melhor versão em curso – é o passado às avessas.”
STARLING, H. O Brasil republicano entre autoritarismos e democracia. Entrevista concedida a Antonio Gasparetto Júnior e Wagner Teixeira. Locus - Revista de história, Juiz de Fora, v.25, n. 2, p. 349, 2019 (adaptado).
Para enfrentar o problema apontado pela autora, professores podem ensinar os estudantes a utilizar métodos e técnicas próprios da pesquisa histórica adaptados ao meio digital, como
SONTAG, S. apud SARLO, B. Tempo Passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das letras de Belo Horizonte/UFMG, 2007, p. 22.
Muita gente já ouviu seus pais e avós comentarem sobre como era viver em uma ditadura. Na intenção de problematizar essas memórias, uma professora de História decidiu organizar com seus alunos a realização de entrevistas com pessoas da comunidade que tenham vivido o período entre as décadas de 1960 e 1970. A dificuldade da tarefa consiste em selecionar os entrevistados, visto que os sujeitos escolhidos para participar da atividade passaram por experiências muito diferentes e têm opiniões divergentes sobre como era a vida nessa época.
Nessa situação, para enfrentar esse desafio, a professora deve orientar seus alunos a verificar
A comemoração pelo Dia do Trabalho em 1940 não foi como qualquer outra. Naquele 1° de maio, Getúlio Vargas instituía o salário mínimo brasileiro, que entrava em vigor já naquela data, com prazo de vigência de três anos. Segundo a lei, o trabalhador deveria ganhar, então, pelo menos cerca de 240 mil réis. O salário mínimo já vinha se anunciando na década de 1930, regulamentado em uma lei, em 1936, e em um decreto-lei, em 1938.
BRASIL, B. Há 80 anos, Getúlio Vargas criava o salário mínimo. Biblioteca Nacional. 01 de maio de 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/ha-80-anos-getuliovargas-criava-salario-minimo. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
A relação do motorista de aplicativo com a plataforma é um vínculo de emprego? Ou ele é um trabalhador independente que contrata a tecnologia dessas empresas? Para enxergar de outro ângulo essa questão — motivo de disputas no mundo todo —, o procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser motorista de Uber nas ruas de Salvador. Antes de ser procurador, ele já havia sido advogado e auditor fiscal do trabalho. Mas sentiu que faltava uma peça para se aprofundar na discussão sobre os trabalhadores de aplicativo: viver o cotidiano de um motorista de aplicativo. Queria experimentar, entre outros pontos, como é a comunicação das plataformas com os motoristas e quanto poder de decisão eles realmente têm. Ele reconhece que fez o trabalho de motorista sem depender disso para pagar as contas — e que, “na qualidade de homem branco, enfrentou menos dificuldades do que enfrentaria se fosse mulher ou negro”. Procurada pela reportagem, a Uber criticou a pesquisa de Fonseca e respondeu que “os motoristas parceiros não são empregados e nem prestam serviço à Uber”.
ALEGRETTI, L. O procurador que foi Uber por 4 meses em Salvador: ‘Não tive sensação de ser meu próprio chefe’. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/. Acesso em: 20 maio 2024 (adaptado).
No mês de abril de 2024, em uma turma de Educação de Jovens e Adultos dos anos finais do Ensino Fundamental, a professora de História promoveu uma discussão acerca da proposta apresentada pelo Governo Federal para regulamentar o trabalho dos motoristas de aplicativos no Brasil, questionando se tal fato geraria resultados práticos para a vida desses atores. Uns concordavam e outros discordavam da proposta. A professora, então, propôs a leitura dos Textos 1 e 2, para comparar diferentes temporalidades em relação às questões trabalhistas.
Nessa situação, a discussão encaminhada pela professora privilegiou, como tema, as transformações na sociedade brasileira que resultaram
I. Carência de oferta de pessoas na Europa para se deslocar e vir para o Brasil para trabalhar como assalariado.
II. Grande disponibilidade de terras no Brasil
III. A alta lucratividade do tráfico Negreiro
IV. A hostilidade e a violência do índio brasileiro
Estão corretas:
I. A junta de governo do Maranhão presidida pelo Frei de Joaquim de Nazaré era contra a independência.
II. A grande concentração de comerciantes portugueses em São Luís que temiam perder o intercâmbio comercial entre o Maranhão e Portugal.
III. Os fracos laços entre o norte brasileiro e Portugal que não foram construídos na era colonial.
IV. A ligação secular do Norte brasileiro com Portugal que desenvolveram laços mais sólidos com a metrópole do que com o Sul do País.
As afirmativas corretas são:
Rodrigo Patto Sá Motta. A ditadura que mudou o Brasil:50 anos do golpe de 1964,p.49
Considerando o contexto histórico mundial e brasileiro do trecho acima, conclui-se que ocorreu:
José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: Um longo caminho, p.192
O contexto histórico brasileiro citado acima se consagrou por causa da:
José Murilo de Carvalho. Cidadania no Brasil: Um longo caminho, p.188
Os referidos movimentos caracterizavam-se pela:
Somos da América e queremos ser americanos.
A nossa forma de governo é, em sua essência e em sua prática, antinômica e hostil ao direito e aos interesses dos estados americanos. A permanência dessa forma tem de ser forçosamente, além da origem de opressão no interior, a fonte perpétua da hostilidade e das guerras com os povos que nos rodeiam. Perante a Europa passamos por ser uma democracia monárquica que não inspira simpatia nem provoca adesão. Perante a América passamos por ser uma democracia monarquizada, onde o instinto e a força do povo não podem preponderar ante o arbítrio e a onipotência do soberano. (In Os programas dos partidos e o 2º Império, de Américo Brasiliense, São Paulo, 1878, págs. 59-88.)
Com base no texto e nos conhecimentos históricos, podemos afirmar que:
Fernandes Júnior, Luiz C.C. Geohistória do Maranhão: aspectos físicos, econômicos e humanos, 2021, p.189.
Durante a Segunda Guerra, o Brasil vivia a ditadura do Estado Novo, sob o comando de Vargas, que veio a colocar como interventor do Maranhão a figura de:
Eram agrupamentos criados em locais de difícil acesso, e que dispunham de armas e estratégias de defesa contra a invasão de milícias e tropas governamentais. O Brasil colonial conviveu com centenas de comunidades quilombolas, espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia (BA), Pernambuco (PE), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Minas Gerais (MG) e Alagoas (AL).”
https://www.gov.br/palmares/pt-br/departamentos/protecao-preservacaoe-articulacao/serra-da-barriga-1/quilombo. Acesso em 29/09/2024.
Em relação ao Quilombo dos Palmares, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. O bandeirante Domingos Jorge Velho foi contratado pelo governo português para destruir o quilombo de Palmares.
II. Palmares foi o maior núcleo de resistência à escravidão criado na região de Alagoas, chegando a ter 20 mil habitantes.
III. Embora os escravizados fugidos fossem a maioria dos habitantes dos quilombos, eles também eram formados por mestiços, indígenas soldados desertores e até foragidos da justiça.
IV. Os quilombos se mantinham completamente isolados em locais estratégicos de difícil acesso, sendo destruídos em função de constantes atritos com comunidades indígenas.
Com base nas afirmações, podemos inferir que: