Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Os progressos técnicos não conseguem resolver todos os problemas sociais. A continuidade das desigualdades sociais mostra que o mundo precisa de muitas mudanças. As desigualdades sociais
Em Faire de l’ histoire, a história nova foi definida pelo aparecimento de novos problemas, de novos métodos que renovaram domínios tradicionais da história e, principalmente, talvez, pelo aparecimento, no campo da história, de novos objetos, em geral, reservados, até então, à antropologia.
Le Goff. A História nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990, p. 44 (com adaptações).
À luz da interlocução da história nova com as outras disciplinas, assinale a opção correta
interdisciplinaridade da história, julgue os itens a seguir.
Dizer que o processo histórico é contínuo não significa que ele obedeça a um desenvolvimento linear: não é uma linha reta com tendência constante, inclui idas e vindas, desvios, avanços e recuos, inversões etc. Há mesmo transformações que podem ser vistas como rupturas, pois alteram toda uma forma de viver da sociedade. É, porém, uma ruptura que foi lentamente preparada, que está sempre ligada com algo que já existia, pois não se pode admitir o surgimento de uma situação nova sem ligação com as anteriores.
Vavy Pacheco Borges. O que é história. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 49 (com adaptações)
Dizer que o processo histórico é contínuo não significa que ele obedeça a um desenvolvimento linear: não é uma linha reta com tendência constante, inclui idas e vindas, desvios, avanços e recuos, inversões etc. Há mesmo transformações que podem ser vistas como rupturas, pois alteram toda uma forma de viver da sociedade. É, porém, uma ruptura que foi lentamente preparada, que está sempre ligada com algo que já existia, pois não se pode admitir o surgimento de uma situação nova sem ligação com as anteriores.
Vavy Pacheco Borges. O que é história. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 49 (com adaptações)
I. A produção historiográfica não pode ser centrada em ações individuais e no poder bélico.
II. A análise historiográfica deve partir da estrutura e da dinâmica das sociedades humanas.
III. Os historiadores devem realizar analises que articulem o conceito de classe social ao de cultura.
IV. Ao historiador cabe recolher, por intermédio de documentos, os fatos mais importantes, ordená-los cronologicamente e narrá-los.
V. A análise histórica só tem sentido quando vincula a micro-história com a macro-história.
O item correto é:
A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no final do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores. Em 198 9 todos os governos do mundo, e particularmente todos os ministérios do Exterior do mundo, ter-se-iam beneficiado de um seminário sobre os acordos de paz firmados após as duas guerras mundiais, que a maioria deles aparentemente havia esquecido.
(Eric Hobsbaw m, Era dos extremos – O breve século XX. Trad. de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das L etras, 2005, p. 13)
Considere as seguintes afirmações: I. O pensamento do autor vai ao encontro do que afirma a seguinte frase, relativamente popularizada: Estamos condenados a repetir os erros da História que foi esquecida. II. Entre as funções essenciais de um historiador, destaca-se a de compreender rigorosamente em si mesmos os valores históricos e sociais de seu próprio presente. III. A referência aos acordos de paz firmados depois das duas guerras mundiais vem a propósito da importância que eles deveriam conservar em todas as resoluções de política externa, em nível global.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
Pela divisão clássica da História, marcada pelo eurocentrismo, a Idade Média corresponde a um período de cerca de 1.000 anos, compreendido entre a queda de Roma (século V) e a tomada de Constantinopla (século XV).
Usando-se uma linguagem da Física, e sendo coerente com o texto, é correto afirmar que a melhor imagem que define a História é a do movimento retilíneo uniforme e que, das cavernas aos arranha-céus, a marcha da História é de contínuo progresso.
Não existe História sem documento. Assim, povos que não dominam a escrita não têm história, justamente porque não conseguem produzir documentos escritos.
Muito mais do que mero estudo do passado, a História busca compreender as ações humanas no tempo, de tal modo que o passado possa ser útil para a melhor compreensão do presente.
A aproximação da história com as demais ciências humanas conduziu aos estudos de povos de todos os continentes, redimensionando o papel histórico das populações não-européias. Orientou estudos sobre a diversidade de vivências culturais, estimulou a preocupação com as diferentes linguagens. A investigação histórica passou a considerar a importância da utilização de outras fontes documentais e da distinção entre a realidade e a representação da realidade expressa nas gravuras, desenhos, gráficos, mapas, pinturas, esculturas, fotografias, filmes e discursos orais e escritos. Aperfeiçoou, então, métodos para extrair informações de diferentes naturezas dos vários registros humanos já produzidos, reconhecendo que a comunicação entre os homens, além de escrita, é oral, gestual, figurada, musical e rítmica. Muitas reflexões inerentes à pesquisa histórica são significativas para o ensino na escola fundamental. As abordagens teóricas que problematizam a realidade social e identificam a participação de pessoas comuns na construção da história — nas suas resistências, divergência de valores e práticas, reelaboração da cultura — instigam, por exemplo, propostas e métodos de ensino que valorizam os alunos como protagonistas da realidade social e da história e sujeitos ativos no processo de aprendizagem.
Parâmetros Curriculares Nacionais (5.ª a 8.ª séries). Brasília: MEC/SEF, 1998, p. 32-3 (com adaptações).
A partir do texto CE-I e considerando a evolução da ciência histórica, além das atuais propostas para a área educacional, julgue o item.
O termo história é polissêmico, podendo significar a investigação (a pesquisa) em torno de um fato, o fato em si (o acontecimento) e, ainda, o relato (a narrativa) que dele se faz.