Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Para trabalhar com qualquer documentação, é preciso saber ao certo do que ela trata, qual é a sua lógica de constituição (...) No caso dos processos criminais, é fundamental ter em conta o que é considerado crime em diferentes sociedades e como se dá, em diferentes contextos e temporalidades, o andamento de uma investigação criminal, no âmbito do poder judiciário (...) é justamente na relação entre produção de vários discursos sobre o crime e o real que está a chave da nossa análise. O que nos interessa é o processo de transformação dos atos em autos, sabendo que ele é sempre a construção de um conjunto de versões sobre um determinado acontecimento. (GRINBERG, Keila, “A história nos porões dos arquivos judiciários”. In: PINSKY, Carla & LUCA, Tania De (orgs). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, p. 122)
Conforme o texto, os historiadores devem trabalhar com processos crimes levando em conta o conceito
Para o autor,
O homem primitivo pintava nas paredes das grutas, cavernas e galerias subterrâneas cenas de caça e rituais que representavam a caçada. Esses acontecimentos registrados nas paredes de cavernas em forma de desenhos ficaram conhecidos como:
A Pré-História Brasileira
A região da Lapa Vermelha, no município de Pedro Leopoldo, a cerca de 40 quilômetros da Capital de Minas Gerais, atualmente é considerada um dos mais importantes sítios arqueológicos do continente americano. Lá foi encontrado, em 1975, um dos mais antigos fósseis humanos das Américas, com cerca de 11 mil anos, conhecido como:
A interpretação CORRETA das duas formas de compreensão da fotografia acima expressa é a que compreende:
Essa escola ficou conhecida como
I - Para o marxismo, o conhecimento é uma imagem subjetiva da realidade objetiva, um reflexo do mundo exterior nas formas de atividade e na consciência humana. II- O estudo sobre religiosidades tem sido particularmente beneficiado pelas novas abordagens interdisciplinares. Análises mais complexas sobre concepções e práticas religiosas permitem pensar o catolicismo colonial em seu duplo papel de instrumento de dominação, mas também de resistência e de reconstrução sociocultural e identitário para grupos subalternos, como índios, africanos e descendentes na América. III- “AHistória é filha de seu tempo”, já afirmava Jacques Le Goff, alertando que o ato de lembrar não é um gesto positivo de quem recolhe fatos; é antes uma interpretação, uma forma de voltar ao passado com olhos bem focados no presente.
Está(ão) CORRETA(S)
Das alternativas a seguir, qual delas é considerada uma cultura imaterial?
“[...] nada prova que tenhamos um sentido especial do tempo, como temos a visão, a audição, o tato, o paladar ou o olfato” (WHITROW, G. J. O tempo na História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. p. 17).
Sobre a temática do “sentido do tempo”, discutida por G. J. Whitrow, é INCORRETO afirmar que:
“Se eu disse: ‘lembro-me de ter escrito uma carta a Fulano, na semana passada’ – temos uma afirmação da memória, mas não uma afirmação histórica. Todavia, se eu acrescentar: ‘e a minha memória não está a atraiçoar-me, pois tenho aqui a resposta dele’ – então estou a basear, numa prova, uma afirmação acerca do passado. Estou a falar historicamente.”
(Collingwood, 1981:311. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/36/art17_36.pdf.)
Sobre a escrita da história e a memória, tendo em vista não apenas a visão do autor em destaque, é correto afirmar que: