Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q1718298 História
Os alunos e suas famílias agregam às suas vivências informações, explicações e valores oferecidos nas salas de aula. Por isso, para os PCN´s de História o professor deve possibilitar aos alunos reelaborar esses muitos saberes. Assinale o item que apresenta os saberes e sujeitos essenciais apresentados nos PCNs.
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Q1704249 História
Sobre o conceito de Cultura Histórica é CORRETO afirmar que:
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Q1704236 História

“O historiador François Hartog (2013), elaborou o conceito de “Regime de historicidades”, para nomear como as maneiras como dadas sociedades em dados momentos perceberam, pensaram e se relacionaram com o tempo, para indicar como elaboraram e articularam, através de suas narrativas, as categorias de passado, presente e futuro, para descrever como um dado indivíduo ou grupamento humano se instaurou e se desenvolveu no tempo”.


Sobre esse conceito de Regime de Historicidades de Hartog (2013) é CORRETO afirmar que:

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Q1704235 História

Para José Carlos Reis (2019), o debate epistemológico-metodológico e teórico-metodológico assumiu contornos diferenciados na cultura histórica, em alguns momentos esse debate foi quase irrelevante. Considerando essa afirmação, é correto afirmar que o debate epistemológico-metodológico e teórico-metodológico entre os Historiadores do positivismo/empirismo histórico é caracterizado por:


1. Um debate teórico-metodológico que liga e aproxima o historiador do que deve realmente interessá-lo: os fatos, as fontes, a realidade do passado. Para eles, o historiador-teórico não poderia pretender ser um historiador, uma vez que, abandonou o canteiro de obras da história, os arquivos, os museus, as fontes primárias, e ao pesquisar somente em bibliotecas, restringindo-se às obras impressas, tornou-se um filósofo, um literato, um ficcionista.


2. Uma historiografia empirista que se apoia sobre uma memória arquivada, sobre inscrições, sobre marcas exteriores, para proteger-se da contiguidade com a imaginação/ficção. O seu ponto de vista é objetivante: a lembrança é de uma experiência vivida localizada e datada. O testemunho diz: “eu estava lá, eu presenciei, eu vi”. O arquivo está lá, é um depósito, que reconhece, conserva e classifica a massa documental para consulta.


3. Pela data, que é um dado do  tempo calendário, um sistema de datas extrínseco aos eventos. Pois, todo evento se inscreve neste espaço-tempo exterior: local/data. O historiador que se equivocar em relação ao local e à data do evento, estará mergulhado na imaginação, no mito, na fábula. A organização cronológica, a sucessão rigorosa dos momentos que constituem um evento e dos eventos entre si, não pode ser visível em uma documentação objetiva, sem antes ser interiorizada.


4. Uma atitude crítica, que reúne credulidade e ceticismo. A atitude crítica, primeiro, é crédula, deve receber a informação, acolher o documento; depois, cética, deve duvidar, desconfiar, suspeitar, e processá-lo, elaborá-lo. A confiança no documento não deve ser fundada na declaração de intenção do próprio documento, mas construída pela dúvida metódica do historiador.


5. Uma historiografia que busca a verdade exterior, objetiva, o seu conteúdo são os testemunhos e as provas do passado. O testemunho ocular declara que esteve presente e pede que acreditem nele, é interrogado e avaliado, confrontado com outros, e só passará a valer se for aceito. Então, ele se torna um dado estável, reiterável, que pode ser reaberto e reavaliado por qualquer um. Ele se torna uma memória arquivada.


Estão CORRETAS: 

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Q1694566 História
. Leia sobre o trabalho com fontes e ensino de história e responda
“O trabalho com o documento (...) escrito, arqueológico, figurativo, oral, que é interrogar os silêncios da História (...) algo que nos foi dado intencionalmente, ele é o produto de certa orientação da História, de que devemos fazer crítica, não só segundo as regras do método positivista, que obviamente continuam necessárias a certo nível, mas também de uma maneira que eu qualificaria de quase ideológica. Tem um caráter mais ou menos fabricado.” (Adaptado)
O trecho demonstra aspectos da documentação histórica que devem ser trabalhados em sala de aula. É importante explicar ao aluno:
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Q1694564 História
A escola dos Annales, entre os anos 1960 e 1970, realizou um movimento nos fundamentos teóricos da história que ficou conhecido pela expressão “do porão ao sótão”, que resumidamente quer dizer:
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Q1692537 História
Não podemos concluir que, porque uma montanha parece tomar diferentes formas de acordo com os diversos ângulos de visão, não tem objetivamente ou nenhuma forma em absoluto ou uma infinidade de formas. Não podemos concluir que, porque a interpretação desempenha um papel necessário no estabelecimento dos fatos da história e porque nenhuma interpretação é completamente objetiva, qualquer interpretação é tão boa quanto outra e que os fatos da história não são, em princípio, responsáveis pela interpretação objetiva.
E. H. Carr. O que é história? 7.ª reimp. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996, p. 62.
Considerando o texto do historiador Edward H. Carr, que usa a metáfora da montanha para rebater críticas e estabelecer alguns pontos teóricos sobre o ofício do historiador, assinale a opção correta.
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Q1692316 História
O artigo Historiografia e História da Historiografia: alguns apontamentos, de C. Cordeiro (2015), tece comentários importantes sobre esse assunto, caro para a disciplina de História. Leia com atenção: 

Neste sentido, torna-se mister, caso se intente fazer um trabalho sobre história da historiografia que vá além de um mero manual bibliográfico, ir atrás do contexto de produção das obras históricas com as quais se pretende trabalhar. Isso significa compreender que o trabalho da narrativa sempre foi e sempre será o de “ordenar, dar forma e tornar significativo um conjunto disperso de experiências e vivências” (GUIMARÃES, 2006:47), sem lançar mão de um horizonte de expectativas. Essa forma mais “reflexiva” de se lidar com a escrita do passado vai ao encontro do que propõem Manoel Guimarães, Jurandir Malerba e Valdei Lopes em suas ponderações sobre a historiografia e a história da historiografia.

 (CORDEIRO, Cecília. Historiografia e História da Historiografia: alguns
apontamentos. In: Anais do XXVIII Simpósio Nacional de História,
Florianópolis, SC, 2015, p. 13).
De acordo com o trecho do artigo de C. Cordeiro (2015), a história da historiografia tem relevância para que os historiadores:
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Q1692312 História
O Brasil vem sendo objetos de estudo sistemático por historiadores e sociólogos desde o século XIX, quando fundase o IHGB (Instituto Histórico-Geográfico Brasileiro), sediado na cidade do Rio de Janeiro, capital do Império. Muitos importantes nomes da literatura histórica e historiográfica nacional passaram a compor o quadro de estudos sobre o país, oferecendo-nos uma interpretação sobre o que é o Brasil. Sabendo disso, relacione corretamente os autores aos principais conceitos elaborados em suas respectivas obras:
A Democracia Racial. B Complexo de Vira-Lata.
C Homem Cordial. D Redescoberta do Brasil.
( ) Caio Prado Jr. ( ) Nelson Rodrigues. ( ) Sérgio Buarque de Holanda. ( ) Gilberto Freyre.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
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Q1692308 História
Leia o trecho a seguir, escrito por A. Ribeiro (2011):

Anísio Teixeira, na apresentação de O processo civilizatório (RIBEIRO, 2001, p. 13), também faz referência ao fato da obra ter sido escrita a partir do terceiro mundo, sem que tal condição impusesse a Darcy Ribeiro alguma espécie de subordinação mental. Anísio observava ainda, em seu texto introdutório, que, nos círculos intelectuais brasileiros, persistia, de um lado, o tom irônico e quase leviano daqueles que preferem não se levar tão a sério para escapar ao que veriam como ridículo, afinal, diriam: o Brasil não é sério. Uma humildade, para Anísio Teixeira, mal-contada, que impedia efetivamente a participação autônoma da nação no debate internacional; de outro lado, reconhecia, entre nossos intelectuais, uma soberana arrogância dos que se consideram superior ao meio ambiente onde nasceram, a mesma prepotência com que encaram essa choldra que é seu país (Ibid., p. 13). 

(Fonte: RIBEIRO, Adelia. Darcy Ribeiro e o enigma Brasil: um exercício
de descolonização epistemológica. Disponível em:
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-
69922011000200003&script=sci_arttext Acesso em 19 set. 2020)
A discussão proposta por A. Ribeiro (2011) sobre os círculos intelectuais brasileiros indica um histórico problema epistemológico e mesmo de formação sociohistórica do país. Esse problema justifica-se pelo:
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Q1682587 História
“Segundo Jacques Le Goff, a memória é a propriedade de conservar certas informações, propriedade que se refere a um conjunto de funções psíquicas que permite ao indivíduo atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretadas como passadas”.
(Vanderlei Silva, Kalina; Henrique Silva, Maciel. Dicionário de Conceitos Hstóricos 3ª Ed., 5ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2015)
Sobre História e Memória, assinale a alternativa CORRETA:
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Q1253172 História
Dentre os conceitos próprios da construção do conhecimento histórico, seja ele escolar ou acadêmico, é correto citar:
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Q1253171 História
Sobre a construção de noções de temporalidade na história ensinada, assinale a alternativa correta.
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Q1253143 História
Assinale a alternativa INCORRETA em relação aos fundamentos teóricos do pensamento histórico.
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Q1203322 História
“O conceito de tempo, no uso que fazemos dele, situa-se num alto nível de generalização e de síntese, que pressupõe um riquíssimo patrimônio social de saber no que concerne aos métodos de mensuração das sequências temporais e às regularidades que elas apresentam” (ELIAS, N. Sobre o tempo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1998, p. 35)

Sobre a relação entre o “tempo do individuo” e o “tempo social “pode-se dizer que:
Alternativas
Q1203321 História
“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer ela seja considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades, ou no de tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo”. (LE GOFF, J. A história deve ser dividia em pedaços? São Paulo: Editora Unesp, 2015, p. 12)
Sobre a relação entre a história e a necessária periodização do tempo é correto afirmar que:
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Q1165735 História

“Método histórico, método filosófico, método crítico: belos utensílios de precisão. Honram os seus inventores e as gerações que os usaram, que os receberam dos seus antecessores e os aperfeiçoaram, utilizando-os. Mas saber manejá-los, gostar de os manejar — isso não chega para fazer o historiador. Só é digno desse belo nome aquele que se lança totalmente na vida, com o sentimento de que ao mergulhar nela, ao penetrar-se de humanidade presente, decuplica as suas forças de investigação, os seus poderes de ressurreição do passado. De um passado; que detém e que, em troca, lhe restitui o sentido secreto dos destinos humanos”.

(FEBVRE, L. Combates pela história. Lisboa: Editorial Presença, 1989, pp. 49-50).


Peter Burke define a “Escola dos Annales” como uma revolução francesa da historiografia. Constituem elementos dessa revolução:

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Q2869309 História

São categorias históricas estudadas por Reinhart Koselleck em sua obra Futuro Passado: Contribuição à semântica dos tempos históricos

Alternativas
Q2869307 História

O que os constitui é um jogo da memória e da história, uma interação dos dois fatores que leva a sua sobredeterminação recíproca. Inicialmente é preciso ter vontade de memória. Se o princípio dessa prioridade fosse abandonado, rapidamente derivar-se-ia de uma definição estreita, a mais rica em potencialidades, para uma definição possível, mas maleável, suscetível na categoria de admitir todo objeto digno de uma lembrança.

NORA, Pierre. Entre história e memória: a problemática dos lugares. Revista Projeto História. São Paulo, v. 10, 1993. P. 22.

A definição apresentada acima refere-se ao conceito de

Alternativas
Q2703169 História

Há uma longa discussão sobre a questão da objetividade/subjetividade do historiador, bem como sobre a relação entre história e ficção. Em um primeiro momento parece claro que o historiador busca apresentar os fatos com imparcialidade, sem deixar que a suas paixões e seus interesses interfiram em sua análise. Porém, é necessário salientar que esta constatação tem muitos pormenores e indicam abordagens importantes no que se refere ao fazer historiográfico.

Alternativas
Respostas
941: D
942: A
943: D
944: C
945: A
946: A
947: D
948: A
949: B
950: A
951: C
952: D
953: C
954: B
955: D
956: B
957: B
958: A
959: B
960: B