Questões de Concurso
Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Considerando o excerto e as transformações na escrita da História do século XIX ao XXI, assinale a alternativa correta:
A compreensão da História como linguagem implica reconhecer o papel de múltiplas formas de expressão e representação no processo de construção do conhecimento histórico. Analise as proposições abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F):
(__)O uso de diferentes linguagens − como imagens, músicas, filmes, textos literários e narrativas orais − amplia o campo das fontes e das interpretações históricas.
(__)A análise de linguagens não escritas deve restringir-se ao aspecto ilustrativo, pois não possui validade como fonte histórica.
(__)A incorporação de linguagens artísticas no ensino potencializa a formação estética, ética e política dos estudantes.
(__)A leitura crítica das linguagens culturais permite compreender os conflitos de memória e de identidade nas sociedades contemporâneas.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
(__)O marxismo não considera fatores econômicos na interpretação histórica.
(__)O positivismo valoriza o método científico e a verificação factual.
(__)A história marxista enfatiza a estrutura econômica e a luta de classes.
(__)Os Annales ignoram a longa duração e priorizam acontecimentos isolados.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Qual das alternativas abaixo completamente corretamente a lacuna do texto?
No século XIX, diversos pensadores buscaram explicar os mecanismos que orientam as transformações históricas das sociedades. Entre eles, Karl Marx propôs uma interpretação que relaciona as formas de produção, as relações sociais e os conflitos de classe ao desenvolvimento histórico. Para Marx, as condições materiais da vida, especialmente as relações econômicas, constituem a base sobre a qual se estruturam instituições políticas, normas jurídicas, crenças religiosas e expressões culturais, influenciando as dinâmicas sociais e as mudanças históricas.
Com base nessa perspectiva teórica, marque a alternativa que melhor sintetiza o conceito de materialismo histórico:
A Constituição Federal e a legislação arquivística brasileira reconhecem que documentos públicos de valor permanente constituem parte do patrimônio cultural do país. Esses registros possuem relevância histórica, administrativa, jurídica e social, sendo essenciais para a preservação da memória institucional e coletiva. Por isso, normas arquivísticas orientam que tais documentos recebam tratamento adequado, incluindo condições específicas de armazenamento, preservação e acesso.
Considerando essas orientações legais, marque a alternativa correta:
Nas últimas décadas, novas abordagens historiográficas renovaram os modos de produzir conhecimento histórico, questionando modelos explicativos amplos e privilegiando perspectivas mais sensíveis às experiências individuais, às subjetividades e às narrativas fragmentadas. No texto apresentado, Carlo Ginzburg é citado como um dos principais responsáveis pela formulação de um paradigma interpretativo baseado na análise de vestígios, sinais e indícios, aproximando o trabalho do historiador do método investigativo.
Essa metodologia, que se consolidou especialmente na Itália a partir da década de 1970 e influenciou fortemente a produção historiográfica no Brasil e na América Latina, ficou conhecida como:
“São os homens que fazem a história; mas, evidentemente, dentro das condições reais que encontramos já estabelecidas, e não dentro das condições ideais que sonhamos. Eis aí a razão de ser, a justificativa da história, em seu segundo sentido: o conhecimento histórico serve para nos fazer entender, junto com outras formas de conhecimento, as condições de nossa realidade, tendo em vista o delineamento de nossa atuação na história” (Borges, Vavy Pacheco. O que é História? São Paulo: Brasiliense, 1993, p. 48).
Com base nas reflexões apresentadas pela citação acima e nos seus conhecimentos históricos, leia as afirmativas e marque a alternativa correspondente:
I. A história, enquanto discurso, procura representar o real passado, mesmo sabendo que ele já não existe mais como experiência direta.
II. A ficção pode dialogar com o real, mas não assume compromisso com sua representação factual ou com validações documentais.
III. História e ficção operam como discursos equivalentes, sem distinções quanto aos seus objetivos e métodos.
IV. A escrita da história depende da interpretação dos vestígios documentais e das mediações culturais que moldam o olhar do historiador.
V. A história garante uma transparência total entre o acontecimento passado e sua narrativa, eliminando qualquer possibilidade de subjetividade.
VI. Tanto a história quanto a ficção lidam com linguagem e construção narrativa, mas diferem em relação aos seus critérios de prova, método e compromisso com evidências.
A atribuição explicitada no texto acima evidencia que essas sociedades valorizavam:
BURKE, Peter. Abertura: a nova história, seu passado e seu futuro. IN BURKE, Peter (org). A Escrita da História: novas perspectivas. São Paulo, Editora da UNESP, 1992. p.31.
O texto apresentado refere-se ao desenvolvimento da Escola dos Annales e deve ser associado a uma determinada geração desta revista, representada pelo seguinte autor: