Questões de Concurso Comentadas sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3824463 História
Dentre as metodologias atuais usadas para o ensino da disciplina de História temos a utilizagdo de documentos. Sobre eles é correto afirmar que:
Alternativas
Q3801619 História
Considere as afirmativas abaixo sobre o uso de períodos históricos distantes, como a Idade Média, para compreender problemas sociais atuais. Em seguida, assinale a alternativa correta.

I — Será sempre importante refletir sobre as alternativas encontradas para problemas como a desigualdade social entre ricos e pobres e o problema do abandono infantil — cujas raízes históricas ultrapassam os limites cronológicos da própria Idade Média.

II — É interessante propor reflexões a respeito daquele período recuado de nós por pelo menos meio milênio, quando a parte européia que hoje constitui um centro econômico mundial via-se às voltas com problemas perfeitamente atuais vividos pelos países pobres, como fome e crises de abastecimento periódicos, baixo nível tecnológico e surtos recorrentes de doenças infecto-contagiosas.

III — A análise de sociedades antigas é irrelevante para entender os desafios atuais vividos por países pobres.
Alternativas
Q3801606 História
Reflexões sobre o uso da História no fortalecimento de identidades nacionais destacam como determinados períodos incentivaram a criação de símbolos e narrativas patrióticas. A partir dessa perspectiva, avalie as afirmativas a seguir:

( ) No Brasil, o fortalecimento do espírito nacionalista proporcionou as "invenções de tradições", de maneira semelhante ao que acontecia nos países europeus.
( ) No Brasil, essas tradições deveriam ser compartilhadas apenas pelos grupos sociais ligados ao poder político
( ) A História tinha como missão ensinar as "tradições nacionais" e despertar o patriotismo.


Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3801604 História
No debate sobre o ensino de História no Brasil, diferentes discussões envolvem a compreensão da disciplina e sua relação com estruturas de poder. Avalie as asserções a seguir:
I – Predomina uma análise preocupada em denunciar o caráter ideológico da disciplina de História.
II – Afirma-se que o poder institucional manipula ou tem o poder de manipular o ensino, subordinando-o a interesses de determinados setores da sociedade.
Com base nas afirmações acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3893450 História
O conhecimento histórico não se expressa apenas através da escrita historiográfica ou do livro didático. A História está presente e é representada em múltiplas linguagens, como o cinema, a música, a pintura, a arquitetura, a literatura, os quadrinhos e a fotografia. O desafio do professor de História é utilizar essas diferentes linguagens não como meras ilustrações ou passatempos, mas como fontes e objetos de análise, ensinando os alunos a 'ler' criticamente as representações do passado que elas veiculam.
Acerca do uso de diferentes linguagens no ensino de História, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A análise de uma pintura histórica, como 'Independência ou Morte!' de Pedro Américo, deve focar em verificar se ela retrata fielmente o evento 'como realmente aconteceu', descartando a obra caso contenha imprecisões factuais.
(__)A música popular (como o samba, o rap ou a música de protesto) pode ser utilizada como fonte histórica para compreender as mentalidades, as tensões sociais, as críticas políticas e as experiências de grupos específicos em uma determinada época.
(__)As histórias em quadrinhos (HQs) que abordam temas históricos, como 'Maus' de Art Spiegelman sobre o Holocausto, são inadequadas para o ensino médio, pois sua linguagem simplificada banaliza a complexidade dos eventos.
(__)O cinema de ficção histórica deve ser tratado como um documento que revela mais sobre a época em que foi produzido (suas interpretações, ideologias e preocupações) do que sobre a época que ele pretende retratar.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3825242 História
Os debates sobre questões teóricas e metodológicas cresceram desde o século XIX, e hoje,ocupam lugar central na formação do profissional da nossa área. Sobre relações possíveis entre teoria, metodologia e ensino de história, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3806728 História
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores, romancistas, poetas, administradores públicos e políticos em torno da investigação a respeito do caráter brasileiro [...] Assim, enquanto na Corte localizava-se a sede, nas províncias deveria haver os respectivos institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam documentos e relatos regionais para a capital.

DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.

À luz dessa análise, o IHGB pode ser interpretado como uma instituição que
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Q3806724 História
A memória histórica brasileira é profundamente devedora das projeções construídas a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Constituída com o duplo propósito de identificar o Brasil e de unificá-lo, ela foi engendrada a partir de um eixo: os interesses das elites, reunidas no Centro-Sul do país. Desde a contribuição decisiva de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, ela conheceu algumas inflexões e diversos alargamentos – tem sido criticada e redimensionada, à medida que a pesquisa documental se expande e que a reflexão teórica se aprofunda em complexidade. Não obstante, o signo que a originou, a preocupação com a Nacionalidade, permanece latente em um dos veículos de maior impacto na reprodução da memória histórica: o Livro Didático.

COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)

A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
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Q3797480 História
Antônio Candido, crítico literário de orientação marxista, compreende o tempo não como mercadoria, mas como dimensão estruturante da vida humana e da realização subjetiva. Nessa perspectiva, o tempo desempenha papel central na luta por justiça social, pois está diretamente relacionado ao processo de alienação do trabalhador e à sua possibilidade de emancipação.
Carta Maior. Tempo não é dinheiro. Discurso proferido por Antonio Candido por ocasião da inauguração da Biblioteca do MST. São Paulo: 10 de ago. de 2006. Disponível em: https://traduagindo.com/2025/07/24/antoni o-candido-tempo-nao-e-dinheiro/. Acesso em 28 de jul. de 2025.
Considerando esse entendimento, expresso na afirmação de que “tempo não é dinheiro; tempo é o tecido da nossa vida”, está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3796956 História
O ensino de História deve estimular o aluno a estabelecer relações entre a História local e a História global. Essa prática metodológica visa o desenvolvimento da capacidade do estudante de:
Alternativas
Q3796952 História
Na historiografia brasileira, a corrente que propôs a descentralização do protagonismo dos “grandes heróis” e valorizou sujeitos coletivos, como comunidades quilombolas e indígenas, é chamada de:
Alternativas
Q3783873 História
A Idade Moderna caracteriza-se por mudanças importantes nas formas de governar, nas trocas comerciais e na circulação de ideias. A centralização do poder político e o aumento dos contatos entre diferentes regiões transformaram profundamente a organização das sociedades. Esses processos influenciaram práticas sociais, econômicas e culturais. Qual alternativa expressa uma dessas transformações?
Alternativas
Q3783871 História
A escrita da História exige seleção de fontes, comparação de versões e análise crítica de contextos. O historiador organiza os acontecimentos com base em critérios metodológicos, explicando relações entre diferentes elementos. Esse processo mostra que a narrativa histórica é uma interpretação fundamentada, não uma simples descrição. Analise as assertivas a seguir.
I.A construção da narrativa envolve escolhas metodológicas que influenciam o resultado.
II.O uso de múltiplas fontes fortalece a qualidade da interpretação.
III.O historiador deve evitar debates historiográficos para manter a neutralidade.
IV.A narrativa histórica é produzida considerando diferentes perspectivas.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3783867 História
A preservação da memória e do patrimônio cultural constitui parte importante do processo de valorização da identidade e da diversidade. Museus, arquivos e instituições culturais atuam na guarda de documentos e objetos que contribuem para o estudo da história social. Essa preservação fortalece o vínculo entre passado e presente, permitindo interpretações sobre experiências coletivas.
"A proteção do patrimônio relaciona-se à valorização de _____ e ao reconhecimento de _____ que compõem a história social."
Qual das alternativas abaixo completa de forma correta as lacunas? 
Alternativas
Q3783864 História
Ao estudar transformações ao longo do tempo, observa-se que mudanças sociais envolvem disputas, convivências e permanências que atuam simultaneamente. Grupos sociais, instituições e práticas culturais influenciam esse processo, que não ocorre de forma automática. Por isso, compreender mudanças exige análise das relações entre diferentes atores sociais. Qual alternativa expressa essa perspectiva?
Alternativas
Q3782194 História
O marco inaugural das análises da cultura brasileira seria Casa Grande & Senzala, estampada em 1933. Fecho de um período do pensamento brasileiro, e início de outro, é obra híbrida de tradição e inovação, em muitos pontos nostálgica de um Brasil que chegava ao fim – o de antes de 1930, visto por Gilberto Freyre de forma análoga à douceur de vivre que coloriu certas análises saudosistas do Antigo Regime francês.
Se do ponto de vista ideológico o autor ainda se filia a um país arcaico, é inegável a inovação documental e temática trazida por sua primeira obra e mantida nas que se seguem de perto: Sobrados e mucambos (1936) e Nordeste (1937).
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O artigo citado apresenta Freyre como
Alternativas
Q3782188 História
As questões levantadas pelos professores de história que trabalham com discursos literários podem ser resumidas assim: qual é a especificidade do discurso literário e do discurso histórico? Quais as fronteiras que delimitam esses dois discursos? Como trabalhar literatura e história, respeitando a especificidade do discurso literário?
O discurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos, que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências.
(Selva G. Fonseca, Didática e Prática de Ensino de História, 2005. Adaptado)
Segundo Fonseca afirma no artigo, a obra literária
Alternativas
Q3773625 História

A análise marxista da História enfatiza que as relações de produção são a base estrutural que condiciona superestruturas ideológicas, culturais, políticas e simbólicas, enquanto abordagens culturais – como a história das mentalidades – insistem que representações, crenças e práticas simbólicas possuem autonomia relativa e exercem efeito causal no processo histórico.


Acerca do materialismo histórico e das correntes culturais da História, está correto afirmar:

Alternativas
Q3773624 História

Um fator em comum que pode ser observado para a legitimação simbólica dos Estados nacionais modernos envolveu práticas de "invenção de tradições", produção de rituais oficiais e cultos cívicos que visavam moldar o sentido de pertencimento nacional para populações culturais heterogêneas.


Nesse processo simbólico e político, é correto afirmar:

Alternativas
Q3773616 História

Entre os anos de 2003 e 2008, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) foi alterada pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Tais Leis reelaboram as bases curriculares, tornando obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. A partir de 2012, com a promulgação das ações afirmativas para pessoas pretas, pardas, quilombolas e indígenas, e a democratização do acesso ao ensino superior, houve também um movimento de aumento na releitura de fontes históricas e elaboração de um maior volume de matéria historiográfica sobre temas e sujeitos outrora invisibilizados pela historiografia.


Esse movimento de releitura historiográfica buscou novas possibilidades teóricas e metodológicas para a sua escrita e investigação histórica, dentre as quais se pode destacar: 

Alternativas
Respostas
21: C
22: A
23: A
24: D
25: B
26: B
27: A
28: B
29: B
30: C
31: E
32: B
33: B
34: C
35: D
36: B
37: A
38: C
39: B
40: C