Questões de Concurso
Sobre construção de estados e o absolutismo em história
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As ideias messiânicas foram apropriadas por Fernão Lopes, que construiu a imagem de D. João como uma espécie de chefe messiânico, cujas atitudes são sancionadas por Deus. As suas ações possuem proximidade com os reis do Antigo Testamento e a própria figura de do Mestre de Avis tem analogias a Cristo, sendo Nuno Álvares, seu comandante militar, associado a S. Pedro, que levaria o povo eleito, a uma terra de leite e mel. Esse messias é incondicionalmente apoiado pelo povo português, o “povo do Messias de Lisboa”. Os que são partidários do Mestre, neste discurso são os bons cristãos e considerados “bons portugueses”: a população de Lisboa e os nobres segundos. Já a nobreza tradicional e o rei de Castela, que por sua vez apoia o papa de Avignon, passam a ser apresentados no discurso do cronista como o “outro”, a representação do Mal. D. João é visto como o verdadeiro “protetor” da nacionalidade portuguesa, com apoio de Deus e do povo português.
O cronista Fernão Lopes (1385-1460) foi contratado oficialmente para escrever sobre a vida dos reis portugueses da Dinastia de Avis, especialmente a respeito de Dom João I, o Mestre de Avis.
Sobre esse tipo de discurso, considerando o contexto histórico português, é CORRETO afirmar:
A partir da segunda metade do século XVIII, alguns soberanos absolutistas ou seus ministros, baseados em princípios iluministas, particularmente os de Voltaire, empreenderam uma política de reformas, visando à modernização nacional, com o objetivo de racionalizar a administração, a taxação de impostos e o incentivo a educação.
Essa política era denominada:
Luis XIV ordenou a construção de um imenso palácio próximo à Paris, em Versalhes, para acolher a corte. Essa imensa construção foi projetada pelo arquiteto Le Vau para abrigar até 20.000 pessoas, entre nobres e serviçais. Para erguê-lo numa área pantanosa foram necessários mais de 35.000 trabalhadores (...).
BURKE, P. A fabricação do Rei: a construção da imagem pública de Luis XIV. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
O Palácio de Versalhes, na França de Luis XIV,
simboliza o apogeu do Estado Absolutista,
caracterizado pela:
Leia atentamente as assertivas a seguir, sobre o absolutismo europeu.
I. O poder da monarquia espanhola no século XV, temido externamente enquanto defensor do catolicismo, detentor de vastos territórios e recursos financeiros aparentemente infindáveis, internamente se encontrava cindido pela existência de diversas autoridades locais, jurídicas, o mesmo sendo bastante questionado, especialmente nas cidades, mais castigadas pela carga tributária.
II. A partir de Henrique IV, a França entra num processo acelerado de centralização política, a partir da busca pela pacificação religiosa com o Édito de Nantes. Igualmente favorecido pela necessidade de cooperação da nobreza com o monarca para a derrota das revoltas camponesas, e também pela venda de cargos junto ao governo.
III. O processo de centralização de poder inglês sofreu atribulações, tendo iniciado com a ascensão de Henrique VII, dos Tudor, sofrendo retrocesso com as lutas religiosas no período de seu sucessor, que perdeu o domínio de parte das terras do clero católico rebelde ante o processo reformista implementado de cima a baixo, obtendo estabilidade apenas no governo de Eduardo
VI, quando o monarca restabeleceu o controle territorial e religioso sob doutrina anglicana.
Sobre as frases, pode-se afirmar.
Na Idade Moderna, as relações entre as monarquias europeias e a Igreja Católica foram fundamentais para a construção dos Estados que emergiram nos séculos posteriores. Sobre isso, é exemplar o caso da Companhia de Jesus, que desde os primeiros momentos exerceu um papel fundamental na colonização da América e junto a diferentes Coroas, para o fortalecimento do catolicismo em nível mundial.
Em relação à participação da Igreja Católica, e dos jesuítas em específico, no processo de colonização da América e de construção do Estado português, é possível afirmar que:
Assinale a alternativa que expressa corretamente, uma prática dos Estados modernos absolutistas.
“O Estado sou eu”. Com esta celebre frase Luís XIV, o Rei-sol, expressa de fato:
Em relação ao processo conhecido como enclosures, ou cercamento dos campos, ocorrido na Inglaterra na Época Moderna, é CORRETO afirmar que
Na Inglaterra, o absolutismo enfrentou uma séria resistência para instalar-se. Qual foi essa resistência?
Fragmento I
“O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe entre o círculo familiar e o Estado uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição.”
(Holanda, 1995:141.)
Fragmento II
“Vivo e absorvente órgão da formação social brasileira, a família colonial reuniu, sobre a base econômica da riqueza agrícola e do trabalho escravo, uma variedade de funções sociais e econômicas. Inclusive, como já insinuamos, a do mando político: ou oligarquismo ou nepotismo, que aqui madrugou, chocando-se ainda em grafia foi utilizada como um exemplo válido para toda a sociedade brasileira.”
(Freyre, 1994:22-23.)
Tendo em vista a análise dos fragmentos, a opinião dos consagrados autores e a realidade brasileira colonial, é possível inferir corretamente que as ideias
O longo reinado de Luís XIV está inserido num período da história em que o absolutismo real era justificado por pensadores, funcionando como máquina de propaganda. O filósofo que defendeu a Teoria do Direito Divino imortalizada na obra “Política Segundo a Sagrada Escritura” foi:
I. A imprensa socialista teve papel significativo para a difusão do pensamento marxista e da construção de uma cultura política operária que contribuiu decisivamente para sua socialização política. II. O crescente envolvimento do partido social-democrata na luta política parlamentar gerou intenso debate entre os socialistas em torno da opção pela revolução ou pela reforma do sistema político. III. A cultura política socialista no final do século XIX incluiu influências não-marxistas, a exemplo do proudhonismo francês e o lassallismo na Alemanha, o que contribuiu para a constituição de uma cultura popular socialista com certo grau de ecletismo.
Assinale a alternativa correta:
A respeito do Congresso de Viena (1814-1815), a ordem internacional por ele estabelecida e eventos correlacionados a esse tema, julgue (C ou E) o item subsequente.
A Quádrupla Aliança, selada em 1815 entre a Grã-Bretanha,
o Império Austríaco, o Império Russo e o Reino da Prússia,
impediu a participação da França no Congresso de Viena e
assegurou a exclusão desse país do círculo das grandes
potências europeias até a metade do século XIX.
(HESPANHA, A. Caleidoscópio do Antigo Regime. São Paulo: Alameda, 2012.)
Tais conflitos eram reduzidos pela estrutura corporativa que sustenta as formações sociais modernas. Sobre os fatores que explicam essa situação de conflito, assinale a afirmativa correta.