Questões de Concurso
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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A partir do texto acima, julgue os itens subsequentes, relativos à história brasileira entre fins do século XIX e as três primeiras décadas do século XX.
A vigorosa presença popular no movimento republicano legitimou o golpe militar conduzido pelo marechal Deodoro e sustentou os primeiros tempos do novo regime.
A partir do texto acima, julgue os itens subsequentes, relativos à história brasileira entre fins do século XIX e as três primeiras décadas do século XX.
O curto espaço de tempo entre a Abolição e a Proclamação da República sugere haver forte vinculação entre a Monarquia e o sistema escravocrata. Isolado das demais forças políticas do país, o Império não subsistiu à Lei Áurea e às crises políticas que se sucediam.
O episódio ficou conhecido como:
No ano de 1835 teve início no Rio Grande do Sul a Revolução Farroupilha. Em 1839 os rebeldes invadiram Laguna, em Santa Catarina, e fundaram a República Juliana. Sobre estes fatos, assinale a alternativa INCORRETA:
I. A votação da lei que proibia a obtenção de terras públicas, exceto se fossem compradas, ocorreu no mesmo ano em que foi aprovada a Lei Eusébio de Queiroz, que extinguiu o tráfico negreiro.
II. A lei determinou que todo proprietário registrasse suas propriedades nos Registros Paroquiais, atendendo aos desejos dos grandes proprietários, com recursos suficientes para registrar suas glebas.
III. Os grupos que aprovaram a lei pertenciam à aristocracia agrária e à nascente burguesia industrial, oriunda dos imigrantes, principalmente italianos, que vieram para o Brasil para substituir a mão de obra escrava nas lavouras de café.
IV. A lei ampliou o acesso à propriedade do solo, à medida que transformou a terra em mercadoria, passível de ser adquirida independentemente da camada social a que pertencesse o indivíduo, que, como única exigência, deveria ser cidadão brasileiro.
Quais estão corretas?
Leia os fragmentos a seguir:
ESCRAVOS
“Vende uma pessoa chegada há pouco do Norte bonitos e moços, entre elles notão-se um oficial de ourives, uma bonita crioula, uma parda de 18 a 20 annos com habilidades, um preto padeiro e forneiro, um bonito pardo de 17 annos, optimo para pagem e mais pretos moleques; na rua da Alfandega n. 278.”
[Jornal do Commercio, 1854. Apud: NOVAIS, Fernando. A História da Vida Privada no Brasil, v. 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 251]
“O fato é que, em 13 de maio de 1888, abolimos a escravidão tal como encerramos, quase um século depois, os horrores do regime militar: viramos simplesmente a página. Os senhores de escravos e seus descendentes não se sentiram minimamente responsáveis pelas consequências do crime nefando praticado durante quase quatro séculos.”
[COMPARATO, Fábio Konder. Um débito colossal. Folha de São Paulo, 08 de julho de 2008]
Indique a alternativa que melhor defina a visão que se tinha do
escravo nos períodos colonial e imperial do Brasil.
(Adhemar Marques. História. Curitiba: Positivo, 2005. p.196)
Holanda Cavalcânti assim definiu os “partidos” no Segundo Reinado: nada mais parecido com um saquarema do que um luzia no poder.
(http://pt.wikipedia.org.wiki/Partido_Conservador_/Brasil_Imp%C3%A9rio)
Com base nos textos, é correto afirmar que o “parlamentarismo às avessas” permitia que os “partidos” políticos
Enfermo a 14 de novembro, na segunda-feira o velho Lima voltou ao trabalho, ignorando que no entretempo caíra o regime. Sentou-se, e viu que tinham tirado da parede a velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:
- Por que tiraram da parede o retrato de sua majestade?
O contínuo respondeu, num tom lentamente desdenhoso:
- Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
- Pedro Banana! - repetiu raivoso o velho Lima.
E sentando-se, pensou com tristeza:
- Não dou três anos para que isto seja uma república!
(Arthur de Azevedo. Vidas Alheias (1901). In: Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 470)
Este texto literário indica
Desde o início do período regencial, a burocracia governamental do Rio de Janeiro, respaldada nos interesses das elites dessa província, de São Paulo e de Minas Gerais, buscou implantar um modelo centralizador de Estado. Houve resistência armada das oligarquias regionais, sendo a mais longa e grave a da Farroupilha, no Rio Grande do Sul [...]. Em 1840, porém, consolidou-se no Brasil o bloco de poder que tinha como núcleo a oligarquia enriquecida com a produção de café nas províncias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Esse setor oligárquico hegemônico aliou-se à burocracia governamental na defesa do Estado centralizado, para o qual obteve legitimidade ao colocar à frente do seu governo, antecipadamente, D. Pedro II.
DORATIOTO, Francisco. O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889). Textos de História, vol. 16, n. 2, p. 217-247, 2008, p. 223. Adaptado.
Além da Farroupilha, diversas outras revoltas eclodiram no Brasil, principalmente entre 1835 e 1848, em oposição à centralização política que as elites do Centro-Sul do Império tentavam promover.
Qual foi a mais importante rebelião iniciada nesse período que NÃO se enquadra na caracterização apresentada no texto acima?
I. A onda cientifcista associada à modernização do país preponderava, em contradição, com o sistema de governo vigente.
II. A presença no país de várias matrizes do pensamento liberal, de modo geral, contrárias à forma vigente de governo.
III. Os confitos com a Igreja ultramontana agudizavam- se, devido a cada vez maior intromissão do Estado nas questões religiosas.
IV. O confito com o Paraguai foi responsável pela bancarrota dos recursos fnanceiros da monarquia, além de trazer à cena política os militares.
Os cenários acima descritos se associam a que contexto da História do Brasil?
