Questões de Concurso
Sobre urbanização em geografia
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Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/urbanizacao--no-brasil.htm>. Acesso em: 09 maio 2016.
A partir de 1990, especialmente, há novas tendências no processo de urbanização brasileiro.
Uma dessas tendências é a(o)

Disponível em: <http://i216.photobucket.com/albums/cc225/faelsim/RMNordeste.jpg>. Acesso em: 30 maio 2016.
Na Figura, as áreas urbanas destacadas nos estados do Nordeste correspondem, exclusivamente, a
Acerca da formação territorial brasileira, julgue (C ou E) o item
a seguir.
Nos três primeiros séculos de colonização portuguesa no
Brasil, a produção no território brasileiro era fundada na
criação de um meio técnico mais dependente do trabalho direto
e concreto do homem do que da incorporação de capital
à natureza.
Com a construção de Brasília, a nova capital brasileira, pretendeu-se superar três dificuldades para a implementação do Plano de Metas do então presidente Juscelino Kubistchek: a inexistência de uma localização privilegiada do poder para o rearranjo das economias regionais, em prol da unificação do mercado nacional; o enrijecimento econômico do litoral, palco da colonização; o potencial burguês latifundiário e urbano concentrados nas antigas ilhas territoriais produtivas de café e cana-de-açúcar.
Observe a sequência de imagens a seguir:

Fonte: http://portalgeo.rio.rj.gov.br/EOUrbana/PracaXV_txt.htm (acesso 19/03/2016)
Antes de levar os alunos para um passeio pedagógico pela
cidade, é importante promover uma atividade em sala de aula, a
fim de prepará-los e motivá-los para o processo de observação
da paisagem. A leitura das imagens acima constitui uma proposta
que, do ponto de vista do ensino da Geografia, permite ao aluno:
( ) Elaborar plantas da sala de aula, caminhos de casa até a escola ou até mapas imaginários são importantes, pois são nessas atividades que as noções referenciais, de proporcionalidade, topológicas, de redução e as escalas são trabalhadas, assim como a interpretação das legendas empregadas.
Segundo o pesquisador Brasil Pinheiro Machado, ao longo do processo de formação territorial do Paraná, ondas de povoamento, em conjunturas diversas e com motivações distintas, deram origem ao Paraná tradicional e ao Paraná moderno. A respeito dessas comunidades, numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Paraná tradicional.
2. Paraná moderno.
( ) Ocupação impulsionada pela cafeicultura.
( ) Estruturação do espaço agrário: latifúndio campeiro.
( ) Criadores de suínos e plantadores de cereais com origens históricas sul-rio-grandenses.
( ) Domínio da mata tropical-subtropical que se estendia pelos vales do Paranapanema, Paraná, Ivaí e Iguaçu.
( ) Invernagem do gado muar procedente do Rio Grande do Sul e que se destinava à feira de Sorocaba.
( ) Comércio de exportação da erva-mate para os mercados do Rio da Prata e do Chile.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
A tabela abaixo apresenta os dados sobre a mobilidade pendular nas regiões metropolitanas do estado de São Paulo, nos anos de 2000 e 2010:

As pesquisas sobre deslocamentos pendulares são de fundamental importância para subsidiar o planejamento urbano e regional, pois fornecem um indicador da integração funcional entre localidades.
Compreende-se como mobilidade pendular e considera-se um dos efeitos de seu incremento para as regiões metropolitanas, respectivamente:
O texto a seguir descreve duas fases do processo de urbanização do território brasileiro após a década de 1950. “Desde a revolução urbana brasileira, consecutiva à revolução demográfica dos anos 1950, tivemos, primeiro, uma urbanização aglomerada, com o aumento do número - e da respectiva população - dos núcleos com mais de 20 mil habitantes, e em seguida, uma urbanização concentrada, com a multiplicação de cidades de tamanho intermédio [...].”
Fonte: SANTOS, M. e SILVEIRA, M. Brasil: Território e Sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001: 202.

A teoria das localidades centrais considera os núcleos de povoamento, sejam grandes cidades ou núcleos semirrurais, como localidades centrais. Estas, por sua vez, são dotadas de funções centrais, que são atividades de distribuição de bens e serviços para uma população externa, residente da área de influência, em relação à qual a localidade central tem uma posição central.
O quadro abaixo apresenta as cidades de uma rede urbana hipotética e suas funções

A partir da análise do quadro e da teoria das localidades
centrais, é correto afirmar que:
A resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas intitulada “O futuro que queremos” data de 2012 e se inscreve no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O documento reconhece que cidades bem planejadas e construídas podem fomentar sociedades sustentáveis em termos econômicos, sociais e ambientais. Nesse sentido, as formas e os usos urbanos foram considerados como dimensões a serem repensadas e planejadas.
Para tornar as cidades ambientalmente sustentáveis, o
documento “O futuro que queremos” preconiza:
A navegação interior é aquela realizada em hidrovias de percurso nacional (estadual ou interestadual) ou internacional. A tabela abaixo apresenta as quantidades transportadas, em toneladas, nos principais corredores hidroviários do país, para o ano de 2014.

Dentre os perfis de carga transportados na navegação interior
brasileira, há uma predominância de:
Em 2014, o IBGE publicou um estudo sobre as ligações aéreas no Brasil, com dados de 2010. Entre as conclusões do estudo, destaca-se que:
• Existem ligações entre a maioria das cidades brasileiras que possuem aeroportos. A princípio, de qualquer cidade com aeroporto é possível acessar a outra, já que são poucos os centros que necessitam de mais de um passo para se ligar com as demais cidades da rede.
• A ligação das seis metrópoles mais populosas do país com São Paulo era responsável por mais de 25% do total de passageiros transportados.
• Em geral, as viagens para cidades menores e mais periféricas
tendem a ser mais longas e apresentar custo mais elevado.
As conclusões acima descrevem três aspectos da estrutura da
rede de transporte aéreo brasileira. Esses aspectos são,
respectivamente:
A rede urbana brasileira convive atualmente com um padrão espacial do tipo clássico, em que a hierarquia entre as cidades é bem definida, e um padrão urbano em que algumas cidades, de maior dinamismo, graças à maior eficiência das comunicações, subvertem as noções de hierarquia e de proximidade entre cidades. Cidades com redes técnicas avançadas estão “próximas” a cidades muito distantes, enquanto que cidades vizinhas, em que as redes técnicas são deficientes, mantêm fracas relações entre si. A revolução tecnológica torna as redes urbanas cada vez mais diferenciadas e complexas.
O padrão dominantemente não hierarquizado pode ser observado:
Na organização do espaço urbano brasileiro na contemporaneidade, observa-se uma expansão impulsionada por duas lógicas, a da localização dos empregos nos núcleos das aglomerações e a da localização das moradias nas áreas periféricas. A incorporação de novas áreas residenciais, o aumento da mobilidade e a oferta de transporte eficiente favorecem a formação de arranjos populacionais de diferentes magnitudes que aglutinam diferentes unidades espaciais. Adaptado de: IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 294 arranjos populacionais no País, formados por 938 municípios e que representam 55,9% da população residente no Brasil em 2010.
Os critérios utilizados na identificação dos arranjos populacionais empregam a noção de integração, medida:
A abordagem neopositivista na Geografia vinculou a noção de região ao funcionalismo, vendo o espaço como um sistema de fluxos em que cada parcela ou subsistema desempenha um conjunto específico de funções. Funda-se, então, a distinção entre as regiões homogêneas ou uniformes e as regiões funcionais ou polarizadas. Adaptado de: HAESBAERT, R. Regional-global: dilemas da região e da regionalização na geografia contemporânea. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010
Diferentemente das regiões funcionais, as regiões homogêneas:
“Está longe de ser fácil o trabalho do geógrafo nas zonas pioneiras do Brasil. Sem desprezar as dificuldades materiais, a grande distância entre a cidade de São Paulo e as regiões novas, as deficiências da circulação, a impossibilidade de viajar durante a estação das chuvas, há outras que não enfrentam no mesmo grau os geógrafos acostumados a trabalhar nos países velhos. Nada disso pode surpreender em regiões cujo povoamento está em curso. Mudanças administrativas, incertezas estatísticas, vazios cartográficos, eis outras tantas consequências de um estado de coisas que, a cada dia, se modifica. Tão rápidas são as transformações que tudo que se pode escrever a respeito entra logo na história. Por isso, foi o próprio movimento que eu tentei descrever e explicar: não era possível elaborar uma monografia regional, por isso procurei compor o estudo de uma sociedade em movimento.”
Fonte: MONBEIG, Pierre. Pioneiros e Fazendeiros de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1984, p.18-19
Nos anos 1930 e 1940, Pierre Monbeig estudou a expansão do povoamento em território brasileiro para o oeste de São Paulo e o norte do Paraná. Para compreender as “sociedades em movimento”, Monbeig empregou a noção de “franjas pioneiras”. As franjas pioneiras constituem a expressão geográfica:
O conceito de território é comumente associado à ideia de limites bem definidos e temporalmente estáveis, e tem no Estado Nacional sua principal referência. A geografia, no entanto, vem estudando territorialidades mais flexíveis, como a territorialidade do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Altamente pulverizada, ela contrasta com a estrutura territorial característica de organizações mafiosas ou mesmo do jogo do bicho. No caso do tráfico de drogas, territórios-enclave (favelas) acham-se disseminados pelo tecido urbano, com territórios amigos (pertencentes à mesma organização ou ao mesmo comando) dispersos e separados pelo “asfalto”, para empregar a gíria carioca usual, ou seja, por bairros comuns. Entre duas favelas territorializadas pela mesma organização existe, porém, não apenas “asfalto”; pode haver igualmente territórios inimigos, pertencentes a outro comando. Adaptado de: SOUZA, M. O território: sobre espaço e poder, autonomia e desenvolvimento. In: CASTRO, I. et al. Geografia: Conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003: 91-92.
A compreensão do tipo de territorialidade descrita no texto acima implica uma articulação entre o conceito de território e o conceito de: