Questões de Concurso Sobre geografia
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( ) Vitória da Conquista tem origem no processo de colonização portuguesa do século XVIII e início do XIX, impulsionado pela busca por ouro entre os rios Pardo e de Contas e pelas políticas de interiorização, que promoveram a ocupação efetiva da região.
( ) Maximiliano de Wied-Neuwied ficou conhecido por se embrenhar pelas matas das terras pertencentes ao atual território de Vitória da Conquista, abrindo caminho e dominando os habitantes locais, atendendo à demanda da Corte portuguesa do século XVIII.
( ) Em 1817, Vitória da Conquista já apresentava traçado urbano em grade, de inspiração europeia, indicando um processo inicial de urbanização.
( ) As primeiras construções do Arraial da Conquista foram erguidas às margens do Rio Verruga, em uma área que posteriormente ficou conhecida como Rua Grande, atualmente correspondente às praças Caixeiros Viajantes, Barão do Rio Branco e Tancredo Neves.
Análise da espacialidade do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras ajuda a reconhecer que essa manifestação cultural não está limitada a um local geográfico específico, mas é parte integrante da vida e da identidade de uma comunidade que se estende para além das fronteiras físicas. A utilização de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) possibilita a integração de diversos elementos do espaço, viabilizando uma análise dinâmica da atuação das Paneleiras de Goiabeiras. Entender os locais onde essa manifestação cultural se desenvolve é de extrema relevância para desvendar o comportamento e a influência dessas mulheres no contexto geográfico em que vivem. Desde a obtenção da matériaprima até a comercialização dos produtos artesanais, a identificação dos locais de atuação revela o alcance e o impacto das Paneleiras dentro da cidade de Vitória.
Adaptado de ANTÔNIO, Giovanna. O georreferenciamento dos bens registrados como um instrumento de preservação do patrimônio intangível no licenciamento ambiental. Dissertação de mestrado do IPHAN, 2024, pp.77-80.
Com base no trecho, o georreferenciamento contribui para
• dados sobre condições socioeconômicas;
• características do relevo local;
• infraestrutura urbana;
• preço, tamanho e localização dos lotes.
Para a análise das informações, a professora separou a turma em 4 grupos, e cada grupo apresentou as seguintes observações:
• grupo 1: a partir da década de 1970, houve uma proliferação de ocupações sem planejamento na periferia da cidade;
• grupo 2: diferentemente de outras áreas urbanas no país, o Anel Rodoviário exerceu pouca influência no crescimento do núcleo urbano;
• grupo 3: os lotes menores, mais baratos e sem infraestrutura foram destinados à população de menor renda, principalmente em áreas acidentadas como a Serra do Periperi;
• grupo 4: nos loteamentos voltados às classes média e alta, os lotes eram maiores, mais caros e, em geral, situados em áreas planas.
Com base nas análises e nas conclusões de cada grupo, a professora observou que
A partir da descrição acima acerca de um conceito amplamente discutido nos estudos sobre globalização, é CORRETO afirmar que esse conceito é denominado:
Leia os textos I e II para responder à questão.
As disputas por terra bateram recordes em 2024, com destaque para as fronteiras agrícolas, onde estão concentrados os casos de violência contra a vida, de acordo com dados do Relatório de Conflitos no Campo Brasil 2024, publicado nesta quarta-feira (23) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Seguindo a tendência nacional, AMACRO (sigla para Amazonas, Acre e Rondônia) e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tiveram os números mais altos de conflito em dez anos. Na Amacro, a CPT registrou 185 casos, dois a mais que o período anterior, em 2023. No Matopiba, os números são mais expressivos: foram 415 conflitos por terra no ano passado. O recorde anterior era de 253 casos em 2016.
Embora 2024 seja o ano com menor número de assassinatos da última década, 62% dos casos foram registrados nas áreas de expansão do agronegócio, onde os relatos de ameaças são constantes. Dos 13 assassinatos registrados no último ano, oito foram na Amazônia Legal, sendo três no Matopiba e um na Amacro. No relatório, a CPT classifica a Amazônia Legal como área de expansão da pecuária e das plantações de soja, com sobreposição das outras duas fronteiras agrícolas. “O Matopiba é quase o dobro do tamanho da área da Amacro, tanto em número de quilômetros quadrados quanto de população, municípios, etc. Se tomarmos, no entanto, uma visão proporcional, a agressividade e a violência na Amacro têm maior expressividade”, explica Afonso Chagas, pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e assessor jurídico da CPT.
Embora sejam regiões distantes, o modo de agir dos agressores é semelhante. Homens que se intitulam donos da terra chegam de surpresa e bloqueiam vias usadas pelos antigos moradores. Para isso, usam cercas ou jagunços armados.
No Seringal Entre Rios, a Pastoral registrou quatro conflitos no ano passado, envolvendo cerca de 180 famílias. Matias foi expulso em 2019 e até hoje tenta reaver as terras. “Até hoje, nunca foi resolvido nada”, lamenta. O fazendeiro que tomou a área bloqueou a estrada de acesso à cidade de Boca do Acre (AM) e, ainda hoje, as famílias da região lutam para conseguir desobstruir a passagem. “Estão se batendo até hoje pra conseguir abrir o ramal pra entrar pra lá”, conta o agricultor. Ele abandonou a área e buscou abrigo na casa de um familiar.
A Amacro é alvo do avanço, principalmente, da pecuária. Na comunidade Irmã Dorothy, em Lábrea (AM), cerca de 30 extrativistas ocupam a área, onde colhem castanha e açaí. Em maio de 2024, eles trabalhavam na abertura de uma estrada na mata para facilitar a retirada dos produtos e levá-los até a rodovia BR-317, quando foram surpreendidos pelos jagunços armados, a mando de um conhecido fazendeiro da região.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/04/23/violencia-no-campo-bate-recorde-na-ultima-decada-e-areas-de-avanco-do-agronegocio-concentram-casos-deassassinatos/. Acesso em 27 abr.2026 [Fragmento adaptado].
Texto II

GUTO [J o s é Au g u st o Du a rt e ]. At é o n d e a v ist a a l c a n ç a . . . n a d a d iss o é s e u , me u fil h o ! [s. d .]. 1 ima g em. Dis p o n í v e l em:
Leia os textos I e II para responder à questão.
As disputas por terra bateram recordes em 2024, com destaque para as fronteiras agrícolas, onde estão concentrados os casos de violência contra a vida, de acordo com dados do Relatório de Conflitos no Campo Brasil 2024, publicado nesta quarta-feira (23) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Seguindo a tendência nacional, AMACRO (sigla para Amazonas, Acre e Rondônia) e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tiveram os números mais altos de conflito em dez anos. Na Amacro, a CPT registrou 185 casos, dois a mais que o período anterior, em 2023. No Matopiba, os números são mais expressivos: foram 415 conflitos por terra no ano passado. O recorde anterior era de 253 casos em 2016.
Embora 2024 seja o ano com menor número de assassinatos da última década, 62% dos casos foram registrados nas áreas de expansão do agronegócio, onde os relatos de ameaças são constantes. Dos 13 assassinatos registrados no último ano, oito foram na Amazônia Legal, sendo três no Matopiba e um na Amacro. No relatório, a CPT classifica a Amazônia Legal como área de expansão da pecuária e das plantações de soja, com sobreposição das outras duas fronteiras agrícolas. “O Matopiba é quase o dobro do tamanho da área da Amacro, tanto em número de quilômetros quadrados quanto de população, municípios, etc. Se tomarmos, no entanto, uma visão proporcional, a agressividade e a violência na Amacro têm maior expressividade”, explica Afonso Chagas, pesquisador da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e assessor jurídico da CPT.
Embora sejam regiões distantes, o modo de agir dos agressores é semelhante. Homens que se intitulam donos da terra chegam de surpresa e bloqueiam vias usadas pelos antigos moradores. Para isso, usam cercas ou jagunços armados.
No Seringal Entre Rios, a Pastoral registrou quatro conflitos no ano passado, envolvendo cerca de 180 famílias. Matias foi expulso em 2019 e até hoje tenta reaver as terras. “Até hoje, nunca foi resolvido nada”, lamenta. O fazendeiro que tomou a área bloqueou a estrada de acesso à cidade de Boca do Acre (AM) e, ainda hoje, as famílias da região lutam para conseguir desobstruir a passagem. “Estão se batendo até hoje pra conseguir abrir o ramal pra entrar pra lá”, conta o agricultor. Ele abandonou a área e buscou abrigo na casa de um familiar.
A Amacro é alvo do avanço, principalmente, da pecuária. Na comunidade Irmã Dorothy, em Lábrea (AM), cerca de 30 extrativistas ocupam a área, onde colhem castanha e açaí. Em maio de 2024, eles trabalhavam na abertura de uma estrada na mata para facilitar a retirada dos produtos e levá-los até a rodovia BR-317, quando foram surpreendidos pelos jagunços armados, a mando de um conhecido fazendeiro da região.
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/04/23/violencia-no-campo-bate-recorde-na-ultima-decada-e-areas-de-avanco-do-agronegocio-concentram-casos-deassassinatos/. Acesso em 27 abr.2026 [Fragmento adaptado].
Texto II

GUTO [J o s é Au g u st o Du a rt e ]. At é o n d e a v ist a a l c a n ç a . . . n a d a d iss o é s e u , me u fil h o ! [s. d .]. 1 ima g em. Dis p o n í v e l em:
Leia o trecho da obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, e analise a Figura 2.
“Assim é que as secas aparecem sempre entre duas datas fixadas há muito pela prática dos sertanejos, de 12 de dezembro a 19 de março. Fora de tais limites não há exemplo único de extinção de secas. Se atravessam, prolongam-se fatalmente por todo o decorrer do ano, até que se reabra outra vez aquela quadra. Sendo assim e lembrando-nos que é precisamente dentro deste intervalo que a longa faixa das calmas equatoriais, no seu lento oscilar em torno do equador, paira no zênite daqueles Estados” (Cunha, 2014, p. 38).
Fonte: CUNHA, Euclides da. Os Sertões. ed. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2014, p. 38.
Figura 2 - Infográfico sobre o bioma brasileiro

O texto e o infográfico tratam do bioma: