Questões de Concurso Comentadas sobre geografia
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Uma das novas correntes propõe uma ótica prospectiva, um conhecimento aplicado e voltado para o futuro. O intuito é uma renovação metodológica da Geografia, buscando novas técnicas e uma nova linguagem, que dê conta das novas tarefas postas pelo planejamento. A finalidade explícita é criar uma tecnologia geográfica, um móvel utilitário.
(MORAES, Antonio C. R. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: HUCITEC, 1985. Adaptado)
O autor denomina essa corrente como Geografia
Pelo temário geral da Geografia, esta disciplina discute os fatos referentes ao espaço e, mais, a um espaço concreto, finito e delimitável do espaço terrestre. Só será geográfico um estudo que aborde a forma, ou a formação, ou a dinâmica (movimento ou funcionamento), ou a organização, ou a transformação do espaço terrestre.
(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: HUCITEC, 1985)
Moraes (1985) expressa a visão da ciência geográfica na perspectiva da Geografia
Por outro lado, é a região sujeita aos mais fortes processos de erosão e de movimentos coletivos de solos de todo o território brasileiro, haja vista o caso das catastróficas ações de enxurradas e escorregamentos de solos que frequentemente – e de modo espasmódico – têm afetado as áreas urbanas de algumas grandes aglomerações urbanas brasileiras.
(Aziz Nacib Ab’Saber, Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)
Os processos descritos no texto ocorrem com frequência no domínio morfoclimático
Reconhecida como uma das correntes de pensamento da Geografia que ataca, principalmente, o caráter não-prático da Geografia Tradicional. Argumentam seus seguidores que esta disciplina teve sempre uma ótica retrospectiva, isto é, falava do passado, era um conhecimento de situações já superadas. Assim não informava a ação, não previa; logo, era inoperante como instrumento de intervenção na realidade.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
O texto indica uma análise voltada para uma Geografia
Segundo o IPCC, é definido como processo no qual um fluxo de CO2 relativamente puro proveniente de processos industriais ou de fontes energéticas é separado (capturado), acondicionado, comprimido e transportado para um local de armazenamento isolado da atmosfera no longo prazo.
(Letícia Klug; Jose A. Marengo; Gustavo Luedemann, “Mudanças climáticas e os desafios brasileiros para implementação da Nova Agenda Urbana”, IPEA, 2016. Adaptado)
Esse processo é definido como
Consiste em processo atribuído direta ou indiretamente à atividade humana que altere a composição da atmosfera global e que seja adicional à variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis de tempo. Ocorre por causa de processos internos do sistema climático ou na interação de seus componentes, ou por causa de alterações no forçamento externo por razões naturais, ou ainda devido às atividades humanas.
(Letícia Klug; Jose A. Marengo; Gustavo Luedemann. “Mudanças climáticas e os desafios brasileiros para implementação da Nova Agenda Urbana”, IPEA, 2016. Adaptado)
O texto refere-se ao conceito de
Geralmente definido como a média das condições atmosféricas ou, mais rigorosamente, como a descrição estatística em termos de média e variabilidade de quantidades relevantes sobre o período de tempo em uma distância de meses a milhares de anos. O período clássico é de trinta anos, como definido pela Organização Mundial Meteorológica (OMM). Essas quantidades são, em sua maioria, variáveis de superfícies, tais como temperatura do ar, precipitação e ventos.
(Letícia Klug; Jose A. Marengo; Gustavo Luedemann. “Mudanças climáticas e os desafios brasileiros para implementação da Nova Agenda Urbana”, IPEA, 2016. Adaptado)
Trata-se do conceito de
Consiste em uma relação entre o número de naturais não-residentes nos Estados sobre o total da população dos mesmos Estados.
(Milton Santos; Maria Laura Silveira, O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Adaptado)
Essa relação demonstra a taxa de
Consistem em espaços que mais acumulam densidades técnicas e informacionais, ficando assim mais aptos a atrair atividades com maior conteúdo em capital, tecnologia e organização. Pela sua consistência técnica e política, seriam os mais suscetíveis de participar de regularidades e de uma lógica obediente aos interesses das maiores empresas.
(Milton Santos; Maria Laura Silveira, O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Adaptado)
O texto apresenta o conceito de espaços
Definiu o objeto da Geografia como sendo o estudo da relação homem-natureza, na perspectiva de paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza e que o homem busca as soluções para satisfazê- -las nos materiais e nas condições oferecidos pelo meio.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
A proposta de abordagem da Geografia expressa no texto foi idealizada por
À altura de Cabo Frio/Macaé no litoral fluminense, a planície de restinga era ocupada por caatingas espinhentas: os únicos redutos de vegetação do velho domínio das caatingas existentes em toda costa oriental do Brasil.
(Aziz Nacib Ab’Saber, Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)
A presença de vegetação característica de ambiente de Caatinga nessa faixa latitudinal está associada à
Essa extensão continuada, em que os atores são considerados na sua contiguidade, são espaços que sustentam um conjunto de produções localizadas, interdependentes, dentro de uma área cujas caraterísticas constituem também um fator de produção.
(Milton Santos, Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Adaptado)
O texto refere-se ao conceito de espaço
A união entre ciência e técnica que, a partir dos anos 70, havia transformado o território brasileiro revigora-se com os novos e portentosos recursos da informação, a partir do período da globalização e sob a égide do mercado. O território ganha novos conteúdos e impõe novos comportamentos, graças às enormes possibilidades da produção e, sobretudo, da circulação dos insumos, dos produtos, do dinheiro, das ideias e informações, das ordens e dos homens.
(Milton Santos; Maria Laura Silveira, O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Adaptado)
O texto apresenta elementos da constituição
O raciocínio geográfico está relacionado com uma maneira de exercitar o pensamento espacial, por meio de princípios fundamentais.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
Entre esses princípios, há o da ordem, que expressa
Consiste em um conceito que será examinado em diversas escalas, pois elas são os contornos de conjuntos de natureza e tipo os mais diversos: construções geopolíticas datadas, multiescalares, multifuncionais — limites políticos, fiscais, muitas vezes linguísticos, militares... Elas serão abordadas também, distinguindo-se as questões externas — relações internacionais de proximidade entre Estados, relações entre etnias... — ou geopolítica externa; e as questões internas — efeitos internos dos traçados, processos de construção nacional ou regional.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Trata-se do conceito de
É sem sombra de dúvida que o surgimento destes campos de conhecimento da Geografia são um produto do contexto europeu na virada do século XIX para o XX, com F. Ratzel e R. Kjéllen, respectivamente. Num plano mais geral, entretanto, não se pode esquecer que o interesse pelos fatos referente à relação entre o espaço e poder também manifestava um momento histórico que envolvia o mundo em escala global caracterizado pela emergência das potências mundiais e, com elas, o imperialismo como forma histórica de relacionamento internacional.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Os referidos campos de conhecimento que se desenvolvem na Geografia são a Geografia
Os Estados Unidos da América (EUA), após o término da Segunda Grande Guerra Mundial (1939 a 1945), encontravam-se em uma situação favorável dentre todas as grandes potências da época. Face aos derrotados – como a Alemanha e o Japão, principalmente –, o país, além de vitorioso, tornara-se então o grande provedor dos capitais necessários às suas reconstruções. Derrotados o nazismo, o fascismo e o império japonês, emergia da Segunda Guerra um mundo dividido sob as esferas de influências de superpotências e uma nova regionalização do globo.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Essa regionalização do espaço mundial foi denominada de
Para alguns autores, a análise geográfica estaria restrita aos aspectos visíveis do real, vista como uma associação de múltiplos fenômenos, o que mantém a concepção de ciência de síntese, que trabalha com dados de todas as demais ciências. Essa perspectiva apresenta duas variantes: uma, mantendo a tônica descritiva, se determinaria na enumeração dos elementos presentes e na discussão das formas, enquanto a outra se preocuparia mais com a relação entre os elementos e com a dinâmica destes.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
Com base na concepção do autor, o texto apresenta elementos que permitem apontar a Geografia como o estudo
Essa denominação advém de uma postura radical, frente à Geografia existente, a qual será levada ao nível de ruptura com o pensamento anterior. Porém, o designativo diz respeito, principalmente, a uma postura frente à realidade, frente à ordem constituída. São os autores que se posicionam por uma transformação da realidade social, pensando o seu saber como uma arma desse processo. São, assim, os que assumem o conteúdo político de conhecimento científico, propondo uma Geografia militante, que lute por uma sociedade mais justa. São os que pensam a análise geográfica como um instrumento de libertação do homem.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
A essa corrente do pensamento geográfico foi atribuído o nome de geografia
Hartshorne propôs uma segunda forma de estudo da geografia, que deveria ser generalizadora, apesar de parcial. Nessa linha de estudo, o pesquisador pararia na primeira integração e reproduzi-la-ia (tomando os mesmos fenômenos e fazendo as mesmas inter-relações) em outros lugares. As comparações das integrações obtidas permitiriam chegar a um padrão de variação daqueles fenômenos tratados.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
Essa forma de estudo da Geografia foi denominada de geografia