Questões de Concurso
Sobre meio ambiente na geografia em geografia
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Eventos climáticos extremos afetam diferentes regiões do mundo e do Brasil, com reflexos sobre moradia, alimentos e deslocamentos populacionais.
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre mudanças climáticas e deslocamentos populacionais forçados no cenário contemporâneo.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Interações entre as mudanças climáticas e os
impactos socioeconômicos
Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.
Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.
Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.
O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.
É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e
Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.
(1a parte): A acidificação marinha beneficia a produtividade pesqueira, reduzindo os impactos econômicos das mudanças climáticas nas zonas costeiras.
(2a parte):A extensa linha de costa brasileira torna o país particularmente suscetível à redução do nível do mar, fator que ameaça a infraestrutura urbana.
Pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Interações entre as mudanças climáticas e os
impactos socioeconômicos
Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.
Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.
Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.
O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.
É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.
Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e
Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.
Considerando o exposto, assinale a alternativa CORRETA:
Com relação à geomorfologia de áreas urbanas, julgue o item que se segue.
A ocupação de encostas íngremes sem infraestrutura adequada é fator de risco para a ocorrência de deslizamentos de terra.
Com relação à geomorfologia de áreas urbanas, julgue o item que se segue.
O assoreamento de córregos urbanos pode ser intensificado pelo transporte de sedimentos provenientes de áreas em obras com solo exposto.
No planejamento governamental, a geomorfologia fornece subsídios essenciais para políticas públicas relacionadas a uso do solo, infraestrutura urbana, prevenção de desastres naturais e gestão ambiental. Considerando a aplicação da geomorfologia no planejamento ambiental, julgue o item a seguir.
O conhecimento das unidades geomorfológicas de determinada bacia hidrográfica é útil ao gestor público na definição adequada de áreas prioritárias para conservação ambiental e mitigação de riscos.
No planejamento governamental, a geomorfologia fornece subsídios essenciais para políticas públicas relacionadas a uso do solo, infraestrutura urbana, prevenção de desastres naturais e gestão ambiental. Considerando a aplicação da geomorfologia no planejamento ambiental, julgue o item a seguir.
Em bacias hidrográficas urbanizadas, a canalização de cursos d’água associada à supressão de planícies de inundação pode aumentar a energia do fluxo hídrico a jusante, intensificando processos erosivos lineares e transferindo áreas de risco hidrológico para outros setores da bacia.
No planejamento governamental, a geomorfologia fornece subsídios essenciais para políticas públicas relacionadas a uso do solo, infraestrutura urbana, prevenção de desastres naturais e gestão ambiental. Considerando a aplicação da geomorfologia no planejamento ambiental, julgue o item a seguir.
As planícies fluviais são ambientes naturalmente estáveis, razão pela qual representam as áreas mais indicadas para instalação de equipamentos públicos permanentes sem necessidade de estudos prévios.
No planejamento governamental, a geomorfologia fornece subsídios essenciais para políticas públicas relacionadas a uso do solo, infraestrutura urbana, prevenção de desastres naturais e gestão ambiental. Considerando a aplicação da geomorfologia no planejamento ambiental, julgue o item a seguir.
A análise integrada das formas de relevo e da dinâmica superficial permite identificar áreas ambientalmente frágeis, subsidiando ações de conservação, recuperação ambiental e definição de restrições de uso do solo.
No planejamento governamental, a geomorfologia fornece subsídios essenciais para políticas públicas relacionadas a uso do solo, infraestrutura urbana, prevenção de desastres naturais e gestão ambiental. Considerando a aplicação da geomorfologia no planejamento ambiental, julgue o item a seguir.
Em áreas de relevo fortemente dissecado, com elevada declividade e solos rasos, a implantação de ocupações urbanas tende a aumentar a suscetibilidade a movimentos de massa e aos processos erosivos.
No planejamento governamental, a geomorfologia fornece subsídios essenciais para políticas públicas relacionadas a uso do solo, infraestrutura urbana, prevenção de desastres naturais e gestão ambiental. Considerando a aplicação da geomorfologia no planejamento ambiental, julgue o item a seguir.
Informações geomorfológicas podem ser dispensadas para o planejamento ambiental quando há dados climáticos e populacionais disponíveis.
A partir das informações apresentadas no texto e com relação ao papel do rio São Francisco na economia do estado de Alagoas e ao patrimônio histórico-cultural alagoano, julgue o item a seguir.
Além do impacto sobre a pesca, a crise hídrica do rio São Francisco, caracterizada pela baixa vazão, reduziu o seu alcance geográfico e afetou a circulação de mercadorias, impactando a economia estadual.
O mapa evidencia a distribuição espacial das reservas e da produção de lítio no continente sul-americano. A respeito do papel geopolítico do "Triângulo do Lítio", da divisão internacional do trabalho e dos impactos socioambientais dessa atividade, analise as proposições a seguir.
I. O crescimento exponencial da demanda global por lítio está diretamente atrelado à busca pela reestruturação da matriz de transportes, impulsionada pela produção em larga escala de veículos elétricos.
II. A abundância de reservas de lítio garantiu aos países do Triângulo do Lítio a inserção soberana nas etapas de maior valor agregado das cadeias globais de valor, superando a dependência tecnológica em relação a polos industriais como a China.
III. A extração mineral nos salares andinos ocorre primordialmente via bombeamento e evaporação de salmouras profundas, um processo intensivo em consumo de água que agrava o estresse hídrico regional e ameaça os frágeis ecossistemas de altitudes.
Está correto o que se afirma, apenas, em
https://oeco.org.br/reportagens/caatinga-vive-o-dilema-da-transicao-energeticajusta/
Considerando as informações do texto sobre a expansão das energias renováveis na Caatinga e os conhecimentos sobre as características geográficas e socioambientais do Semiárido, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.
( ) A expansão contemporânea dos parques eólicos restringe-se às planícies litorâneas, visto que o relevo interiorano da Caatinga atua como barreira topográfica que dissipa a velocidade e a unidirecionalidade dos ventos.
( ) A fixação de aerogeradores em topos de serras e chapadas, que funcionam como refúgios de biodiversidade e zonas de recarga hídrica, tensiona a agenda de conservação ambiental frente ao avanço da infraestrutura energética.
( ) O avanço do capital energético sobre o Semiárido reproduz lógicas de injustiça ambiental, gerando impactos cotidianos sobre comunidades locais e pautando a necessidade de uma transição energética justa.
As afirmativas são, respectivamente,