Questões de Concurso
Sobre industrialização em geografia
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Acerca das teorias de localização espacial, julgue o item que se segue.
Cluster industrial é definido como a concentração de empresas de diversos setores da atividade econômica, localizadas próximas a mercados, fornecedores de mão de obra e reservas de recursos, para garantir a competividade territorial dessa aglomeração em relação ao mercado internacional.
Adaptado de FRASKE, Tim. Industry 4.0 and its geographies, in Digital Geography and Society, v. 3, 2022, p. 2
A respeito dos impactos da Indústria 4.0 na organização da Geografia Econômica contemporânea, analise as proposições a seguir.
I. A conectividade digital instantânea e o controle remoto de processos anularam a relevância das aglomerações e dos distritos industriais como fatores locacionais.
II. A automação flexível e a conexão em rede de sistemas produtivos facilitam a fragmentação e a ampliação espacial das cadeias globais de valor e de suprimentos.
III. A infraestrutura física dos data centers exige alto consumo de energia e de água, o que impõe restrições geográficas à localização dessas instalações.
Está correto o que se afirma em
Tendo em vista essas informações, marque a alternativa correta.
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Acesso em 02/02/2026 https://www.viomundo.com.br/saudetrabalho/beth-costa-existe-saida-para-o-cuidado-da-saude-e-seguranca-dos-trabalhadores-brasileiros-na-atualidade.html
Com base no modelo toyotista e no papel da terceirização, analise a charge e assinale a alternativa CORRETA:
No contexto da globalização e das transformações técnico-científicas contemporâneas, um professor de Geografia do 9º ano organiza uma atividade em que os alunos analisam reportagens sobre a chamada Revolução 4.0. O docente orienta a turma a refletir sobre como tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e robótica avançada vêm redefinindo a produção industrial e impactando o mundo do trabalho, além de provocar novas formas de organização do espaço geográfico.
Considerando a Revolução 4.0 e seus desdobramentos, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre a urbanização brasileira, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os primeiros centros urbanos surgiram no Brasil no século XVIII, no litoral nordestino, relacionados à produção de café e ao processo de consolidação da urbanização do país.
II. As reformas urbanas das cidades brasileiras iniciaram no século XVII, atraindo a migração de pessoas que residiam no campo para as cidades.
III. O processo de urbanização no Brasil está dissociado da industrialização, que foi impulsionada pela produção de café.
I. A Revolução Industrial contribuiu para intensificar a urbanização, ampliar a produção mecanizada e modificar profundamente as relações de trabalho.
II. O processo industrial iniciado na Inglaterra relacionou-se à disponibilidade de capitais, carvão mineral, mão de obra e transformações técnicas.
III. A industrialização reduziu a importância das cidades, pois consolidou o campo como principal espaço de concentração populacional.
IV. A expansão industrial teve impactos ambientais e sociais, como poluição, crescimento urbano acelerado e precarização de condições de trabalho em muitos contextos.
Está correto o que se afirma em:
I. A Primeira Revolução Industrial teve como motor o carvão mineral e a máquina a vapor, concentrando a produção têxtil e siderúrgica na Europa Ocidental, o que consolidou uma DIT baseada na exportação de manufaturados pelas metrópoles e de matérias-primas pelas colônias.
II. A Segunda Revolução Industrial introduziu o petróleo e a eletricidade como matrizes energéticas, além do modelo fordista de produção em massa, expandindo o núcleo industrial global para além da Europa, englobando nações como os Estados Unidos e o Japão.
III. A Terceira Revolução Industrial, ou Técnico-CientíficoInformacional, descentralizou espacialmente a produção fabril e fragmentou os processos produtivos em escala global, impulsionada pelo desenvolvimento dos transportes, das telecomunicações e da informática.
IV. Na Nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT) contemporânea, os países em desenvolvimento periféricos e semiperiféricos deixaram de ser meros exportadores de produtos primários, passando também a integrar as cadeias globais de valor por meio da exportação de produtos industrializados e da recepção de filiais transnacionais.
Assinale a alternativa correta.
(__)O processo ocorreu de forma uniforme em todo o território.
(__)A industrialização concentrou-se inicialmente na região Sudeste.
(__)Políticas estatais incentivaram a expansão industrial.
(__)A infraestrutura teve papel relevante no desenvolvimento.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
"Embora a atividade industrial tenha passado por um processo de desconcentração no mundo e no Brasil, no caso do Ceará ela ainda permanece concentrada. Em Fortaleza, as primeiras fábricas se instalaram ocupando majoritariamente 3 centralidades: Jacarecanga/Francisco Sá, Parangaba e Mucuripe [...]. Entretanto, a cidade cresceu, o setor imobiliário se expandiu e o uso industrial passou a causar conflitos com os demais usos produtivos. Em contraponto, o Estado foi oferecendo facilidades de circulação, melhorias na infraestrutura e incentivos fiscais para a reestruturação física das manufaturas em outros municípios vizinhos, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)."
(MUNIZ, A. M. V.; CABRAL, J. M. T.; SAMPAIO, P. M. Trajetórias urbano-industriais e a Geografia Escolar. VI CONEDU, 2019, p. 7-8).
A partir da análise do texto e do panorama da desconcentração industrial no espaço metropolitano de Fortaleza a partir da década de 1990, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica econômica e territorial que comandou esse processo:
Considerando as características do relevo e do clima do estado do Rio Grande do Norte, seus ecossistemas e sua biodiversidade, bem como suas principais atividades econômicas, julgue o item seguinte.
No setor primário da economia, Mossoró destaca-se pela fruticultura irrigada, sendo o melão importante produto de exportação; no setor secundário, as indústrias do estado estão concentradas na região metropolitana de Natal e em Mossoró.