Questões de Concurso
Sobre industrialização em geografia
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I. A concentração industrial e populacional em áreas metropolitanas contribuiu para a intensificação da poluição atmosférica, da impermeabilização do solo e das ilhas de calor.
II. A urbanização decorrente da industrialização eliminou progressivamente as desigualdades socioespaciais, pois a expansão dos serviços urbanos acompanhou de modo homogêneo o crescimento das cidades.
III. A ocupação de fundos de vale e encostas, frequentemente associada à precariedade habitacional, amplia a exposição de grupos vulneráveis a inundações e movimentos de massa.
IV. A desconcentração relativa de atividades industriais para cidades médias impediu a ocorrência de impactos ambientais urbanos, em razão da menor densidade demográfica desses municípios.
V. A expansão urbana sem planejamento pode comprometer a drenagem, fragmentar ecossistemas e elevar a demanda por água, energia e transporte.
Assinale a alternativa correta.
I. A distribuição espacial das atividades econômicas é influenciada por fatores como disponibilidade de recursos naturais, infraestrutura, mercado consumidor, força de trabalho e redes de transporte e comunicação.
II. A atividade industrial apresenta distribuição espacial homogênea no território brasileiro, pois os avanços tecnológicos reduziram as diferenças regionais relacionadas à localização das unidades produtivas.
III. A modernização das atividades agropecuárias pode modificar a organização do espaço rural por meio da incorporação de tecnologias, alteração das relações de trabalho e ampliação da integração com mercados nacionais e internacionais.
IV. O setor terciário apresenta relação com a organização da rede urbana, uma vez que a oferta e a concentração de comércio e serviços participam da diferenciação funcional entre os centros urbanos.
V. A expansão das redes de transporte e comunicação elimina a influência da localização geográfica sobre as atividades econômicas, tornando equivalentes as condições territoriais de todas as áreas conectadas.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. A concentração industrial em determinadas regiões está relacionada à presença de infraestrutura logística, oferta de mão de obra qualificada e proximidade de grandes mercados consumidores.
II. O desenvolvimento econômico brasileiro ocorreu de maneira equilibrada, garantindo distribuição uniforme das atividades produtivas no território.
III. Os fluxos migratórios internos, como o êxodo rural e as migrações inter-regionais, foram impulsionados por disparidades econômicas e oportunidades de trabalho.
IV. As áreas mais industrializadas tendem a apresentar maiores índices de urbanização e concentração populacional.
Assinale a alternativa correta:
1.Expansão dos complexos agroindustriais de proteína animal (aves e suínos) no Oeste catarinense e consolidação do polo metalmecânico e de tecnologia da informação no Norte e Grande Florianópolis, inserindo o estado nas redes mundiais de exportação.
2.Ocupação do litoral catarinense por populações originárias e, posteriormente, por açorianos no século XVIII, estruturando vilas voltadas à pesca, à agricultura de subsistência e ao apoio à navegação cabotagem.
3.Processo de industrialização descentralizada no século XX, com o surgimento de polos setoriais especializados, como a indústria têxtil no Vale do Itajaí e a indústria cerâmica e carboquímica no Sul do estado.
4.Implantação de colônias de imigrantes europeus (germânicos, italianos e eslavos) no interior do estado ao longo do século XIX e início do século XX, promovendo a pequena propriedade familiar policultora e o desmatamento da Floresta das Araucárias.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta da ordenação dos fatos, do mais antigo para o mais recente:
Analise as afirmativas a seguir sobre a geologia, a matriz energética de calcinação e os impactos socioambientais do Polo Gesseiro do Araripe:
I. Os depósitos de gipsita do Araripe são de origem sedimentar evaporítica formados no período Cretáceo (Membro Ipubi da Formação Santana), com teores de pureza do minério excepcionais (88% a 98%), configurando uma das maiores e melhores reservas do mineral no planeta.
II. A matriz térmica do parque industrial de calcinação (transformação de gipsita em gesso em pó) é historicamente dominada em cerca de 73% a 74% pelo consumo intensivo de lenha nativa oriunda da vegetação xerófila da Caatinga, cuja forte pressão desmatadora ilegal tem gerado escassez ecológica regional e forçado indústrias a buscar biomassa a distâncias que chegam a 700 km.
III. O Plano de Investimentos da distribuidora estadual de gás (Copergás, 2026) prevê a consolidação de infraestrutura de transporte e distribuição de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado localmente por gasodutos encanados em Trindade e Araripina, com o objetivo expresso de reduzir o desmatamento da Caatinga e estabilizar a temperatura de queima nos fornos.
IV. Por tratar-se de um minério puramente renovável e de baixíssimo impacto ecológico em termos de deposição superficial de rejeitos, o gesso em pó produzido no polo gesseiro dispensa processos de fiscalização ambiental ou de adequação a parâmetros de saúde ocupacional dos trabalhadores, independentemente da escala de lavra das calcinadoras.
Estão CORRETAS:
Observe o mapa.

Com base nos conhecimentos sobre a distribuição espacial das indústrias no Brasil, é correto concluir que o mapa representa indústrias
Com base nos processos socioespaciais do Brasil, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta:
"A expansão do agronegócio moderno em áreas de fronteira agrícola, como o _______________, tem provocado intensas transformações na estrutura fundiária e nos ecossistemas locais. Nas grandes metrópoles, a atuação da especulação imobiliária e do Estado fragmenta o tecido urbano, acentuando a _______________, processo em que grupos de diferentes rendas se distanciam em áreas segregadas. Paralelamente, o processo de _______________ industrial tem descentralizado algumas atividades fabris para cidades médias, redefinindo a rede urbana."
Acerca das teorias de localização espacial, julgue o item que se segue.
Cluster industrial é definido como a concentração de empresas de diversos setores da atividade econômica, localizadas próximas a mercados, fornecedores de mão de obra e reservas de recursos, para garantir a competividade territorial dessa aglomeração em relação ao mercado internacional.
Adaptado de FRASKE, Tim. Industry 4.0 and its geographies, in Digital Geography and Society, v. 3, 2022, p. 2
A respeito dos impactos da Indústria 4.0 na organização da Geografia Econômica contemporânea, analise as proposições a seguir.
I. A conectividade digital instantânea e o controle remoto de processos anularam a relevância das aglomerações e dos distritos industriais como fatores locacionais.
II. A automação flexível e a conexão em rede de sistemas produtivos facilitam a fragmentação e a ampliação espacial das cadeias globais de valor e de suprimentos.
III. A infraestrutura física dos data centers exige alto consumo de energia e de água, o que impõe restrições geográficas à localização dessas instalações.
Está correto o que se afirma em
Tendo em vista essas informações, marque a alternativa correta.
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Acesso em 02/02/2026 https://www.viomundo.com.br/saudetrabalho/beth-costa-existe-saida-para-o-cuidado-da-saude-e-seguranca-dos-trabalhadores-brasileiros-na-atualidade.html
Com base no modelo toyotista e no papel da terceirização, analise a charge e assinale a alternativa CORRETA:
No contexto da globalização e das transformações técnico-científicas contemporâneas, um professor de Geografia do 9º ano organiza uma atividade em que os alunos analisam reportagens sobre a chamada Revolução 4.0. O docente orienta a turma a refletir sobre como tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e robótica avançada vêm redefinindo a produção industrial e impactando o mundo do trabalho, além de provocar novas formas de organização do espaço geográfico.
Considerando a Revolução 4.0 e seus desdobramentos, assinale a alternativa CORRETA: