Questões de Concurso
Sobre indústria brasileira em geografia
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Sobre o “Polo Industrial de Camaçari”, analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.
I – Ele representa o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.
II – O Polo tem mais de 90 empresas químicas, petroquímicas e de outros ramos de atividade como indústrias de pneus, celulose solúvel, metalurgia do cobre, têxtil, fertilizantes, energia eólica, fármacos, bebidas e serviços.
III – Com a atração de novos empreendimentos para a Bahia, o Polo Industrial de Camaçari experimenta novo ciclo de expansão, gerando mais oportunidades de emprego e renda para o Nordeste.
PEREIRA JUNIOR, E. Dinâmicas industriais e urbanização no nordeste do Brasil. Mercator, Fortaleza, v. 14, n.4, Número Especial, p. 63-81, dez. 2015 (adaptado).
Os dois mapas demonstram a quantidade de estabelecimentos e a quantidade de vínculos empregatícios de trabalhadores e trabalhadoras das indústrias de transformação em estabelecimentos na região Nordeste.
Com relação aos dados apresentados nos mapas, é correto concluir que
( ) Para Scarlato (2005), a região Sudeste foi um polo de atração de grandes empreendimentos estrangeiros no Brasil devido às suas economias externas já desenvolvidas, resultantes das atividades empresarias nacionais e estrangeiras radicadas no país há mais tempo.
( ) A chegada de multinacionais no Brasil, as quais deram preferência pela região Sudeste, foi chamada por Scarlato (2005) de “nova colonização empresarial”, a qual tinha como objetivo a propriedade do território brasileiro, da cultura e do mercado.
( ) Em Scarlato (2005), encontra-se que o Brasil, durante todo o período colonial, era exportador de produtos primários e importador de manufaturados, esse perfil começou a mudar a partir da Segunda Guerra Mundial, momento em que a industrialização acelerou, transformando as pautas de importação e exportações do país.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. “O Brasil tem passado por um processo de desindustrialização pelo menos desde a década de 1990.”
PORQUE
II. “A concentração espacial das indústrias na região Centro-Sul do país desde a década de 1930 levou ao aumento das desigualdades inter-regionais, ao mesmo tempo em que garantiu proeminência desta região no contexto nacional.”
Assinale a alternativa correta.
SANTOS, Milton. O Brasil: Território e sociedade no início do século XIX. Rio de Janeiro: Record, 2001.p.161
A partir das concepções do autor sobre a distinção de nações a partir de espaços de fluidez, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) A produção de equipamentos que possibilitem maior fluidez e aperfeiçoamento dos sistemas de engenharia facilitam diversos tipos de movimentos. Na medida em que esse movimento dentro de cada país, interessa à divisão do trabalho internacional, o equipamento viário e infoviário passa também a ser estratégico para o mercado.
( ) Nos países de maior extensão territorial e de grandes disparidades de renda, o processo de criação de fluidez é seletivo e não-igualitário. As regiões de maior produção destinada à exportação têm prioridade nesses equipamentos, criando no território áreas com maior densidade viária e infoviária.
( ) A fluidez virtual do território ocorre quando existe o uso efetivo das vias. A presença dos meios produz a fluidez virtual, enquanto a fluidez efetiva será medida em função da presença dos respectivos sistemas de engenharia.
As afirmativas são, respectivamente,
Diante disso, identifique a alternativa que corresponde corretamente ao contexto e às características da fase inicial da industrialização brasileira:
A gestão do território implica o controle da organização espacial, incluindo, em muitos casos, o controle de sua gênese e dos processos que a mantêm ou a alteram. A diferenciação de áreas e a integração delas é o produto mais geral em termos espaciais da ação dos centros de gestão do território. (...)
CORRÊA, Roberto Lobato. Metrópoles, Corporações e Espaço: uma introdução ao caso brasileiro. CASTRO, Iná Elias de; et all. (Org..). Brasil: questões atuais da reorganização do território. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010. p. 72.
Sobre o conceito em questão, relativo às implicações geográficas advindas da gestão do território brasileiro, por parte das grandes empresas, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Criação de áreas agropastoris especializadas em determinados produtos
( ) Implementação de infraestrutura pelo capital privado, sem a participação do Estado
( ) Formação de núcleos urbanos, company towns, controlados por empreendimentos de uma única empresa.
As afirmativas são, respectivamente,

A respeito desse fenômeno, é correto afirmar:
Julgue o item subsequente.
O processo de industrialização no Brasil, iniciado no final
do século XIX, não teve impacto significativo na migração
para as cidades, pois a maioria da população
permaneceu nas áreas rurais, devido à falta de
oportunidades de emprego.
Julgue o item subsequente.
A expansão industrial em São Paulo durante o século XX
desencadeou um processo de desenvolvimento
econômico que reverberou por todo o Brasil,
estabelecendo uma dinâmica de interdependência entre
as regiões do país. Contrariamente à visão convencional,
a influência da industrialização paulista não se limitou
apenas ao seu entorno imediato, mas teve um impacto
significativo em outras partes do país, especialmente no
Nordeste.
Julgue o item subsequente.
Como pode ser observado ao longo da história, algumas
regiões foram negligenciadas pelos governos federais.
Uma prova disso é que os investimentos em
empreendimentos industriais no Nordeste foram
realizados sem o apoio do governo.
“Operando predominantemente, como já ressaltamos, no processo de sujeição da renda da terra ao capital, no sentido da unificação das figuras do proprietário da terra e do capitalista, o objetivo é a extração da renda da terra, quer pela unificação das personagens (capitalista e proprietário) nas grandes propriedades, quer pelas condições geradas para abocanhar o excedente econômico das propriedades que produzem alimentos de consumo interno. (...) De um lado a unificação do proprietário e do capitalista numa mesma pessoa; de outro lado o processo de sujeição da renda ao capital nos setores de produção não capitalistas, por exemplo, no caso da propriedade familiar de tipo camponês. Nesse caso temos a sujeição da renda da terra ao capital sem que se dê a expropriação dos instrumentos de produção.”
(Oliveira, Ariovaldo Umbelino de. Agricultura e indústria no Brasil. Campo-Território: revista de Geografia Agrária, v. 5, n.10, p. 5-64, ago. 2010. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/ view/12048/7006 Acesso em: 30 jan. 2024.)
Considerando-se a perspectiva crítica do autor em questão, é correto afirmar que apresenta uma forma de apropriação de renda da terra contemporânea pelo capital