Questões de Concurso
Sobre indústria brasileira em geografia
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Tendo em vista essas informações, marque a alternativa correta.
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Acesso em 02/02/2026 https://www.viomundo.com.br/saudetrabalho/beth-costa-existe-saida-para-o-cuidado-da-saude-e-seguranca-dos-trabalhadores-brasileiros-na-atualidade.html
Com base no modelo toyotista e no papel da terceirização, analise a charge e assinale a alternativa CORRETA:
(__)O processo ocorreu de forma uniforme em todo o território.
(__)A industrialização concentrou-se inicialmente na região Sudeste.
(__)Políticas estatais incentivaram a expansão industrial.
(__)A infraestrutura teve papel relevante no desenvolvimento.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
"Embora a atividade industrial tenha passado por um processo de desconcentração no mundo e no Brasil, no caso do Ceará ela ainda permanece concentrada. Em Fortaleza, as primeiras fábricas se instalaram ocupando majoritariamente 3 centralidades: Jacarecanga/Francisco Sá, Parangaba e Mucuripe [...]. Entretanto, a cidade cresceu, o setor imobiliário se expandiu e o uso industrial passou a causar conflitos com os demais usos produtivos. Em contraponto, o Estado foi oferecendo facilidades de circulação, melhorias na infraestrutura e incentivos fiscais para a reestruturação física das manufaturas em outros municípios vizinhos, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)."
(MUNIZ, A. M. V.; CABRAL, J. M. T.; SAMPAIO, P. M. Trajetórias urbano-industriais e a Geografia Escolar. VI CONEDU, 2019, p. 7-8).
A partir da análise do texto e do panorama da desconcentração industrial no espaço metropolitano de Fortaleza a partir da década de 1990, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica econômica e territorial que comandou esse processo:
Considerando as características do relevo e do clima do estado do Rio Grande do Norte, seus ecossistemas e sua biodiversidade, bem como suas principais atividades econômicas, julgue o item seguinte.
No setor primário da economia, Mossoró destaca-se pela fruticultura irrigada, sendo o melão importante produto de exportação; no setor secundário, as indústrias do estado estão concentradas na região metropolitana de Natal e em Mossoró.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Industrial Mensal (PIM), fev. 2026 (com adaptações).
O texto precedente evidencia o processo denominado
Em relação à sociologia rural, julgue o item a seguir.
O desenvolvimento agrícola da segunda metade do século XX, que foi impulsionado pelo desenvolvimento industrial no Brasil, pode ser caracterizado por dois processos: a industrialização espontânea no campo e a industrialização dirigida.
Considerando o mapa apresentado, avalie as afirmações abaixo acerca da distribuição da indústria no Brasil.
I No Brasil, a atividade industrial foi distribuída, historicamente, mediante negociações entre estados e municípios, com o privilégio das melhores fisiografias para a instalação da atividade, sem relação com as questões fiscais.
II No Brasil, a atividade industrial vem sendo desconcentrada, com a complexificação da localização dessa atividade para além do Sudeste, como na região do Nordeste.
III A atividade industrial, historicamente, se concentrou na região Sudeste do Brasil, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, onde foram realizados mais investimentos a fim de impulsionar a industrialização do país.
IV A atividade industrial vem sendo desconcentrada no território do Brasil, com direção, sobretudo, para a Amazônia, realçando-se a participação dos estados de Amazonas, Roraima e Amapá.
Das afirmações, estão corretas
( ) A lógica do desenvolvimento capitalista na agricultura está dissociada do processo de internacionalização da economia brasileira.
( ) A expansão da produção de soja no Brasil está relacionada ao hábito típico do brasileiro de cozinhar os alimentos utilizando o óleo de soja, por isso não é verdade que a produção de soja para exportação foi incentivada pelos governos militares pós-1964.
( ) Diante da total subordinação do campo à indústria, encontra-se no campo brasileiro o domínio absoluto do modo de produzir industrial e a expansão total do trabalho assalariado.
( ) A industrialização da agricultura tem acelerado o processo de separação entre a cidade e o campo, fazendo com que as lutas dos trabalhadores do campo e da cidade não tenham possibilidade de unificação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A industrialização no Brasil concentrou-se inicialmente no Sudeste, em função da proximidade com o mercado consumidor e infraestrutura.
II. Políticas de descentralização industrial contribuíram para o aumento de indústrias no Norte e Nordeste.
III. A interiorização industrial no Brasil está relacionada ao planejamento logístico e incentivos fiscais.
IV. A industrialização no Brasil se desenvolveu igualmente em todas as regiões do país.
Estão CORRETAS as afirmativas: