Questões de Concurso
Sobre indústria brasileira em geografia
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Analise as afirmativas a seguir sobre a geologia, a matriz energética de calcinação e os impactos socioambientais do Polo Gesseiro do Araripe:
I. Os depósitos de gipsita do Araripe são de origem sedimentar evaporítica formados no período Cretáceo (Membro Ipubi da Formação Santana), com teores de pureza do minério excepcionais (88% a 98%), configurando uma das maiores e melhores reservas do mineral no planeta.
II. A matriz térmica do parque industrial de calcinação (transformação de gipsita em gesso em pó) é historicamente dominada em cerca de 73% a 74% pelo consumo intensivo de lenha nativa oriunda da vegetação xerófila da Caatinga, cuja forte pressão desmatadora ilegal tem gerado escassez ecológica regional e forçado indústrias a buscar biomassa a distâncias que chegam a 700 km.
III. O Plano de Investimentos da distribuidora estadual de gás (Copergás, 2026) prevê a consolidação de infraestrutura de transporte e distribuição de gás natural liquefeito (GNL) regaseificado localmente por gasodutos encanados em Trindade e Araripina, com o objetivo expresso de reduzir o desmatamento da Caatinga e estabilizar a temperatura de queima nos fornos.
IV. Por tratar-se de um minério puramente renovável e de baixíssimo impacto ecológico em termos de deposição superficial de rejeitos, o gesso em pó produzido no polo gesseiro dispensa processos de fiscalização ambiental ou de adequação a parâmetros de saúde ocupacional dos trabalhadores, independentemente da escala de lavra das calcinadoras.
Estão CORRETAS:
Observe o mapa.

Com base nos conhecimentos sobre a distribuição espacial das indústrias no Brasil, é correto concluir que o mapa representa indústrias
Com base nos processos socioespaciais do Brasil, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta:
"A expansão do agronegócio moderno em áreas de fronteira agrícola, como o _______________, tem provocado intensas transformações na estrutura fundiária e nos ecossistemas locais. Nas grandes metrópoles, a atuação da especulação imobiliária e do Estado fragmenta o tecido urbano, acentuando a _______________, processo em que grupos de diferentes rendas se distanciam em áreas segregadas. Paralelamente, o processo de _______________ industrial tem descentralizado algumas atividades fabris para cidades médias, redefinindo a rede urbana."
Tendo em vista essas informações, marque a alternativa correta.
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
Internet:
Acesso em 02/02/2026 https://www.viomundo.com.br/saudetrabalho/beth-costa-existe-saida-para-o-cuidado-da-saude-e-seguranca-dos-trabalhadores-brasileiros-na-atualidade.html
Com base no modelo toyotista e no papel da terceirização, analise a charge e assinale a alternativa CORRETA:
(__)O processo ocorreu de forma uniforme em todo o território.
(__)A industrialização concentrou-se inicialmente na região Sudeste.
(__)Políticas estatais incentivaram a expansão industrial.
(__)A infraestrutura teve papel relevante no desenvolvimento.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
"Embora a atividade industrial tenha passado por um processo de desconcentração no mundo e no Brasil, no caso do Ceará ela ainda permanece concentrada. Em Fortaleza, as primeiras fábricas se instalaram ocupando majoritariamente 3 centralidades: Jacarecanga/Francisco Sá, Parangaba e Mucuripe [...]. Entretanto, a cidade cresceu, o setor imobiliário se expandiu e o uso industrial passou a causar conflitos com os demais usos produtivos. Em contraponto, o Estado foi oferecendo facilidades de circulação, melhorias na infraestrutura e incentivos fiscais para a reestruturação física das manufaturas em outros municípios vizinhos, dentro da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF)."
(MUNIZ, A. M. V.; CABRAL, J. M. T.; SAMPAIO, P. M. Trajetórias urbano-industriais e a Geografia Escolar. VI CONEDU, 2019, p. 7-8).
A partir da análise do texto e do panorama da desconcentração industrial no espaço metropolitano de Fortaleza a partir da década de 1990, assinale a alternativa que descreve corretamente a lógica econômica e territorial que comandou esse processo:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Industrial Mensal (PIM), fev. 2026 (com adaptações).
O texto precedente evidencia o processo denominado
De acordo com essa metodologia, as três categorias definidas pelo IBGE são:
Em relação à sociologia rural, julgue o item a seguir.
O desenvolvimento agrícola da segunda metade do século XX, que foi impulsionado pelo desenvolvimento industrial no Brasil, pode ser caracterizado por dois processos: a industrialização espontânea no campo e a industrialização dirigida.
Considerando o mapa apresentado, avalie as afirmações abaixo acerca da distribuição da indústria no Brasil.
I No Brasil, a atividade industrial foi distribuída, historicamente, mediante negociações entre estados e municípios, com o privilégio das melhores fisiografias para a instalação da atividade, sem relação com as questões fiscais.
II No Brasil, a atividade industrial vem sendo desconcentrada, com a complexificação da localização dessa atividade para além do Sudeste, como na região do Nordeste.
III A atividade industrial, historicamente, se concentrou na região Sudeste do Brasil, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, onde foram realizados mais investimentos a fim de impulsionar a industrialização do país.
IV A atividade industrial vem sendo desconcentrada no território do Brasil, com direção, sobretudo, para a Amazônia, realçando-se a participação dos estados de Amazonas, Roraima e Amapá.
Das afirmações, estão corretas