Questões de Concurso
Sobre geografia econômica em geografia
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O mapa evidencia a distribuição espacial das reservas e da produção de lítio no continente sul-americano. A respeito do papel geopolítico do "Triângulo do Lítio", da divisão internacional do trabalho e dos impactos socioambientais dessa atividade, analise as proposições a seguir.
I. O crescimento exponencial da demanda global por lítio está diretamente atrelado à busca pela reestruturação da matriz de transportes, impulsionada pela produção em larga escala de veículos elétricos.
II. A abundância de reservas de lítio garantiu aos países do Triângulo do Lítio a inserção soberana nas etapas de maior valor agregado das cadeias globais de valor, superando a dependência tecnológica em relação a polos industriais como a China.
III. A extração mineral nos salares andinos ocorre primordialmente via bombeamento e evaporação de salmouras profundas, um processo intensivo em consumo de água que agrava o estresse hídrico regional e ameaça os frágeis ecossistemas de altitudes.
Está correto o que se afirma, apenas, em
I.A origem do núcleo urbano vincula-se ao tropeirismo, atividade que conferiu ao local a condição de ponto estratégico de ligação entre o Sul e o Sudeste brasileiros.
II.A região foi palco de movimentos sociais de relevo na história brasileira, entre os quais se destacam a Guerra do Contestado e a Revolução Farroupilha.
III.A trajetória econômica municipal caracteriza-se pela sucessão de ciclos, compreendendo a pecuária, a exploração madeireira e a agricultura.
É correto o que se afirma em:
Tendo em vista essas informações, marque a alternativa correta.
A posição geográfica do Estreito de Ormuz torna essa área estratégica por quê?
Texto para o item.
Por que tantas indústrias estão trocando
as capitais pelo interior do Brasil
Entre os estados com maior número de empregos na indústria de transformação, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia tiveram os movimentos de interiorização mais significativos nas últimas quatro décadas, com movimentos mais leves em Santa Catarina e Paraná, revela estudo recém‑publicado pelo Núcleo de Economia Regional e Urbana da Universidade de São Paulo (Nereus/USP), de autoria dos economistas Paulo Morceiro e Milene Tessarin. Morceiro e Tessarin utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para analisar o peso da indústria no emprego formal total do Brasil. Eles traçaram um retrato inédito da contribuição das diferentes esferas geográficas na desindustrialização do Brasil, com uma série de dados longa e contínua, de 1985 a 2022 – e confirmaram com números uma “neoindustrialização” do país puxada pelas cidades do interior.
Os dados mostram, por exemplo, que cresceu a representatividade dos estados do Centro‑Oeste na produção industrial, puxada pelo agronegócio, enquanto três regiões metropolitanas com forte tradição no setor (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) foram responsáveis sozinhas por 70% da desindustrialização que o Brasil sofreu nas últimas décadas. Segundo Morceiro, parte desse fenômeno é explicado por uma crescente concentração populacional e sobrecarga da infraestrutura de áreas urbanas, que eleva os custos operacionais das indústrias, criando desvantagens que superaram os benefícios de se estar em áreas densamente ocupadas. Isso levou a uma “fuga de indústrias” para regiões menos concorridas.
“Terrenos e galpões industriais ficam muito caros, o custo de mão de obra cresce muito, tem que pagar aluguel mais caro, a comida fora de casa é mais cara para o trabalhador, que demora mais tempo para chegar à fábrica devido aos congestionamentos”, exemplifica Morceiro, um dos principais estudiosos da indústria e da desindustrialização no Brasil. “O pessoal se organiza muito mais fácil, então os sindicatos são mais fortes. Tudo isso é custo para a empresa”, diz ele.
Nesse cenário, setores como o automobilístico, antes muito concentrado no ABC Paulista – polo industrial tradicional da Região Metropolitana de São Paulo –, agora florescem em outras partes do Brasil.
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