Questões de Concurso
Comentadas sobre agropecuária em geografia
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I. A estrutura fundiária brasileira, ou seja, a forma de distribuição de terras no Brasil, é desigual desde os primeiros tempos da colonização portuguesa em nosso país.
II. O acesso à terra no Brasil, com a Lei de Terras de 1850, só era possível através da compra em dinheiro. A Lei de Terras de 1850 limitou o acesso à terra para os trabalhadores escravizados que conquistavam sua liberdade.
III. Um dos mecanismos empregados historicamente no Brasil pelos latifundiários para obter mais terras era grilagem “legal”, ou seja, os institutos de terras dos Estados brasileiros concediam o uso da terra para um grupo de pessoas que, com o passar dos anos, reivindicavam a posse daquela terra por determinado período de tempo de uso.
ALMEIDA, Leones A. de et al. Melhoramento da soja para regiões de baixa latitude. In: QUEIROZ, M. A. de et al. (ed.) Recursos Genéticos e Melhoramento de Plantas para o Nordeste Brasileiro. Petrolina, PE: Embrapa Semiárido, 1999. Disponível em: http://www.cpatsa.embrapa.br. Acesso em: 11 mar. 2022. (adaptado)
[Questão Inédita] O texto indica que a aplicação de técnicas no cultivo de soja no Brasil foi necessária para
Disponível em:<http://www.incra.gov.br> .
Comum no meio rural brasileiro, a prática ilegal descrita no texto é responsável pelo aumento do(a)
( ) A grande maioria dos estabelecimentos agropecuários do Rio Grande do Sul, segundo o Censo Agropecuário de 2017, são classificados como familiares. Porém, a maior parte da área agrícola é ocupada pelos estabelecimentos agropecuários não familiares.
( ) Os estabelecimentos de agricultura familiar estão presentes em todas as regiões do estado, embora mais concentrados no sul e no sudoeste do Rio Grande do Sul.
( ) No Rio Grande do Sul, a produção agropecuária da agricultura familiar apresenta forte influência do cooperativismo trazido pelos imigrantes europeus. No entanto, essa forma de organização para a produção também se verifica na agricultura não familiar, principalmente no setor da produção de grãos.
( ) A erva-mate, espécie nativa do continente sul-americano, é amplamente cultivada nos estados da região Sul. O Rio Grande do Sul, maior consumidor, é o estado brasileiro com a maior produção, seguido de Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, respectivamente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Agricultura urbana transforma relação entre campo e cidade
Hortas urbanas conectam consumidores ao campo e geram renda a comunidades carentes
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a agricultura urbana é uma das maneiras de combater a fome e a pobreza mundial. A partir do projeto interdisciplinar “Alimento para as Cidades”, a ONU auxilia cidades a desenvolver a agricultura urbana e peri-urbana como forma de gerar renda e produzir comida para as grandes cidades.
Uma das maiores cidades do mundo e conhecida pelos arranha-céus, Nova York é um dos exemplos mundiais em agricultura urbana. Manjericão e acelga crescem no Brooklyn, tomates alhoporó e pepinos em Queens. Tudo no topo dos edifícios [mas] não são apenas topos de edifícios que podem receber fazendas urbanas. Até ônibus podem ser hortas ambulantes.
Disponível em https://globorural.globo.com/Colunas/fazendasustentavel/noticia/2013/12/agricultura-urbana-transforma-relacao-entre-campo-ecidade.html. Adaptado.
A agricultura urbana, objeto do Texto XI, tem sido apresentada como
Kapinawás: meio século de luta por território sagrado no Pernambuco
O Vale do Catimbau, no sertão de Pernambuco, é uma das áreas de maior biodiversidade da caatinga e também um tesouro arqueológico, com o segundo maior conjunto de inscrições rupestres do Brasil.
Parte do território Kapinawá se tornou terra indígena, mas uma área foi sobreposta ao Parque Nacional do Catimbau, criado em 2002; Enquanto lutam para recuperar suas terras, os Kapinawá fazem da caatinga um laboratório para experimentos em agroecologia, que combinam preservação da biodiversidade e produção alimentar.
Disponível em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/noticias-dafloresta/2024/01/30/kapinawas-meio-seculo-de-luta-pelo-territorio-sagrado-no-valedo-catimbau.htm?cmpid=copiaecola. Adaptado.
A demarcação da terra indígena apontada no Texto V é um movimento de luta que integra
A agricultura familiar está presente em todos os biomas do País e se caracteriza por uma grande diversidade de organização e resiliência em cada um dos cinco biomas brasileiros, garantindo a segurança alimentar e nutricional da população. É extensa e minuciosa a literatura que aponta a importância econômica, social e agrária da agricultura familiar no panorama rural brasileiro. Mesmo com a redução do seu número no Censo 2017, os 3,84 milhões de estabelecimentos da agricultura familiar ainda respondem por 77% do número total de estabelecimentos agropecuários do país, apesar de ocupar apenas 23% da área total. Além disso, a agricultura familiar responde por quase um quarto do valor da produção dos estabelecimentos e ocupa 66% – 11,6 milhões de pessoas – da mão de obra agropecuária, a maior parte dela – 8,4 milhões de pessoas – por mais de 180 dias no ano.
VALADARES, A. O perfil na produção da agricultura familiar entre os censos agropecuários de 2006 e 2017: um panorama e sinais de mudança. Brasília, DF: Ipea, mar; 2022. P. 7 (Texto para Discussão, n. 2735). Adaptado.
No recente contexto agrário brasileiro, no que se refere à agricultura familiar, verifica-se a seguinte situação:
Particularmente para o Brasil, as exportações do agronegócio são muito importantes para o saldo comercial da economia como um todo. No início dos anos 1990, o volume das exportações do agronegócio brasileiro era baixo, pois a maior parte da produção do setor atendia ao mercado interno. A partir desse período, porção crescente dos produtos da agropecuária passou a ser intensificada no Centro-Oeste, configurando, ao mesmo tempo, a interiorização do crescimento e o direcionamento ao comércio exterior. Políticas de ajuste macroeconômico, bem como o controle do processo inflacionário, influenciaram diretamente nesse processo, juntamente com os avanços tecnológicos e as políticas públicas direcionadas ao setor. O saldo do comércio internacional do agronegócio passou de US$ 10 bilhões, em 1990, para US$ 142 bilhões, em 2022, o equivalente a uma taxa anual de crescimento de 8,6%.
FERREIRA, Z.; VIEIRA FILHO, J. Competitividade internacional do agronegócio. In: VIEIRA FILHO, E.; GASQUEs, J. (org.). Agropecuária Brasileira: evolução, resiliência e oportunidades. Rio de Janeiro: Ipea, v. 1, 2023, p. 71. Adaptado.
Nesse contexto, com relação à relevância da participação do agronegócio brasileiro no comércio internacional, registra-se o seguinte comportamento:

(FEIX; LEUSIN JÚNIOR; AGRANONIK, 2016, p. 6.)
O agronegócio é uma cadeia produtiva, ou seja, exige investimentos antes, durante e após a produção – como demonstrado na ilustração – que, geralmente, é comercializada em bolsas de valores como a de Chicago, nos EUA, sob a forma de commodities. É uma atividade que movimenta milhões de dólares em todo o mundo e que, atualmente, no Brasil, tem grande importância para a balança comercial. Apesar disso, é uma atividade que, por suas características, provoca expressivos danos ambientais. São considerados impactos ambientais associados ao agronegócio na agricultura, EXCETO:
I. A agricultura de plantation é praticada no sudeste da Ásia (Ásia de monções), região superpovoada caracterizada por verões quentes e superúmidos. É uma agricultura tradicional que utiliza técnicas mais ou menos aprimoradas (irrigação e adubação) e cuidados especiais em relação aos vegetais e ao solo, atingindo boa produtividade por hectare.
II. A agricultura de jardinagem foi introduzida pelos europeus em suas colônias tropicais a partir do século XVI, período que coincide com a decadência do feudalismo e o início da expansão comercial e colonial europeia.
Marque a alternativa CORRETA:
Analise as importantes questões do campo, no Brasil:
1.Aumento dos impactos ambientais causados pela derrubada da vegetação original em enormes áreas, para dar lugar a pastagens e cultivos agrícolas.
2.Devolução de terras indígenas sem a necessidade de sua delimitação.
3.Crescimento dos conflitos entre posseiros e grileiros, ocasionando não só o aumento da violência no campo como a expulsão de famílias de posseiros, que se vêem obrigadas a ocupar terras em pontos cada vez mais afastados no interior do território nacional.
Estão corretas:
Sobre a questão da terra e do trabalho no campo, no Brasil, analise:
I.Existe uma desigual distribuição da terra em nosso país, ou seja, há um enorme número de pequenos proprietários de um lado e de outro, um número reduzido de donos de grandes propriedades rurais.
II.A concentração fundiária em nosso país vem aumentando, com um agravante: a Amazônia e os cerrados tornaram-se, desde 1970, as novas regiões de fronteira agrícola.
III.No Nordeste, no Sudeste e no Sul, o valor dos imóveis rurais tornou-se muito elevado, obrigando os agricultores mais capitalizados a deixarem seus estados de origem em busca de terras mais caras.
Estão corretas:
Sobre o Município de Barra da Estiva, analise as informações com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.
I - Os principais rebanhos do Município de Barra da Estiva são de: bovinos, caprinos, equinos, ovinos e suínos.
II - O Município de Barra da Estiva possui um clima tropical de altitude.
III - O Município de Barra da Estiva apresenta um verão úmido e fresco causado pelas chuvas de verão e frentes frias vindas do sul do Brasil e invernos relativamente frios e mais secos.
Sobre o Município de Barra da Estiva, analise as informações com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.
I - Os principais rebanhos do Município de Barra da Estiva são de: bovinos, caprinos, equinos, ovinos e suínos.
II - O Município de Barra da Estiva possui um clima tropical de altitude.
III - O Município de Barra da Estiva apresenta um verão úmido e fresco causado pelas chuvas de verão e frentes frias vindas do sul do Brasil e invernos relativamente frios e mais secos.
Na atualidade, o espaço rural brasileiro já não pode mais ser analisado apenas como o conjunto das atividades agropecuárias e agroindustriais, pois ganhou novas funções. O aparecimento (e a expansão) dessas "novas" atividades rurais - agrícolas e não-agrícolas, altamente intensivas e de pequena escala - tem propiciado outras oportunidades para muitos produtores que não podem mais serem chamados de agricultores ou pecuaristas e que, muitas vezes, não são nem mesmo produtores familiares, uma vez que a maioria dos membros da família está ocupada em outras atividades não-agrícolas e/ou urbanas. Tais transformações derivam da crescente urbanização do meio rural que culmina em “Novas Ruralidades”.
https://www.eco.unicamp.br/colecao-pesquisa/o-novo-rural-brasileiro
Sobre esse assunto é INCORRETO afirmar:
A permanência da estrutura fundiária colonial do Brasil continua sendo responsável pela violência no campo. Conforme a Comissão da Pastoral da Terra, em 2022, foram registrados 2.018 casos de conflitos no campo, envolvendo 909,4 mil pessoas e mais de 80,1 milhões hectares de terra em disputa em todo o território nacional, o que corresponde à média de um conflito a cada quatro horas. Essas ocorrências abrangem não apenas as disputas específicas pela terra, mas também a disputa por água, trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão, contaminação por agrotóxico, assassinatos, mortes e outros casos de violência. https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-04/brasil-registrou-um-conflito-no- campo-cadaquatro-horas-em-2022
O aumento exponencial de conflitos e, por conseguinte, de mortes no campo, atualmente, tem relação direta com: