Questões de Concurso
Sobre voz em fonoaudiologia
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Mulher, 28 anos, após uma apresentação prolongada em festa de família, na qual cantou várias músicas sem microfone por muitas horas, sem pausa, apresentou voz rouca no dia seguinte. Refere que, mesmo após alguns dias, mantém o esforço ao falar, a sensação de cansaço e a rouquidão. Nega dor, febre, alergia ou sintomas gripais. Sem histórico de alterações vocais. A hipótese diagnóstica para o quadro clínico descrito é nódulo agudo e edematoso.
Neste caso, a conduta fonoaudiológica a ser orientada é
Paciente, sexo feminino, 29 anos, professora, diante do quadro de disfonia persistente, procurou ajuda profissional. Refere não ser etilista e tabagista. Foi avaliada pelo otorrinolaringologista que, durante laringoscopia, foram observados nódulos bilaterais e fenda glótica dupla. A avaliação fonoaudiológica evidenciou qualidade vocal rouco-soprosa, ataque vocal brusco, perda da potência da voz com o uso e incoordenação pneumofonoarticulatória. Considerando o caso, melhor representa o tipo de disfonia apresentado:
A avaliação vocal tem o objetivo de descrever o perfil vocal de um indivíduo e verificar a influência do comportamento vocal na gênese da disfonia, contribuindo para o diagnóstico diferencial e o estabelecimento de condutas terapêuticas. Considerando alguns aspectos importantes para melhor compreensão da função vocal no processo de avaliação, analise as afirmativas a seguir.
I. A qualidade vocal pode ser definida como o conjunto de características que identificam uma voz.
II. O sistema de ressonância é o conjunto de elementos do aparelho fonador que guardam íntima relação entre si, sem influência na moldagem e projeção do som no espaço.
III. O ataque vocal é a maneira como se inicia o som e está relacionado com a configuração glótica no momento da emissão; pode ser isocrônico, brusco ou soproso.
IV. A coordenação pneumofonoarticulatória é o resultado da interrelação harmônica das forças expiratórias, mioelásticas de laringe e musculares da articulação.
Está correto o que se afirma apenas em
Paciente, sexo masculino, 30 anos, motorista de ônibus, iniciou quadro de fraqueza associada à dificuldade de deambular e falta de equilíbrio há, aproximadamente, seis anos. Possui história familiar positiva, com pai, tio e irmão com sintomas semelhantes. Acompanhado pelo serviço de genética, foi diagnosticado com Doença de Machado-Joseph – doença autossômica dominante neurodegenerativa de início tardio, que envolve predominantemente os sistemas cerebelar, piramidal, extrapiramidal, dos neurônios motor e oculomotor. Foi avaliado pelo fonoaudodiólogo, que observou falta de contração coordenada dos músculos para articulação da fala, excesso de altura assistemática, tremor vocal, consoantes imprecisas, distorção nas vogais, fonemas e intervalos prolongados, velocidade de fala lenta, limitações na prosódia, interrupção articulatória irregular e acentuação excessiva sem diferenciação da sílaba tônica ou do elemento frasal mais importante. Considerando a avaliação, a mais provável hipótese diagnóstica fonoaudiológica é uma disartria do tipo:
Um paciente do sexo masculino, de 62 anos, fumante de longa data, foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas em terço médio da laringe e submetido a radioterapia conservadora, mantendo a laringe funcional. Seis meses após o término do tratamento, apresenta queixa de voz rouca e esforço ao falar.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um achado vocal provável nesse paciente e uma estratégia de reabilitação fonoaudiológica adequada.
Paciente do sexo masculino, de 59 anos, ex-tabagista, submetido a hemilaringectomia ampliada há seis meses, apresenta queixa de voz áspera e aguda, pouco aceita socialmente. Durante avaliação, percebe-se sonorização em tecido cicatricial rígido e uso compensatório de estruturas supraglóticas.
Qual deve ser o foco principal da intervenção fonoaudiológica inicial?