Questões de Concurso
Sobre motricidade orofacial em fonoaudiologia
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( ) A dispraxia é um distúrbio da coordenação motora que afeta a realização de movimentos voluntários, apesar de não haver comprometimento muscular ou sensorial.
( ) Crianças com dispraxia podem apresentar dificuldades em atividades motoras finas, como escrever ou abotoar roupas.
( ) A dispraxia não influencia na articulação dos sons da fala ou na expressão oral.
( ) O tratamento da dispraxia envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta de cima para baixo:
(__)Crianças com padrão respiratório predominantemente oral não apresentam nenhuma alteração craniofacial, dentária ou das funções orais.
(__)A respiração nasal é essencial para o crescimento e desenvolvimento adequado do complexo craniofacial, promovendo o funcionamento adequado das outras funções do sistema estomatognático (SEG).
(__)A sucção nutritiva é um processo normal de obtenção de alimento, como a amamentação ou aleitamento artificial.
(__)A sucção não nutritiva ocorre quando não há introdução de líquido na região intra-oral e pode ser utilizada para satisfazer a necessidade de sucção da criança e como técnica terapêutica para desenvolver um padrão de sucção adequado.
A sequência está correta em:
Com base nesse caso, qual seria a conduta mais adequada?
A elaboração de protocolos terapêuticos em funções orofaciais exige personalização e evidências científicas. Acerca disso, analise as afirmativas a seguir.
I. A personalização de exercícios em funções orofaciais é essencial para atender às necessidades específicas do paciente.
II. A prescrição de exercícios considera aspectos biomecânicos e fisiológicos da motricidade orofacial.
III. Protocolos baseados em evidências reduzem a necessidade de avaliação individualizada de cada paciente.
Está correto o que se afirma em
Caso clínico: Desde cedo, os pais notaram que a criança não alcançava marcos de desenvolvimento da linguagem esperados. Aos 2 anos, ainda emitia poucas palavras e apresentava dificuldades para articular sons básicos. A criança frequentemente demonstrava frustração ao tentar se comunicar, diminuindo o que compreendia das palavras, mas tinha dificuldades em produzi-las. Na avaliação com o fonoaudiólogo, foi observado que o menino tinha vocabulário expressivamente limitado e que suas tentativas de fala envolviam omissões, distorções e substituições de fonemas. Ao tentar repetir palavras, os erros eram inconsistentes, o que é característico da apraxia de fala.
Nesse contexto, avalie as assertivas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. O plano de intervenção incluiu terapia fonoaudiológica intensiva, com foco na prática de fonemas isolados e na combinação de sílabas em palavras. Usou-se uma abordagem baseada na reprodução e sem feedback sensorial para melhorar a consistência e o controle motor da fala. Sessões frequentes foram recomendadas para maximizar a plasticidade neural e o aprendizado motor.
PORQUE
II. Os testes aplicados incluíram o Demonstration Checklist for CAS (checklist de demonstração para apraxia de fala na infância), o qual demonstrou dificuldades em habilidades motoras sequenciais, ritmo da fala e articulações precisas dos sons. A análise mostrou inconsistências nos erros articulatórios, sobretudo em palavras com sílabas mais complexas, além de uma prosódia atípica (melodia da fala). Essa inconsistência e dificuldade em pronunciar sílabas indicam planejamento motor deficiente.
A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
Caso clínico: A Sra. Maria Silva, 78 anos, tem hipertensão controlada, diabetes tipo 2, artrite reumatoide, relata: “Estou com dificuldade para engolir, sinto que a comida fica presa na garganta.” Nos últimos seis meses, começou a sentir dificuldades para engolir alimentos sólidos, especialmente carnes e pães. Segundo ela, a comida frequentemente “parece entalar’, e tem que tomar vários goles de água para ajudar a descer. Nas últimas semanas, notou que a dificuldade também se estende a alimentos mais pastosos e, ocasionalmente, até líquidos. Sra. Maria Silva menciona, ainda, que está perdendo peso, pois reduziu a quantidade de comida para evitar o desconforto ao engolir, a voz fica mais rouca após as refeições e que, em alguns momentos, engasga-se com líquidos. Não apresenta dor significativa, mas descreve uma sensação de “peso” na garganta. Não há relatos de tosse ou febre.
Exame físico: peso: 60 kg (perda de 5 kg nos últimos três meses); pressão arterial: 130/80 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; orofaringe sem sinais de inflamação ou infecção visíveis; ausculta pulmonar normal; sem linfonodos cervicais palpáveis.
Exames complementares:
- Endoscopia digestiva alta: sem sinais de obstrução mecânica ou tumores.
- Videofluoroscopia da deglutição: evidência de lentificação na fase oral da deglutição, com resíduo alimentar na região faríngea e ocasional penetração de líquidos na laringe, sem aspiração.
- Avaliação fonoaudiológica: Identificação de dificuldades no controle motor fino da língua e lábios, além de redução da força e da coordenação na musculatura da deglutição.
Diante do caso clínico relatado, é possível afirmar que essa paciente apresenta
Caso clínico: Foi solicitado o comparecimento de um fonoaudiólogo no pronto-socorro para avaliar uma paciente de 66 anos, com características de um acidente vascular cerebral (AVC). Ela apresentava leve dificuldade na alimentação, a fala um pouco “arrastada” e mímica facial com diferença perceptível, porém não desfigurante, sincinesia visível, mas não severa, contratura/espasmo hemifacial, em repouso simetria/tônus normais, a testa com movimento leve a moderado, fechamento dos olhos forçado, discreta fraqueza nos lábios ao esforço.
Marque a alternativa que melhor expressa o diagnóstico fonoaudiológico, em relação à mímica facial dessa paciente.
I- Após o oitavo mês de vida a função reflexa é substituída pela movimentação oral voluntária para alimentação e para a fala.
II- A alimentação torna-se mais efetiva com a estabilidade da cabeça, melhorando o controle da mandíbula que é influenciado pelo alinhamento do tronco, o qual depende da estabilidade da região pélvica.
III- Os problemas respiratórios interferem no desenvolvimento do Sistema Motor Oral (SMO). A respiração oral sempre causou muitas sequelas aos indivíduos em todas as fases de sua vida.
IV- A mastigação ineficiente, deglutição alterada, alteração de fala, articulação trancada ou excesso de saliva são dificuldades que podem causar má digestão e até mesmo engasgos.
V- A terapia das alterações do (SMO) transcorre na conscientização do problema, no aumento da propriocepção Sistema Motor Oral e na adequação dos tônus.
É CORRETO o que se afirma em: