Questões de Concurso
Comentadas sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
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I. Ainda conhecido como Distúrbio Específico de Linguagem (DEL), o termo “específico” refere-se a deficits restritos encontrados, pois as crianças não apresentam deficiências sensoriais, neurológicas, socioemocionais ou cognitivas que justifiquem suas dificuldades de linguagem.
II. Crianças com TDL apresentam desenvolvimento atípico e discrepante nas habilidades de linguagem, além de processamento linguístico comprometido. Esse desenvolvimento atípico também envolve as habilidades pré-linguísticas que constituem a maturidade simbólica. Essas crianças tendem a apresentar jogos simbólicos mais simples do que aqueles observados em seus pares típicos.
III. Estudos mais recentes confirmam que as crianças com TDL não apresentam outras manifestações concorrendo com os deficits linguísticos, como alterações de atenção, alterações no processamento motor da fala, além das cognitivas e intelectuais.
Está correto o que se afirma em
Leia o caso a seguir.
Paciente homem, 70 anos, com sequela decorrente de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Queixa de dificuldade em emitir uma palavra, mesmo sabendo o que quer falar. Na avaliação fonoaudiológica, ao mostrar a figura de um “copo” para o paciente nomear é observado a substituição do objeto por sua função: “para beber”.
Este tipo de recurso linguístico é denominado
É a dificuldade para encontrar/resgatar as palavras. É uma alteração bastante comum nos indivíduos com afasia e que pode comprometer diversas classes de palavras, como os substantivos, os verbos, conectivos e artigos. Esta manifestação promove pausas e interrupções na conversação dos pacientes afásicos, devido à dificuldade de acessar o léxico apropriado.
A alteração da produção oral descrita acima recebe o nome de:
São alterações linguísticas que comprometam a habilidade de expressão, compreensão, nomeação, leitura e escrita. É sempre resultante de um comprometimento cerebral e é caracterizada por uma perda parcial ou total da habilidade linguística previamente adquirida.
A definição acima refere-se à patologia:
( ) A língua se organiza por meio de regras em que a unidade maior só é adquirida depois que a unidade inferior estiver amadurecida. Exemplo: a aquisição das consoantes fricativas pressupõe a aquisição das consoantes oclusivas.
( ) A aquisição dos fonemas não se dá de um som a outro som. A criança organiza seu sistema fonológico partindo de oposições básicas.
( ) As primeiras frases geralmente representam as necessidades principais. É a conhecida fase chamada de “palavra-frase” ou “holófrases”. A frase se desenvolve a partir da ideia mais importante que a criança quer transmitir.
( ) Na aquisição do uso da semântica, pode acontecer a supergeneralização, na qual a palavra é generalizada para objetos semelhantes. Exemplo: a expressão “au au”, além de ser relacionada ao cachorro, passa a denominar também todos os animais de pelo.
A sequência CORRETA é:
I- Os pacientes devem aprender a monitorar a própria fala: essa é uma diretriz fundamental para um prognóstico favorável na terapia fonoaudiológica.
II- A terapia, sempre que possível, deve se concentrar em palavras novas, buscando ampliar o vocabulário do paciente.
III- O paciente é orientado a treinar os exercícios todos os dias, independentemente da frequência de atendimento que ele tenha com o terapeuta. O trabalho com a apraxia de fala requer intensificação na realização dos movimentos.
É CORRETO afirmar que:
I) aumenta seu vocabulário para 1.500 palavras;
II) compreende questões mais complexas;
III) consegue usar o tempo verbal no passado;
IV) apresenta a capacidade de definir algumas palavras;
V) sabe listar itens que pertençam à mesma categoria, tais como animais e carros, bem como explicar como realizam algumas atividades.
Essas características são típicas de crianças da seguinte faixa etária:
I- Sugere-se que o trabalho seja iniciado com fonemas fricativos e vibrantes, seguido dos fonemas plosivos e líquidos.
II- Começar com fonemas anteriores, seguindo para fonemas médios e posteriores.
III- Uma característica típica da fala do paciente apráxico é o maior número de erros na sílaba inicial. Assim, sugere-se que a sílaba inicial seja justamente aquela em que o fonema deva ser trabalhado.