Questões de Concurso
Sobre audiologia em fonoaudiologia
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O treinamento auditivo é um dos métodos aplicados para a (re)habilitação auditiva de usuários de Implante Coclear (IC) e/ou Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), promove:
Marque verdadeiro ou falso:
( ) O desenvolvimento das habilidades auditivas que servirão de base para a aquisição e desenvolvimento da linguagem oral.
( ) A adaptação do AASI ou do IC, pois esses dispositivos permitem que os sons de fala se tornem audíveis.
( ) O treinamento auditivo melhora a sensibilidade auditiva e a habilidade de utilizar a informação sonora disponível.
( ) O treinamento computadorizado possibilita a plasticidade neural.
Assinale a alternativa CORRETA.
Sobre a percepção auditiva e desenvolvimento inicial do cérebro analise as afirmativas abaixo:
( ) A percepção auditiva tem início antes do nascimento. Durante o desenvolvimento, o cérebro humano transforma-se em um sistema altamente especializado para as funções de percepção, de memória e de semântica necessárias para compreender e produzir a fala e para apreciar a música.
( ) Diversas habilidades de fala e percepção musical estão presentes no cérebro do bebê já no momento do nascimento. O cérebro do recém-nascido já é capaz de reconhecer vozes e tons familiares que percebeu no período fetal. Da mesma forma, neonatos aprendem novos sons rapidamente, e observam atentamente combinação de informações visuais e auditivas.
( ) Nos primeiros anos de vida, a percepção auditiva torna-se tão acurada e eficiente que permite a compreensão de falas rápidas, mesmo em ambientes barulhentos, o prazer da música e a recuperação refinada de informações a partir de sons produzidos no ambiente.
( ) O cérebro do recém-nascido é surpreendentemente habilidoso para detectar sons, diferenças em características sonoras e até mesmo regularidades no ambiente auditivo.
A triagem auditiva neonatal, o diagnóstico auditivo e a reabilitação fazem parte de um processo contínuo e indissociável, para que se alcance o objetivo esperado em crianças com perdas auditivas permanentes. Não é possível identificar efetivamente as perdas auditivas sem as etapas subsequentes de diagnóstico e reabilitação. Portanto, além da realização do teste e reteste, é necessário que se garanta o monitoramento e acompanhamento do desenvolvimento da audição e linguagem e, sempre que necessário, o diagnóstico e a reabilitação. O Ministério da Saúde recomenda um protocolo de atendimento nos serviços de triagem. Com base nas recomendações do Ministério da Saúde, considere as afirmativas abaixo.
I Uma criança sem indicador de risco que falhou na triagem com as emissões otoacústicas deve realizar o reteste antes da alta hospitalar, com o potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático, na intensidade de 35dBnNA.
II As crianças triadas antes da alta hospitalar e que falharem no registro das emissões otoacústicas, porém com resultados satisfatórios no registro do potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático, em 35 dBnNA, devem ser monitoradas até os três meses de idade.
III Uma criança com indicador de risco e que, submetida ao teste da triagem, falhar no potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático, em 35 dBnNA, deve ser encaminhada para o diagnóstico audiológico.
IV As crianças triadas e que falharem no registro das emissões otoacústicas devem ser retestadas antes da alta com as emissões otoacústicas. Se a falha persistir, deve ser realizado um reteste em até 30 dias, com o mesmo procedimento.
Em relação aos protocolos de atendimento nos serviços de triagem auditiva recomendados, estão corretas as afirmativas
As diretrizes de atenção à triagem auditiva neonatal (TAN), do Ministério da Saúde (2012), dá subsídios para a implementação dos serviços de triagem auditiva. Os dados desses serviços devem ser gerenciados no intuito de fornecer índices que possam subsidiar a qualidade do serviço. Tendo como base os índices de qualidade de serviço recomendado, considere as afirmativas abaixo.
I A TAN deve ser realizada até o primeiro mês de vida dos neonatos, ou até o terceiro mês de vida dos lactentes (idade corrigida), considerando os prematuros e aqueles com longos períodos de internação.
II Pelo menos 80% dos neonatos devem ser encaminhados para diagnóstico devendo este ser concluído até os seis meses de vida.
III A terapia fonoaudiológica deve ser iniciada em 85% dos lactentes confirmados com perdas auditivas bilaterais permanentes, assim que concluído o diagnóstico.
IV Adaptação de aparelho de amplificação sonora individual/AASI em 95% dos lactentes confirmados com perdas auditivas bilaterais ou unilaterais permanentes deve ser iniciada no prazo de um mês após o diagnóstico.
Em relação aos índices de qualidade de serviço de triagem auditiva recomendados, estão corretas as afirmativas
Paciente, J.F.K, 32 anos, foi encaminhado para realização de avaliação audiológica. Na anamnese, o paciente queixou-se de não entender bem o que as pessoas falam e de que trabalha há 5 anos em uma fábrica cujo ambiente é barulhento. Relatou ainda que, após uma queda de moto, quando sofreu forte pancada do lado direito do corpo, houve sangramento no ouvido e a audição na orelha direita piorou. A avaliação audiológica mostra os seguintes resultados:
250Hz |
500Hz |
1000Hz |
2000Hz |
4000Hz |
6000Hz |
8000Hz |
||
|
Orelha Direita |
Via aérea |
50dBNA |
55dBNA |
55dBNA |
45dBNA |
55dBNA |
55dBNA |
40dBNA |
|
Via óssea |
________ |
25dBNA |
25dBNA |
20dBNA |
30dBNA |
_______ |
________ |
|
Orelha Esquerda |
Via aérea |
25dBNA |
25dBNA |
30dBNA |
30dBNA |
30dBNA |
40dBNA |
40dBNA |
|
Via óssea |
________ |
25dBNA |
25dBNA |
20dBNA |
30dBNA |
_______ |
________ |
O laudo audiológico que corresponde aos resultados auditivos obtidos e expostos nesse quadro é:
Criança de 6 meses de idade é levada por sua mãe a uma clínica de fonoaudiologia para avaliação audiológica. Segundo a mãe, a criança não tem apresentado reação quando é chamada. De acordo com a caderneta de saúde, a criança não apresentou nenhum indicador para deficiência auditiva e foi submetida à triagem auditiva neonatal por meio das emissões otoacústicas, com resultado de passa na triagem. Após avaliação audiológica completa, os dados foram sugestivos de espectro da neuropatia auditiva. Tendo como base o quadro clínico do espectro da neuropatia auditiva, considere os resultados apresentados abaixo.
I A criança apresentou respostas comportamentais inconsistentes e emissões otoacústicas transientes dentro dos padrões de normalidade, bilateralmente.
II A criança apresentou curva timpanométrica do tipo "A" bilateralmente e ausência de respostas no potencial evocado auditivo do tronco encefálico em ambas as orelhas.
III A criança apresentou curva timpanométrica do tipo "A" bilateralmente e ausência das emissões otoacústicas transientes em ambas as orelhas.
IV A criança apresentou respostas comportamentais normais e presença de respostas no potencial evocado auditivo do tronco encefálico, dentro do padrão de normalidade, bilateralmente.
São compatíveis com o quadro clínico do espectro da neuropatia auditiva, os resultados presentes em
A audiometria e a logoaudiometria são procedimentos que se complementam na avaliação audiológica. Há uma relação direta entre os resultados desses dois exames, o que fornece subsídios ao clínico para confirmar e interpretar esses resultados. Dentre os procedimentos de logoaudiometria, o índice (percentual) de reconhecimento de fala (IRF ou IPRF) é um procedimento que avalia a inteligibilidade da fala. Tendo como base a correlação clínica entre a audiometria e o IPRF, considere as afirmativas abaixo.
I A melhora do reconhecimento da fala com o aumento da intensidade do estímulo é conhecida como fenômeno de Rollover e é encontrada em perdas sensorioneurais.
II O IPRF em perdas auditivas condutivas varia de acordo com o grau da perda, podendo ser registrados índices que denotam moderada dificuldade de inteligibilidade (60 a 75%).
III Quando há um desempenho no IPRF incompatível com os resultados da audiometria tonal, suspeita-se de uma alteração retrococlear na audição.
IV O IPRF em perdas auditivas sensorioneurais apresenta uma redução no desempenho do sujeito proporcional ao grau da perda auditiva.
Em relação à correlação clínica entre a audiometria e o IPRF, estão corretas as afirmativas
Criança de 3 anos de idade foi levada pela mãe para avaliação audiológica. De acordo com a anamnese, a paciente vem apresentando um quadro de gripe recorrente, agitação e falta de atenção. Segundo a mãe, a criança nunca apresentou alteração auditiva anterior. A meatoscopia demonstra a opacidade da membrana timpânica bilateralmente. Após avaliação audiológica, foi obtido laudo audiológico compatível como perda auditiva do tipo condutiva bilateralmente, de grau leve, com configuração horizontal. Com base nesse caso clínico, os procedimentos utilizados na audiologia pediátrica para avaliação do paciente e realização do diagnóstico audiológico inclui os seguintes recursos:
A triagem auditiva neonatal é um procedimento que tem por objetivo a detecção de alterações auditivas o mais cedo possível, para um encaminhamento imediato para o diagnóstico audiológico e intervenção. Os procedimentos e condutas a serem tomadas na triagem auditiva dependem do histórico clínico do paciente e da interpretação dos resultados obtidos. Com base nos tipos de procedimentos e condutas utilizados na triagem auditiva neonatal, considere as afirmativas abaixo.
I Emissão otoacústica é o procedimento indicado para neonatos sem indicadores de risco para deficiência auditiva e quando há o resultado de falha, é sugerido o reteste em até 30 dias.
II Emissão otoacústica é o procedimento indicado para todos os neonatos e quando a criança apresenta indicadores de risco para deficiência auditiva, ela deve ser encaminhada para o diagnóstico audiológico.
III O potencial evocado auditivo do tronco encefálico automático é o procedimento indicado para os neonatos que apresentam indicadores de risco para deficiência auditiva e também como procedimento de reteste da triagem auditiva.
IV O potencial evocado auditivo do tronco encefálico automático é o procedimento indicado para os neonatos sem indicadores de risco para deficiência auditiva e, no resultado de passa, deve ser dada alta ao paciente.
Em relação aos tipos de procedimentos e condutas utilizados na triagem auditiva neonatal, estão corretas as afirmativas
Recém-nascido, com 2 dias de vida, veio para realização da triagem auditiva neonatal. Na anamnese, a mãe relatou que não houve intercorrências durante a gestação e que não há histórico familiar de indicadores de risco para perda auditiva. No entanto, observou-se que a criança apresenta uma má formação na parte externa da orelha direita, que impossibilitava a realização do procedimento de triagem nessa orelha. Diante desse caso clínico, a conduta correta é: