Questões de Concurso
Sobre audiologia em fonoaudiologia
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Na avaliação audiológica, os exames básicos e complementares seguem, em sua análise em
conjunto, um raciocínio clínico de achados audiológicos para cada procedimento em relação à
hipótese diagnóstica levantada. Considerando um indivíduo que apresente uma alteração
sensorioneural bilateralmente, analise as possibilidades dos achados clínicos listados abaixo.
I Recrutamento auditivo em casos de comprometimento neural.
II Ausência de reflexo do músculo estapédio em alterações de grau entre severo a profundo, quando não apresentar recrutamento.
III Presença de emissões otoacústicas produto de distorção em indivíduos que apresentem limiares auditivos de até 50dBNA.
IV
Registro de todas as ondas do potencial evocado auditivo do tronco encefálico para o
estímulo clique, independente do grau da perda.
Em relação ao exposto, os achados clínicos corretos estão presentes nos itens.
Um adulto foi avaliado por meio das emissões otoacústicas por estímulo transiente (EOAT), com intensidade do estímulo entre 75 e 85 dB e configuração do estímulo dentro do adequado para a realização do teste. A partir da avaliação foram registrados os resultados abaixo.

A classificação da perda auditiva quanto ao
grau comumente aplicada na prática clínica
leva em consideração a média tritonal das
frequências entre 500, 1000 e 2000 Hz. A
classificação mais utilizada é a de Lloyde e
Kaplan (1978), que também é uma das
recomendadas pelo Conselho Federal de
Fonoaudiologia. De acordo com essa
classificação, analise o audiograma ao lado.

A análise do audiograma indica que o grau da
perda auditiva registrado é
Na avaliação audiológica básica, para se determinar o tipo da perda auditiva é necessário
realizar a pesquisa dos limiares audiológicos comportamentais por via aérea e via óssea. É a
partir da relação dos limiares das duas vias que se determina o tipo da perda auditiva. Com
base nessas informações, analise o audiograma abaixo que apresenta o resultado de uma
avaliação audiológica de um paciente.

Considerando os dados desse audiograma, observa-se uma perda auditiva do tipo
I. Infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis, HIV).
II. Apgar neonatal de 0 a 4 no primeiro minuto, ou 0 a 6 no quinto minuto; peso ao nascer inferior a 1.500 gramas. III. Permanência na UTI por mais de 5 dias, ventilação extracorpórea; ventilação assistida; exposição a drogas ototóxicas como antibióticos aminoglicosídeos e/ou diuréticos de alça; hiperbilirrubinemia; anóxia perinatal grave. IV. Infecções bacterianas ou virais pós-natais como: citomegalovírus, herpes, sarampo, varicela e meningite, preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, da audição, da fala ou da linguagem, traumatismo craniano, quimioterapia. V. Antecedente familiar de surdez permanente, com início desde a infância, anomalias craniofaciais envolvendo orelha e osso temporal, síndromes genéticas de fator conhecido para deficiência auditiva (Waardenburg, Alport, Pendred, dentre outras), distúrbios neurodegenerativos (Ataxia de Friedreich, Síndrome de Charcot-Marie-Tooth).
Estão corretas as afirmtivas
( ) A percepção auditiva é um processo adaptável, modificável e influenciado pela aprendizagem. ( ) A atenção auditiva envolve a monitoração do sinal acústico, priorizando-o em relação a outros sinais competitivos. ( ) A memória é um componente da percepção auditiva ligada à interpretação da combinação de modelos sonoros reconhecidos. ( ) A discriminação é um processo de diferenciação de sons acusticamente similares e com frequências e intensidades idênticas.
A alternativa com a sequência correta é:
I - A audiometria de reforço visual é uma técnica muito útil na avaliação audiológica infantil, pois permite, a partir do quinto ao sexto meses, estabelecer os limiares tonais. II - A audiometria lúdica só é válida quando aplicada a crianças de até 24 meses de idade, condicionando a criança a executar uma tarefa de encaixe cada vez que perceber o estímulo sonoro. III - Nos testes de reconhecimento de fala é proibido o uso de figuras, devido ao fato de influenciar a criança a responder os estímulos.
I – A precisão no estabelecimento de limiares auditivos e a perícia do fonoaudiólogo na indicação e adaptação de dispositivos eletrônicos é um dos pré-requisitos para o acesso à oralidade. II – O processo de diagnóstico e intervenção em bebês e crianças pequenas surdas/deficientes auditivas coloca diante do fonoaudiólogo o desafio de estabelecer clinicamente a relação entre capacidade e desempenho auditivo. III – É somente nas etapas finais da intervenção que a observação clínica possibilita o esclarecimento das inconsistências dos exames que independem da resposta ativa da criança.
Sendo assim: