Questões de Concurso Comentadas sobre filosofia

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Ano: 2024 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2024 - SED-SC - Professor - Filosofia |
Q3018844 Filosofia
Nas últimas décadas, a Filosofia Contemporânea tem se voltado para a compreensão das transformações causadas pelo avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial, bem como pelo impacto dessas inovações na subjetividade humana e nas relações sociais. Filósofos como Bernard Stiegler, Donna Haraway e Byung-Chul Han investigaram criticamente essas questões, cada um a partir de suas perspectivas específicas sobre tecnologia, poder e sociedade. Considerando o contexto contemporâneo, analise as afirmativas a seguir:

I. Bernard Stiegler argumenta que a proliferação das tecnologias digitais e da inteligência artificial acarreta um processo de desindividuação, no qual o ser humano perde sua capacidade de formar uma subjetividade autêntica, sendo cada vez mais determinado por fluxos tecnológicos e mercadológicos.
II. Donna Haraway, em seu ensaio “Manifesto Ciborgue”, propõe a dissolução das fronteiras tradicionais entre o humano e a máquina, defendendo uma nova ontologia na qual seres híbridos, compostos de elementos biológicos e tecnológicos, protagonizam o futuro das relações sociais.
III. Byung-Chul Han, em sua obra “Sociedade do Cansaço”, analisa como a transição de uma sociedade disciplinar para uma sociedade de desempenho gera novas formas de controle e exploração, na qual o sujeito, em vez de ser reprimido por instituições externas, se torna explorador de si mesmo, buscando a eficiência e o sucesso individual.

Assinale a alternativa correta:
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Ano: 2024 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2024 - SED-SC - Professor - Filosofia |
Q3018843 Filosofia
A filosofia contemporânea tem se deparado com o desafio de repensar a ontologia e a ética em um mundo cada vez mais marcado pela tecnologia e pela inteligência artificial. O pós-humanismo, em suas diversas vertentes, propõe uma revisão crítica do antropocentrismo e uma expansão do conceito de agência para além do humano. Paralelamente, a ética da inteligência artificial busca estabelecer princípios e diretrizes para o desenvolvimento e uso responsável dessas tecnologias, considerando seus impactos na sociedade e na vida humana. Considerando esse contexto, analise as seguintes afirmativas:

I. O pós-humanismo crítico questiona a centralidade do ser humano e propõe uma ontologia relacional, na qual humanos e não-humanos (animais, máquinas, ecossistemas) coexistem e interagem em redes complexas, reconhecendo a agência de entidades não-humanas e a produção de significado além da esfera humana.
II. A ética da inteligência artificial enfrenta o desafio de lidar com questões como a responsabilidade por decisões tomadas por sistemas autônomos, o viés algorítmico e a potencial perda de empregos devido à automação.
III. A ontologia orientada a objetos, proposta por Graham Harman, atribui agência e realidade somente aos seres humanos, baseando-se na premissa de que apenas eles possuem subjetividade e capacidade de ação, ao contrário dos objetos inanimados que dependem da interação com a consciência humana.

É correto o que se afirma em: 
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Q3018842 Filosofia
Achille Mbembe (1957 - ) é um filósofo, teórico político e historiador camaronês. Sobre o pensamento de Mbembe, é correto afirmar:

I. O pensador desenvolve o conceito de necropolítica para descrever a capacidade dos estados e de outras autoridades de ditar quem pode viver e quem deve morrer, utilizando a morte como uma forma de exercer o poder.
II. Mbembe nos diz que as experiências contemporâneas de destruição humana sugerem que é possível desenvolver uma leitura da política, da soberania e do sujeito diferente da herdada do discurso filosófico moderno. Logo, no lugar de considerar a razão e a verdade do sujeito, é possível olhar para outras categorias fundadoras menos abstratas e mais palpáveis, como a vida e a morte.
III. Segundo Mbembe, o conceito de necropolítica expressa a abolição de todas as formas de violência e a promoção de políticas exclusivamente pacifistas.
IV. Mbembe utiliza o conceito de necropolítica para descrever como os estados contemporâneos empregam tecnologias biológicas avançadas.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2024 - SED-SC - Professor - Filosofia |
Q3018841 Filosofia
Com relação a Aristóteles, é correto afirmar que:

I. Aristóteles não considerava o estudo da linguagem como um elemento filosófico importante. Ele apresentou e desenvolveu estudos somente nas áreas de ética, metafísica e política.
II. Aristóteles distinguiu três tipos de ciência segundo o principal objetivo de cada uma: a ciência teórica, como aquela que propicia o conhecimento e se opõe à mera opinião; a ciência prática relacionada à conduta do ser humano na sociedade e a ciência produtiva cuja função seria orientar os seres humanos na criação de objetos destinados ao uso ou à contemplação artística.
III. Para Aristóteles, o bem é para onde tendem todas as coisas e nisso sua proposta se aproxima da forma ou ideia de bem proposta por Platão.
IV. Aristóteles apresenta a teoria das virtudes como meio-termo. Em cada caso, pode haver uma deficiência ou excesso e nenhum deles constitui uma conduta adequada.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
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Q3018840 Filosofia
“Por não concebermos que o corpo pense de alguma forma, temos razão de crer que toda espécie de pensamento em nós existente pertence à alma; e, por não duvidarmos de que haja corpos inanimados que podem mover-se de tantas diversas maneiras que as nossas, ou mais do que elas, e que possuem tanto ou mais calor (...) devemos crer que todo o calor e todos os movimentos em nós existentes, na medida em que não dependem do pensamento, pertencem apenas ao corpo.”
(DESCARTES, R. As Paixões da Alma. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p.228).

Com essa afirmação, René Descartes expressa sua visão no que diz respeito à divisão entre alma e corpo. Com relação a tal ponto, pode-se afirmar que:

I. Descartes, embora afirmasse a separação entre alma e corpo, acreditava que a alma está sujeita às mesmas leis físicas que governam o corpo.
II. Para o filósofo, a glândula pineal seria o ponto de união entre alma e corpo.
III. Descartes afirmava que a alma é mais fácil de conhecer do que o corpo.
IV. A alma não ocupa espaço nem é divisível como o são os corpos materiais.

É correto o que se afirma em:
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Q3018839 Filosofia
Sobre o racionalismo cartesiano, é correto afirmar:

I. O costume é uma fonte adequada para fundamentar o conhecimento.
II. A verdade deve ser firmada na razão.
III. É possível duvidar da existência de tudo, menos do sujeito que pensa.
IV. A razão, embora seja capaz de fornecer a base do conhecimento, necessita dos sentidos como seu fundamento.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
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Q3018838 Filosofia
O conceito de “lugar de fala”, popularizado pela filósofa e ativista negra Djamila Ribeiro (1980 - ):
Alternativas
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Q3018837 Filosofia
Bertrand Russell, em História do Pensamento Ocidental, quando se refere a Sócrates, nos diz:

Encontramos em Sócrates um precursor das escolas estóica (sic) e cínica do período posterior da filosofia grega. Com os cínicos, compartilha a sua própria despreocupação para com os bens terrenos e com os estóicos (sic), o seu interesse pela virtude como o maior dos bens.
(RUSSELL, História do Pensamento Ocidental, 2001, p.69)

Com respeito a Sócrates, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

( ) Embora Sócrates sempre declare que nada sabe, ele não acha que o conhecimento esteja além do alcance humano.
( ) Sócrates foi um mestre da dialética, na medida em que tentou esclarecer as questões que se colocavam mediante perguntas e respostas.
( ) Nos primeiros diálogos de Platão, não há um destaque de Sócrates como aquele que busca definições de termos voltados à ética.
( ) O principal objetivo de Sócrates era a especulação científica.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
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Q3018836 Filosofia
Segundo Marilena Chaui, em Convite à Filosofia:

“Quando começamos a estudar Filosofia, somos logo levados a buscar o que ela é. Nossa primeira surpresa surge ao descobrirmos que não há apenas uma definição da Filosofia, mas várias. A segunda surpresa vem ao percebermos que, além de várias, as definições não parecem poder ser reunidas numa só e mais ampla. Eis por que muitos, cheios de perplexidade, indagam: ‘Afinal, o que é a Filosofia que nem sequer consegue dizer o que ela é?’” (Chaui, 2005, p.22).

Apesar da dificuldade em obtermos uma definição geral de Filosofia, é possível identificar aspectos fundamentais acerca do “fazer filosófico” e de seus campos de atuação. Acerca da Filosofia, é correto afirmar que:
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Q3018835 Filosofia
Segundo Immanuel Kant (1724-1804), sem sensibilidade, nenhum objeto nos seria dado e, sem entendimento, nenhum objeto seria pensado. Nesse sentido, ele afirma que “pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas”.

A partir dessa afirmação, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. Para Kant, pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas.
PORQUE
II. Para que ocorra conhecimento, é necessária a síntese das intuições com os conceitos.

A respeito das asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
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Q3018834 Filosofia
No que se refere aos mitos gregos, Marilena Chaui, em Convite à Filosofia, explica:

“Para os gregos, mito é um discurso pronunciado ou proferido para ouvintes que recebem a narrativa como verdadeira porque confiam naquele que narra; é uma narrativa feita em público, baseada, portanto, na autoridade e confiabilidade da pessoa do narrador. E essa autoridade vem do fato de que o narrador ou testemunhou diretamente o que está narrando ou recebeu a narrativa de quem testemunhou os acontecimentos narrados” (Chaui, 2005). 

Assinale a alternativa correta acerca dos mitos gregos:
Alternativas
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Q3018833 Filosofia
A respeito do conceito de dialética, Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) faz a seguinte afirmação: “O interesse particular da paixão é, portanto, inseparável da participação do universal, pois é também da atividade do particular e de sua negação que resulta o universal” (HEGEL, Filosofia da História, 1998, p. 35).

Com base no pensamento de Hegel, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2024 - SED-SC - Professor - Filosofia |
Q3018832 Filosofia
A era digital, marcada pela globalização e o avanço tecnológico, tem desafiado as concepções tradicionais de sociedade, ética política, liberdade, igualdade e justiça. Nesse contexto, a filosofia contemporânea busca compreender e problematizar as novas configurações sociais, as dinâmicas de poder e as implicações éticas e políticas da tecnologia. Considerando as discussões filosóficas contemporâneas sobre esses temas, analise as afirmativas a seguir:

I. A teoria da justiça de Amartya Sen, centrada nas “capacidades” individuais, propõe uma abordagem que vai além da mera distribuição de recursos, enfatizando a importância de garantir que as pessoas tenham condições reais de exercer suas liberdades e alcançar um bem-estar pleno.
II. O conceito de “sociedade em rede”, de Manuel Castells, destaca a centralidade das redes de comunicação e informação na organização social contemporânea, impactando as relações de poder, a participação política e a construção de identidades.
III. A noção de “liberdade positiva”, defendida por Isaiah Berlin, que se refere à capacidade de autodeterminação e de agir de acordo com seus próprios objetivos, torna-se ainda mais complexa na era digital, na qual a autonomia individual pode ser influenciada por algoritmos e sistemas de vigilância.
IV. O conceito de “reconhecimento” de Axel Honneth, que destaca a importância da autoestima, do respeito e da solidariedade para a realização da justiça social adquire novas nuances no contexto digital, no qual as lutas por reconhecimento se expressam em novas arenas e formas de interação social.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
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Q3018831 Filosofia
Leia o seguinte trecho escrito por Agostinho de Hipona (354-430):

“Do mesmo modo que [Deus] é criador de todas as naturezas, é dispensador de todo poder, não do querer, porque o mal querer não procede dele, visto ser contrário à natureza dele procedente.”
(AGOSTINHO, A Cidade de Deus (contra os pagãos), 2003, p. 203.)

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal, porque: 
Alternativas
Q2687163 Filosofia
A teoria aristotélica propõe a divisão de gêneros discursivos em três: o deliberativo (ou político); o epidíctico (ou demonstrativo); e, o judiciário (ou forense). O gênero epidíctico tem essencialmente como tempo o presente, embora também disponha de relação com o passado e o futuro. Ao pautar sua função retórica no estabelecimento de laços comunitários, é correto afirmar que o discurso epidíctico tem como exemplos, EXCETO: 
Alternativas
Q2687162 Filosofia
Conhecidos por suas habilidades de persuadir e argumentar, os sofistas eram filósofos que viveram no século V a.C. e vendiam seus ensinamentos de retórica, argumentação e oratória. Deles, adveio o termo “sofisma”, utilizado para designar um argumento falso que, quando analisado superficialmente, parece verdadeiro. A reputação negativa atribuída a essa classe de pensadores têm raízes na crítica de outros filósofos. Um exemplo de estudioso conhecido por sua visão negativa dos sofistas consta em:
Alternativas
Q2687157 Filosofia
O conhecimento quanto às técnicas argumentativas permite o efeito persuasivo da linguagem, de maneira que se torna mais fácil o reconhecimento de falácias para o estabelecimento de um contraponto pautado no raciocínio sólido, que sustente o discurso. Um exemplo de falácia consiste em pautar o foco da atenção na pessoa em vez do argumento sustentado por ela. É correto afirmar que o ataque ao oponente em detrimento do debate argumentativo em si consiste em um exemplo de falácia conhecida como:
Alternativas
Q2606673 Filosofia

[...] Há uma dificuldade em instaurar instrumentos avaliativos que verifiquem a aprendizagem dos conhecimentos específicos de filosofia, uma vez que essa averiguação costuma ser feita numa abordagem que privilegia a história da filosofia. Sendo assim, vários professores têm por objetivo “ensinar a filosofar” e não “ensinar filosofia”. O primeiro conceito se baseia em saber “pensar bem”, com criatividade, criticidade e autonomia, enquanto o segundo condiz ao acúmulo dos conteúdos formais dessa disciplina.

(DIAS, 2010.)


Sobre essas questões ligadas à avaliação em filosofia, é necessário: 

Alternativas
Q2606671 Filosofia

O mundo presente se reconhece através de expressões como “sociedade do conhecimento” ou “sociedade da informação e da tecnologia”. A ciência alcançou um desenvolvimento exponencial no século XX em todas as suas áreas. A revolução da microeletrônica, o desenvolvimento de novas fontes de energia e a revolução das biotecnologias alçaram a ciência à condição de um mito moderno. Assistimos a uma mistificação da ciência por muitos cientistas, que carecem da lucidez de reconhecer-lhe os limites. A preeminência do conhecimento científico é compreensível na medida em que seu poder e prestígio ressoam através dos artefatos tecnológicos produzidos por ele mesmo. Neste sentido, talvez os maiores difusores dos seus feitos sejam os meios de comunicação de massa.

(OLIVA A, Epistemologia: a cientificidade em questão Campinas: Papirus; 1990.)


O embate entre ciência e filosofia existe basicamente desde que elas se encontraram e é muito mais comum do que imaginamos. A modernidade caracteriza-se, muitas vezes, pela racionalização que denominamos ciência moderna ou, simplesmente, ciência. Nesse contexto, podemos afirmar que vivemos:

Alternativas
Q2606670 Filosofia

O que justifica a presença da filosofia como disciplina no currículo do ensino médio é a oportunidade que ela oferece aos jovens estudantes de desenvolverem um pensamento crítico e autônomo. Em outras palavras, a filosofia permite que eles experimentem um “pensar por si mesmos” [...] A filosofia “desnaturaliza” nosso pensamento cotidiano, fazendo com que nós coloquemos sob suspeita, sob interrogação, nos fazendo “pensar o próprio pensamento”. E, com isso, nos permite produzir um pensamento melhor elaborá-lo, com melhores fundamentos, mais crítico.

(GALLO, 2003, p. 43.)


De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o estudante, especificamente de ensino médio, em relação à filosofia: 

Alternativas
Respostas
1681: A
1682: A
1683: C
1684: D
1685: D
1686: D
1687: C
1688: E
1689: D
1690: A
1691: A
1692: D
1693: D
1694: D
1695: D
1696: C
1697: B
1698: C
1699: B
1700: D