Questões de Concurso
Sobre provas da existência divina: ontologia, cosmologia e teleologia em filosofia
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O argumento de Pascal a respeito da existência de Deus pode ser classificado corretamente como
( ) Movimento: parte da consideração de que tudo o que se move é movido por outro e que, portanto, para não terminar em um regresso ao infinito que nada explicaria, é preciso admitir algo que move e que não é movido por nada: e este é Deus.
( ) Causa: constata que nenhuma coisa pode ser causa de si mesma e, assim, deduz o fato de que deve existir uma causa primeira e não causada, que produz e não é produzida, que se identifica com o ser que se chama Deus.
( ) Contingência: parte do princípio de que o que pode não ser não existia a um certo tempo; assim, nem tudo é contingente, mas é preciso que haja algo necessário, e é aquilo que costumeiramente se chama Deus.
( ) Graus de perfeição: deduz, da constatação empírica de uma gradação de perfeições, a existência de uma suma perfeição, que é justamente chamada Deus.
( ) Finalismo: parte da constatação de que os corpos físicos operam para um fim e deduz que eles agem de tal modo porque são dirigidos por um ser inteligente, como a flecha do arqueiro. O ordenador supremo é aquele que chamamos Deus.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Fonte: São Tomás. A Suma Teológica, volume I. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
Tomás de Aquino apresenta cinco vias a posteriori para demonstrar a existência de Deus. O tomismo, por “repousar” no aristotelismo, parte dos entes do mundo para remontar o Princípio que é Deus. Sobre as Cinco Vias de Tomás de Aquino, assinale a alternativa CORRETA:
Fonte: Anselmo. Proslogion. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
A Ilha Perdida é uma metáfora que antepôs o Liber pro Insipiente de Gaunilon (e retomado por Tomás) e o Liber Apologeticus de Anselmo (e retomado por Descartes). Sobre a prova a priori da existência de Deus, como defendida por Anselmo no argumento ontológico, é CORRETO afirmar:
Fonte: Agostinho. A Cidade de Deus. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
Agostinho representa, indubitavelmente, o apogeu da Patrística. Suas obras e ideias apontam como os ideários apologistas do cristianismo conservaram as primeiras tradições hermenêuticas dos textos considerados sagrados, os entendimentos dogmáticos e a influência e adaptação da filosofia greco-platônica. Assinale a alternativa CORRETA sobre a Filosofia de Agostinho:
“Do mesmo modo que [Deus] é criador de todas as naturezas, é dispensador de todo poder, não do querer, porque o mal querer não procede dele, visto ser contrário à natureza dele procedente.”
(AGOSTINHO, A Cidade de Deus (contra os pagãos), 2003, p. 203.)
Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal, porque:
NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. SP: Cia. das Letras. 2001. p. 64.
No trecho acima, o filósofo Friedrich Nietzsche está expondo
1) Prova Ontológica da existência de Deus
2) Cinco vias para a existência de Deus
3) Teoria da aposta
A racionalidade nos torna humanos e superiores aos outros seres. Pascal afirma que o homem é frágil, um grão de matéria no universo, mas esse “quase nada” pensa, raciocina, conhece. “O pensamento faz a grandeza do homem”. O homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante. Não é preciso que o universo inteiro se arme para esmagá-lo: um vapor, uma gota de água, bastam para matá-lo. Mas, mesmo que o universo o esmagasse, o homem seria ainda mais nobre do que quem o mata, porque sabe que morre e a vantagem que o universo tem sobre ele; o universo desconhece tudo isso.
(A condição humana segundo Pascal – Revista Cult.)
O pensamento de Blaise Pascal é uma das obras genialmente representativas da transformação da ideia do homem ocidental no limiar da idade moderna. Podemos afirmar que Pascal, em sua teoria:
Considere a frase seguinte e assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
A afirmação básica da ______ clássica aristotélica é que todas as coisas tendem para um bem qualquer e que o fim de uma coisa é o bem que lhe é próprio.
A identificação do agnosticismo com o ceticismo filosófico, de um lado, e com o ateísmo religioso, de outro, deu ao adjetivo "agnóstico".
(I)Ateísmo.
(II)Agnosticismo.
(III)Ceticismo.
(IV)Materialismo.
Enumere as lacunas abaixo identificando as descrições com suas vertentes.
(__)Emana de uma fonte profundamente racionalista, isto é, da atitude intelectual que considera a razão o único meio de conhecimento suficiente, e o único aplicável, pois só o conhecimento por ela proporcionado satisfaz as exigências requeridas para a construção de uma ciência rigorosa.
(__)Não se limita a negar a possibilidade do conhecimento metafísico ou religioso, mas também a de tudo aquilo que vá além da experiência imediata. Assim, pelo menos em seu grau extremo, não é compatível com a ciência positiva.
(__)Nega radicalmente a existência desse ser supremo.
(__)É uma corrente que acredita nas circunstâncias concretas e materiais como principal meio de explicação da realidade e seus fenômenos sociais, históricos e mentais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Que filósofo é autor do argumento da aposta?
(AGOSTINHO. Confissões. XII – IX.13).
É conhecida a influência da filosofia pagã e da religião gnóstica nas obras da juventude de Agostinho. Das alternativas abaixo, assinale aquela que representa mais propriamente o alvo da crítica do Bispo de Hipona no trecho citado das Confissões.
Considerando a relação entre as críticas realizadas pelo teórico Walter Benjamin, da Escola de Teoria Crítica, mais conhecida como Escola de Frankfurt, e a produção artística em tempos de avanço tecnológico, julgue o item a seguir.
Para Benjamin, toda obra de arte está rodeada por uma aura e
a reprodução técnica, própria da sociedade industrial, sendo
o aumento da produtividade a força motriz que sustenta o
alcance dotado de sentido da obra de arte.
A maior parte dos textos que tratam da divisão cronológica da história da filosofia registram que, entre os século I e VII, no Ocidente, houve o predomínio da filosofia ............................, que resultou dos esforços feitos pelos apóstolos Paulo e João e pelos primeiros padres da Igreja para conciliar a nova religião, o cristianismo, com o pensamento dos filósofos gregos e romanos, como forma de converter os pagãos. Portanto, a essa filosofia ligava-se a missão ............................, bem como a tarefa de defender a religião cristã dos ataques teóricos e morais que recebia.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.
Para Nietzsche, a embriaguez é condição necessária
e suficiente para a produção artística, por isso a ausência
de um estado de embriaguez impede o artista de criar.
O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.
Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.
Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.
Nenhum dos filósofos do período citado no texto considera
a metáfora do universo como um relógio compatível com
a crença em um Deus criador.