Questões de Concurso
Sobre o sujeito moderno em filosofia
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Em muitas aldeias por esse mundo afora, em sociedades tradicionais ou industrializadas, as pessoas se reúnem de noite para conversar. Em pubs e bares, ao ar livre, sob a copa das árvores, ao redor de fogueiras, elas intercambiam histórias, contam piadas, discutem questões daquele dia, debatem sobre assuntos importantes ou triviais. Ouvindo essas conversas em culturas diferentes da nossa, aprendemos muita coisa sobre os conceitos e teorias que as pessoas usam para explicar suas experiências e que valores elas consideram mais importantes.
Kwame Anthony Appiah. Introdução à filosofia contemporânea.
Petrópolis: Vozes, 2006, p. 297 (com adaptações).
O positivismo é uma perspectiva filosófica que pretende organizar as sociedades com o mesmo rigor das ciências da natureza.
O Existencialismo tem seus antecedentes no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard. Como vertente filosófica e literária, conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós-guerra, principalmente com os trabalhos de Jean-Paul Sartre. Acerca do Existencialismo, julgue o próximo item.
Um conceito central na moral existencialista é o de
responsabilidade, que se correlaciona com os conceitos
de consciência e liberdade.
O Existencialismo tem seus antecedentes no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard. Como vertente filosófica e literária, conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós-guerra, principalmente com os trabalhos de Jean-Paul Sartre. Acerca do Existencialismo, julgue o próximo item.
No existencialismo sartreano, o devir fica marcado pela
forma de existência do “ser-para-si”.
O Existencialismo tem seus antecedentes no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard. Como vertente filosófica e literária, conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós-guerra, principalmente com os trabalhos de Jean-Paul Sartre. Acerca do Existencialismo, julgue o próximo item.
Para o Existencialismo, a essência precede a existência,
na medida em que considera essencial ao ser humano
sua liberdade.
O Existencialismo tem seus antecedentes no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard. Como vertente filosófica e literária, conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós-guerra, principalmente com os trabalhos de Jean-Paul Sartre. Acerca do Existencialismo, julgue o próximo item.
De Kierkegaard o Existencialismo herdou a perspectiva
anti-hegeliana ao considerar que a existência humana se
apresenta como projeto individual, que não se insere em
um devir pré-determinado da história.
O Existencialismo tem seus antecedentes no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard. Como vertente filosófica e literária, conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós-guerra, principalmente com os trabalhos de Jean-Paul Sartre. Acerca do Existencialismo, julgue o próximo item.
A ideia central do Existencialismo é a de que o ser
humano detém uma liberdade que só lhe pode ser
subtraída à força.
Considera-se que a filosofia surgiu na Grécia Antiga, com os filósofos ditos pré-socráticos. No que se refere aos filósofos pré-socráticos e a alguns filósofos posteriores, julgue o item que se segue.
Platão retoma o construto de Não-Ser em sua filosofia do
conhecimento, atribuindo o Não-Ser a uma discrepância
entre o juízo humano e a existência concreta do mundo
das ideias.
Friedrich Nietzsche dedicou boa parte de sua obra ao tema da moral. Seu trabalho terminou por constituir-se, em grande medida, em uma contraposição às perspectivas kantianas acerca do tema. A respeito do pensamento moral desses dois grandes filósofos, julgue o item a seguir.
Nietzsche defende, como Kant, que se faz necessária a
universalização de uma ação para que ela possa ser
considerada boa.
Friedrich Nietzsche dedicou boa parte de sua obra ao tema da moral. Seu trabalho terminou por constituir-se, em grande medida, em uma contraposição às perspectivas kantianas acerca do tema. A respeito do pensamento moral desses dois grandes filósofos, julgue o item a seguir.
Kant e Nietzsche constroem uma moral que leva em
consideração os resultados das ações humanas no
processo de qualificá-las como boas ou ruins.
Friedrich Nietzsche dedicou boa parte de sua obra ao tema da moral. Seu trabalho terminou por constituir-se, em grande medida, em uma contraposição às perspectivas kantianas acerca do tema. A respeito do pensamento moral desses dois grandes filósofos, julgue o item a seguir.
Tanto em Kant quanto em Nietzsche pode-se divisar uma
noção de heteronomia, ainda que cada sistema filosófico
dê à noção diferente conceituação.
“Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores, nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos só, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.”
(SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p.624)
Identifica-se, no texto acima, o pensamento existencialista de Sartre, segundo o qual o ser humano
(...) E na introdução à dialética transcendental, Kant diz: “Verdade ou aparência não se encontram no objeto na medida em que ele se dá na intuição e sim no juízo a seu respeito, na medida em que é pensado.”
A caracterização da verdade como “concordância”, adequatio, omoiosis, é, de certo, por demais vazia e universal. (...)
(HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo, § 44, b). In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009, p.156.)
A partir do trecho da obra Ser e tempo de Heidegger, pode ser afirmado que
Vemos que as coisas que não têm inteligência, como, por exemplo, os corpos naturais, agem para uma finalidade, o que se mostra pelo fato de sempre ou frequentemente agirem da mesma forma, para conseguirem o máximo, donde se segue que não é por acaso, mas intencionalmente, que atingem seu objetivo. As coisas, entretanto, que não têm inteligência só podem procurar um objetivo dirigidas por alguém que conhece e é inteligente, como a flecha dirigida pelo arqueiro. Logo, existe algum ser inteligente que ordena todas as coisas da natureza para seu correspondente objetivo: a este ser chamamos Deus.
(AQUINO, Tomás de. Suma Teológica (I, Questão 2). In: MARCONDES, Danilo (org.). Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 71.)
Ao elaborar a quinta via racional da existência de Deus, Tomás de Aquino
A partir do texto acima e com relação a conhecimento e linguagem, julgue o item a seguir.
A intuição e a linguagem comum são um bom ponto de partida para o conhecimento, mas não são suficientes para provar um conhecimento científico teórico.
Segundo Galileu, a matemática é a linguagem fundamental e única para o estudo imediato da natureza e das sensações.
Das alternativas abaixo, qual NÃO corresponde às regras do método expostas por René Descartes nesse texto?